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	<title>Agência USP de Notícias&#187; Agência USP de Notícias</title>
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	<description>Divulgação aos meios de comunicação a produção científica e atividades como cursos e palestras, exposições e publicações.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 May 2013 21:49:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
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		<title>Gambiarras criam novos usos para produtos industrializados</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Bernardes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[FAU]]></category>
		<category><![CDATA[gambiarras]]></category>
		<category><![CDATA[improvisação]]></category>
		<category><![CDATA[mercadoria]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade de consumo]]></category>
		<category><![CDATA[valor de troca]]></category>
		<category><![CDATA[valor de uso]]></category>

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		<description><![CDATA[Distância entre produção e consumo leva a improvisação e novos usos de objetos para as necessidades diárias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As gambiarras estão presentes no dia-a-dia, na forma de produtos industrializados que ganham funções diferentes da sua concepção ou que tem sua forma modificada, a fim de atender necessidades cotidianas imediatas. Pesquisa do designer Rodrigo Boufleur, realizada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, aponta que o distanciamento entre produção e consumo faz com que muitos objetos sejam utilizados, na prática, de maneira diferente, favorecendo a produção de improvisações que dão a eles novas utilidades.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-139194" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130617_a.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130617_a.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Gambiarras podem ser improvisações utilitárias a partir de recursos industrializados"/></a>
	<div>Gambiarras podem ser improvisações utilitárias a partir de recursos industrializados</div>
</div><p>A pesquisa, orientada pela professora Maria Irene Szmrecsányi, da FAU, reuniu cerca de 260 imagens contemporâneas de gambiarras em diversas situações do cotidiano. O designer procurou investigar a produção existente por trás das improvisações. “Gambiarras podem ser definidas como improvisações utilitárias, a partir de recursos industrializados”, afirma. “Qualquer subversão no uso ou na função do objeto, que mude sua finalidade, contrariando o design e a função originais, é uma improvisação, ou seja, uma gambiarra”, acrescenta. Ele menciona exemplos bastante simples, como a palha de aço colocada na antena de televisão para melhorar a recepção da imagem, uma faca de serra usada como chave de fenda ou um chinelo colocado embaixo do pé de uma moto para que ela não caia na areia da praia.</p>
<p>A ideia de produção está relacionada com o trabalho de transformação da forma e da função dos objetos. “Além da improvisação em si, há um trabalho de ajuste utilitário, que utiliza os produtos industrializados, recursos predominantes na sociedade contemporânea, readequando suas finalidades e qualidades físicas”, diz. Em sua dissertação de mestrado, apresentada na FAU em 2006, o designer analisou a relação da gambiarra com o design. “Na ocasião, o estudo mostrou a gambiarra como uma forma alternativa de design”. Neste trabalho, Boufleur propõe uma abordagem socioeconômica, sob o ponto de vista do consumo, contemplando conceitos de Michel de Certeau e Karl Marx.</p>
<p>Segundo Boufleur, Certeau fala em “práticas do cotidiano”, fazeres que acontecem a partir de uma dada estrutura ou sistema, como o uso da língua, ou caminhar pela cidade. &#8220;O ato de usar objetos industrializados para outras necessidades, numa improvisação utilitária do cotidiano, seria um exemplo deste tipo de prática&#8221;, observa. &#8221;A abundância de produtos industrializados leva ao surgimento de novas necessidades, as quais acentuam a infinidade de improvisações e que, muitas vezes, terminam por gerar novos produtos.</p>
<p><strong>Improvisação</strong><br />
De acordo com o designer, &#8220;ao mesmo tempo, os próprios produtos industriais povoam nosso entorno, sendo recursos disponíveis para a realização de necessidades imediatas, e nesse processo está envolvida a criação das gambiarras&#8221;.  A improvisação pode se converter em produtos, como aconteceu com o uso de ferro de passar roupa para alisar cabelos, que daria origem às chapinhas de alisamento. “O pensador Vilém Flusser define os objetos como obstáculos, na medida em que geram a necessidade de novos objetos, que criam outros obstáculos, numa cadeia infinita de produção e consumo”, aponta.</p>
<p>Boufleur conta que Marx, ao teorizar sobre  a ideia de mercadoria, definiu dois tipos de valor: o de troca e o de uso.  &#8220;A análise econômica, no entanto, se atém apenas à realização do valor de troca. A questão utilitária fica de lado, não importando a realização do valor de uso&#8221; , explica. “Isso provoca um distanciamento entre os objetivos da produção e do consumo, apontado por autores como Wolfgang Haug e Jean Baudrillard, e favorece a manifestação de improvisações”.  Diferentemente da condição de mercadoria, o designer afirma que a produção por trás das gambiarras não implica em um valor econômico, pois elas são feitas para serem usadas, e não para serem vendidas.</p>
<p>Diante da ausência de um indicador voltado à esfera de uso, Boufleur propõe o conceito complementar de “valor de utilização”. “Esse valor enfatiza a importância da improvisação enquanto produção paralela e necessária às mercadorias industriais para a realização material de nossas necessidades”, ressalta. O designer se inspirou em modelos ecológicos que sugerem indicadores como “valor de não-uso” e “valor de existência”. “A ausência deste tipo de percepção de valor, fez com que o desenvolvimento da sociedade, orientado pela produção de mercadorias focadas na realização de seu valor de troca, implicasse em problemas ambientais. Neste sentido, as improvisações pode ser vistas também como uma forma de preservação, na medida em que reaproveitam artigos industriais”.</p>
<p>A pesquisa organizou exemplos de gambiarra em sete categorias, que incluem informação e entretenimento (rebobinar fitas cassete com caneta, embalagens de biscoitos usadas para ampliar o alcance de antenas de wi-fi), alimentação (mexer o cafezinho com palito de dentes, usar colher para segurar o gás das bebidas), saúde e higiene (forrar tampa do vaso sanitário com papel higiênico, limpar vidros com jornal), vestuário (emendar óculos com fita adesiva, consertar zíper com argola de chaveiro), domésticas (emendas de varais, enrolar mangueira em roda de pneu), espaço público e transporte. “Muitas vezes, carcaças de automóveis são transformadas em carroças puxadas por animais, aproveitando um material mais disponível do que os recursos naturais, como a madeira”, conclui Boufleur.</p>
<p><em>Foto: Marcos Santos / USP Imagem</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('scpvgmfvsAhnbjm/dpn')">&#114;bo&#117;f&#108;eur&#64;&#103;&#109;&#97;&#105;l&#46;&#99;&#111;m</a> e </strong><strong><a href="javascript:DeCryptX('cpvgmfvsAvtq/cs')">b&#111;&#117;&#102;le&#117;r&#64;&#117;&#115;&#112;.b&#114;</a></strong><strong>, com Rodrigo Boufleur</strong></p></blockquote>
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</ul>
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		<title>Biossensor detecta pesticida na água, solo e alimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[biossensor]]></category>
		<category><![CDATA[IFSC]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
		<category><![CDATA[lençóis freáticos]]></category>
		<category><![CDATA[metamidofós]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>
		<category><![CDATA[UFMT]]></category>

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		<description><![CDATA[Presença do pesticida metamidofós é detectada em poucos minutos por biossensor de baixo custo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Assessoria de Comunicação do IFSC<br />
<a href="javascript:DeCryptX('dpnvojdgjtdAvtq/cs')">&#99;&#111;&#109;&#117;n&#105;&#99;&#102;is&#99;&#64;&#117;&#115;&#112;.br</a> </em></p>
<p>Um projeto de pesquisa conjunto entre o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) resultou na idealização, construção e patenteamento de um biossensor que é capaz de, num curto espaço de tempo (minutos), detectar a existência do pesticida metamidofós na água, solo e alimentos contaminados. O estudo foi motivado pela existência de grandes índices do pesticida nos lençóis freáticos e nas grandes lavouras do Estado de Mato Grosso.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-139122" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3463d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3463d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Biossensor pode ser adaptado para detectar pesticidas organofosforados"/></a>
	<div>Biossensor pode ser adaptado para detectar pesticidas organofosforados</div>
</div><p>Izabela Gutierrez de Arruda, que atualmente é pós-graduanda no IFSC, é orientada pelo professor Romildo Jerônimo Ramos, da UFMT, e co-orientada por Nirton Cristi Silva Vieira. Durante seu mestrado na UFMT, ela decidiu abraçar o projeto conjunto com o IFSC por intermédio do professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães (ex-orientador de Nirton). A ideia de desenvolver o biossensor surgiu em um encontro realizado pelo Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO) e o projeto teve apoio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>
<p>O biossensor foi construído exclusivamente para detectar o pesticida metamidofós, mas ele está também preparado para ser adaptado para a detecção de outros pesticidas que pertençam às classes dos organofosforados ou carbamatos, o que aumenta a sua utilidade e importância. O metamidofós não só é largamente utilizado nos trabalhos agrícolas no Mato Grosso, como também em todo o País e, por ser extraordinariamente forte, penetra facilmente no solo e, consequentemente, nos lençóis freáticos. Devido a sua composição química, este pesticida interage livremente no sistema nervoso central do ser humano, atacando-o rapidamente, causando danos irreversíveis no cérebro, podendo levar à morte.</p>
<p>O sensor é de fácil construção, sendo constituído por uma película muito fina — nanométrica, onde é imobilizada a enzima acetilcolinesterase (exatamente igual a que existe no cérebro humano). Quando a enzima entra em contato com as moléculas do pesticida, sua ação é inibida, produzindo menos prótons quando comparado com a enzima sem a presença do pesticida: essa diferença de prótons é lida e mostrada num pequeno aparelho onde é introduzida essa película, acusando, assim, os índices de contaminação.</p>
<p><strong>Resposta em poucos minutos<br />
</strong>Para o professor Guimarães, este é um daqueles trabalhos que visam diretamente o bem-estar social e por isso a ideia foi patenteada. É o primeiro registro de patente da UFMT em quarenta anos de existência da universidade. Atualmente, todas as análises referentes a contaminação por pesticidas no Estado de Mato Grosso são enviadas para São Paulo ou Rio de Janeiro. Com este biossensor, pode não mais haver essa necessidade, pois o equipamento — do tamanho de um medidor de índices de diabetes —, cujo protótipo está sendo desenvolvido no IFSC, confere a resposta em poucos minutos.</p>
<p>A equipe de pesquisadores procura agora, preferencialmente, uma indústria nacional de biotecnologia que tenha interesse e que compre a ideia para a comercialização do aparelho completo (que poderá custar entre R$ 100,00 e R$ 200,00 cada unidade).</p>
<p>Izabela destaca que o trabalho é de âmbito social e de impacto ecológico. “Este pesticida é utilizado em larga escala no Mato Grosso e em muitas regiões do nosso País”, alerta. “Se a região do Pantanal poderá ser ameaçada por este pesticida, pela sua localização, outros países que fazem fronteira com o Brasil poderão sentir também esse perigoso efeito, até porque a contaminação pode chegar aos reservatórios de água potável e nos grandes rios do Estado”.</p>
<p>Confirmando a preocupação de Izabela, pesquisas feitas pelo professor Wanderlei Pignati, pesquisador da UFMT e um dos maiores especialistas nacionais em pesticidas, confirmou a presença de vários pesticidas nos principais rios, poços artesianos e, inclusive, em animais, no Mato Grosso. Outro trabalho de Pignati comprovou também a existência de índices de pesticidas no leite materno. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está com um processo aberto para banir esse pesticida do mercado, proibindo sua produção, tal como já acontece em vários países da União Europeia.</p>
<p>“O desenvolvimento desse trabalho incluiu conhecimentos das áreas da física, química, biologia, e ciência e engenharia de materiais, valorizando todo o aspecto relacionado com interdisciplinaridade”, comentam Izabela e Nirton. Além do registro de patente, um artigo foi aceito e outro foi enviado para revistas especializadas nas áreas de biossensores e nanotecnologia. Izabela recebeu recentemente uma Moção de Congratulações apresentada pela deputada estadual Luciane Bezerra (MT).</p>
<p><em>Imagem: cedida pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (16) 3373-9792 / (16) 3373-8085; email </strong><a href="javascript:DeCryptX('hvjnbsbfAjgtd/vtq/cs')" target="_blank"><strong><a href="javascript:DeCryptX('hvjnbsbfAjgtd/vtq/cs')">&#103;&#117;&#105;&#109;&#97;ra&#101;&#64;ifsc.&#117;sp&#46;&#98;r</a></strong></a><strong>, com Francisco Eduardo Gontijo Guimarães</strong></p></blockquote>
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		<title>Cantar ou falar em público exige cuidados e orientações</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 21:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rita Stella, de Ribeirão Preto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cantoras]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio do sono]]></category>
		<category><![CDATA[DTM]]></category>
		<category><![CDATA[FORP]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Profissionais do canto sofrem com Distúrbios da Articulação Temporomandibular (DTM) e dormem mal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com Marilia Caliari </em></p>
<div class="img alignright size-full wp-image-139044" style="width:226px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3462B.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3462B.jpg" alt="" width="226" height="128" title="Prazer de cantar pode não durar muito tempo se não for bem conduzido"/></a>
	<div>Prazer de cantar pode não durar muito tempo se não for bem conduzido</div>
</div><p>Quem canta nem sempre espanta seus males. Pelo menos é o que diz estudo realizado pela USP, em Ribeirão Preto, com 60 cantoras profissionais. A pesquisa revelou que o prazer de cantar pode não durar muito tempo se não for bem conduzido. A falta de orientação para o canto ou para falar em público, sem os cuidados com a voz ou as estruturas da face e pescoço (sistema estomatognático), pode comprometer a execução de atividades do dia-a-dia e até mesmo do próprio trabalho. E, ainda, após uma noite mal dormida, nem mesmo a voz escapa e o resultado pode ser a rouquidão.</p>
<p>O resultado dessa falta de cuidado e de orientação pode levar aos Distúrbios da Articulação Temporomandibular (DTM) e as cantoras estão num grupo que mais apresenta a DTM, doença que ataca os músculos e articulações da face e pescoço. Além de sofrer dores e desconfortos nessa região, elas dormem mal e, consequentemente, perdem qualidade de vida no exercício da  profissão.</p>
<p>A professora Andréa Cândido dos Reis, do Departamento de Materiais Dentários e Prótese da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, que é coordenadora do trabalho, explica que a DTM é “uma patologia que pode ser desencadeada por hábitos repetitivos, estresses e pela má qualidade de sono. Estes, por sua vez, interferem na harmonia do sistema estomatognático (estrutura que possibilita a sucção, respiração, deglutição, mastigação e fala), gerando outras complicações”.</p>
<p>São conhecidos da literatura médica os fatos de que essas disfunções da articulação temporomandibular (ATM) prejudicam a qualidade de vida. Os trabalhos desenvolvidos em Ribeirão Preto mostram que esses distúrbios acometem também as pessoas que usam a voz profissionalmente, como os professores, os oradores e os cantores, além de identificar a relação entre o mau funcionamento da ATM e os distúrbios do sono, que causam ainda alterações da voz.</p>
<p><strong>Tratamento precoce e multidisciplinar<br />
</strong>A professora adianta que o diagnóstico e tratamento desses problemas devem ser precoces e realizados de forma multidisciplinar, principalmente quando se referem à profissão do cantor. Sabendo que as mulheres são as mais afetadas e para contribuir para a questão, a equipe coordenada pela professora Andrea decidiu avaliar o nível de qualidade de vida dessas profissionais, tendo como base os distúrbios do sono e as DTMs.</p>
<p>Auxiliada pelo professor Abel Rocha, do Departamento de Música da Unesp da Capital, e pela doutoranda da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Snijhana Dragham, a pesquisadora reuniu 60 cantoras de Ribeirão Preto e região. Com idade entre 16 e 76 anos, cantavam em média de duas a 30 horas semanais e exerciam a profissão de dois a 35 anos.</p>
<p>Os resultados mostraram que a maioria delas apresenta dores e alteração da voz. O estudo apontou que 53% sofrem com algum tipo de mau funcionamento das estruturas da face e mandíbula, o que pode levar a alterações da ATM, com deslocamento do disco articular e dor miofascial (músculos do ombro, pescoço e face). Segundo Andréa, esse último sintoma é o mais prejudicial para os cantores, que “relatam constante ingestão de medicamentos analgésicos para a continuidade de seu trabalho”. Ela alerta que o uso indiscriminado de remédio para dor nessas circunstâncias pode “mascarar os sintomas e piorar as lesões”.</p>
<p>A maioria dessas cantoras (86,6%) sentem dificuldades em abrir a boca, e 90% relatam problemas com os movimentos mandibulares. Elas referem ainda episódios de rouquidão, alterações na ressonância da voz, além de muitas queixas de dores. Com relação ao sono, a maioria diz não sofrer de insônia, porém relata alterações na voz ao acordar. Algumas dizem que precisam de mais horas de sono para que “a falta dele não interfira no desempenho em outras atividades do dia”.</p>
<p><em>Imagem: <a href="http://sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a></em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('boesfbsf84Azbipp/dpn/cs')">a&#110;&#100;&#114;e&#97;&#114;&#101;7&#51;&#64;y&#97;&#104;oo.co&#109;&#46;b&#114;</a>,  com Andréa Cândido dos Reis</strong></p></blockquote>
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		<title>Scanner de gordura corporal ganha versão compacta</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=137395</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 21:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[AllBodyScan 3D]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito SESC de Corridas]]></category>
		<category><![CDATA[gordura corporal]]></category>
		<category><![CDATA[ICMC]]></category>
		<category><![CDATA[massa muscular]]></category>
		<category><![CDATA[massa óssea]]></category>
		<category><![CDATA[peso corporal]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova versão do equipamento, mais leve e versátil, pode ser usada em pessoas com obesidade mórbida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Maristela Galati, da Assessoria de Comunicação do ICMC<br />
<a href="javascript:DeCryptX('dpnvojdbAjdnd/vtq/cs')">co&#109;&#117;nica&#64;&#105;&#99;&#109;&#99;.usp&#46;&#98;r</a> </em></p>
<p>O AllBodyScan 3D, scanner de gordura corporal desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, ganhou uma nova versão, mais leve e compacta. O equipamento avalia o percentual de gordura corporal com maior precisão do que a tecnologia presente no mercado, e foi lançado no dia 21 de abril durante o Circuito SESC de Corridas, em São Carlos. Na ocasião, o scanner avaliou 162 participantes.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137411" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScanb.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScanb.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Equipamento avalia percentual de gordura corporal com maior precisão "/></a>
	<div>Equipamento avalia percentual de gordura corporal com maior precisão </div>
</div><p>Após escanear o corpo todo em 30 segundos, o software calcula volume e altura e, complementado com dados como idade e sexo do avaliado, leva mais 30 segundos para processar o resultado final. O escaneamento é feito por meio de um sensor de infra-vermelho, o mesmo utilizado nos videogames modernos, que é fixado em uma torre, enquanto o avaliado permanece em pé sobre uma plataforma giratória. O software captura os dados volumétricos e gera um modelo tridimensional da pessoa. Para tanto, é necessário que esta esteja com trajes adequados, como roupas de ginástica, pois o volume das vestimentas pode influenciar na medição. A versão compacta doAllBodyScan 3D suporta até 250 kg, o que possibilita sua utilização em pessoas com obesidade mórbida.</p>
<p>O professor do ICMC, Mario Alexandre Gazziro, coordenador do projeto, diz que as modificações em relação à primeira versão foram mínimas. “A principal modificação foi a redução do tamanho, consumindo agora apenas dois metros quadrados de área, enquanto o outro modelo ocupava sete metros. Essa diminuição de tamanho foi possível, pois nessa nova abordagem, nós giramos o avaliado sobre o próprio eixo, em 180 graus&#8221;, explica o professor. Na versão original, um poste com os sensores é era rotacionado 270 graus ao redor do avaliado por meio de um trilho circular, o que tornava o equipamento grande”, revelou.</p>
<p><strong>Precisão</strong><br />
Gazziro, que iniciou a pesquisa há mais de dez anos, garante que a precisão do aparelho é idêntica à do original, pois depende apenas do software e dos sensores, que continuam os mesmos. “Continuamos com a meta de 1% de margem de erro na avaliação da gordura, sendo que, como novidade, esse novo scanner também vai avaliar a massa muscular e a massa óssea &#8211; com percentual de erro de 5%”, conta o pesquisador. Essa precisão chega próxima ao que especialistas chamam de “padrão-ouro”, o mais preciso método de medição de gordura corporal, por pesagem hidrostática em tanque d’água.</p>
<p>Outro cálculo que é feito pela nova versão do equipamento é o de peso corporal, por meio da medição da superfície. A margem de erro é de 200 gramas para uma pessoa de biotipo médio (considerando um homem com 80 quilos). O software também armazena, exibe e permite exportar esses dados para outros sistemas.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137419" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScand.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScand.jpg" alt="" width="230" height="196" title="Tamanho do equipamento foi reduzido para dois metros quadrados de área"/></a>
	<div>Tamanho do equipamento foi reduzido para dois metros quadrados de área</div>
</div><p>O scanner passará a ser comercializado a partir do segundo semestre de 2013. As encomendas poderão ser feitas durante a feira Fitness Brasil, que ocorrerá entre os dia 5 e 7 de setembro, em São Paulo. Segundo Gazziro, o AllBodyScan 3D custará na faixa de 70 mil reais, e seu uso será voltado para academias de ginástica. “Esse preço ainda pode sofrer ajustes por conta das indústrias parceiras que vão realizar a produção e comercialização&#8221;, ressalta o professor. &#8221;Aos pesquisadores envolvidos &#8211; professores, alunos, instituições de fomento e universidade &#8211; cabe um percentual do lucro repassado em forma de royalties definido em convênios”, completou. O desenvolvimento do sistema contou com o apoio de especialistas clínicos e pesquisadores das áreas de computação, biomedicina e engenharia.</p>
<p>O público poderá conhecer o scanner de perto no próximo dia 15 de maio, a partir das 14 horas, durante a Visita Monitorada ao ICMC. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet, através do link: <a href="http://goo.gl/oqj6">http://goo.gl/oqj6</a> . O endereço é Av. Trabalhador São-carlense, 400, São Carlos. Outras informações sobre o equipamento podem ser obtidas no email <a href="http://www.allbodyscan3d.com.br">www.allbodyscan3d.com.br</a>.</p>
<p><em>Imagens: Naylor Fabiano / Assessoria de Comunicação do ICMC</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (16) 3373-9686, com o professor Mário Alexandre Gazziro</strong></p></blockquote>
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		<title>Expectativa de vida cresce, mas vivemos mais tempo doentes</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 21:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Pivetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[compressão da morbidade]]></category>
		<category><![CDATA[doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[expectativa de vida]]></category>
		<category><![CDATA[FSP]]></category>
		<category><![CDATA[população idosa]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto SABE]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de viver por mais tempo, estudo aponta que população idosa goza de menor qualidade de vida
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-138869" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461A.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461A.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas eficientes de prevenção"/></a>
	<div>Aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas eficientes de prevenção</div>
</div><p>Apesar do aumento da expectativa de vida da população brasileira, um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo.</p>
<p>Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde.</p>
<p><strong>O estudo<br />
</strong>Segundo o estudo-base da pesquisa, até a década de 1970 e 1980, se tinha a ideia central de que o aumento de expectativa de vida da população seria uma espécie de fracasso em termos de saúde. “Os estudiosos pensavam que, embora conseguissem fazer as pessoas viverem mais tempo, elas viviam em uma situação de saúde pior”, explica Campolina.</p>
<p>A partir da década de 1980, as pesquisas passaram a contrariar as hipóteses anteriores, afirmando que a população vivia mais e em um quadro de saúde bom. A nova teoria também levantava o ponto de que a população humana apresenta um limite máximo, ainda não estabelecido com precisão, de tempo de vida. À medida que a melhoria das condições de vida vai se estabelecendo, a população tende a se aproximar cada vez mais desse limite.</p>
<p>Da mesma forma que a expectativa de vida ia sendo trazida para o limite máximo de vida da pessoa, o limiar de aparecimento de doenças crônicas, comuns na população idosa, também vai sendo empurrado.</p>
<p>“Num primeiro momento, o tempo limite máximo de aparecimento das doenças crônicas não mudaria com o aumento da expectativa de vida. Posteriormente, observou-se que o início de aparecimento das doenças também é postergado, mantendo, e talvez diminuindo, o tempo de vida da pessoa portando a doença”. A diminuição desse intervalo entre o aparecimento das doenças e a morte, a ciência dá o nome de compressão da morbidade.</p>
<p><strong>Análises em domicílio<br />
</strong>O projeto teve como objeto de avaliação participantes do Projeto Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), desenvolvido pela FSP, que acompanha idosos da cidade de São Paulo desde o ano 2000 em diversos aspectos, tais como saúde e qualidade de vida. “No estudo, nos atentamos para aspectos sociodemográficos, condições de saúde, capacidades e desempenho de atividades de vida diária pela população idosa”, ressalta Campolina.</p>
<p>A coleta dos dados era realizada por uma equipe especializada, que colhia as informações nos domicílios e traziam os dados para análise. “O interessante, do ponto de vista temporal, era comparar a população de 2000 e de 2010 para saber se houve compressão da morbidade, e os estudos mais recentes estão nos dando uma resposta negativa para essa pergunta”, completa o pesquisador.</p>
<p><strong>Prevenção e resultados<br />
</strong>O estudo buscou levantar a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade. A conclusão é de que algumas das principais doenças crônicas que acometem a população idosa, entre elas a hipertensão arterial sistêmica, doença articular, doença cardíaca, diabetes mellitus tipo 2, doença mental, doença pulmonar crônica e doença cerebrovascular, uma vez prevenidas, contribuem de maneira significativa para a melhoria da qualidade de vida e para a longevidade dos idosos.</p>
<p>Campolina ressalta que esses métodos preventivos não são frequentemente incentivados na população mais velha, e que isso é uma visão equivocada. “A medicina ainda acredita que prevenção é sinônimo de pacientes jovens. Mas a prevenção de doenças é uma estrategia afirmativa, mesmo nos idosos, para prolongar o tempo de vida e ganhar qualidade de vida, e o estudo comprovou isso”, afirma.</p>
<p><em>Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('bmfdbnqpmjobAhnbjm/dpn')">&#97;&#108;&#101;camp&#111;lina&#64;&#103;&#109;&#97;il.c&#111;m</a>, com Alessandro Campolina</strong></p></blockquote>
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		<title>Perfis de presidenciáveis no Twitter visam cativar eleitores</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 21:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lara Deus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[eleições de 2010]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[microblog]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Candidatos à presidência em 2010 tratavam de campanha, vida familiar e evitavam questões polêmicas na internet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os três candidatos à presidência mais votados nas eleições de 2010, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, adotaram uma postura semelhante em seus perfis no Twitter durante a campanha política. Os microblogs, em geral, mesclavam conteúdo sobre o cotidiano da campanha com postagens sobre suas vidas privada e familiar, revelando uma preocupação crescente em criar um vínculo afetivo com seus eleitores. A constatação faz parte de uma pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-138874" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461B.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461B.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Os candidatos estudados oscilaram entre linguagem erudita e a popular nas postagens"/></a>
	<div>Os candidatos estudados oscilaram entre linguagem erudita e a popular nas postagens</div>
</div><p>Artur Daniel Ramos Modolo, autor da dissertação de mestrado da FFLCH, percebeu que, em geral, não havia diferença de conteúdo entre o que Dilma, Serra e Marina postavam. Ele afirma que sempre eram presentes a divulgação da agenda política e os elogios a gestões anteriores. Além disso, Modolo constatou que “eles tentavam evitar questões polêmicas, como aborto, uso de células tronco e maioridade penal”. A pesquisa abordou as postagens de 6 de julho a 31 de outubro de 2010, período oficial de campanha.</p>
<p>Outra conclusão da pesquisa é que a campanha presidencial brasileira de 2010 muitas vezes adaptou o material de outros meios ao digital, como é o caso da postagem das propagandas televisivas no Youtube, e explorou diversos sentidos do internauta (o verbal, o visual, o auditivo, etc.). Para que agregasse um valor político-ideológico àquilo que era publicado, o material era comumente feito com as cores dos respectivos partidos de Dilma (PT), Serra (PSDB) e Marina (PV).</p>
<p>Também se verificou que a esfera política estava agindo de acordo com a convergência das mídias, tendência apropriada por outras comunidades, como a científica ou a religiosa. Um exemplo disto é que, apesar de Modolo ter selecionado para a pesquisa apenas o Twitter, ele afirma que acabou “tendo que indiretamente verificar outros canais, como o Youtube”.</p>
<p>Para o pesquisador, é central destacar a importância da hipertextualidade presente principalmente nos links na Internet, que faz com que o internauta possa passar, em poucos cliques, de uma música para uma notícia, entrevista ou até um material de conteúdo político. &#8220;Dessa forma, o internauta muitas vezes não navega com o intuito específico de aumentar seus conhecimentos políticos ou sobre determinado candidato. Pelo contrário, passa pelos mais diversos tipos de linguagem e conteúdo&#8221;, afirma Modolo.</p>
<p><strong>Ideologia do cotidiano</strong><br />
As eleições não são o único tema tratado nos microblogs dos candidatos. Modolo constatou que Dilma, Serra e Marina usaram o que ele chamou de “Ideologia do Cotidiano”. Ele exemplifica que “quando eles escrevem que foram tomar sorvete com sua netinha, se você for pensar friamente, isso não tem a ver com a política. Mas, talvez o internauta coloque ele dentro de um molde de uma boa pessoa que teoricamente também seria um bom político”, diz. “Não se trata somente de um microblog político. Na verdade, o que eles estão fazendo ali é tentar cativar o internauta e criar uma empatia”.</p>
<p>Para ganhar eleitores, os candidatos transitaram entre a linguagem erudita e a popular. Algumas vezes, eles inseriam nos 140 caracteres permitidos na postagem do Twitter citações de poetas ou de líderes políticos. Ao mesmo tempo, também foi próprio do microblog eleitoral o uso de expressões abreviadas ou do vocabulário juvenil. “Serra chegou a usar ‘bombou’, ‘irado’, ‘punk’, coisas que não fazem parte do linguajar dele”, comenta Modolo. Isto aconteceu, segundo ele, pois os candidatos tinham um interlocutor presumido, que, no caso do Twitter, era o público jovem.</p>
<p>Para não se fazer uma análise exclusivamente linguística do tema, a questão foi estudada a partir da metodologia do Círculo de Bakhtin, por meio da qual se considera também o âmbito ideológico, social e histórico que permeiam a linguagem. A escolha foi importante pois o material selecionado é compostos de discursos que, por fazerem parte de uma campanha política, têm como ponto de partida ideologias delimitadas.</p>
<p>Para o pesquisador, as conclusões de seu estudo continuarão se aplicando à próxima eleição, já que elas são relacionadas mais aos aspectos culturais da sociedade brasileira do que temporais do ano de 2010. A dissertação <em>Hipertextualidade e relações dialógicas no gênero digital microblog político dos candidatos à presidência do Brasil nas eleições 2010</em> foi defendida em 2012 na FFLCH.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em><br />
<strong><strong></strong></strong></p>
<blockquote><p><strong><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('b/e/s/npepmpAhnbjm/dpn')">a.d.r&#46;m&#111;&#100;ol&#111;&#64;gm&#97;&#105;&#108;.com</a>, com Artur Modolo </strong></strong></p></blockquote>
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		<title>Testes avaliam memória canina e atestam vínculos com humanos</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 21:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rúvila Magalhães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[animais de estimação]]></category>
		<category><![CDATA[cachorros]]></category>
		<category><![CDATA[cão doméstico]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação entre espécies]]></category>
		<category><![CDATA[IP]]></category>
		<category><![CDATA[memória canina]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo sobre memória canina comprova que, com a ajuda humana, os cães lembram melhor de informações ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignright size-full wp-image-138624" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130514_b.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130514_b.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Pesquisa contou com amostra de 15 cães de diversas raças"/></a>
	<div>Pesquisa contou com amostra de 15 cães de diversas raças</div>
</div><p>Cães testados em pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP mostraram-se capazes de reter informações sobre a localização de alimento escondido, após intervalos de até 4 minutos. Esse resultado é parte do estudo realizado pela psicóloga Maria Mascarenhas Brandão em sua dissertação de mestrado em psicologia experimental. Os animais demonstraram mais facilidade na execução da tarefa ao serem lembrados da localidade do objeto escondido por um gesto humano, fato que atesta um vínculo entre as espécies. A capacidade de recordar, dentro do tempo de retenção indicada, não se mostrou abalada por distrações causadas propositalmente.</p>
<p>A pesquisa <em>A memória de um gesto comunicativo humano no cão doméstico (Canis familiaris)</em>, orientada por César Ades, contou com uma amostra de 15 cães de diversas raças. O estudo objetivava investigar se um cachorro de estimação seria capaz de reter uma informação dada por um ser humano e por quanto tempo ela ficaria armazenada. Já durante a pesquisa, dotada de dois experimentos, foram determinados dois objetivos específicos.</p>
<p>“No primeiro experimento, o objetivo era verificar se haveria um decréscimo no número de acertos na tarefa de busca de um alimento escondido com o aumento do intervalo de tempo entre a aquisição da informação, que é o local do esconderijo, e o seu uso, que é a possibilidade de buscar o objeto”, relata Maria. Esse primeiro experimento contou com duas situações diferentes: na primeira, o cão deveria perseguir o alimento contando apenas com a percepção visual; na segunda, um ser humano era o mediador, indicando com gestos o local para onde o cão deveria ir. No segundo experimento, o objetivo era explorar fatores de interferência na memória, submetendo o animal a distrações. Todos os animais passavam por esses dois experimentos.</p>
<p><strong>Desempenho</strong><br />
De maneira geral, os cães demonstraram melhor desempenho no intervalo de 60 segundos, sendo que a informação era retida por até 4 minutos. Os cães foram mais bem-sucedidos na tarefa quando recebiam indicação gestual, mesmo em comparação com o momento em que eles poderiam olhar diretamente para o alimento. Em nenhuma das situações observadas as distrações tiveram resultados significativos.</p>
<p>O melhor desempenho dos cães para os quais o alimento era indicado por um gesto surpreendeu a pesquisadora: “Durante a elaboração das hipóteses, pensou-se que os cães responderiam com mais facilidade na situação de observação direta, justamente pela possibilidade de ver o alimento, já que este estava colocado como elemento motivador e recompensa final e por isto parecia mais relevante para o cão”, relata Maria.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, ainda há muito o que estudar e entender sobre o assunto. Há uma necessidade de uma amostra maior e o estudo de outros fatores ligados à memória. “Embora haja indicação de uma habilidade adquirida evolutivamente, não é possível sem uma investigação mais detalhada descartar o papel do aprendizado no desempenho da tarefa”, explica.</p>
<p>“Ao reforçar a importância do vínculo entre cães e seres humanos, a pesquisa aponta para a necessidade de se estudar a cognição canina para entender melhor esta relação”, conclui Maria. Segundo ela, a pesquisa não tinha um propósito relacionado à aplicações práticas diretas, porém os desdobramentos podem levar a reflexões a respeito da relação entre homens e cães.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia Commons</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('nbsjbncAhnbjm/dpn')">&#109;&#97;ria&#109;b&#64;&#103;&#109;&#97;&#105;&#108;.com</a>, com Maria Mascarenhas Brandão</strong></p></blockquote>
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		<title>Ideal romântico indígena divergiu entre Brasil e Argentina</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 21:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo Faustino Sarmiento]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>
		<category><![CDATA[José de Alencar]]></category>
		<category><![CDATA[Prolam]]></category>

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		<description><![CDATA[Análise de autores do século 19 aponta que, mesmo com diferenças, as visões do índio real eram deturpadas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-138631" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/O-Guarani.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/O-Guarani.jpg" alt="" width="230" height="130" title="A obra &quot;O Guarani&quot; ilustra os maniqueísmos da idealização indígena"/></a>
	<div>A obra &quot;O Guarani&quot; ilustra os maniqueísmos da idealização indígena</div>
</div><p>A construção do ideal romântico nacional, típico do século 19 no mundo ocidental, inclusive na América Latina, se fez principalmente pela reconstituição da figura indígena do século 16. Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da USP buscou verificar as diferenças desta reconstrução na comparação entre Brasil e Argentina, e constatou que, enquanto a figura indígena brasileira era forjada em índios vilões e mocinhos, o índio argentino era visto apenas como vilão e tinha suas ações descritas como contrárias às unificação e pacificação do Estado.</p>
<p>Essas conclusões foram apontadas por Adriana de Carvalho Alves, historiadora e autora da dissertação de mestrado <em>Brasil e Argentina, mediação pela cultura: a contribuição dos indígenas ao projeto nacional à luz dos textos de José de Alencar e Domingo Faustino Sarmiento</em>. Para a pesquisa, Adriana avaliou a construção dos personagens índios das obras &#8220;<em>O Guarani&#8221;</em>, de José de Alencar, e &#8220;<em>Conflicto y armonía de las razas en América&#8221;</em>, de Domingo Faustino Sarmiento.</p>
<p><strong>Distorção</strong><br />
Pela análise de &#8220;<em>O Guarani&#8221;</em>, a historiadora percebeu que o imaginário brasileiro da época atribuía ao índio comportamentos e sentimentos típicos dos não-índios. A postura argentina, no entanto, era de exclusão social da figura indígena, reconhecido como inimigo do Estado e, consequentemente, da nacionalidade argentina. Apesar das diferenças, nos dois casos há uma distorção da figura real do indígena.</p>
<p>Sobre a escolha por José de Alencar, Adriana diz:  “O Guarani fez muito sucesso no formato de folhetim e formou a mentalidade da época a respeito do índio”. Para ela, a identidade indígena construída no século 19 no Brasil vem de uma escolha intencional, feita por autores românticos como Alencar, das crônicas de Gabriel Soares de Sousa, autor português do século 16 que identificou e descreveu grupos indígenas brasileiros. O principal indício da construção idealizada, segundo Adriana, foi a implantação de maniqueísmos, que podem ser identificadas nas obras de Alencar como a dualidade de guaranis como heróis e aimorés como vilões.</p>
<p>Já Sarmiento, o autor indianista argentino escolhido, não admitia os grupos indígenas como bons ou maus, dóceis ou selvagens. Para ele, eram bárbaros que precisavam ser combatidos em nome da unidade territorial da Argentina. Neste retrato, segundo a pesquisadora, “havia um confronto entre a civilização e a barbárie”, sendo que a civilização era representada pela população argentina não-índia.</p>
<p>Além disso, Alencar não se vinculou ativamente à política no Brasil, ainda que tenha concorrido ao cargo de senador na sua época. Já Sarmiento teve envolvimento político bem mais intenso na Argentina. Participou do conflito entre federalistas e unitários, ao lado dos unitários, e foi expulso de seu país por Juan Manuel de Rosas. Mesmo exilado no Chile, Sarmiento manteve sua influência na Argentina e, após seu retorno, chegou a ser presidente do país em 1868. “No Brasil, não havia um escritor com um viés tão marcadamente político para que eu fizesse a comparação para o trabalho” diz Adriana. Essa distinção entre os dois pode ter influenciado a forma como os indígenas foram retratados pelos escritores.</p>
<p>Outro fator que a pesquisadora destaca como diferença na forma como os indígenas foram romantizados está na maneira como os conflitos por terra entre índios e não-índios eram assimilados pela população não-índia. Enquanto no Brasil a opinião pública não reconhecia o índio como um combatente, porque os conflitos eram bem cerceados pelas autoridades, na Argentina as notícias dos embates eram mais disseminadas e a população reconhecia no índio um agressor direto.</p>
<p><strong>Reconhecimento</strong><br />
Adriana diz que trabalhos deste tipo visam ampliar a compreensão de que o Brasil é parte da América Latina. “Mesmo que exista o entrave da língua, somos latino-americanos”. Além disso, segundo ela,  “não há reconhecimento de que somos indígenas devido à condição de opressão deste povo. Mas não há como negar sua influência no Brasil” finaliza. O mestrado, iniciado em 2010, foi orientado pelo professor Luiz Antônio Lindo, da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia Commons</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: e-mail <a href="javascript:DeCryptX('besjbobefdbswbmipAvtq/cs')">&#97;d&#114;i&#97;&#110;a&#100;e&#99;&#97;rva&#108;ho&#64;&#117;&#115;&#112;.b&#114;</a>, com Adriana de Carvalho Alves</strong></p></blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>Tráfego intenso aumenta internação por doença respiratória</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=137837</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=137837#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 21:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Bernardes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[doenças respiratórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Aumento da frota de veículos faz com que volume do tráfego amplie o risco à saúde de crianças até 5 anos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da densidade de tráfego de veículos provoca um incremento na taxa de internação de crianças devido a problemas respiratórios na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. O trabalho do geógrafo Samuel Luna de Almeida mostra que o aumento da frota descompensa os avanços tecnológicos que reduziram as emissões de poluentes nas indústrias e nos veículos, e faz com que o tráfego intenso aumente os riscos para a saúde.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-138417" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3459b.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3459b.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Aumento vertiginoso da frota mantém a poluição em níveis de risco para a saúde"/></a>
	<div>Aumento vertiginoso da frota mantém a poluição em níveis de risco para a saúde</div>
</div><p>O geógrafo verificou a relação entre as internações por doenças respiratórias em hospitais públicos e privados no município de São Paulo e o volume do tráfego no entorno das residências dos pacientes internados. “A análise se concentrou nos grupos mais vulneráveis a problemas respiratórios, que são as crianças com até 5 anos de idade e os idosos com mais de 65 anos”, conta. Entre 2004 e 2006, a Secretaria de Estado da Saúde aponta que 81.033 crianças foram internadas por doenças respiratórias, sendo que em 20.449 casos o diagnóstico apontou relação do problema com a poluição atmosférica, conforme a literatura especializada, sendo considerados pelo estudo. Entre os idosos, no mesmo período, houve 43.937 internações por causas respiratórias e 8.527 apresentaram diagnósticos relacionados com a poluição.</p>
<p>O cálculo da densidade levou em conta o número de veículos, o comprimento e quantidade das vias da cidade. “Com base nesses dados, é possível estimar a área ocupada pelos veículos”, afirma Almeida. Estatística de 2011 do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostra que São Paulo possui uma frota superior a 6 milhões de veículos e 15 mil ônibus que circulam diariamente em 18 mil quilômetros (km) de vias. “A cidade foi dividida em células de aproximadamente 2.500 metros quadrados (m2), totalizando cerca de 4.000 áreas, para facilitar a identificação das regiões de maior tráfego”.</p>
<p>As análises demonstraram que variação positiva de uma unidade na densidade de tráfego causa um incremento de 1,3 na taxa de internações hospitalares por problemas respiratórios em cada grupo de 10.000 crianças. “Entre os idosos, não foi verificada nenhuma relação direta entre o número de internações e o tráfego de veículos”, destaca o geógrafo. &#8220;A cidade de São Paulo apresenta uma concentração de infra-estrutura e serviços urbanos, na área conhecida como Centro Expandido, o que configura maior adensamento de vias e volume de tráfego nesta área e nos principais corredores de acesso a mesma.&#8221;</p>
<p><strong>Aumento da frota</strong><br />
Almeida ressalta que a literatura científica comprova que a poluição do ar influencia a incidência de morbidades respiratórias. “Na cidade de São Paulo, houve um recuo na poluição de origem industrial, devido aos avanços na tecnologia de filtros e o processo de desindustrialização vigente”, diz. “No entanto, o aumento vertiginoso da frota de veículos mantém a poluição em níveis de risco para a saúde, mesmo com os modelos mais recentes emitindo menos poluentes.”</p>
<p>O geógrafo afirma que as internações por problemas respiratórios acontecem em casos com alto grau de morbidade. “Isso ocorre quando os tratamentos em casa, com medicamentos, ou com inalação em unidades de emergência do serviço de saúde, não têm efeito”, explica. “Os idosos nas regiões de tráfego mais denso, normalmente as mais centrais da cidade, apresentam melhor nível sócio-econômico, o que aumenta a possibilidade de contornarem o problema sem necessidade de serem internados”. A Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que os problemas respiratórios com maior incidência em idosos são doenças pulmonares obstrutivas crônicas, asma e bronquite não especificada como aguda ou crônica.</p>
<p>Nas crianças   há maior incidência de asma, bronquiolite aguda e estado de mal asmático. Almeida observa que o organismo mais frágil e o metabolismo mais acelerado das crianças faz com que os tratamentos pré-internação sejam menos eficientes. “Desse modo, eles se tornam mais suscetíveis a serem internados, o que aumenta a influência do tráfego intenso de veículos na ocorrência de problemas respiratórios”, observa.</p>
<p>Segundo a pesquisa, há necessidade de maior atenção com o transporte coletivo. “É preciso ampliar a utilização de modais que poluam menos”, ressalta o geógrafo. O estudo é descrito na dissertação de mestrado <em>Análise espacial das doenças respiratórias e a poluição relacionada ao tráfego no município de São Paulo</em>, apresentada em 25 de abril. O trabalho teve orientação da professora Adelaide Cassia Nardocci, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('tbnvfmvobmnfjebAhnbjm/dpn')">&#115;amu&#101;&#108;&#117;n&#97;&#108;&#109;&#101;i&#100;a&#64;g&#109;&#97;&#105;&#108;.&#99;o&#109;</a>, com Samuel Luna de Almeida</strong></p></blockquote>
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</ul>
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		<title>USP e Unesp criam base de dados de produtos naturais</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 21:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Quinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade brasileira]]></category>
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		<description><![CDATA[Base disponibilizada na internet traz informações de mais de 650 moléculas da biodiversidade brasileira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-138430" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3459_B.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3459_B.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Projeto prevê participação de outros grupos que estudam a biodiversidade brasileira"/></a>
	<div>Projeto prevê participação de outros grupos que estudam a biodiversidade brasileira</div>
</div><p>A parceria entre cientistas da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) resultou na criação de uma Base de Dados Brasileira de Produtos Naturais que já está disponível na internet. A<a href="http://nubbe.iq.unesp.br/portal/nubbedb.html"> NuBBE Database</a> é inédita e disponibiliza informações de mais de 650 moléculas de compostos de origem natural isolados da biodiversidade brasileira.</p>
<p>Na nova base de dados, cientistas e pesquisadores que trabalham no desenvolvimento de fármacos terão acesso gratuito a informações sobre produtos naturais, como origem, estrutura molecular, classificação, estrutura molecular 3D, massa e volume moleculares, solubilidade e ligações de hidrogênio, entre outras. De acordo com a professora Vanderlan Bolzani, da Unesp, “estes parâmetros são fundamentais quando se investiga uma substância natural visando um protótipo com finalidade farmacêutica”. Vanderlan e o professor Adriano D. Adricopulo, do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC), do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, são os coordenadores do projeto. A NuBBE Database nasceu da cooperação entre o Núcleo de Bioensaios, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais (NuBBE), da Unesp, campus de Araraquara, e o LQMC-IFSC.</p>
<p>A colaboração de Andricopulo para a parceria veio, principalmente, de sua larga experiência na criação da Base de Dados de Propriedades Farmacocinéticas batizada de PK/DB (<a href="http://www.pkdb.ifsc.usp.br">http://www.pkdb.ifsc.usp.br</a>), primeira do gênero na América Latina e que foi desenvolvida no IFSC com tecnologia inteiramente nacional. “Esta base já está no ar há cerca de cinco anos e proporciona aos pesquisadores estudar as propriedades de fármacos conhecidos, bem como explorar o potencial de novas moléculas”, descreve. Ele conta que a PK/DB levou cerca de sete anos apara ser elaborada possuindo, atualmente, mais de 4 mil fármacos descritos. Andricopulo conta que receberam diversas propostas de comercialização da base. “Mas a ideia é manter o acesso público e gratuito a cientistas e estudantes de todas as partes do mundo”, afirma.</p>
<p><strong>Reconhecimento internacional</strong><br />
Recentemente a NuBBE Database passou a integrar a <a href="http://zinc.docking.org/">Zinc</a> que é, segundo Andricopulo, a maior base de dados de moléculas do mundo. Foi estabelecido um link cruzado entre as duas bases. O Zinc é um serviço do Laboratório Shoichet, do Departamento de Química Farmacêutica da Universidade da Califórnia, San Francisco (UCSF), nos EUA.</p>
<p>Outro reconhecimento foi a recente publicação do artigo “Development of a Natural Products Database from the Biodiversity of Brazil” no <em>Journal of Natural Products</em>, que é considerado um dos mais importantes periódicos do mundo na área de química de produtos naturais.</p>
<p>A constituição da NuBBE Database foi um trabalho que durou entre dois e três anos, sendo o resultado da experiência dos dois grupos de pesquisas de mais de três décadas. A segunda etapa do projeto prevê a participação de outros grupos que estudam a biodiversidade brasileira. Para a professora Vanderlan, “entender o universo molecular da biodiversidade é avançar no conhecimento sobre as espécies de ambientes tropicais e equatoriais como o nosso, para poder reproduzir biotecnologia ou sintetizar tais compostos em laboratório”. O Brasil reúne cerca de 20% de todas as espécies do planeta.</p>
<p>Além da professora Vanderlan e de Andricopulo, colaboraram na constituição da base os doutorandos Marilia Valli, do NuBBE, e Ricardo Nascimento dos Santos, do LQMC. Os dois, bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sistematizaram dados de mais de 170 artigos científicos produzidos no NuBBE.</p>
<p><em>Imagem: Cecília Bastos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong> Mais informações: (16) 3373 8095, com o professor Adriano D. Andricopulo, ou pelo (16) 33019660, com a professora Vanderlan Bolzani</strong></p></blockquote>
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