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	<title>Agência USP de Notícias&#187; Agência USP de Notícias</title>
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	<description>Divulgação aos meios de comunicação a produção científica e atividades como cursos e palestras, exposições e publicações.</description>
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		<title>IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 20:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social (IDDS) visa despertar a noção de que qualquer pessoa pode ser um inventor e desenvolver tecnologias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/abertura-final.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-112197" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/abertura-final.jpg" alt="" width="510" height="280" /></a></p>
<h2 style="text-align: center;"><em>“</em><em>Quando retornou para a Tanzânia, </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>Bernard se transformou em um verdadeiro empreendedor. </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>Meses após seu retorno, ele inventou </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>uma bomba d&#8217;água movida a pedais de bicicleta, </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>uma serra para cortar metal movida a pedaladas, </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>uma máquina para fazer sistemas de irrigação por gotejamento</em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em> e descascadores de milho</em>.</h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>Muitas dessas inovações estão sendo comercializadas”</em></h2>
<p><em><br />
</em></p>
<p>A história de Bernard e Carlos somente foi possível graças ao <em>Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social </em>(International Development Design Summit, IDDS na sigla em inglês), projeto idealizado pela pesquisadora Amy Smith, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. A sexta edição ocorreu no Brasil, durante o último mês de julho.</p>
<div class="img size-full wp-image-111073 alignright" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/especial-idds1.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/especial-idds1.jpeg" alt="" width="230" height="130" title="Em julho, IDDS reuniu em São Paulo pessoas de vários países, culturas e escolaridades"/></a>
	<div>Em julho, IDDS reuniu em São Paulo pessoas de vários países, culturas e escolaridades</div>
</div><p>As primeiras edições do IDDS aconteceram em 2007 (quando Bernard e Carlos  se conheceram) e 2008, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT,  na sigla em inglês), nos EUA. Em 2010, a sede foi a Colorado State  University (CSU). E em 2009 e 2011, o encontro ocorreu na Kwame Nkrumah  University of Science and Technology (KNUST), em Gana.</p>
<p>Neste ano, cerca de 40 participantes de diferentes países, culturas, idades, escolaridade e profissões estiveram reunidos em São Paulo, durante o mês de julho, com o propósito de criar projetos colaborativos de design social para serem aplicados nas favelas Jardim Keralux (na zona leste de São Paulo); Dois Palitos (em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo); e no Bairro dos Freitas (em São José dos Campos, cidade a 90 quilômetros de São Paulo no Vale do Paraíba).</p>
<p><strong>Formando inventores</strong><br />
Ao final do encontro, foram apresentados os resultados iniciais da sexta edição do IDDS com os  projetos: construção ecológica, agricultura urbana, saneamento básico, jogos verticais, piso feito com material reciclável, máquina para reciclagem de garrafas PET e plano de gerenciamento financeiro. Essas iniciativas representam possibilidades reais de transformação: são sete protótipos que poderão fazer a diferença no cotidiano dos moradores das três comunidades que participaram do IDDS Brasil.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-111083" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDShome1.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDShome1.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Carregador de celular movido à energia de bicicleta idealizado por Bernard Kiwia"/></a>
	<div>Carregador de celular movido à energia de bicicleta idealizado por Bernard Kiwia</div>
</div><p>
<p>E são o resultado inicial porque uma das ideias é que haja continuidade para cada um, ou seja, que as comunidades envolvidas realizem o aperfeiçoamento desses protótipos continuamente. E mais: um dos objetivos principais é exatamente fazer as pessoas perceberem que qualquer um pode ser inovador e desenvolver tecnologias. É com esta visão que o IDDS reúne pessoas de diversas partes do mundo criando, assim, uma comunidade global de inovadores interessados em propor soluções sustentáveis de baixo custo para comunidades carentes.</p>
<p>“Percebemos que não basta projetar os protótipos, mas, principalmente, mover uma ‘chavinha’ dentro das pessoas para que elas se reconheçam como inventoras”, destacou Amy Smith, durante a abertura do evento no dia 2 de julho na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, na zona leste de São Paulo. Os protótipos aliam cocriação, sustentabilidade e empreendedorismo e foram apresentados no dia 28 de julho, na Escola Politécnica (Poli) da USP, durante o evento de encerramento.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em>“Não basta projetar os protótipos. </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>É preciso mover uma &#8216;chavinha&#8217; </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>dentro das pessoas</em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em> para que elas se reconheçam como inventoras.”</p>
<p></em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em><em> </em></h2>
<p>Neste ano, a USP e o Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA) foram os anfitriões. A responsável por trazer o evento ao Brasil foi a professora Tereza Cristina Carvalho, do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica (Poli) da USP. Esta sexta edição foi especial em alguns aspectos: foi a primeira com foco urbano, a primeira a ser apresentada em dois idiomas (português e inglês) e a primeira a ter organizadores locais.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>“Boa me na me mmoa wo”</strong><br />
Mas longe de ser uma iniciativa puramente filantrópica ou assistencial &#8211; e muito menos eleitoreira -, o intuito do IDDS é trabalhar com a cocriação por meio do envolvimento dos times (como são chamadas as equipes que trabalham nos projetos) e das pessoas das comunidades. Ou seja: todos aprendem com todos, todos ensinam a todos, todos colaboram com todos, todos crescem com todos.</p>
<div class="img size-full wp-image-111113 alignleft" style="width:202px;">
	<img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/simbolo-IDDS-boa-me.jpeg" alt="" width="202" height="197" title="&quot;Você me ajuda e eu te ajudo&quot;: símbolo adinckra resume a filosofia do IDDS"/>
	<div>&quot;Você me ajuda e eu te ajudo&quot;: símbolo adinckra resume a filosofia do IDDS</div>
</div><p>Esse espírito colaborativo faz parte da ideologia que permeia o encontro. O próprio logo do IDDS (<em>veja imagem ao lado</em>) reflete isso: ele foi baseado em símbolos africanos conhecidos como adinkra, muito tradicionais em Gana, país da África Ocidental, usados, principalmente, em tecidos e tapeçaria. O significado do símbolo é algo como “<em>Boa me na me mmoa wo</em>” (<em>Você me ajuda e eu te ajudo</em>).</p>
<p>A diversidade cultural é outra característica do IDDS. Os participantes são naturais de países como México, Etiópia, Gana, Inglaterra, Camboja, Japão, Estados Unidos, Nicarágua, Peru, Colômbia, Guatemala e também do Brasil (Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará). Há estudantes da USP, do ITA, da Unifesp, além de profissionais de diversas áreas, moradores de comunidades baixa-renda, professores, médicos, engenheiros e pessoas com ou sem educação formal.</p>
<div class="img aligncenter size-medium wp-image-111078" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/morning-circle.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/morning-circle-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" title="Morning cicle: troca de ideias entre os integrantes do IDDS, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo"/></a>
	<div>Morning cicle: troca de ideias entre os integrantes do IDDS, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo</div>
</div><p>
<p>A interação entre os participantes também é outro ponto fundamental para o processo de design colaborativo. Nas manhãs do mês de julho, era possível encontrar vários participantes reunidos em um círculo, em pleno Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, para o <em>morning circle</em>, momento para a troca de ideias entre os integrantes do IDDS. Ao longo do mês, também foram realizados workshops, palestras, aulas de design na Faculdade de Direito da USP e na EACH, além de outras dinâmicas visando a integração das pessoas.</p>
<div>
<p>Os sete protótipos são o resultado desse trabalho conjunto que uniu os moradores e participantes do IDDS. Ao longo do mês, os componentes dos times estiveram lado a lado com os  moradores,  num verdadeiro trabalho de imersão: foram vários os dias em que eles dormiram nas favelas para acompanhar o dia-a-dia das pessoas. Esta interação foi fundamental para entender a dinâmica desses locais e para a troca de experiências.</p>
<p>Nós acompanhamos, ao longo de todo o mês de julho, algumas das atividades realizadas pelo IDDS Brasil 2012. Para completar, fomos até São José dos Campos visitar o Bairro dos Freitas para conversar com integrantes dos times “Saneamento” e “Construção Ecológica”. E também produzimos um vídeo que ajuda a mostrar a dimensão deste trabalho. O resultado você confere nos links abaixo. Boa leitura!</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-112168" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/bolo-idds.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/bolo-idds-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" title="Interação com os moradores foi fundamental para entender a dinâmica das comunidades e para a troca de experiências"/></a>
	<div>Interação com os moradores foi fundamental para entender a dinâmica das comunidades e para a troca de experiências</div>
</div><p>
<p><em>Imagens cedidas pelo IDDS Brasil</em></p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:<br />
</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110252" target="_blank"> Longe de artigos científicos&#8230; perto de protótipos e inventores</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110306" target="_blank"> Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110315" target="_blank"> Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</a></strong></li>
</ul>
</blockquote>
</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">Quando retornou para a Tanzânia, Bernard se transformou em um verdadeiro empreendedor. Meses após seu retorno, ele</div>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110252" title="Longe dos artigos científicos… perto de protótipos e inventores">Longe dos artigos científicos… perto de protótipos e inventores</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110306" title="Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes">Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110315" title="Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades">Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Longe dos artigos científicos… perto de protótipos e inventores</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 20:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amy Smith, pesquisadora do MIT, criou o IDDS ao perceber que muitas conferências davam origem apenas a artigos e papers - ninguém colocava a “mão na massa”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><div class="img size-medium wp-image-112121 alignleft" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agricultura-urbana-com-Amy2.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agricultura-urbana-com-Amy2-300x141.jpg" alt="" width="300" height="141" title="Amy Smith (à direita) e o time de Agricultura Urbana: IDDS surgiu para produzir protótipos e não artigos"/></a>
	<div>Amy Smith (à direita) e o time de Agricultura Urbana: IDDS surgiu para produzir protótipos e não artigos</div>
</div><p>Em 2010, a revista norte-americana Time divulgou <a href="http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1984685_1985123_1985084,00.html" target="_blank">sua lista anual</a> das pessoas mais influentes do mundo. Entre os nomes estava Amy Smith, criadora do <em>Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social</em> (International Development Design Summit &#8211; IDDS na sigla em inglês).</p>
<p>Amy é pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Durante a palestra de abertura da sexta edição do encontro, ocorrida em 2 de julho, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, ela contou que a ideia de realizar o IDDS surgiu de uma frustração. Ela percebeu que quando participava de conferências acadêmicas, sempre se via diante de pessoas muito inteligentes, todas reunidas em uma mesma sala. Mas eram pessoas que apenas falavam; entretanto, ninguém fazia nada.</p>
<p>Então ela decidiu criar uma conferência diferente, onde seriam apresentadas coisas reais, como protótipos, e não artigos ou papers. E assim surgiu o IDDS.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="522" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kUdaMgRaL88?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="522" height="295" src="http://www.youtube.com/v/kUdaMgRaL88?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>As primeiras edições ocorreram em 2007 e 2008, no MIT. Um dos primeiros protótipos apresentados foi uma máquina de processamento de grãos movida a pedais. Isso mostra o caráter “mão na massa” presente nos encontros. Outra aspecto é dar lugar a “tecnologistas” e não exatamente “tecnologias”.</p>
<p>“O importante desses encontros não é apenas aquilo que os participantes fazem durante o IDDS, mas principalmente depois, quando eles retornam para suas casas e comunidades”, declarou Amy Smith durante a palestra de abertura.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em>“O importante desses encontros </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>não é apenas aquilo que os participantes </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>fazem durante o IDDS, </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>mas principalmente depois, </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>quando retornam para suas casas&#8221;</p>
<p></em><em></em><em></em><em></em><em></em><em></em><em></em><em></em></h2>
<p>Após esses dois encontros, percebeu-se que era importante ter o feedback dos moradores.  Mas eles estavam a quilômetros de distância&#8230;.. Então, decidiu-se ir a campo e, para isso, em 2009, o IDDS foi realizado em Gana, na África Ocidental, na Kwame Nkrumah University of Science and Technology (KNUST) onde o foco do trabalho foi a cocriação: designers e usuários trabalharam juntos.</p>
<p>Segundo Amy, foi possível perceber como é diferente ir nas comunidades conhecer as realidades dos moradores, conviver e conversar com eles. Ao mesmo tempo, também percebeu-se que muitas das tecnologias e protótipos desenvolvidos não eram distribuídos para outras pessoas, nem tinham continuidade.</p>
<p>No ano seguinte, em 2010, a sede do IDDS foi a Colorado State University (CSU), nos Estados Unidos, com o objetivo de transformar os protótipos em produtos reais, negócios e empreendimentos. A ideia era estudar meios de criar um impacto maior para a disseminação desses projetos.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-111270" style="width:200px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDS23.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDS23.jpg" alt="" width="200" height="266" title="Carregador de celular para áreas rurais de Gana desenvolvido no IDDS"/></a>
	<div>Carregador de celular para áreas rurais de Gana desenvolvido no IDDS</div>
</div><p>
<p><strong>Formando empreendedores</strong><br />
Em 2011, o IDDS ocorreu novamente na Kwame Nkrumah University of Science and Technology (KNUST), em Gana. A intenção era criar tecnologias que pudessem levar a geração de negócios. Um dos exemplos da tecnologia criada na ocasião é um carregador de celular de baixo custo para ser usado em aldeias sem energia elétrica. “Uma mulher não queria voltar para a sua aldeia sem levar um desses carregadores”, contou a idealizadora do IDDS, lembrando que um empreendedor poderia começar um negócio próprio carregando celulares.</p>
<p>Todos esses encontros realizados pelo IDDS já criaram uma comunidade de mais de 200 inovadores de 32 países que foram responsáveis por desenvolver mais de 40 protótipos de tecnologia ou negócios sociais, todos voltados para comunidades carentes.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-full wp-image-111144 aligncenter" style="width:200px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/justmilk.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/justmilk.jpeg" alt="" width="200" height="132" title="O protetor de mamilo JustMilk foi proposto no IDDS de 2008, em Gana"/></a>
	<div>O protetor de mamilo JustMilk foi proposto no IDDS de 2008, em Gana</div>
</div><p>
<p style="text-align: left;">Além do carregador de celular de baixo custo também já foram desenvolvidas soluções tecnológicas como: um protetor de mamilo que diminui as chances de transmissão do vírus da aids (HIV) entre a mãe e seu bebê e um empreendimento de irrigação para que pequenas propriedades agrícolas em Bangladesh tenham abastecimento regular de água para suas propriedades e de seus vizinhos.</p>
<p><strong>Foco no processo</strong><br />
Alguns projetos do IDDS vão adiante e acabam tendo continuidade. Entretanto, todos os participantes entendem o processo de cocriação e podem se transformar em designers e inventores.</p>
<p>Segundo o especialista em inovação social e o empresário social americano Paul Polak, autor do livro <em>Out Of Poverty (Fora da Pobreza) </em>“estima-se que 90% dos profissionais de tecnologia e design dedicam seus esforços criativos ao desenvolvimento de produtos voltados aos 10% mais ricos da população mundial”. Um dos focos do IDDS é exatamente romper com esta barreira. Pelos projetos inovadores e inventores que surgiram até agora, eles estão no caminho certo.</p>
<p><em>(Com informações do IDDS Brasil)</em></p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:<br />
</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110306" target="_blank">Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110315" target="_blank"> Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" target="_blank">IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</a></strong></li>
</ul>
</blockquote>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<h2 style="text-align: right;">Em 2010, a revista norte-americana Time divulgou <a href="http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1984685_1985123_1985084,00.html" target="_blank">sua lista anual</a> das pessoas mais influentes do mundo. Entre os nomes estava Amy Smith,  pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos  Estados Unidos, e criadora do <em>Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social</em> (<em>International Development Design Summit -</em> IDDS na sigla em inglês).</h2>
</div>
<p><b>Artigos relacionados</b>
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<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" title="IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras">IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110306" title="Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes">Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110315" title="Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades">Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 20:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=110306</guid>
		<description><![CDATA[Jardim Keralux, na zona leste de São Paulo, Dois Palitos, em Embu das Artes, e Bairro dos Freitas, em São José dos Campos, são as três favelas que participaram do IDDS Brasil 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/favela-abertura-final.jpg"><img class="size-full wp-image-112218 aligncenter" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/favela-abertura-final.jpg" alt="" width="510" height="292" /></a></p>
<p><strong>Bairro dos Freitas</strong><br />
O Bairro dos Freitas fica na região norte de São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba distante 94 quilômetros da capital paulista. Com uma população de cerca de 2 mil famílias, pode ser considerada como uma favela em início de formação: ainda há muita vegetação ao redor das casas e espaço vago. No contato inicial com a comunidade, os participantes do IDDS perceberam problemas como: ausência de saneamento básico, lixo acumulado e inexistência de áreas de lazer.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111282" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/bairro-dos-freitas2.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/bairro-dos-freitas2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" title="Com aproximadamente 2 mil famílias, o Bairro dos Freitas pode ser considerado uma favela em início de formação [Imagem: Marcos Santos]"/></a>
	<div>Com aproximadamente 2 mil famílias, o Bairro dos Freitas pode ser considerado uma favela em início de formação [Imagem: Marcos Santos]</div>
</div><p>
<p><strong>Dois Palitos</strong><br />
A comunidade Dois Palitos fica em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. Com uma população de cerca de 3 mil famílias, apresenta um pouco menos de vegetação, quando comparada ao Bairro dos Freitas. Trata-se de uma favela já formada e que apresenta problemas semelhantes à comunidade de São José dos Campos, como falta de saneamento básico, acúmulo de lixo nas ruas e ausência de áreas de lazer.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-medium wp-image-112081 aligncenter" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/dois-palitos.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/dois-palitos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" title="Em Embu das Artes, a favela Dois Palitos apresenta problemas com saneamento básico e ausência de lazer [Imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>Em Embu das Artes, a favela Dois Palitos apresenta problemas com saneamento básico e ausência de lazer [Imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p>
<p><strong>Jardim Keralux</strong><br />
Na zona leste da capital paulista, em Ermelino Matarazzo, bem próxima ao campus leste da maior universidade pública brasileira, está o Jardim Keralux, favela já estabelecida com uma população aproximada de 5 mil famílias. Os problemas encontrados? Sim, são praticamente os mesmos: ausência de saneamento básico, lixo nas ruas e ausência de alternativas de lazer.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-medium wp-image-112093 aligncenter" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/keralux.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/keralux-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" title="O Jardim Keralux fica em Ermelino Matarazzo, na região leste da capital paulista, próxima ao campus da USP Leste [imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>O Jardim Keralux fica em Ermelino Matarazzo, na região leste da capital paulista, próxima ao campus da USP Leste [imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p>
<p style="text-align: left;"><strong>Times</strong><br />
O Bairro dos Freitas recebeu dois times: saneamento básico e construção ecológica (tijolos). Na comunidade Dois Palitos, os projetos foram agricultura urbana, plano de gerenciamento financeiro e piso de material reciclável. E no Jardim Keralux, os times trabalharam com os projetos máquina para reciclagem de garrafas PET e brinquedos (jogos verticais).<div class="img size-medium wp-image-112229 alignleft" style="width:232px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/equipe-tijolos.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/equipe-tijolos-300x199.jpg" alt="" width="232" height="154" title="Time dos tijolos atuou em São José dos Campos [Imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>Time dos tijolos atuou em São José dos Campos [Imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p>
<p>De acordo com Mayara Ochikubo, aluna de fisioterapia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e uma das organizadoras do IDDS Brasil 2012, cinco meses antes do início das atividades já começaram a ser feitos os contatos nas comunidades para apresentar o projeto do IDDS e conhecer os moradores.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="img size-medium wp-image-112233 alignright" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/equipe-saneamento.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/equipe-saneamento-300x225.jpg" alt="" width="230" height="172" title="O Bairro dos Freitas recebeu o time de saneamento. [Imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>O Bairro dos Freitas recebeu o time de saneamento. [Imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p><br />
A escolha do Bairro dos Freitas ocorreu por indicação dos alunos do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), que fica na mesma cidade. Já o Jardim Keralux foi indicado por professores e alunos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP,  que assim como os alunos do ITA, também realizam atividades locais com os moradores. E a comunidade Dois Palitos foi indicada por uma pessoa que já havia participado de uma edição anterior do IDDS.</p>
<p><em>Imagens: IDDS Brasil</em></p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:<br />
</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110315" target="_blank"> Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" target="_blank"> IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110252" target="_blank"> Longe de artigos científicos&#8230; perto de protótipos e inventores</a></strong></li>
</ul>
</blockquote>
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</ul>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sete projetos, vários inventores, infinitas possibilidades</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=110315</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=110315#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 20:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Bairro dos Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades carentes]]></category>
		<category><![CDATA[Dois Palitos]]></category>
		<category><![CDATA[EACH]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Sociall]]></category>
		<category><![CDATA[favelas]]></category>
		<category><![CDATA[IDDS]]></category>
		<category><![CDATA[International Development Design Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Keralux]]></category>
		<category><![CDATA[LASSU]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
		<category><![CDATA[Poli]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias de baixo custo]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito mais importante que os sete projetos apresentados ao final do IDDS Brasil está o processo como eles são criados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/filetador-final.jpg"><img class="size-full wp-image-112278 aligncenter" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/filetador-final.jpg" alt="" width="510" height="273" /></a></p>
<p>Assim  como o Bernard (<a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" target="_blank">leia o texto aqui</a>), que passou a olhar as bicicletas  velhas e quebradas do orfanato em que trabalhava como uma verdadeira  oportunidade de mudança e se tornou um grande empreendedor.</p>
<p>Os  sete projetos apresentados no IDDS Brasil 2012 foram: construção  ecológica, agricultura urbana, saneamento básico, jogos verticais, piso  feito com material reciclável, máquina para reciclagem de garrafas PET e  plano de gerenciamento financeiro.</p>
<p>Esses protótipos foram apresentados no dia 28 de julho, na Escola Politécnica (Poli) da  USP, durante o evento de encerramento do IDDS Brasil.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em>&#8220;Mais do que protótipos, esses projetos são o passo inicial </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>para que as pessoas percebam que podem </em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em>desenvolver tecnologias e se tornar inventoras&#8221;</em></h2>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Agricultura Urbana</strong><br />
O  projeto de agricultura urbana foi proposto para a comunidade Dois  Palitos. Trata-se da implantação de hortas verticais e horizontais  feitas a partir de material reciclável, como garrafas PET.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111152" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/horta-final.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/horta-final-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" title="As hortas propostas pelo IDDS não ocupam espaço, são fáceis de fazer e têm custo baixo. [Imagem: Pedro Bolle]"/></a>
	<div>As hortas propostas pelo IDDS não ocupam espaço, são fáceis de fazer e têm custo baixo. [Imagem: Pedro Bolle]</div>
</div><p>
<p>No  contato com os moradores, o time constatou que parte significativa do  orçamento era usado para a alimentação. Ao mesmo tempo, os moradores  apontaram que gostavam de usar temperos e ervas na comida e que tinham  interesse em hortas e agricultura.</p>
<p>As  hortas propostas não ocupam espaço, são fáceis de fazer e têm custo  baixo. Além de deixarem o ambiente mais alegre e bonito (é possível  cultivar flores, por exemplo), ajudam a melhorar a qualidade da  alimentação e são uma alternativa de entretenimento para crianças e  adultos. O time “agricultura urbana” desenvolveu um manual que pode ser  acessado por meio <a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDS_manual-de-hortas-verticais_julho-2012.pdf" target="_blank">deste link</a>.</p>
<p><strong>Construção Ecológica</strong><br />
Em  São José dos Campos, no Bairro dos Freitas, o time de construção  ecológica encontrou uma máquina de tijolos ecológica na comunidade. Para  a produção, o correto seria usar apenas terra e cimento. Mas o problema  é que a terra local é muito argilosa, não sendo boa para a produção  desse tipo de tijolo. Então é preciso adicionar areia na composição do  tijolo.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111153" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/tijolo2.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/tijolo2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" title="É possível produzir tijolos bastante reforçados: eles secam à sombra e não precisam queimar em fornos. [Imagem: Marcos Santos]"/></a>
	<div>É possível produzir tijolos bastante reforçados: eles secam à sombra e não precisam queimar em fornos. [Imagem: Marcos Santos]</div>
</div><p>
<p>A  receita com a proporção correta dos ingredientes pode ser obtida por  meio de um teste de granulometria. O teste foi cedido pelo IDDS e pela  Universidade Metodista de Piracicaba (campus Santa Bárbara do Oeste).  Agora, com a receita correta, é possível produzir tijolos bastante  reforçados: eles secam à sombra e não precisam queimar em forno.</p>
<p>Outro  diagnóstico foi em relação à máquina, que poderia ser melhorada com o  objetivo de torná-la mais eficiente e compacta. Apesar de não ser  pesada, ela é grande e isso dificulta o seu transporte para as casas do  bairro.</p>
<p><strong>Jogos Verticais</strong><br />
No  Jardim Keralux, um dos problemas é a falta de áreas de lazer. As únicas  alternativas são a pipa, a bola e a bicicleta. Como alternativa, o time  “Toys” propôs a criação de brinquedos de baixo custo, feitos com  material reciclado, que pudessem ser levados de um lado pra outro e  utilizados dentro e fora de casa, para crianças de 7 a 15 anos. Uma das  alternativas seria também usar o muro da linha de trem que segue em toda  a rua principal da favela.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111154" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/jogos-verticais-1.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/jogos-verticais-1-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" title="Os brinquedos são de baixo custo, feitos com material reciclado e podem ser levados para vários lugares [Imagem: Pedro Bolle]"/></a>
	<div>Os brinquedos são de baixo custo, feitos com material reciclado e podem ser levados para vários lugares [Imagem: Pedro Bolle]</div>
</div><p>
<p>Na  proposta, a criança gira uma “roleta” &#8230;&#8230; quando a  seta parar de rodar, vai indicar qual será a brincadeira. Caixas com  propostas de jogos acompanham o projeto.</p>
<p>O time também teve a ideia de deixar alguns espaços da roleta livre para que novos jogos pudessem ser criados pelas crianças.</p>
<p><strong>Piso feito com material reciclável</strong><br />
Na  comunidade Dois Palitos, muitas casas têm chão de terra batida. Há  problemas com infiltração de água e à noite, principalmente, as casas  ficam muito frias e úmidas. A proposta do time “Pisos” foi desenvolver  uma opção para que as famílias pudessem cobrir os pisos com materiais de  baixo custo.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-medium wp-image-112251 aligncenter" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/piso-idds.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/piso-idds-300x272.jpg" alt="" width="300" height="272" title="Projeto é uma opção para as famílias cobrirem os pisos usando materiais de baixo custo [Imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>Projeto é uma opção para as famílias cobrirem os pisos usando materiais de baixo custo [Imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p>
<p>A  proposta apresentada pelo time utilizou sacos plásticos envolvidos em  tecido grosso, como jeans, e, após aquecê-los com ferro quente, obtem-se  uma espécie de “placa”. Essa placa pode ser decorada antes de ser  fixada, no chão da casa, com cimento.</p>
<p><strong>Plano de gerenciamento financeiro</strong><br />
O  Projeto Pipa é um plano de gerenciamento financeiro proposto para a  comunidade Dois Palitos pelo time Dreams durante o IDDS. Segundo  Maurício Barrera, um dos integrantes do time, “trata-se de um sistema de  acompanhamento de metas pessoais por meio tecnologia SMS no celular&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111162" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/projeto-pipa.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/projeto-pipa-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" title="Usuário poderá visualizar de forma tangível o impacto das suas economias na conquista de sonhos e metas. [Imagem: Pedro Bolle]"/></a>
	<div>Usuário poderá visualizar de forma tangível o impacto das suas economias na conquista de sonhos e metas. [Imagem: Pedro Bolle]</div>
</div><p>
<p>&#8220;O  usuário cadastra metas e consegue acompanhar seu progresso para  atingi-las. A ideia central é fazer com que eles visualizem de forma  tangível o impacto das suas economias na conquista dos seus sonhos ou  metas&#8221;, conta.</p>
<p>O  sistema permite uma série de interações via celular. Todas elas são  feitas usando mensagens de texto e qualquer modelo de celular é  compatível com o sistema. As interações são variadas e abrangem cadastro  de metas, economias, compras, consultas, dicas, etc.</p>
<p><strong>Máquina para reciclagem de garrafas PET</strong><br />
O  time Reciclideas percebeu que no Jardim Keralux o excesso de lixo nas  ruas ocorria por vários motivos: os catadores mexiam nos sacos em busca  de recicláveis, as pessoas descartavam o lixo indiscriminadamente e os  animais aproveitavam e espalhavam tudo ainda mais.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111164" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/reciclideas.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/reciclideas-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" title="Máquina faz tiras em diversos tamanhos que podem ser usadas para fabricar desde bolsas e cestas até telhas. [Imagem: Pedro Bolle]"/></a>
	<div>Máquina faz tiras em diversos tamanhos que podem ser usadas para fabricar desde bolsas e cestas até telhas. [Imagem: Pedro Bolle]</div>
</div><p>
<p>A equipe decidiu  trabalhar com a ideia de geração de valor para produtos encontrados no  lixo, especificamente garrafas PET.</p>
<p>Trabalhando  em conjunto com artesãos da comunidade, o time desenvolveu um filetador  que transforma as garrafas em tiras. Essas tiras podem ser usadas para  fazer bolsas, acessórios, cestas e também objetos funcionais, como  telhas. O time produziu <a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/IDDS_manual-reciclagem-PET.pdf" target="_blank">um manual para reciclagem de garrafas PET</a> que poderá ajudar os interessados no projeto.</p>
<p><strong>Saneamento básico</strong><br />
Em  São José dos Campos, o Bairro dos Freitas apresenta um problema de  saneamento básico e muito esgoto está sendo jogado em um rio da região.  Mas fazer uma fossa não é algo tão simples, pois isso poderia contaminar  o lençol freático.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-111165" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/fossa_poli.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/fossa_poli-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" title="Simulação de uma bacia de evapotranspiração apresentada no encerramento do IDDS em 28 de julho. [Imagem: Pedro Bolle]"/></a>
	<div>Simulação de uma bacia de evapotranspiração apresentada no encerramento do IDDS em 28 de julho. [Imagem: Pedro Bolle]</div>
</div><p>
<p>A  proposta do time foi a implantação das bacias de evapotranspiração,  também conhecidas como fossas de bananeira. São sistemas fechados para  tratamento de esgoto do vaso sanitários, as chamadas águas negras. Essas  águas passam por diversas filtragens em camadas de pneus, brita, areia e  depois é eliminada por meio da evapotranspiração através de plantas,  como bananeiras.</p>
<p>Esse  sistema é implantado de forma horizontal, mas no caso do Bairro dos  Freitas, o time precisou fazer uma adaptação e implantar um modelo  horizontal da bacia de evapotranspiração em decorrência da altura do  lençol freático. Uma medida relativamente simples que evita que as águas  dos rios da região sejam contaminados.<div class="img alignleft size-medium wp-image-112316" style="width:229px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/sol-nascendo-com-pipa.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/sol-nascendo-com-pipa-300x223.jpg" alt="" width="229" height="169" title="Nascer do sol na comunidade Dois Palitos, em Embu das Artes [Imagem: IDDS Brasil]"/></a>
	<div>Nascer do sol na comunidade Dois Palitos, em Embu das Artes [Imagem: IDDS Brasil]</div>
</div><p>
<p>Todos estes sete projetos foram elaborados com a  participação dos moradores. Mas  a  grande contribuição do IDDS não é exatamente apresentar estes   protótipos. Mas sim, <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" target="_blank">como disse Amy Smith</a>, a criadora do IDDS, mover uma   chavinha dentro das pessoas e mudar suas mentalidades, para que, como   Bernard, elas descubram talentos que estavam escondidos dentro de si   mesmas.</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:<br />
</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" target="_blank"> IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110252" target="_blank"> Longe de artigos científicos&#8230; perto de protótipos e inventores</a></strong></li>
</ul>
<ul>
<li><strong> <a href="http://www.usp.br/agen/?p=110306" target="_blank"> Três comunidades diferentes, vários problemas semelhantes</a></strong></li>
</ul>
</blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
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<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110249" title="IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras">IDDS move “chavinha” para as pessoas se reconhecerem como inventoras</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110252" title="Longe dos artigos científicos… perto de protótipos e inventores">Longe dos artigos científicos… perto de protótipos e inventores</a></li>
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</ul>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Universitários proporcionam diferentes experiências no ensino público</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=98339</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=98339#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 15:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paloma Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Clorinda Danti]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino fundamental]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Estadual Profa. Clorinda Danti]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa-ação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=98339</guid>
		<description><![CDATA[Curso de Artes Plásticas e E.E. Profa. Clorinda Danti desenvolvem projeto com crianças do ensino fundamental]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_B.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-104321" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_B.jpg" alt="" width="510" height="339" /></a></p>
<p>“Algumas questões só podem ser sentidas na prática”, diz a coordenadora do curso e professora da ECA, Sumaya Mattar.</p>
<p>Para os universitários é uma oportunidade única de atuar com a autonomia de um professor e, para as crianças, é um mundo novo de possibilidades que se abrem, com a rotina da escola se alterando para abrigar e dar vida à essas novas ideias que vão surgindo ao longo de um semestre inteiro.</p>
<p>O projeto se chama <em>Experiências com a arte no Ensino Fundamental: parceria entre universidade e escola pública na formação de professores de arte</em> e é estruturado em parceria com a Escola Estadual Profa. Clorinda Danti, localizada no bairro do Butantã, próximo à Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. Lá, os universitários desenvolvem uma pesquisa-ação cujo eixo principal é a realização de oficinas de arte com os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="520" height="293" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tTjOSQoLveU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="520" height="293" src="http://www.youtube.com/v/tTjOSQoLveU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A parceria entre a USP e a escola resulta foi firmada por intermédio de Sumaya e da diretora da escola Clorinda Danti, Rosana Osso de Miranda. Rosana diz que “a escola pública precisa de projetos que a renovem e que a ajudem a desenvolver e aprimorar seu trabalho”. Ela destaca que os ganhos para as crianças foram enormes:  “Muitos dos meus alunos moram na São Remo, uma comunidade carente que fica próxima da escola e da USP. São crianças que nem sempre têm a oportunidade de ter um contato tão próximo com experiências artísticas”.</p>
<p>De acordo com Rosana, apesar de a escola ter professoras de arte, a participação dos universitários consegue trazer uma série de novidades para a sala de aula. “São jovens com uma proposta diferente, que utilizam de várias formas para mostrar seus trabalhos [exposição de vídeos, desenhos, fotografias, etc]. A apresentação deles é maravilhosa porque tem o vídeo e diversas outras formas”, completa.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_olho12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-104348" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_olho12.jpg" alt="" width="333" height="111" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-103810" style="width:505px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/clorinda.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/clorinda.jpg" alt="" width="505" height="337" title="Universitários se preparando para ministrar a primeira série oficinas com as crianças da Escola Estadual Clorinda Danti"/></a>
	<div>Universitários se preparando para ministrar a primeira série oficinas com as crianças da Escola Estadual Clorinda Danti</div>
</div><p>
<p>Sumaya lembra que uma das diretrizes do Programa de Formação de Professores da USP é a realização do estágio supervisionado em escolas públicas, por isso a escolha de uma escola estadual para firmar a parceria. Renata Perissinotto Passos, universitária que participa da disciplina, reforça a importância do desenvolvimento do projeto em uma escola pública:  “Se não for em uma universidade que a gente vai pensar na escola pública, ninguém vai pensar”.</p>
<p><em>Fotos: Marcos Santos</em></p>
<p><strong>Veja também:<br />
<a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" target="_blank">Projeto proporciona vivência com a arte</a> </strong><strong><br />
<a href="http://www.usp.br/agen/?p=104389" target="_blank">Intervenções em forma de oficinas</a></strong><b>Artigos relacionados</b>
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<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" title="Projeto proporciona vivência com a arte">Projeto proporciona vivência com a arte</a></li>
</ul>
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		<title>Intervenções em forma de oficinas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 14:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paloma Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Clorinda Danti]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola Estadual Profa. Clorinda Danti]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa-ação]]></category>

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		<description><![CDATA[Curso de Artes Plásticas e E.E. Profa. Clorinda Danti desenvolvem projeto com crianças do ensino fundamental]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-large wp-image-104398" style="width:465px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_D11.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_D11-1024x682.jpg" alt="" width="465" height="309" title="O projeto prevê que sejam realizadas três intervenções em cada turma, na forma de oficinas que proponham algo aos alunos. Sumaya diz que neste curso nada é aleatório, as oficinas tem de ser organizadas de forma conjunta e com base nos estudos feitos das crianças durante o semestre anterior. As produções das crianças são expostas no final do semestre."/></a>
	<div>O projeto prevê que sejam realizadas três intervenções em cada turma, na forma de oficinas que proponham algo aos alunos. Sumaya diz que neste curso nada é aleatório, as oficinas tem de ser organizadas de forma conjunta e com base nos estudos feitos das crianças durante o semestre anterior. As produções das crianças são expostas no final do semestre.</div>
</div><p>
<p>A monitoria da coordenadora do projeto se mostra fundamental. “Muitos têm medo de encarar a sala de aula antes do início do projeto, o que é normal. É um passo muito difícil e que precisa de um respaldo de um profissional que já passou por aquela situação”, diz. Ela ressalta que sua função é somente ajudar os alunos em suas dúvidas sobre como conduzir as atividades idealizadas por eles.  “Eu não fico lá para avaliá-los a cada segundo. Fico circulando para ajudar e orientar na medida que for necessário e na medida em que meus alunos me requisitarem”.</p>
<p>Atualmente, a disciplina tem seis alunos matriculados. Cada um deles tem de cuidar das atividades que vai propor, bem como dos materiais necessários para desenvolver tais atividades. Depois de cada uma das oficinas eles fazem um registro crítico-reflexivo sobre o que presenciaram durante a aula que ministraram, bem como os desafios encontrados.</p>
<p>Ao final do curso, esses registros darão forma a um relato. “Os relatos finais são muito ricos, expressam uma tomada de consciência do papel social da arte e seu ensino, o abandono de uma compreensão da escola baseada no senso comum e a conquista de autonomia intelectual e metodológica.”</p>
<div class="img alignleft size-medium wp-image-104393" style="width:240px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_D.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_D-300x199.jpg" alt="" width="240" height="159" title="Disciplina tem seis alunos matriculados e cada um tem de cuidar das atividades que vai propor"/></a>
	<div>Disciplina tem seis alunos matriculados e cada um tem de cuidar das atividades que vai propor</div>
</div><p>
<p>Para Sumaya, o projeto os motiva a seguir um caminho diferente do que é recorrente, com atividades padronizadas e professores que não tem autonomia para montarem um curso que incentive a reflexão dos alunos e a vivência da experiência artística e estética. “Eu acho que essa disciplina os encoraja. Participar desta experiência afasta o medo da escola e encoraja o futuro professor a atuar de forma criadora e responsável neste espaço”.</p>
<p><strong>Veja também:</strong><strong><br />
<a href="http://www.usp.br/agen/?p=98339" target="_blank">Universitários proporcionam diferentes experiências no ensino público</a></strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" target="_blank"><em><strong><br />
</strong></em></a><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" target="_blank"><strong>Projeto proporciona vivência com a arte</strong></a><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" target="_blank"></a><b>Artigos relacionados</b>
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<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351" title="Projeto proporciona vivência com a arte">Projeto proporciona vivência com a arte</a></li>
</ul>
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		<title>Projeto proporciona vivência com a arte</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 14:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paloma Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curso de Artes Plásticas e E.E. Profa. Clorinda Danti desenvolvem projeto com crianças do ensino fundamental]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-104368" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C11.jpg" alt="" width="492" height="327" /></a></p>
<p>O projeto teve início em 2009 e é desenvolvido dentro da grade da disciplina Metodologias do Ensino das Artes Visuais I e II com Estágios Supervisionados, a partir do quarto semestre do curso de Licenciatura em Artes Visuais.<br />
Durante o módulo I, os alunos realizam a observação e a caracterização da escola e discutem a importância da arte na aprendizagem do professor, sendo ele de qualquer área do saber. Eles aprendem como a arte pode ser um instrumento para transformar. “O semestre que antecede a parte prática é bem interessante, porque fazemos uma reflexão profunda do papel do professor de arte na formação dos alunos atualmente. Desenvolver apenas a técnica não é o bastante, eles precisam entender o que estão fazendo para que aquilo possa passar a ser um saber deles”, diz Sumaya.</p>
<p>No módulo II, eles planejam e ministram oficinas para as classes do primeiro ao quarto ano do Ensino Fundamental. Eles aprendem como o planejamento e a regência de aulas de arte é um trabalho que exige estudo, pesquisa e ação criadora e pode ser muito prazeroso. “Fazemos uma reflexão profunda sobre a aprendizagem artística e o papel do professor de arte na formação dos alunos. Desenvolver apenas técnicas de ensino não é o bastante, eles precisam conquistar autonomia intelectual e metodológica”, acredita Sumaya.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-medium wp-image-104373" style="width:300px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C2.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" title="alunos realizam a observação e a caracterização da escola e discutem a importância da arte "/></a>
	<div>alunos realizam a observação e a caracterização da escola e discutem a importância da arte </div>
</div><p>
<p>O projeto se mostra uma grande e única oportunidade para os alunos, pois eles podem se dedicar inteiramente ao estágio e têm tempo para pensar na sua atuação. Diferentemente dos estágios comuns, que acontecem fora das universidades, como em colégios particulares por exemplo, a proposta desta disciplina não é exigir um banco de horas a ser cumprido, nem relatórios sobre o que foi feito ou o que se deixou de fazer.</p>
<p>Os universitários fazem uma série de visitas à escola e conhecem os alunos durante o semestre teórico. É quando eles vão se ambientar à sua dinâmica de funcionamento, além de escolher a turma com a qual desejam trabalhar no semestre seguinte. “A pesquisa-ação de cada aluno começa quando ele define uma turma para trabalhar do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Ele ficará com essa turma durante todo o semestre e pensará suas atividades sempre para as mesmas crianças, a partir das características e necessidades delas”, diz Sumaya. Isso permite que os universitários entendam como é a realidade do professor, com todos os problemas que surgem durante um semestre, os conflitos e as relações de poder que se desenvolvem dentro do ambiente escolar.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-large wp-image-104383" style="width:466px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C3.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Especial-paloma001_C3-1024x682.jpg" alt="" width="466" height="308" title="Pesquisa-ação de cada aluno começa quando ele define uma turma para trabalhar. Ele ficará com essa turma durante todo o semestre"/></a>
	<div>Pesquisa-ação de cada aluno começa quando ele define uma turma para trabalhar. Ele ficará com essa turma durante todo o semestre</div>
</div><p><a href="http://www.usp.br/agen/?p=98339"></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.usp.br/agen/?p=98339" target="_blank"><strong>Universitários proporcionam diferentes experiências no ensino público</strong></a><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104351"><br />
</a></strong><strong><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104389" target="_blank">Intervenções em forma de oficinas</a></strong></p>
<p><b>Artigos relacionados</b>
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<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=104389" title="Intervenções em forma de oficinas">Intervenções em forma de oficinas</a></li>
</ul>
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		<title>Da geração de renda à inclusão digital: alternativas para o lixo eletrônico</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=78610</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 20:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[catadores]]></category>
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		<category><![CDATA[Clube de Mães Novo Recreio]]></category>
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		<category><![CDATA[lixo eletrônico]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas ao ano. CEDIR faz a destinação correta, aliando reúso, capacitação e apoio a entidades]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-2.jpg"><img class="size-full wp-image-78681 aligncenter" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-2.jpg" alt="" width="445" height="297" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Porém, quando você decide trocar o seu aparelho eletrônico, vê apenas a possibilidade de se livrar de uma “sucata” ou melhor, de um “lixo tecnológico”.  Afinal, aquele computador que você comprou na segunda metade da década passada, com um “moderno” leitor de CD/DVD, não passa de sucata perto dos atuais modelos “ All-in-One”.</p>
<div class="img size-medium wp-image-79149 alignleft" style="width:251px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/monitores.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/monitores-300x200.jpg" alt="" width="251" height="167" title="Monitores exige cuidados específicos devido a presença de chumbo e fósforo "/></a>
	<div>Monitores exige cuidados específicos devido a presença de chumbo e fósforo </div>
</div><p>Nada contra você querer atualizar os seus equipamentos, muito pelo contrário. Mas existem alguns dados sobre o assunto que talvez você (ainda) não saiba. Um deles é que equipamentos eletrônicos como computadores, impressoras, carregadores de celular, pilhas e baterias que você descarta, têm, em sua composição, dezenas de substâncias que podem contaminar as outras pessoas, os animais e o meio ambiente, como metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio) e outros elementos tóxicos. Por isso, o descarte deve ser feito de maneira adequada e nunca no lixo comum.</p>
<p>É provável também que você nunca tenha pensado que o seu lixo eletrônico pode se transformar em uma grande oportunidade de crescimento para outras pessoas, caso passe por uma reforma. E que talvez esta seja a única maneira que uma criança ou jovem de uma comunidade carente tenha para aprender a utilizar um computador.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">&#8220;Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano. </span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">Em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que 17 toneladas</span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">de minério bruto do metal<span style="color: #666699;">&#8220;</span></span></em></h2>
<p><em><strong><br />
</strong></em><div class="img size-medium wp-image-78996 alignright" style="width:250px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/04042011_cedirpoli009.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/04042011_cedirpoli009-300x199.jpg" alt="" width="250" height="166" title="Geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas/ano"/></a>
	<div>Geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas/ano</div>
</div><p><strong>Do lixo eletrônico aos recursos</strong><br />
Mas o mais importante nesta história é que você não está sozinho: assim como você, milhões de pessoas em todo o mundo estão fazendo a mesma coisa: trocando suas “sucatas” eletrônicas por aparelhos mais modernos. O resultado disso é assustador: a geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas por ano, de acordo com o relatório <a href="http://www.unep.org/PDF/PressReleases/E-Waste_publication_screen_FINALVERSION-sml.pdf" target="_blank">Recycling – from e-waste to resources </a>(Reciclando – do lixo eletrônico aos recursos) publicado em fevereiro de 2010 pelo <a href="http://www.unep.org.br/" target="_blank">Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente</a> (PNUMA). Segundo o documento, o Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano.</p>
<p>O relatório analisa a situação do lixo eletrônico na África do Sul, Quênia, Uganda, Marrocos, Senegal, Peru, Colômbia, México, Brasil, Índia e China. De acordo com o documento do PNUMA, os aparelhos eletrônicos possuem placas com circuitos eletrônicos que podem chegar a utilizar mais de 60 tipos de elementos químicos. O crescimento do consumo no setor aumentou a utilização de recursos naturais para suprir esta necessidade e isto está levando a escassez destes recursos. Por outro lado, o descarte inadequado de aparelhos obsoletos contamina o meio ambiente, pois estes elementos químicos ou são valiosos ou são tóxicos, ou ambos. As atividades de mineração consomem altas taxas de combustível, com alta geração de CO2, contribuindo negativamente para o efeito estufa.</p>
<p>Portanto, o mais sensato seria recuperar os metais utilizados nos aparelhos descartados do que produzir novos metais, ou seja, “minerar” o lixo eletrônico: uma tonelada de telefone celular sem bateria contém 3,5 quilos de prata, 340 gramas de  ouro, 140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre. Segundo o relatório, em 2007, mais de 1 bilhão de celulares foram vendidos em todo o mundo, um aumento de 896 milhões em comparação a 2006. Especialistas no setor apontam que em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que 17 toneladas de minério bruto do metal. Por isso, é fundamental que a sociedade se mobilize para encontrar alternativas para lidar com essa realidade.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">“Uma  tonelada de telefone celular sem bateria contém</span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;"> </span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">3,5 quilos de prata,  340 gramas de ouro,</span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;"> </span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre”</span></em></h2>
<p><span style="color: #666699;"> </span></p>
<p><strong>Alternativas viáveis</strong><br />
Nesta reportagem especial, vamos abordar o trabalho realizado pelo <a href="http://www.cce.usp.br/?q=node/266" target="_blank">Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática </a>(CEDIR) da USP, um projeto pioneiro no setor público iniciado em dezembro de 2009 e que se tornou uma referência nacional no tratamento adequado de resíduos eletrônicos.</p>
<div class="img size-medium wp-image-79152 alignleft" style="width:250px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011_MScedirrecebimento008-505x337.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011_MScedirrecebimento008-505x337-300x200.jpg" alt="" width="250" height="167" title="CEDIR: galpão de 400 metros quadrados na Cidade Universitária, em São Paulo"/></a>
	<div>CEDIR: galpão de 400 metros quadrados na Cidade Universitária, em São Paulo</div>
</div><p>Em um galpão de cerca de 400 metros quadrados localizado no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, o CEDIR recebe CPUs, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, no-breaks, impressoras, telefones, celulares, fios e cabos, CDs, DVDs e pequenos objetos como câmeras fotográficas, pilhas, baterias e cartuchos descartados pela comunidade uspiana e também de pessoas físicas. Mas nem pense em levar a sua geladeira velha: eles não recebem eletrodomésticos.</p>
<p>Os equipamentos que ainda têm condições de serem reaproveitados passam por uma reforma e são encaminhados para projetos sociais cadastrados sob a forma de empréstimo, ou seja, serão devolvidos ao CEDIR no fim de sua vida útil. Os equipamentos que não podem ser reaproveitados são  desmontados, e as peças ou são separadas e encaminhadas para recicladores,  ou são utilizadas como reposição para outras máquinas. Desde a sua inauguração, mais de 600 equipamentos, entre computadores e impressoras, já foram cedidos tanto para unidades da USP como também para entidades sociais cadastradas.</p>
<p><strong>Inclusão digital e geração de renda</strong><br />
Nós fomos conhecer uma dessas entidades: o <a href="http://www.clubedemaesnovorecreio.org.br/" target="_blank">Clube de Mães Novo Recreio</a>, na periferia de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Desde 2010, graças aos 20 computadores recebidos via empréstimo do CEDIR, crianças, jovens e adultos da comunidade passaram a ter aulas de informática, levando a inclusão digital a um lugar onde o asfalto ainda não chegou.</p>
<div class="img size-medium wp-image-78992 alignright" style="width:255px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosCdeMaesNovoRecreio041.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosCdeMaesNovoRecreio041-300x200.jpg" alt="" width="255" height="169" title="Projetos sociais recebem computadores reciclados por meio de empréstimo"/></a>
	<div>Projetos sociais recebem computadores reciclados por meio de empréstimo</div>
</div><p>Outra vertente do trabalho é a capacitação de catadores de material reciclado. Em 2010, o CEDIR e o Instituto Gea Ética e Meio Ambiente foram contemplados por um projeto da Petrobras que está possibilitando o <a href="http://www.institutogea.org.br/ecoeletro/projeto.php" target="_blank">treinamento de catadores para a reciclagem correta de eletrônicos</a>. Especialistas da área contam que, para desmontar monitores e televisores de tubo, muitos catadores simplesmente dão marretadas no equipamento. O problema é que, fazendo isso, o chumbo e o fósforo que compõe esses equipamentos são liberados,  contaminando o ambiente e as pessoas. O curso visa a capacitação de catadores para lidarem com lixo eletrônico sem prejudicar a si mesmos ou a natureza.</p>
<p>Nós fomos ao CEDIR, ao Clube de Mães Novo Recreio, além de acompanharmos  uma das aulas do curso que capacita catadores para a reciclagem segura  de equipamentos eletrônicos. E produzimos três vídeos sobre cada uma das  iniciativas.</p>
<div class="img size-medium wp-image-78998 alignleft" style="width:255px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur006.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur006-300x200.jpg" alt="" width="255" height="170" title="Treinamento na USP: gerando renda para catadores e protegendo meio ambiente"/></a>
	<div>Treinamento na USP: gerando renda para catadores e protegendo meio ambiente</div>
</div><p>Este especial fala um pouco sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e de uma iniciativa da USP que serviu  de inspiração para gestores públicos repensarem as licitações na área de  tecnologia. Comentaremos a triste realidade de países  pobres da África, como Gana, que se transformou em “depósito” de lixo  eletrônico. E para finalizar, alguns links interessantes que vão nortear  o leitor para o encaminhamento correto de equipamentos eletrônicos. Boa leitura!</p>
<p style="text-align: right;"><em>Imagens: Marcos Santos</em></p>
<blockquote>
<h2><strong>Leia mais: </strong></h2>
<ul>
<li>
<h3><a href="http://www.usp.br/agen/?p=78709">De janeiro a junho, CEDIR recebeu quase 42 toneladas de descarte de eletrônicos</a></h3>
</li>
</ul>
<ul>
<li>
<h3><a href="http://www.usp.br/agen/?p=78615">Curso de reciclagem leva segurança ambiental e renda para catadores</a></h3>
</li>
</ul>
<ul>
<li>
<h3><a href="http://www.usp.br/agen/?p=78704">Empréstimo de computadores ajuda projetos sociais na periferia</a></h3>
</li>
</ul>
</blockquote>
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		<title>Empréstimo de computador do CEDIR ajuda projetos sociais na periferia</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Clube de Mães Novo Recreio]]></category>
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		<description><![CDATA[Clube de Mães Novo Recreio, na periferia de Guarulhos, é uma das entidades que utiliza máquinas recicladas para ministrar aulas de informática a crianças, adolescentes e adultos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-78721" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-4.jpg" alt="" width="445" height="297" /></a></p>
<p>O empréstimo de computadores do CEDIR viabilizou a implantação do projeto <em>Semeando o Futuro</em> direcionado para alunos de 7 a 18 anos. As crianças de 7 a 13 anos têm aulas uma vez por semana para terem os primeiros contatos com o computador. Já os adolescentes entre 14 e 18 anos vão ao <a href="http://www.clubedemaesnovorecreio.org.br/node/49" target="_blank">Clube de Mães Novo Recreio</a> três vezes por semana. As aulas tem 4 horas de duração, totalizando 12 horas semanais. “É um curso profissionalizante. No final, eles recebem certificado”, explica Maria Aparecida Gomes Clementino, a Cida, presidente da entidade, lembrando que os cursos são divididos entre básico e avançado. “Os jovens entre 14 a 18 anos recebem uma ajuda de custo de R$80,00”, completa a líder comunitária. Os recursos são do Programa Renda Cidadã, da Prefeitura de Guarulhos.</p>
<p>Cida conta que o filho, Thiago Veríssimo, é aluno de mestrado do Instituto de Física (IF) da USP e trabalha como analistas de sistemas no setor de informática da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O rapaz soube do projeto realizado pelo CEDIR e contou para a mãe, que se cadastrou para receber o empréstimo das máquinas. Em 2010, eles receberam a primeira remessa de dez computadores. A segunda remessa chegou meses depois: mais dez máquinas para completar o lote.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="284" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MAULDCn4CB4?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/v/MAULDCn4CB4?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Linux Educacional</strong><br />
De acordo com o educador social Rodrigo Santos, que ministra as aulas de informática, logo que as máquinas chegaram, ele mudou, a pedido do pessoal do CEDIR, o sistema operacional. “Escolhemos o Linux Educacional pois, além de ser um software livre, é uma ferramenta que oferece todos os recursos que o professor necessita para trabalhar em sala de aula: informática, geografia, português, matemática e jogos que ajudam a desenvolver o raciocínio lógico”, explica.</p>
<div class="img alignright size-medium wp-image-79074" style="width:249px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosCdeMaesNovoRecreio055.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosCdeMaesNovoRecreio055-300x200.jpg" alt="" width="249" height="166" title="Nas aulas, alunos aprendem a usar desde o mouse até ferramentas gráficas"/></a>
	<div>Nas aulas, alunos aprendem a usar desde o mouse até ferramentas gráficas</div>
</div><p>Nas aulas, os alunos aprendem a usar desde o mouse até ferramentas gráficas como o Inkscape (versão “livre” semelhante ao editor gráfico Corel Draw) até o Gimp (versão “livre” do editor de imagens Photoshop). Com as aulas de informática foi possível que esses jovens participassem da produção do primeiro boletim informativo do Clube de Mães Novo Recreio. “Precebemos que as notas, assim como o comportamento desses jovens melhorou bastante”, destaca Santos.</p>
<p>Uma das jovens que participa do projeto é a Jéssica Emanuela Fernandes, de 15 anos. Ela cursa o primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Recreio São Jorge II, das 7 às 12h20 da manhã. Desde o último mês de março, todas as tardes, ela vai ao Clube de Mães para ter aulas de informática. Antes, ela usava o computador na casa de uma amiga, aproximadamente uma vez por semana. “Eu não sabia mexer em nada, só redes sociais mesmo. Agora eu aprendi o significado das teclas, sobre a CPu e os periféricos”, conta a jovem que pretende cursar a Faculdade de Medicina.</p>
<div class="img size-medium wp-image-79076 alignleft" style="width:251px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011MSantos_cidanovorecreio-tal014.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011MSantos_cidanovorecreio-tal014-300x200.jpg" alt="" width="251" height="167" title="A líder comunitária Cida: Clube de Mães surgiu em 1999 para trazer melhorias ao bairro"/></a>
	<div>A líder comunitária Cida: Clube de Mães surgiu em 1999 para trazer melhorias ao bairro</div>
</div><p><strong>Projetos</strong><br />
Além do <em>Semeando o Futuro</em>, que atende 80 jovens, o Clube de Mães também realiza outros projetos com a comunidade do bairro, como o <em>Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos</em> (MOVA), o<em> Família Acolhida</em>, com cerca de 200 famílias da região, e a <em>Creche Comunitária</em>, que atende aproximadamente 250 crianças, além do <em>Programa Viva Leite</em>. “Alguns adultos que participam do Família Acolhida têm aulas de inclusão digital na sala de informática”, informa a líder comunitária. Há também aulas de artesanato e outras atividades.</p>
<p>A entidade tem parceria com a Prefeitura Municipal de Guarulhos: para manter todos esses programas, recebe recursos de algumas secretarias municipais. As avaliações ocorrem duas vezes ao ano. Na última, realizada neste ano, foi contemplada com o certificado de “Projeto de Qualidade Superior”.</p>
<p style="text-align: left;"><div class="img size-medium wp-image-79077 alignright" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosBairroNovoRecreio039.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/21102011_msantosBairroNovoRecreio039-300x200.jpg" alt="" width="230" height="154" title="Semeando o Futuro atende crianças e adolescentes do Novo Recreio"/></a>
	<div>Semeando o Futuro atende crianças e adolescentes do Novo Recreio</div>
</div><p>O Clube de Mães Novo Recreio surgiu em 1999 e seu objetivo inicial era trazer melhorias, como água e energia elétrica e outras benfeitorias para o bairro. Uma das conquistas foi a implantação de uma Unidade Básica de Atendimento a Saúde (UBAS) no local. Quanto ao asfalto&#8230; ainda não há previsão de pavimentação das ruas do bairro. Mas a sala de informática eles já tem. E isso já é um excelente começo.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Imagens: Marcos Santos</em></p>
<blockquote>
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		<title>Curso de reciclagem leva segurança ambiental e renda para catadores</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=78615</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[catadores]]></category>
		<category><![CDATA[Cedir]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Mães Novo Recreio]]></category>
		<category><![CDATA[e-waste]]></category>
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		<category><![CDATA[LASSU]]></category>
		<category><![CDATA[lixo eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciativa do LASSU e do Instituto GEA leva capacitação para catadores de recicláveis aprenderem a lidar com lixo eletrônico de forma rentável e segura]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-78702" src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Imagem-3.jpg" alt="" width="492" height="328" /></a></p>
<p>O curso tem dois objetivos principais: aumentar a renda dos catadores e abordar questões ligadas a segurança e saúde conscientizando sobre o perigo de se trabalhar em atividades de reciclagem de eletrônicos. Isso porque a maioria dos catadores desconhecem que na fabricação desse tipo de equipamento são usadas substâncias contaminantes, como mercúrio (monitores de LCD, baterias, ligamentos, termostatos, lâmpadas); chumbo (soldas, baterias, circuitos integrados, monitores de tubo &#8211; também chamados de CRT); cromo (placas); cádmio (bateria, chips, semicondutores, monitores), e arsênio (celulares).</p>
<p>Trata-se do <a href="http://www.institutogea.org.br/ecoeletro/" target="_blank">Projeto Eco-Eletro – Reciclagem de Eletrônicos</a>, idealizado pelo <a href="http://lassu.usp.br/" target="_blank">Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação</a> (LASSU) da Poli e o <a href="http://www.institutogea.org.br/" target="_blank">Instituto GEA Ética e Meio Ambiente</a> . A iniciativa recebe recursos do <a href="http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/home/" target="_blank">Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania 2010</a> e terá duração de dois anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="284" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/w3lathQAdyU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/v/w3lathQAdyU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: left;">
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em>&#8220;Há relatos de catadores que, devido a falta de informação,</em></span></h2>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #666699;"><em>desmontavam monitores CRT dando marretadas no aparelho&#8221;</em></span></h2>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Marretadas</strong><br />
Há relatos de catadores que, devido a falta de informação, desmontavam monitores CRT dando marretadas no aparelho. É uma situação que representa um alto risco de contaminação, pois a exposição ao chumbo pode ser bastante danosa, tanto para o trabalhador como para o meio ambiente. A ingestão ou aspiração do metal está associada a problemas no sistema nervoso central, auditivos e hepáticos, anemia, mal funcionamento dos rins, hipertensão, fraqueza nas extremidades do corpo,  inibição da ação do cálcio e de proteínas.</p>
<p>Já a questão da renda é trabalhada por meio da conscientização de que se as peças de um computador forem desmontadas e separadas devidamente, terão um maior valor agregado, gerando mais vantagens financeiras ao catador de reciclável.</p>
<div class="img size-medium wp-image-79126 alignleft" style="width:251px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur001.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur001-300x200.jpg" alt="" width="251" height="167" title="A estimativa é que sejam capacitados 180 catadores até outubro de 2012"/></a>
	<div>A estimativa é que sejam capacitados 180 catadores até outubro de 2012</div>
</div><p>A primeira turma iniciou as atividades em abril deste ano. “Até outubro, já haviam sido capacitados 70 catadores, além de 31 pessoas da sociedade civil. A última turma está prevista para outubro de 2012 e a estimativa é que, até lá, tenham sido capacitados 180 catadores”, informa a presidente do Instituto GEA, Ana Maria Domingues Luz. Cada turma tem geralmente 10 catadores, além de alunos ouvintes interessados no curso.</p>
<p>O curso ocorre durante duas semanas. Na primeira, de segunda a quinta-feira, os catadores tem aulas teóricas no LASSU, das 9 às 12 horas. Na sexta-feira, eles fazem uma visita ao <a href="http://www.cce.usp.br/?q=node/266" target="_blank">Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática</a> (CEDIR) da USP. “Ainda na sexta-feira fazemos uma avaliação oral dos alunos para verificar se eles aprenderam os conteúdos passados nas aulas. Na semana seguinte, são realizadas as aulas práticas, também no LASSU, e com equipamentos do CEDIR. É quando os catadores colocam a mão na massa e precisam desmontar computadores, notebooks, teclados, mouses, scanners e impressoras e separar as peças”, aponta Walter Akio Goya, professor da parte técnica do curso. Akio é pesquisador do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, onde atualmente é aluno de mestrado. A parte prática do curso (desmontagem dos equipamentos) é ministrada pelo professor André Rangel Souza.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="img alignright size-medium wp-image-79131" style="width:251px;">
	<img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur010-300x200.jpg" alt="" width="251" height="167" title="Até outubro, foram capacitados 70 catadores, além de 31 pessoas da sociedade civil"/>
	<div>Até outubro, foram capacitados 70 catadores, além de 31 pessoas da sociedade civil</div>
</div><p><strong>Plano de negócios</strong><br />
As aulas abordam quais ferramentas mais adequadas para a desmontagem de microcomputadores, as peças que compõem o aparelho, questões sobre meio ambiente, saúde e contaminação ambiental, e até um plano de negócios para ensiná-los como se organizar para trabalhar com reciclagem de eletrônicos e valorizar peças. “Antes de realizarem o curso, muitos catadores juntavam todas as máquinas, sem se preocupar em desmontá-las, e vendiam tudo como sucata para ferros velhos”, conta Akio.</p>
<p>Os alunos utilizam em sala de aula uma apostila repleta de ilustrações, desenvolvida em conjunto com a psicopedagoga Thaís Furlan. Akio comenta que uma das dificuldades é que cada turma é bastante distinta e heterogênea. “Temos desde alunos praticamente analfabetos, até outros com grandes habilidades de negociação de materiais recicláveis”, explica.</p>
<p>Uma das soluções encontradas para aproximar duas realidades tão distintas é explicar as funções de cada uma das peças que compõem o computador por meio de comparações com a realidade vivida pelos catadores nas cooperativas.</p>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">&#8220;A ideia é que os catadores repassem os conhecimentos </span></em></h2>
<h2 style="text-align: center;"><em><span style="color: #666699;">aos colegas da cooperativa de onde vieram&#8221;</span></em></h2>
<p><strong><br />
Catador = processador</strong><br />
Por exemplo, o terreno para construção do galpão é comparado à placa mãe; o próprio galpão de armazenamento,  com o HD. Os “bags” que armazenam cada peça, com a memória. Já o processo de coleta e triagem de materiais é semelhante ao que o processador faz na máquina. A energia elétrica que mantêm a cooperativa é comparada à fonte; o ventilador que mantém o ambiente agradável é semelhante a ventoinha. Já os carros, caminhões e carrinhos que transportam os materiais são comparados a disquetes, CD-Rom, pen-drive, etc. Outra forma de chamar a atenção dos catadores é o uso de muitos vídeos para conscientizá-los do problema.</p>
<div class="img size-medium wp-image-79133 alignleft" style="width:246px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur005.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur005-300x200.jpg" alt="" width="246" height="164" title="Catadores aprendem na prática a desmontar os equipamentos de forma segura"/></a>
	<div>Catadores aprendem na prática a desmontar os equipamentos de forma segura</div>
</div><p>Cada cooperativa manda geralmente dois alunos para receberem o treinamento. Cada um deles recebe, ao final do curso, um kit de ferramentas para desmontagem dos equipamentos eletrônicos. A ideia é que os catadores repassem os conhecimentos adquiridos aos colegas da cooperativa de onde vieram. Posteriormente, a cooperativa receberá uma placa explicativa com a indicação do tipo de material e qual procedimento deve ser adotado para cada um deles. O objetivo é que, ao visualizar as peças, o catador tenha mais facilidade para realizar a desmontagem.</p>
<p>Quanto aos monitores, os catadores são orientados a não realizar a desmontagem, visto que a reciclagem da peça exige cuidados específicos devido ao chumbo e ao fósforo presentes nas peças. Segundo Akio, por meio de um acordo, a empresa <a href="http://www.vertas.com.br/index.php" target="_blank">Vertas – Gerenciamento e Transformação de Resíduos Tecnológicos</a> vai recolher os monitores e televisores de tubo das cooperativas que integram o projeto. “A empresa providencia a coleta, a descontaminação das peças e faz reaproveitamento dos materiais. Em troca, as cooperativas se comprometem a vender a eles as placas-mãe de computadores”, finaliza o professor.</p>
<div class="img alignright size-medium wp-image-79145" style="width:251px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur007-505x337.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27092011msprojetoeco_eletrolassur007-505x337-300x200.jpg" alt="" width="251" height="167" title="Walter Akio: turmas são distintas e heterogêneas. Apostila ajuda o aprendizado"/></a>
	<div>Walter Akio: turmas são distintas e heterogêneas. Apostila ajuda o aprendizado</div>
</div><p><strong>Ouro e prata</strong><br />
O motivo do interesse na placa-mãe é o ouro (Au), a prata (Ag), e o cobre (Cu), entre outros metais, usados em sua fabricação. Especialistas da área apontam que 1 tonelada de PCs tem mais ouro do que em 17 toneladas do minério bruto do metal. Mas nem se anime em raspar a placa daquele seu computador velho: a extração desses metais é bastante complexa.</p>
<p>A Vertas envia as placas (em grandes quantidades) para a <a href="http://www.umicore.com/en/" target="_blank">UMICORE</a>, empresa localizada na Bélgica, e uma das poucas que realiza um processo de reciclagem que permite a retirada desses elementos das placas e o seu reaproveitamento por indústrias, evitando que esses metais sejam extraídos da natureza. Como se vê, é mais uma iniciativa que ajuda a fechar mais um ciclo de reciclagem.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Imagens: Marcos Santos</em></p>
<blockquote>
<h2><strong>Leia mais: </strong></h2>
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</li>
</ul>
<ul>
<li>
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