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	<title>Agência USP de Notícias&#187; Agência USP de Notícias</title>
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	<description>Divulgação aos meios de comunicação a produção científica e atividades como cursos e palestras, exposições e publicações.</description>
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		<title>Estudo visa buscar modelo esportivo para criança vulnerável</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2012 20:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[EEFE]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Educação Física e Esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[programas de esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Segundo Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade social]]></category>

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		<description><![CDATA[Objetivo é fazer com que a prática esportiva ajude a torná-los bons cidadãos e contribua com sua formação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marco Aurélio Martins, do USP Online</em></p>
<p><em></em>Não basta entregar uma bola de futebol, dividir as crianças em dois times de 11 e esperar que todos os benefícios físicos e sociais do esporte aconteçam automaticamente. É preciso ter um projeto pedagógico que permita aos jovens colherem tudo de positivo que o esporte pode gerar.</p>
<div class="img size-full wp-image-124113 alignright" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/esporte-e-crianças.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/esporte-e-crianças.jpeg" alt="" width="230" height="130" title="esporte e crianças"/></a>
	<div>esporte e crianças</div>
</div><p>Essa é a constatação de Carla Luguetti, doutoranda da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, em busca de um modelo que possa ser aplicado a jovens em situação de vulnerabilidade social. Mais do que torná-los atletas de <em>[alto]</em> desempenho, o principal objetivo é fazer com que o esporte os torne bons cidadãos e contribua para sua formação pessoal.</p>
<p>O foco são crianças entre 7 e 14 anos (ensino fundamental), considerando esporte praticado em outro período que não seja o das aulas. Ou seja, aquele que vai além da Educação Física. Carla buscará um modelo construído em parceria com a criança e com o professor, algo colaborativo.</p>
<p>Para ela, um dos principais problemas dos jovens em questão é a falta de oportunidade e participação que têm na sociedade. “O grande problema da criança em vulnerabilidade social é que ela não tem voz, ela é oprimida”, relata. Mais do que isso, “a maioria dos programas de esporte é construída de cima para baixo. O técnico treinador impõe o que vai ser treinado, o que vai ser feito”.  Esta prática, segundo Carla, acaba não ajudando na formação social da criança e do adolescente.</p>
<p>O conhecimento prévio sobre o assunto foi adquirido em seu trabalho de mestrado, concluído em 2003. Ela avaliou diversos programas esportivos já existentes, em escolas privadas e públicas na cidade de Santos, e enxergou vários problemas, como a falta de um projeto universal. A principal conclusão do trabalho foi que professores, pais e pesquisadores sabem da importância do esporte para a criança, mas não como aplicá-lo de modo a se realizar uma transformação social.</p>
<p>“Ela<em> [a transformação]</em> pode ou não acontecer com a criança, mas não é uma coisa automática”, explica Carla. E o que ela revela também é a falta de diversidade esportiva, já que o futebol e o futsal ainda são esportes majoritários.</p>
<p><strong>Esporte na Escola</strong><br />
Na dissertação de mestrado, Carla estudou como eram geridos os esportes em escolas municipais, estaduais e privadas da cidade de Santos, onde reside. “Na escola privada, eu vi um esporte voltado para a divulgação da escola, como um tipo de ‘marketing’. Não um esporte preocupado com a criança. Eu ouvi, nas vozes dos coordenadores, que ‘o pai deixa a criança aqui na escola e ela faz vôlei, basquete, handebol e não precisa levar para o clube, para facilitar’ &#8220;.</p>
<p>De acordo com Carla, o estado de São Paulo tem jogos escolares, com turmas de treinamento, voltados apenas para competição. Já o município chamou sua atenção com o Projeto Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, que oferece esporte em outro horário que não os das aulas. A ideia,  segundo ela, é sensacional: oferecer esporte justamente para criança em vulnerabilidade social, que não tem chances. “Aquela que,  quando muito, joga o futebol, que é praticado na rua. Que não tem acesso ao esporte formal, em termos de treinamento técnico”, descreve.</p>
<p>Pegando carona nesse projeto, Carla procura um modelo de como ensinar um esporte para o mesmo público. “Tem uma escolinha de futebol na periferia. O que se ensina lá? Será que basta ensinar passe, cabeceio ou será que deve haver uma estrutura diferente?”, questiona a pesquisadora.</p>
<p>Ela critica os modelos gerados apenas para competição e alega que isso pode até ser prejudicial para a criança. “Uma competição igual a de adulto, com uma pressão para qual a criança não está preparada, é um exemplo de situação em que o esporte pode não trazer os benefícios esperados”.</p>
<p><strong>Pais e professores</strong><br />
Além de um bom programa para essas crianças, Carla destaca o papel dos pais e, principalmente, dos professores. ”O que vemos  é que a criança entra em determinado  esporte por pressão do pai. Não é uma coisa saudável. O ideal é deixar ela escolher o esporte que quiser, de maneira independente”, recomenda, e completa a instrução afirmando que não há idade para que a criança comece no esporte, muito menos uma modalidade específica. Porém, “a criança tem que querer fazer”, ressalta.</p>
<p>Sobre os professores, a pesquisadora percebeu durante as entrevistas que eles entendem o lado afetivo do esporte – questões emocionais e pedagógicas envolvidas – mas não sabem as ferramentas para mobilizá-lo de maneira adequada.</p>
<p>“Os professores oferecem o esporte principalmente para alcançar objetivos afetivos e sociais, mais do que físicos. ‘Eu quero que essa criança seja mais responsável, mais autônoma, que saiba trabalhar em equipe’, dizem. Mas quando eu pergunto como é oferecido esse esporte, eles não sabem explicar. E não também sabem como ensinar isso, na maioria das vezes. Pensam que é algo automático, o que não é verdade – pode ou não acontecer”, explica.</p>
<p>Carla pretende passar os próximos meses avaliando um projeto já existente em Santos e, a partir disso pensar em um modelo mais integrado de gestão esportiva para crianças em vulnerabilidade social. A tese de doutorado <em>Moving from what is to what might be: developing and empowering young people in Social  Vulnerability in after School sport in Brazil</em>, orientada pelo professor Luiz Dantas, da EEFE e David Kirk, da Universidade de Bedfordshure (Inglaterra), deve ser concluída no final de 2013.</p>
<p><em>Foto: Marcos Santos / <a href="http://www.imagens.usp.br/" target="_blank">USP Imagens</a></em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('mvhvfuujAvtq/cs')">&#108;u&#103;&#117;e&#116;&#116;i&#64;u&#115;p&#46;&#98;r</a>, com Carla Luguetti</strong></p></blockquote>
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		<title>Medalhas femininas de Atlanta foram mais do que conquistas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Aug 2012 21:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Romão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[basquetebol]]></category>
		<category><![CDATA[EEFE]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Olímpicos]]></category>
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		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíada]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas de Atlanta]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiras brasileiras a alcançarem o pódio olímpico criaram referencial para o esporte feminino no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-109127" style="width:230px;">
	<img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20120822_f.jpg" alt="" width="230" height="130" title="As medalhistas de 1996 são consideradas modelo para gerações seguintes de atletas"/>
	<div>As medalhistas de 1996 são consideradas modelo para gerações seguintes de atletas</div>
</div><p>As primeiras atletas com o uniforme do Brasil a subirem ao pódio dos Jogos Olímpicos, em 1996 em Atlanta (EUA), representaram uma grande mudança para o <em>status</em> da mulher no esporte brasileiro. Em 64 anos de participação nas Olimpíadas, nenhuma brasileira havia ainda conquistado qualquer medalha. Com o feito inédito, as esportistas marcaram a criação de um referencial de excelência feminina que serviu de exemplo para gerações seguintes. Mais do que isso, como constatou o historiador Paulo Nascimento, essas mulheres contribuíram para que, no Brasil, o sexo feminino também fosse considerado digno da prática esportiva, indo de encontro a um preconceito de longa data existente no País.</p>
<p>“Elas conseguiram desbravar um espaço que até então era predominantemente masculino. Enfrentaram o preconceito e demais adversidades a partir da realidade com a qual estavam envolvidas e tornaram-se referência de excelência não apenas no esporte feminino, mas para a sociedade brasileira”, conta.</p>
<p>Na dissertação de mestrado <em>Mulheres no pódio: as histórias de vida das primeiras medalhistas olímpicas brasileiras</em>, Nascimento reuniu as biografias e depoimentos de seis das 28 brasileiras que subiram ao pódio (4 do vôlei de praia &#8211; ouro e prata -, 12 no vôlei e 12 no basquete). Para a pesquisa, desenvolvida junto ao Grupo de Estudos Olímpicos da Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da USP, foram entrevistadas duas esportistas de cada uma das modalidades que subiram ao pódio: Jacqueline e Sandra, do vôlei de praia (ouro); Paula e Hortência, do basquete (prata); e Ana Moser e Ida, do vôlei de quadra (bronze). O objetivo era analisar e reunir os fatores que contribuíram para a conquista das primeiras medalhas femininas do Brasil nas Olimpíadas mais de meio século depois da estreia de uma brasileira nos jogos, em 1932.</p>
<p><strong>Um novo referencial<br />
</strong>O fator em comum que mais se sobressaiu entre estas atletas foi a postura de enfrentamento a um referencial completamente masculino e machista para a prática esportiva, a dissociação de valores como força e valentia como exclusivo aos homens, e um empoderamento que permitiu que lidassem não apenas com as cobranças, mas também com o preconceito contra o sexo feminino, considerado fraco ou frágil. “Isso singulariza esse grupo, pois desbravaram um caminho e alcançaram um lugar até então não ocupado”, comenta.</p>
<p>Estas mulheres reconheceram o preconceito e o identificarem em situações como a diferença salarial, gratificações e o tratamento recebido pelas equipes masculinas e femininas. Entre as histórias contadas há até mesmo menção a viagens das duas equipes, em que a masculina ia de avião e a feminina viajava de ônibus para o mesmo local. Atletas de gerações anteriores dificilmente relatam as dificuldades de suas carreiras relacionando-as com obstáculos impostos pela visão machista que permeava o esporte.</p>
<p>Apesar desta postura combativa, nenhuma dessas atletas estava envolvida com o movimento feminista, como aconteceu em outros países. “Mas isso não quer dizer que eram alienadas. O fato de ingressarem em um lugar que era por excelência masculino não deixa de ser uma prática de feminismo.&#8221;</p>
<p>Ao enfrentar esses desafios e preconceitos, elas criaram um referencial próprio para o esporte feminino, o qual passou a ser almejado pelas gerações seguintes. Nascimento relata que, frequentemente, em entrevistas para o Grupo de Estudos Olímpicos, esportistas mais jovens citam o grupo de medalhistas de 1996 como modelo a seguir.</p>
<p>Entre os elementos em comum, todas as atletas começaram a praticar esportes na infância, época em que a prática de algumas modalidades por mulheres era proibida por uma lei de 1941 e  que vigorou até o final da década de 1970. A necessidade de deslocamento, ou da periferia ou de cidades pequenas, até os centros onde se concentravam as instalações de treinamento, também é outro fator em comum.</p>
<p><strong>Novos campos de desbravamento</strong><br />
Nos dias atuais, o esporte feminino no Brasil assume feições bastante diferentes. O número de atletas e medalhas de mulheres é tão significativo quanto o masculino. Em 2012, nas Olimpíadas de Londres, foram enviados aos jogos 135 homens e 122 mulheres. Das 17 medalhas conquistadas, 6 foram em modalidades femininas. Porém, Nascimento ressalta que o desbravamento daquelas que subiram ao pódio em 1996 continua, mas agora fora das quadras: no gerenciamento e administração do esporte brasileiro, ambientes em que todas as entrevistadas atualmente.</p>
<p>Este novo espaço também costuma ser ocupado majoritariamente por homens e possui um padrão de excelência diretamente associado a eles. Assim, para o pesquisador, o desafio atual é parecido ao que elas enfrentaram no passado, cada uma em sua modalidade: não apenas adentrar este espaço, mas mostrar que têm capacidade de exercerem estas funções, a seu próprio modo, &#8220;sem que o fato de elas serem mulheres necessariamente enalteça ou corrompa <span style="color: #000000;">suas </span>carreiras e os espaços que elas ocupam&#8221;.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (11) 97666-1692; email <a href="javascript:DeCryptX('obtdjqiAhnbjm/dpn')">&#110;&#97;sci&#112;&#104;&#64;g&#109;a&#105;l&#46;&#99;&#111;&#109;</a>, com Paulo Nascimento</strong></p></blockquote>
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</ul>
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		<title>Textos opinativos estigmatizam torcedores de futebol</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2012 21:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra O. Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[estigmatização]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
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		<description><![CDATA[A forma do discurso leva a população a crer que todo torcedor é vagabundo ou um marginal em potencial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignright size-full wp-image-108548" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/futebol.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/futebol.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Torcedores organizados são tratados como terroristas em textos de jornais"/></a>
	<div>Torcedores organizados são tratados como terroristas em textos de jornais</div>
</div><p>Ideias expostas em muitos textos opinativos, em  jornais de grande circulação, sobre violência no futebol conduzem os leitores a apoiarem a ideologia de que as autoridades púbicas devem inibir e se sobrepor a torcedores organizados e pobres. &#8220;Nestes textos o discurso predominante estigmatiza o torcedor organizado como marginal, vagabundo e terrorista, dando à questão aparência similar a uma guerra&#8221;, reflete o psicólogo social Felipe Tavares Paes Lopes. Segundo ele, tais textos buscam ampliar o controle do Estado sobre o cidadão de forma indiscriminada. Entretanto, “nem tudo é unânime e existem formadores de opinião que tratam as condições socioeconômicas e educacionais brasileiras como as verdadeiras causas da violência das torcidas de futebol”.</p>
<p>A tese de doutorado <em>Discursos sobre violência envolvendo torcedores de futebol: ideologia e crítica na construção de um problema social</em> foi orientada pelo professor Esdras Guerreiro Vasconcellos. O psicólogo analisou textos de jornais da cidade de São Paulo de circulação nacional no período de 2009 a 2010, além de realizar entrevistas com acadêmicos, jornalistas, dirigentes esportivos e de torcidas organizadas. O estudo realizado em três fases buscou elucidar inicialmente o contexto sócio-histórico do debate, nacional e internacional, acerca da violência no futebol. Em seguida, o pesquisador passou a interpretar cada texto e entrevista para, em seguida, refletir em que medida os discursos dos formadores de opinião poderiam ser considerados uma produção ideológica e reproduzir relações de dominação.</p>
<p><strong>Problema Social</strong><br />
O pesquisador explica que a violência que envolve torcedores de futebol vem, desde o final da década de 1980, sendo tratada pela imprensa como um problema social e também como uma preocupação pública. Na maioria das vezes, lida com a questão “adjetivando e estigmatizando os torcedores organizados como marginais e vagabundos, além de  reduzi-los à condição de violentos, bárbaros e terroristas”.</p>
<p>Não dá simplesmente para “se associar e difundir a ideia de que a irracionalidade e atos de violência sejam características naturais do comportamento de grupo ou de massa, neste caso, os torcedores”. Para ele, esta  pode ser uma forma de deslegitimar as reivindicações que os torcedores possam vir a fazer nas arquibancadas, além de fazer crer que ações ostensivas por parte da polícia são justas e dignas de apoio. Se a coletividade torcedora é potencialmente violenta, então ela deve ser controlada e submetida às ordens dos agentes do Estado.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, um outro grupo (minoritário) de fomentadores de opinião, no entanto, assume que a midia é sim estigmatizadora, sugerindo “que a defesa da necessidade de intervenção violenta do Estado ocorre sem reflexão crítica sobre problemas socioeconômicos brasileiros”.  A pesquisa também indica que o processo de estigmatização dos torcedores organizados contribui para ampliar o controle do Estado sobre eles. Entre outras coisas, porque “quem é de torcida organizada passa ser suspeito e pode ser abordado a qualquer tempo.”</p>
<p><strong>Poder assimétrico</strong><br />
Uma das maiores reclamações feitas pelos dirigentes das torcidas organizadas e por alguns formadores de opinião foi relativa à relação assimétrica de poder. O psicólogo social revela que a insatisfação está, entre outras coisas, na desigualdade de acesso à imprensa. Falta espaço para expor outros pontos de vista a respeito da violência de torcedores. As falas dos dirigentes e de quem é contrário ao que se propaga na imprensa é quase unívoca. Não dão voz aos torcedores organizados. Não dão espaço ao debate.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('gumpqftAzbipp/dpn/cs')">&#102;t&#108;&#111;pes&#64;&#121;&#97;ho&#111;.co&#109;.br</a></strong></p></blockquote>
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		<title>Projetos esportivos mudam autoconceito de crianças</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 21:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Ortega</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[autoconceito]]></category>
		<category><![CDATA[CEPEUSP]]></category>
		<category><![CDATA[EEFE]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Psicossociologia do Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Incentivo ao Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Esporte Talento]]></category>
		<category><![CDATA[projetos sociais esportivos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ações sociais devem priorizar formação integral para beneficiar participantes e estimular a prática esportiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projetos sociais têm como foco principal a inclusão social e o desenvolvimento da cidadania de seus participantes. Os que são voltados ao esporte não podem ser diferentes. Em pesquisa realizada na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, verificou-se que, dependendo da metodologia e das prioridades de projetos sociais esportivos, os participantes podem sofrer resultados positivos ou negativos.</p>
<div class="img size-full wp-image-107373 alignleft" style="width:230px;">
	<img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20120808_c.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Projetos esportivos podem desenvolver diversos aspectos das crianças"/>
	<div>Projetos esportivos podem desenvolver diversos aspectos das crianças</div>
</div><p>Crianças que participaram por um ano do Projeto Esporte Talento (PET), desenvolvido no Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP), foram comparadas a crianças de escolas públicas que não participam de projetos sociais esportivos e crianças que participam de outros projetos sociais. O professor de educação física Elder Regis Deorato Marques, autor da pesquisa, analisou o autoconceito dos participantes, isto é, a forma como a pessoa se vê sob diversos aspectos. Os resultados indicaram que o autoconceito global do grupo participante do PET melhorou ao longo do período de um ano; o do grupo que não participou manteve-se similar; já o grupo das crianças que participaram de outros projetos sociais piorou no decorrer da pesquisa.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido em sua dissertação de mestrado, defendida em março de 2012, com a orientação do professor Antonio Carlos Simões, que coordena o Laboratório de Psicossociologia do Esporte da EEFE. Suas conclusões apontam para a importância de estudar a metodologia correta acerca do esporte com crianças e de escolher corretamente as prioridades do projeto. “O esporte pode contribuir para a melhoria do autoconceito da pessoa, não apenas em relação à dimensão motora, mas também em outros aspectos do desenvolvimento humano”, explica Marques. O PET tem uma proposta pedagógica que fez com que os participantes da pesquisa pudessem apresentar melhoria não apenas do autoconceito global, mas também nas dimensões intelectual e social.</p>
<p><strong>Inclusão ou exclusão</strong><br />
“Um projeto social esportivo não deve ter como único foco a dimensão motora, pois o objetivo não é a formação de atletas. A prioridade destas instituições deve ser a formação social de seus participantes”, afirma o professor. A preocupação em formar atletas levariam à exclusão daqueles que não chegassem a esse objetivo.</p>
<p>A percepção de competência é um dos fatores determinantes que levam à motivação para a prática esportiva, bem como à sua desistência. Na pesquisa, Marques mostra como a percepção de competência deve ser considerada no desenvolvimento de um programa esportivo, para evitar a desmobilização em relação ao esporte.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-full wp-image-107360 aligncenter" style="width:474px;">
	<a style="text-align: center;" href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/imagem-1.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/imagem-1.jpg" alt="" width="474" height="232" title="A percepção da competência negativa em um esporte leva à desmotivação e, muitas vezes, à desistência. Do outro lado, a competência positiva traz motivação para a prática esportiva."/></a>
	<div>A percepção da competência negativa em um esporte leva à desmotivação e, muitas vezes, à desistência. Do outro lado, a competência positiva traz motivação para a prática esportiva.</div>
</div><p>
<p><strong>Incentivos</strong><br />
Desde a década de 1990, observa-se o aumento da quantidade de projetos sociais esportivos. A Lei de Incentivo ao Esporte, criada pelo governo federal em 2006, é um mecanismo legal que tende a facilitar a criação e manutenção destas instituições, por meio de incentivos para empresas que financiarem esses projetos.</p>
<p>Contudo, segundo Marques, é necessário uma postura crítica sobre estas parcerias entre o Estado, a iniciativa privada e o terceiro setor. O direito ao esporte é constitucional, e deve-se analisar se ele está sendo realmente garantido por meio destas ações. Projetos sociais esportivos têm sua importância, mas não podem ser a única alternativa de práticas esportivas para a população.</p>
<p><em>Imagens: Paula Bassi (foto); Gráfico cedido pelo pesquisador</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (11) 99358-9147<br />
</strong></p></blockquote>
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		<title>USP consolida programa de incentivo ao esporte olímpico</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jun 2012 00:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Quinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[A USP nos Jogos Olímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Olímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Paraolímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Cerimônia realizada na reitoria apresenta atletas selecionados no projeto e define regras do programa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-103140" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3253_A.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3253_A.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Cerimônia na reitoria consolida primeira etapa do projeto"/></a>
	<div>Cerimônia na reitoria consolida primeira etapa do projeto</div>
</div><p>A Universidade de São Paulo acaba de consolidar a primeira etapa do programa <em>A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016 – Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo</em>. Em cerimônia realizada no dia 28 de junho, o reitor da USP João Grandino Rodas recebeu os atletas, estagiários e representantes das unidades que integram o programa. No encontro, os atletas e bolsistas do projeto assinaram os termos de outorga das bolsas e foram esclarecidos sobre as regras que irão nortear a iniciativa. O principal objetivo é inserir a USP técnica, científica e pedagogicamente nos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em seu pronunciamento, o reitor destacou que os atletas e estagiários selecionados nesta primeira etapa terão importante atuação no programa. “Todos vocês são, a partir de agora, os ‘embaixadores’ desta iniciativa que pretende inserir, cada vez mais, o esporte no dia-a-dia da Universidade. Esta é minha colaboração para as futuras administrações da USP”, enfatizou.<br />
Rodas também lembrou que este incentivo ao esporte será um caminho para que a USP se mantenha entre as maiores universidades do mundo. “Antes de qualquer coisa, precisamos ensinar a nossos alunos que o esporte é coisa séria”, ressaltou.</p>
<p><strong>Investimentos e suporte</strong><br />
Na primeira parte do encontro, o coordenador geral do programa, professor Alberto Carlos Amadio, destacou os avanços do projeto, que foi instituído oficialmente no dia 3 de dezembro de 2010, e descreveu como será a participação dos atletas selecionados, estagiários e as principais características do programa. “Levamos um ano e meio para estruturar o programa até esta primeira etapa”, disse, ressaltando os investimentos de R$ 4,2 milhões que serão aplicados na iniciativa pela própria USP. Os valores serão investidos, basicamente, em ações integradas para pesquisa; para avaliações de equipes e atletas nacionais; para educação continuada de atletas e treinadores; para suporte e treinamento de equipes olímpicas e paraolímpicas brasileiras e estrangeiras; e para o apoio a atletas olímpicos integrantes do quadro de alunos, funcionários e professores. Amadio lembrou ainda que, outros R$ 13,8 milhões, além dos valores destinados ao programa, serão destinados a reformas dos centros esportivos dos campi da Universidade. “No Cepeusp, por exemplo, já temos um projeto de remodelação do velódromo e da pista de atletismo”, informou.</p>
<div class="img alignright size-full wp-image-103142" style="width:226px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3253_B.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3253_B.jpg" alt="" width="226" height="151" title="Encontro reuniu o reitor, atletas, estagiários e docentes da USP"/></a>
	<div>Encontro reuniu o reitor, atletas, estagiários e docentes da USP</div>
</div><p>Já o coordenador executivo do programa, professor Valdir Carlos Barbanti, explicou que o programa não prevê que a USP prepare atletas. “Nossa universidade, numa iniciativa pioneira entre as instituições públicas de ensino superior, prestará suporte e auxílio a atletas bolsistas da universidade e também da comunidade externa desde que, comprovadamente, atendam os requisitos de seleção do projeto”, descreveu. Para integrar o programa, o atleta deverá ter qualificação estadual, nacional ou internacional em sua modalidade. “Quem sabe, num futuro próximo possamos identificar um atleta com qualificação olímpica”, disse. O regime e os valores das bolsas destinadas aos atletas e estagiários do programa seguem as regras das entidades financiadoras de pesquisa e do Ministério do Esporte.</p>
<p><strong>O programa</strong><br />
Instituído no dia 3 de dezembro de 2010, o programa <em>A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016 – Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo</em> é estruturado em quatro áreas temáticas de atuação: infraestrutura física, avaliações e exames de diagnóstico da saúde do atleta, oferecimento de cursos de reciclagem e capacitação para membros de equipes técnicas e a concessão de bolsas de suporte básico para alunos da USP que sejam atletas, talentos olímpicos ou monitores.</p>
<p>Para tanto, conta com a participação de unidades da Universidade que atuarão em campos específicos no projeto. A Escola de Educação Física (EEFE), que realizará avaliações clínicas e funcionais e educação continuada; Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP), que atuará na coordenação executiva e concessão de bolsas para alunos da USP; Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), modalidades paraolímpicas; Faculdade de Medicina (FM), que atuará em avaliações clínico-funcionais; Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), avaliações toxicológicas; Faculdade de Saúde Pública (FSP), avaliações nutricionais; Faculdade de Odontologia (FO), avaliações da saúde bucal; Centros de Práticas Esportivas dos campi, infraestrutura e instalações e modalidades olímpicas; e as Associações Atléticas Acadêmicas (LAAUSP), que auxiliarão na coordenação, organização e suporte técnico-administrativo.</p>
<p>A cerimônia contou ainda com a presença de representantes e diretores das unidades envolvidas no programa, bem como dos oito atletas selecionados: Ana Luiza Lopes Pallassão (FO), do remo; Arthur Gola de Paula, da Escola Politécnica (Poli), remo; Augusto de Paula Felipe (EACH), hockey sobre a grama; Bianca Miarka (EEFE), remo; Diana de Freitas Mathias (EACH), taekwondo; Gabriel Campos Alves de Moraes (EEFE), remo; Gabriele Matias Avelino Bonfim (EACH), natação; e João Augusto Hackerott, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), atleta da vela.</p>
<p><em>Imagens: Marcos Santos</em></p>
<blockquote><p>Mais informações: (11) 3091-3500 ou (16) 3602-0529; email <a href="javascript:DeCryptX('pmjnqjbebt3127Avtq/cs')">&#111;&#108;&#105;mp&#105;a&#100;&#97;s&#50;0&#49;&#54;&#64;u&#115;&#112;&#46;b&#114;</a>; site <a href="http://www.olimpiadas2016.usp.br/">http://www.olimpiadas2016.usp.br/</a></p></blockquote>
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		<title>Estudo do metabolismo energético ajuda no treino de judocas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 21:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[EEFE]]></category>
		<category><![CDATA[judô]]></category>
		<category><![CDATA[metabolismo energético]]></category>
		<category><![CDATA[nage-komi]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Science]]></category>
		<category><![CDATA[uchi-komi]]></category>

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		<description><![CDATA[Revista Science destaca pesquisa da EEFE que ajuda a direcionar treino de judocas visando desempenho máximo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img size-full wp-image-96009 alignleft" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Dest11.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Dest11.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Estudo realizado por grupos de pesquisa da EEFE mereceu atenção da Revista Science"/></a>
	<div>Estudo realizado por grupos de pesquisa da EEFE mereceu atenção da Revista Science</div>
</div><p>Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP vai auxiliar o treino de judocas ao fornecer elementos que permitem uma avaliação precisa do atleta durante a execução de golpes. Com isso, será possível direcionar o treinamento visando um desempenho máximo. Os dados foram obtidos por meio do estudo do metabolismo energético de judocas durante a execução de técnicas de braços, pernas e quadril em dois exercícios típicos da arte marcial: nage-komi e o uchi-komi.</p>
<p>A pesquisa teve a participação dos professores Guilherme Artioli, Sandro Mendes e Antonio H. Lancha Jr, do Laboratório de Nutrição Aplicada; Rômulo Bertuzzi, do Grupo de Estudos em Desempenho Aeróbio; Hamilton Roschel, do Laboratório de Adaptações Neuromusculares ao Treinamento de Força e do Laboratório de Nutrição Aplicada; e Emerson Franchini, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate.</p>
<p>No último dia 20 de março, um artigo sobre a pesquisa, <a href="http://www.jove.com/video/3413/determining-the-contribution-of-the-energy-systems-during-exercise?access=ybyomkk0" target="_blank">Determining the Contribution of the Energy Systems During Exercise</a>, foi publicado no<em> Journal of Visualized Experiments</em> (JOVE). “A apresentação dos artigos na JOVE é feita em formato de vídeo, pois o foco principal é a demonstração dos métodos usados e não exatamente os resultados finais”, conta o professor Emerson Franchini. O vídeo da pesquisa tem cerca de 11 minutos de duração, e é acompanhado por um texto curto, em formato semelhante a um artigo científico convencional.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="520" height="294" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kJBTf2NFyeM?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="520" height="294" src="http://www.youtube.com/v/kJBTf2NFyeM?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Franchini conta que após a publicação no JOVE, a página recebeu mais de mil visualizações em menos de 24 horas. De acordo com o docente, esse grande número de acessos, em tão pouco tempo, chamou a atenção dos editores da Revista Science: “No dia seguinte, em 21 de março, a Science publicou, em sua edição online, <a href="http://news.sciencemag.org/sciencenow/2012/03/the-science-of-judo.html" target="_blank">uma nota sobre o assunto</a>, destacando o trabalho desenvolvido pelo nosso grupo de pesquisadores”, comemora o professor.</p>
<p><strong>A pesquisa</strong><br />
O trabalho que deu origem ao artigo publicado no JOVE foi iniciado em 2007, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Foram estudados atletas homens (faixa marrom ou preta), com mais de 18 anos, que praticassem o esporte pelo menos três vezes por semana, e competissem em torneios oficiais. O objetivo era compreender a participação de três sistemas energéticos durante a execução de técnicas de braço, perna e quadril. Foram feitas medições do consumo de oxigênio e da concentração de lactato antes e depois da prática dos exercícios nage-komi e o uchikomi. “No nage-komi, o judoca executa a entrada da técnica e projeta o parceiro; já no uchi-komi, o atleta também executa a entrada da técnica, mas sem projetar o parceiro”, explica Franchini.</p>
<p>Os dados foram coletados por meio de um analisador de gases portátil. Durante a prática dos exercícios, cada atleta vestia uma máscara contendo um fluxômetro que possibilitava que, a cada respiração, fossem obtidos dados referentes ao volume de oxigênio e gás carbônico.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-96016" style="width:330px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Int1.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Int1.jpg" alt="" width="330" height="190" title="Com o analisador de gases portátil foram obtidos dados referentes ao volume de oxigênio e gás carbônico consumidos"/></a>
	<div>Com o analisador de gases portátil foram obtidos dados referentes ao volume de oxigênio e gás carbônico consumidos</div>
</div><p>
<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Int1.jpg"></a>“Como trata-se de um equipamento portátil, o atleta podia fazer movimentos mais complexos, característica que garantiu uma coleta de dados mais precisa”, explica o professor. Os dados foram enviados, via telemetria, para um computador e, por meio deles, foi possível utilizar uma modelagem matemática, desenvolvida sobretudo na década de 1980, que forneceu as estimativas do metabolismo energético para três sistemas de transferência de energia estudados durante a realização dos exercícios.</p>
<p><strong>Impacto nos treinamentos</strong><br />
Os resultados da pesquisa têm impacto direto nos treinamentos de judocas. “Por meio desses resultados, é possível fazer uma avaliação precisa do atleta, identificando seus pontos fortes e fracos e direcionando o treinamento com o objetivo de obter o máximo de rendimento, podendo melhorar o desempenho do esportista”, aponta Franchini, que além de professor livre-docente da EEFE, presta assessoria para o Comitê Olímpico Brasileiro, atendendo a três atletas da seleção de judô: Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Rafael Silva. Por estar enquadrado na USP no Regime de Dedicação Total à Docência e à Pesquisa (RDIDP), o professor possui autorização especial para realização de atividade simultânea.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-96011" style="width:330px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Int3.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Int3.jpg" alt="" width="330" height="190" title="Como o equipamento é portátil, o atleta podia fazer movimentos mais complexos, levando a uma coleta de dados mais precisa"/></a>
	<div>Como o equipamento é portátil, o atleta podia fazer movimentos mais complexos, levando a uma coleta de dados mais precisa</div>
</div><p>
<p>Os artigos publicados na JOVE têm foco nas ciências naturais, saúde e biologia, focando, em especial, a descrição dos métodos utilizados nas pesquisas. Sobre o grande número de visualizações do artigo, Franchini acredita que isso se deve ao fato de ele ter uma abordagem inovadora no estudo deste tipo de modalidade de combate.</p>
<p><em>Imagens 1 e 3: Estúdio Multimeios CCE</em><br />
<em>Imagem 2: Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: emails <a href="javascript:DeCryptX('fnfstpogsbodijojAipunbjm/dpn')">e&#109;e&#114;so&#110;&#102;ra&#110;ch&#105;&#110;i&#64;&#104;o&#116;&#109;&#97;&#105;l&#46;com</a>, com Emerson Franchini; <a href="javascript:DeCryptX('bsujpmj/hhAhnbjm/dpn')">&#97;r&#116;&#105;o&#108;&#105;&#46;g&#103;&#64;g&#109;&#97;il&#46;c&#111;m</a>, com Guilherme Artioli; <a href="javascript:DeCryptX('ibstAvtq/cs')">&#104;&#97;r&#115;&#64;usp.&#98;&#114;</a>, com Hamilton Roschel, <a href="javascript:DeCryptX('cfsuv{{jAvtq/cs')">ber&#116;u&#122;&#122;&#105;&#64;u&#115;&#112;.b&#114;</a>, com Rômulo Bertuzzi; <a href="javascript:DeCryptX('mbodibksAvtq/cs')">l&#97;n&#99;&#104;&#97;jr&#64;u&#115;&#112;&#46;&#98;&#114;</a>, com Antonio Herbert Lancha Junior e <a href="javascript:DeCryptX('tboespitntAhnbjm/dpn')">s&#97;nd&#114;&#111;hs&#109;&#115;&#64;&#103;&#109;a&#105;&#108;.&#99;om</a>, com Sandro H. Mendes</strong></p></blockquote>
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		<title>Imigração japonesa deu início à trajetória do judô no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 21:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paloma Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[EEFE]]></category>
		<category><![CDATA[imigração japonesa]]></category>
		<category><![CDATA[judô]]></category>
		<category><![CDATA[medalhista mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudo buscou trajetória dos medalhistas brasileiros e de seus mestres, encontrando as primeiras gerações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-92356" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27032012judocredito_cbj_0041.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/27032012judocredito_cbj_0041.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Pesquisa conversou com todos os medalhistas olímpicos e mundiais brasileiros "/></a>
	<div>Pesquisa conversou com todos os medalhistas olímpicos e mundiais brasileiros </div>
</div><p>A imigração japonesa foi fundamental para a consolidação do judô no Brasil. Pesquisa do doutorando Alexandre Velly Nunes, da Escola de Educação Física  Física e Esporte (EEFE) da USP, montou uma árvore genealógica da formação dos atletas brasileiros, desde o ingresso das primeiras gerações do esporte no País, na década de 1960, até os nossos mais recentes medalhistas olímpicos e mundiais. Nunes foi orientado pela professora Katia Rubio, também da EEFE.</p>
<p>Para montar essa árvore genealógica, Nunes entrevistou todos os medalhistas olímpicos e mundiais brasileiros da história. Durante quatro anos, foram realizadas 90 entrevistas. Elas partiram de 23 atletas medalhistas, que conquistaram 38 medalhas, sendo 15 em jogos olímpicos e 23 em campeonatos mundiais. A trajetória da carreira desses atletas, bem como seus mentores e professores foram anotadas e ajudaram a compor um panorama geral da formação do judô no Brasil. “O meu foco principal era entender como eles tinham chegado ali e quem foram as pessoas que os influenciaram”, explica Nunes, que atua como professor de Educação Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).</p>
<p>A partir das entrevistas desses atletas, Nunes foi atrás de seus professores e fez o mesmo processo: uma entrevista que pedia o relato de suas carreiras e as suas principais influências. O ciclo se manteve até ser alcançada a primeira formação de judocas brasileiros.</p>
<p><strong>Genealogia<br />
</strong>A grande contribuição desse trabalho está na construção das árvores genealógica dos nossos principais atletas, campeões olímpicos e mundiais. Essas árvores são as que Nunes chama de “Famílias Judoísticas”.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-92365" style="width:500px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/imagem5.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/imagem5.jpg" alt="" width="500" height="429" title="Árvore &quot;judoística&quot; de Rogério Sampaio, medalha de ouro no jogos olímpicos de Barcelona (1992)"/></a>
	<div>Árvore &quot;judoística&quot; de Rogério Sampaio, medalha de ouro no jogos olímpicos de Barcelona (1992)</div>
</div><p>
<p>Elas evidenciam a influência japonesa ao ilustrar a base desses atletas, uma base quase que é inteiramente formada por japoneses.</p>
<div class="img aligncenter size-full wp-image-92368" style="width:500px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/judo2.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/judo2.jpg" alt="" width="500" height="334" title="Árvore de Tiago Camilo, medalhista mundial no Rio de Janeiro (2007) e nos jogos olímpicos de Sidney (2000) e Pequim (2008)"/></a>
	<div>Árvore de Tiago Camilo, medalhista mundial no Rio de Janeiro (2007) e nos jogos olímpicos de Sidney (2000) e Pequim (2008)</div>
</div><p>
<p><strong>Popularidade<br />
</strong>Nunes diz que há registros do judô no Brasil desde 1914. Após a segunda guerra mundial, a “esportivização” da modalidade e o seu ingresso no programa olímpico, em Tóquio (1964) e definitivamente em Munique (1972) contribuíram para a difusão do esporte para fora da colônia japonesa.</p>
<p>No pós-Segunda Guerra Mundial, o Japão estava arrasado e muitos japoneses foram em busca de melhores condições de vida em outros territórios. O Brasil foi um dos países que receberam um contingente enorme desses imigrantes. Esses novos assentamentos serviram para popularizar o judô em algumas regiões onde a prática do esporte não era comum. “Isso fica claro quando reparamos nos anos em que surgiram as federações regionais e seus primeiros dirigentes”, observa Nunes.</p>
<p>Com essa oficialização do esporte no País, uma série de novos personagens passa a integrar essa história. “Antes da guerra, a influência era totalmente nikkei. Depois, notamos que as formações regionais e o número de professores começam a ter mais integrantes brasileiros”. O esporte se transforma e passa a ser mais do que uma atividade cultural. Ele se torna uma competição e isso internacionaliza o judô.</p>
<p>Esse teor competitivo torna o judô mais comercial, porque o esporte passa a render muito dinheiro. Isso faz com que os aspectos educacionais e culturais fiquem um pouco marginalizados na formação dos atletas. “Essa internacionalização tira um pouco da preocupação dos orientais de manter a ética e disciplina durante a atividade”, coloca Nunes. O perfil dos atletas muda. O judô, além de ser um negócio, vira um show.</p>
<p>Ele diz que “como qualquer movimento cíclico, os excelentes resultados de competição já começam a ser estudados e eles tem como uma conclusão clara que os aspectos educacionais precisam ser retomados para que os bons desempenhos sejam alcançados”. Por isso, as organizações nacionais tem sim de sobreviver como responsáveis por grandes eventos esportivos, que rendem muito dinheiro, mas sem prejudicar a formação de seus atletas.</p>
<p>Foto: Marcos Santos</p>
<p>Ilustrações cedidas pelo pesquisador</p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: e-mail <a href="javascript:DeCryptX('bmfyboesf/ovoftAvtq/cs')">a&#108;ex&#97;&#110;&#100;r&#101;.n&#117;ne&#115;&#64;&#117;s&#112;.br</a>, com Alexandre Velly Nunes</strong></p></blockquote>
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		<title>Autofala melhora desempenho de iniciantes</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=89345</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=89345#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 22:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Francisco Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[autofala]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho]]></category>
		<category><![CDATA[IP]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia esportiva]]></category>
		<category><![CDATA[videogames]]></category>

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		<description><![CDATA[Resultados obtidos por pessoas que utilizam o autocontrole verbal é 12,5% superior aos de quem não o pratica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-89362" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/baseball.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/baseball.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Desempenho no beisebol do Wii foi melhor nas pessoas que utilizaram a autofala"/></a>
	<div>Desempenho no beisebol do Wii foi melhor nas pessoas que utilizaram a autofala</div>
</div><p>A utilização do controle verbal da autofala ajuda a melhorar o desempenho de iniciantes em simulações esportivas. Segundo o psicólogo Eduardo Neves Pedrosa de Cillo, atletas ou praticantes que se utilizam da autofala, seja ela instruída ou modelada, têm desempenho significativamente melhor que aqueles que não se utilizam de controle verbal. A diferença nos resultados pode chegar a até 12,5%.</p>
<p>Autofala é uma das técnicas utilizadas na psicologia do esporte para aumento de concentração. Pode ser usada por atletas principalmente antes da execução de tarefas como por exemplo a cobrança de pênalti no futebol, o lance livre no basquete ou a rebatida no beisebol. A autofala instruída é aquela imposta pelo treinador, na qual o praticante apenas reproduz o que lhe for instruído. Já a modelada é construída a partir de um diálogo entre o orientador da tarefa e o praticante.</p>
<p>“Verificou-se que o importante é a presença ou ausência de autofala. Entre os tipos, instruída ou modelada, não houve diferenças de resultados”, explica Cillo, autor da tese de doutorado defendida em abril no Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia (IP) sob orientação da professora Maria Martha Costa Hübner.</p>
<p>O estudo analisou o desempenho de sete jovens entre 12 e 14 anos em duas modalidades esportivas, beisebol e boliche, presentes no jogo Wii Sports, para o console Nintendo Wii. “Observamos o desempenho nas tarefas de rebatedor no jogo de beisebol e de lançamento no jogo de boliche. Um dos critérios para a seleção dos jovens era escolher aqueles que nunca haviam tido contado com esses jogos”, conta Eduardo. Todos os adolescentes também eram moradores de regiões próximas à USP e participantes do Projeto de Desenvolvimento Humano Através do Esporte, realizado no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp).</p>
<p>Foram realizadas 28 sessões de 11 de setembro de 2009 a 30 de outubro de 2009. Em cada uma das sessões experimentais os participantes foram testados primeiro no beisebol e depois no boliche. A duração de cada sessão era de cerca de 20 minutos.</p>
<p><strong>Ambiente laboratorial</strong><br />
O pesquisador conta que a proposta inicial era fazer os estudos em campo aberto, com prática esportiva real. Nessas condições, porém, a atividade ficaria suscetível a fatores como vento, umidade, temperatura e outras dificuldades. “A utilização do videogame permitiu criar um ambiente laboratorial, ficando mais fácil analisar o desempenho. Além disso, a motivação dos participantes também era muito maior pelo contato com os jogos virtuais”, afirma.</p>
<p>O objetivo do trabalho era saber se o uso do procedimento verbal melhora o desempenho e de que forma ele é usado. Por isso, os participantes foram divididos em três grupos. Três jovens realizaram as atividades sem a utilização da autofala. Dois utilizaram a autofala instruída e outros dois utilizaram a modelada. “Se a pessoa começa a utilizar o procedimento verbal é difícil de reverter o processo. Por isso, os que a utilizaram o fizeram durante todo o experimento. Não é possível testar o desempenho da mesma pessoa com a autofala e depois sem ela”, explica Cillo.</p>
<p>Esta é uma das primeiras pesquisas sobre os efeitos da autofala isolada. O psicólogo conta que grande parte dos estudos de que se tem notícia relacionam os efeitos da autofala em conjunto com outros procedimentos, como por exemplo, o relaxamento instruído. “Estou inclusive preparando um artigo internacional para a divulgação dos resultados no meio acadêmico”, afirma.</p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (11) 9454-9774, email <a href="javascript:DeCryptX('fedjmmpAzbipp/dpn')">&#101;&#100;&#99;&#105;&#108;lo&#64;&#121;&#97;&#104;oo.&#99;o&#109;</a></strong></p></blockquote>
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		<title>Site tenta prever resultados do Campeonato Brasileiro</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 20:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Capelas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[ICMC]]></category>
		<category><![CDATA[previsão]]></category>

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		<description><![CDATA[Sistema desenvolvido no ICMC, em São Carlos, usa retrospecto dos times para avaliar suas chances de vitória]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img size-full wp-image-80760 alignleft" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/11112011futebolagenusp004.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/11112011futebolagenusp004.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Modelo estatístico considera o mando de campo, a defesa e o ataque"/></a>
	<div>Modelo estatístico considera o mando de campo, a defesa e o ataque</div>
</div><p>As páginas de Esportes dos jornais não deixam mentir: a cada final de semana, o Campeonato Brasileiro de futebol aproxima-se de seu final em acirradas disputas. Entre o céu – um título ou uma vaga para a Taça Libertadores da América – e o inferno – o rebaixamento para a Série B -, torcedores se descabelam e fazem muitos cálculos para tentar prever o destino de seus times do coração. Mas o site <a href="http://www.previsaoesportiva.com.br/" target="_blank">Previsão Esportiva</a>, desenvolvido por meio de uma parceria entre pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e do Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tenta deixar a vida dos aficionados pelo esporte um pouco mais fácil – ou, pelo menos, sem tantas surpresas.</p>
<p>“Utilizamos os resultados dos jogos anteriores para fazer as previsões. Dessa maneira, com o decorrer do campeonato temos mais informações e o sistema pode ficar mais preciso”, explica o professor Francisco Louzada Neto, do ICMC, que coordena a pesquisa. O sistema faz as previsões baseado em um grande número de simulações para o restante do campeonato a partir de um modelo estatístico. “Geramos 10 mil possibilidades para os jogos que irão ocorrer até o fim do campeonato. Com o cruzamento de todas as possibilidades geradas, chegamos às previsões apresentadas no site”, completa.</p>
<p><strong>Variáveis e intervalos</strong><br />
O modelo estatístico considera, para cada time, três variáveis: o mando de campo, a defesa e o ataque. “Os efeitos defesa e ataque captam o poder defensivo e ofensivo de cada time e são estimados a partir dos placares observados, mudando de acordo com a variável mando de campo, isto reflete as mudanças de postura tática que ocorrem quando um time joga dentro ou fora de casa”, explica Louzada.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, o algoritmo utilizado pelo Previsão Esportiva é diferente da maioria das estatísticas usadas pela imprensa nessa época do campeonato. “Fazer uma previsão sobre um jogo de futebol é trabalhar com uma estrutura aleatória. Tentamos levar em conta essa aleatoriedade ao usar intervalos, e não números fixos, como geralmente é feito”. Os intervalos, no caso, são baseados nos resultados das simulações. Na imagem abaixo, pode-se verificar, por exemplo, que o Corinthians tem 50% de chance de terminar o campeonato na faixa de 65 a 69 pontos. “Esses 50% de chance indicam que, em 50% das simulações computacionais o Corinthians terminou o campeonato com 65, 66, 67, 68 ou 69 pontos”, disserta o professor.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img size-full wp-image-80762 aligncenter" style="width:500px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/grafico001.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/grafico001.jpg" alt="" width="500" height="426" title="Algoritmo usado pelo site é diferente da maioria das estatísticas usadas pela imprensa nessa época do campeonato (clique para abrir)"/></a>
	<div>Algoritmo usado pelo site é diferente da maioria das estatísticas usadas pela imprensa nessa época do campeonato (clique para abrir)</div>
</div><p>
<p><strong>Estatística no esporte</strong><br />
Louzada conta que, junto a outros pesquisadores, começou a pesquisa em 2004, quando ainda era professor da UFSCar. “Notamos que a estatística é geralmente muito utilizada em várias áreas do conhecimento, da medicina ao setor financeiro. Entretanto, aqui no Brasil, ao contrário do que seria esperado, há uma falta de metodologia de estatística aplicada ao estudo esportivo”. Eles viram então a possibilidade de divulgar a estatística, aplicando-a a temas de grande interesse da população. “Nada melhor que um tema popular como o futebol para mostrar o poder de ferramenta que a estatística tem. Ela é útil num processo decisório, como uma ponte que te mostra um bom caminho no meio da incerteza”, diz.</p>
<p>A previsão estatística do Campeonato Brasileiro é feita pelo Grupo de Modelagem Estatística no Esporte (GMEE), cujo objetivo é agregar pesquisadores, alunos de pós-graduação e graduação, interessados no desenvolvimento metodológico estatístico para dados esportivos. O GMEE foi criado junto ao Centro de Estudos do Risco (CER) do Departamento de Estatística da UFSCar  e ao Centro de Matemática e Estatística Aplicadas à Indústria (CeMEAI), do ICMC.</p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('mpv{bebAjdnd/vtq/cs')">&#108;&#111;&#117;&#122;&#97;da&#64;i&#99;&#109;&#99;&#46;u&#115;&#112;&#46;&#98;r</a>, com o professor Francisco Louzada Neto, </strong><strong>ou &#108;u&#105;s&#46;&#115;a&#108;asar&#64;g&#109;&#97;i&#108;&#46;&#99;&#111;&#109;, com o professor Luis Salasar. </strong><strong> Site <a href="http://www.previsaoesportiva.com.br" target="_blank">www.previsaoesportiva.com.br</a> ou na <a href="http://www.facebook.com/pages/Previs%C3%A3o-Esportiva-Brasileir%C3%A3o-2011/239140022812509" target="_blank">página do Facebook</a></strong></p></blockquote>
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		<title>Parkour explora infinitas possibilidades do espaço urbano</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 21:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Capelas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte e Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[atividade esportiva]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[parkour]]></category>

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		<description><![CDATA[Prática surgiu na França como forma alternativa de lazer e se diferencia pela disciplina e anticompetitividade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-72512" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/16092011_agenuspcidadeludica003.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/16092011_agenuspcidadeludica003.jpg" alt="" width="230" height="130" title="O parkour consiste em superar obstáculos com destreza e eficiência"/></a>
	<div>O parkour consiste em superar obstáculos com destreza e eficiência</div>
</div><p>A anticompetitividade e o fato de explorar a cidade com possibilidades infinitas de movimento por meio de um olhar lúdico são as principais caracteristicas do <em>parkour</em>. Conhecido mundialmente por vídeos espalhados pela internet, o <em>parkour</em> (PK) é uma prática esportiva baseada em superar obstáculos, como escadas, muros e árvores, com velocidade e eficiência, por meio de movimentos simples como escalada, corrida e saltos. “Trata-se de uma prática anticompetitiva, que não se baseia apenas em um espaço delimitado, como uma quadra ou uma pista&#8221;, aponta o antropólogo Rafael Adriano Marques, autor de um estudo sobre o tema.</p>
<p>Criado em um subúrbio francês pelo esportista David Belle, entre o fim dos anos 1970 e o começo dos 1980, o <em>parkour</em> pode ser considerado uma novidade por aqui: “No Brasil, ele existe apenas há cinco ou seis anos.”</p>
<p>A ausência de competitividade e a postura inovadora com relação ao espaço não são obra do acaso, garante Marques. Elas remontam ao “mito de origem” da atividade, cujos movimentos são inspirados no <em>Método Natural de Educação Física</em>, desenvolvido pelo educador físico e esportista francês Georges Hébert<strong><span style="color: #0000ff;"> </span></strong> e utilizado pelas Forças Armadas Francesas – às quais pertencia o pai de Belle, o bombeiro Raymond Belle<strong> </strong>. O <em>Método Natural</em> propunha uma contraproposta à recente esportivização da ginástica, e se baseava nos movimentos do corpo humano, como correr, saltar e nadar, sem a utilização de equipamentos.  Além disso, o sistema criado por Hébert trouxe à atividade a disciplina dos movimentos: ao contrário do que acontece no <em>freerunning</em>, uma derivação do <em>parkour</em> que foi criada pelo ator e esportista Sébastien Foucan<strong> </strong>, o PK preza por ações econômicas e eficientes, sem floreios, procurando evitar o risco de ferimentos nos <em>traceur</em>s, que é o nome dado aos praticantes da atividade.</p>
<p>Por outro lado, diz o pesquisador que “havia nos subúrbios franceses – e existe até hoje &#8211;  uma falta de espaços apropriados para o lazer e a insatisfação com o lazer estabelecido &#8211; uma boa política para o assunto vai além de espalhar &#8216;quadrinhas&#8217; pelos lugares. É justamente esse sentimento que traz a centelha nos jovens de criar uma nova forma de lazer, distinta até do que costuma se pensar sobre o subúrbio francês”, explica o pesquisador. A prática de um esporte como esse, reforça Marques, é algo que também pode unir as pessoas, fugindo do discurso apocalíptico que envolve a cidade como espaço de não-convivência.</p>
<div class="img size-full wp-image-72514 alignright" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/16092011_agenuspcidadeludica002.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/16092011_agenuspcidadeludica002.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Traceurs treinam em pista montada pela prefeitura para encontro de PK"/></a>
	<div>Traceurs treinam em pista montada pela prefeitura para encontro de PK</div>
</div><p><strong>Esporte não radical</strong><br />
Apesar do que pode parecer, o PK não é um esporte radical. Vários são os aspectos que estabelecem essa diferença: “Ele não tem competição, nem que seja por notas; não tem um estilo de vida próprio e também não contém a ideia de se arriscar. Pelo contrário: uma das frases que mais se ouve dos <em>traceur</em>s é &#8216;conheça o seu limite&#8217;”.  A forma de  divulgação também foi diferente: os esportes radicais, como o surf e o skate, se tornaram conhecidos a partir de vídeos, filmes e programas de TV. Já o <em>parkour</em>, como já dito, popularizou-se pela internet. “Até mesmo os principais grupos praticantes aqui<em> [no Brasil]</em> se agregaram online, especialmente por intermédio do <em>[site de relacionamentos] </em>Orkut”, diz o antropólogo.</p>
<p><strong>Inserir-se</strong><br />
Além das pesquisas bibliográficas, uma parte considerável do trabalho de Marques é baseado na experiência que ele próprio teve como praticante de <em>parkour</em> durante um ano e meio. “Praticar foi fundamental. Pude perceber como eu estava inserido no jogo. A única forma de se inserir é praticando, e a prática mudava a cidade e o meu corpo – até mesmo para uma pessoa sedentária e com falta de coordenação motora, como eu”. O aspecto físico corporal é outro ponto relevante do PK para o pesquisador. “O nosso corpo é treinado para fazer os gestos corretos, em uma educação que os limita. Descer uma escada pelo corrimão, por exemplo, é uma transgressão. Já no <em>parkour</em>, fazer isso é algo comum, cotidiano, e muitas vezes, mais divertido.”</p>
<p>Marques aponta que outro ponto considerável sobre o <em>parkour</em> é que ele pode ser praticado por pessoas de todas as idades – especialmente as crianças. “Elas não têm ainda muito dessa educação corporal formada, então se liberam mais para os movimentos. O PK tem muito disso de infantil, de brincadeiras, de traçar caminhos em espaços um espaço sem respeitar formas estabelecidas de locomoção.”</p>
<p>O trabalho de Marques chama-se <em>Cidade lúdica:  um estudo antropológico sobre as práticas de </em>Parkour<em> em São Paulo</em>, e foi realizado enquanto ele era pesquisador do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU). Orientado pelo professor José Guilherme Cantor Magnani, é resultado de uma dissertação de mestrado em Antropologia Social, defendida em fevereiro de 2011 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.</p>
<p><em>Imagens cedidas pelo pesquisador</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações:  (11) 7514-2927, email <a href="javascript:DeCryptX('sbn/nbsrvftAvpm/dpn/cs')">&#114;am.ma&#114;&#113;u&#101;s&#64;&#117;&#111;&#108;.&#99;&#111;m.&#98;r</a></strong></p></blockquote>
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