<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência USP de Notícias&#187; Agência USP de Notícias</title>
	<atom:link href="http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&#038;cat=28" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.usp.br/agen</link>
	<description>Divulgação aos meios de comunicação a produção científica e atividades como cursos e palestras, exposições e publicações.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 May 2013 22:18:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
		<item>
		<title>Vegetação é restaurada com semeadura direta e adubação verde</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=137542</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=137542#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 May 2013 21:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Albuquerque, da Esalq em Piracicaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[adubação verde]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[espécies arbustivas]]></category>
		<category><![CDATA[plantio total de mudas]]></category>
		<category><![CDATA[recursos florestais]]></category>
		<category><![CDATA[semeadura direta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=137542</guid>
		<description><![CDATA[Técnica complementa plantio de mudas visando diminuição dos custos de implantação e manutenção de projetos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa utiliza semeadura direta de espécies arbustivas e adubação verde como estratégia de sombreamento para restauração de áreas degradadas. Desenvolvido no programa de Pós-graduação em Recursos Florestais pela engenheira florestal colombiana Diana Carolina Vásquez Castro, o estudo avaliou possibilidades de redução de custos da restauração, que são elevados quando o método adotado é o de plantio total de mudas.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137554" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Semeadura.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Semeadura.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Semeadura direta visa o rápido recobrimento inicial das áreas degradadas"/></a>
	<div>Semeadura direta visa o rápido recobrimento inicial das áreas degradadas</div>
</div><p>“Este projeto procurou testar o uso da técnica de semeadura direta indicada como uma técnica complementar ao plantio de mudas visando à diminuição dos custos de implantação e manutenção de projetos”, afirma Diana. O estudo foi feito em duas áreas de Preservação Permanente (APPs), localizadas na Usina São Manoel, em São Manoel, e na Usina São João, em Araras, ambas no interior de São Paulo.</p>
<p>“A proposta foi criar um ambiente sombreado com espécies de recobrimento no curto prazo e com duração longa, para inibir o crescimento de espécies competidoras, principalmente gramíneas africanas e potencializar o desenvolvimento de espécies de diversidade, que são introduzidas no interior desse ambiente sombreado pela recobridoras”, diz a agrônoma.  Segundo Diana, de início fora feita a semeadura direta das espécies de adubação verde, como o fedegoso e o feijão guandu, visando o rápido recobrimento inicial das APPs degradadas.</p>
<p><strong>Adubação verde</strong><br />
Como estratégia de minimizar a presença de plantas daninhas na entrelinha, um dos tratamentos foi testar o uso da semeadura direta de uma espécie de adubação verde e de longevidade longa, que é a leucena, conta. &#8221;Essa espécie, apesar da grande contribuição para a restauração dos processos de recuperação do solo, é fortemente invasora e por isso seu desenvolvimento foi controlado para que ela não chegasse a florescer até seu total sombreamento, que resultava na sua eliminação”.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137557" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Semeadurab.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Semeadurab.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Semeadura direta reduz custos de plantio semi-mecanizado e replantio pela metade"/></a>
	<div>Semeadura direta reduz custos de plantio semi-mecanizado e replantio pela metade</div>
</div><p>De acordo com a pesquisa, foram obtidos no campo, dados de diâmetro, altura, cobertura de copa, cobertura de gramínea, mortalidade, área basal e densidade final. Os resultados mostraram que não houve diferença estatística entre o plantio de restauração convencional e o uso de semeadura direta para recobrimento. No entanto, foi verificado que, com o uso de semeadura direta, os custos de operações de plantio semi-mecanizado e de replantio são reduzidos pela metade.</p>
<p>“O método consorciado semeadura direta em covas de espécies de recobrimento e de adubação verde com o plantio de mudas de espécies de diversidade mostrou-se uma alternativa economicamente mais vantajosa, na medida que não aumentou o número necessário de manutenções, reduziu o número de mudas de espécies de diversidade, além de baixar os custos das operações de plantio e replantio”.</p>
<p>O processo de restauração florestal de áreas degradadas enfrenta obstáculos referentes à sustentabilidade temporal das áreas restauradas, do uso adequado de espécies nativas regionais e principalmente de custos elevados desses projetos de restauração. A pesquisa de Diana, realizada no Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) da Esalq, integra o projeto “Restauração Ecológica de Florestas Ciliares, de Florestas de Produção e de Fragmentos Florestais Degradados (em APP e RL), com Elevada Diversidade, com Base na Ecologia de Restauração de Ecossistemas de Referência”. O objetivo é desenvolver e testar metodologias para superar essas dificuldades. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto tem supervisão de Ricardo Ribeiro Rodrigues, coordenador do LERF, e agrega mais 30 pesquisadores.</p>
<p><em>Imagens: cedidas pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3447-8613 / 3429-4109 / 3429-4485, na Assessoria de Comunicação da Esalq</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=77056" title="Pesquisa observa dinâmica florestal de mata de brejo">Pesquisa observa dinâmica florestal de mata de brejo</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=45365" title="Alternativa restaura cobertura florestal em áreas degradadas">Alternativa restaura cobertura florestal em áreas degradadas</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=138455" title="Comércio entre Brasil e China">Comércio entre Brasil e China</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=137542</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Análise revela cultivares de tomate orgânico mais produtivos</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=135863</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=135863#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 21:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[comercialização]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[cultivares]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[frutas]]></category>
		<category><![CDATA[sistema orgânico]]></category>
		<category><![CDATA[tomate]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=135863</guid>
		<description><![CDATA[Cultivares se destacam pelo volume de produção, em especial de frutos adequados para comercialização]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Caio Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da Esalq<br />
<a href="javascript:DeCryptX('dbjpbmcvrvfsrvfAvtq/cs')">&#99;&#97;i&#111;alb&#117;q&#117;&#101;&#114;que&#64;us&#112;&#46;br</a><br />
</em><br />
Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa com 14 cultivares de tomate de mesa em sistema orgânico avaliou os parâmetros produtivos e identificou as variedades mais adequadas para comercialização e consumo. O trabalho da engenheira agrônoma Jacqueline Camolese de Araujo, observou as características físico-químicas e sensoriais da fruta. Entre os cultivares estudados, o HTV 0601, Granadero, Netuno e Bari apresentaram maiores valores para produção total, produção comercial e número de frutos comerciais.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-135912" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3448d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3448d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Estudo identificou cultivares de tomate mais adeaquados para comercialização"/></a>
	<div>Estudo identificou cultivares de tomate mais adeaquados para comercialização</div>
</div><p>As avaliações compreenderam a caracterização dos frutos, quando foram observadas massa média, diâmetro, comprimento, número de lóculos, espessura da parede, relação comprimento/diâmetro. Para a caracterização frutos foram avaliados 840 frutos a cada colheita, originando diversos gráficos sobre o comportamento das cultivares ao longo das 11 colheitas realizadas. “Também quantificamos os componentes de produção, ou seja, rendimento total, rendimento comercial, número de frutos comerciais, produção de frutos não-comercializáveis, análise físico-química (pH, Brix, acidez titulável, ratio) e análise sensorial”. As etapas de análises físico-químicas e sensorial foram realizadas no Laboratório de Frutas e Hortaliças do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq.</p>
<p>Os resultados mostraram que as cultivares HTV 0601, Granadero, Netuno e Bari apresentaram maiores valores para produção total, produção comercial e número de frutos comerciais. A produção média total das melhores cultivares foi 60,5 t ha-1, muito próxima à média nacional convencional com rendimento médio de 62,6 t ha-1, segundo dados de 2012, do IBGE. “Todas as cultivares apresentaram frutos de qualidade, com valores da relação sólidos solúveis/acidez titulável maiores que 10 e teor de sólidos solúveis maior que 3%, sendo adequadas ao consumo in natura”, comenta Jacqueline. Ao mesmo tempo, as cultivares do grupo Italiano IAC 4, IAC 6, Netuno e Bari; bem como as cultivares do grupo Santa Cruz: IAC 1, IAC 5, HTV 0601 e Débora Victory obtiveram as melhores notas em todos os atributos sensoriais avaliados.</p>
<p>O experimento analisou o comportamento das cultivares e a variação dos parâmetros de caracterização dos frutos ao longo das colheitas. Neste quesito, as cultivares IAC 1, IAC 2, IAC 5, Avalon, HTV 0601, Granadero, Debora Victory, Pizzadoro, Bari e Santa Clara apresentaram valores da relação comprimento/fruto constantes durante as colheitas, indicando frutos de formato uniforme durante todo o ciclo, característica desejável para a comercialização. A pesquisa, realizada no  do programa de Pós-graduação em Fitotecnia da Esalq, foi orientada pelo professor Paulo César Tavares de Melo, do Departamento de Produção Vegetal (LPV) da Esalq, e teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).</p>
<p><strong>Parâmetros produtivos</strong><br />
De acordo com Jacqueline, o experimento foi conduzido em área de produtor orgânico, em Piracicaba (SP) e ocorreu de março a setembro de 2010. Durante esse período, foram utilizados seis genótipos experimentais oriundos do programa de melhoramento genético do Instituto Agronômico de Campinas, sendo três do segmento varietal Italiano e três do segmento Santa Cruz. Outros oito genótipos comerciais também foram utilizados, sendo quatro do grupo Italiano e quatro do grupo Santa Cruz. O experimento de produção orgânica foi possível graças a combinação dos genótipos utilizados, clima, nutrição equilibrada das plantas e ao uso do controle biológico de pragas de forma sistemática.</p>
<p>A Instrução Normativa 46 de 6 de outubro de 2011, que regulamenta a Lei de Orgânicos (Nº 10.831/2003) obriga a usar sementes oriundas de sistema orgânico, permitindo contudo, o uso de sementes convencionais, desde que não encontradas no mercado as orgânicas. Assim, este tipo de trabalho também pode auxiliar as empresas produtoras de sementes de tomate convencional na escolha de qual cultivar tem mais potencial para adaptação e, posteriormente venda, no sistema orgânico.</p>
<p>A alta nos preços do tomate em abril fez muita gente migrar para o consumo do produto oriundo do modo de produção orgânica, que foi encontrado com valor menor ao tomate convencional. Além disso, a comparação entre cultivares empregados em ambos sistemas de produção agrícola é o foco de inúmeras pesquisas em âmbito acadêmico e produtivo.</p>
<p>“Estudos direcionados para avaliação de cultivares, apenas no sistema orgânico de produção, possibilitam comparações entre genótipos de diferentes origens. Além disso, torna possível discriminar, de maneira eficiente, os genótipos com maior potencial de produção”, comenta a engenheira agrônoma.</p>
<p><em>Imagem cedida pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações:  email <a href="javascript:DeCryptX('kbdrvfmjof/d/bAhnbjm/dpn')">jacqueli&#110;&#101;.c.&#97;&#64;gmai&#108;&#46;co&#109;</a>, com Jacqueline Cam0lese de Araújo</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=122779" title="Renda é relevante para o consumo de alimentos orgânicos">Renda é relevante para o consumo de alimentos orgânicos</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=110074" title="Alimentação saudável">Alimentação saudável</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=107981" title="Estudo avalia cultivares de laranja de maturação precoce">Estudo avalia cultivares de laranja de maturação precoce</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=135863</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Casca de banana é usada na despoluição da água</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=135446</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=135446#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 21:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ametrina]]></category>
		<category><![CDATA[atrazina]]></category>
		<category><![CDATA[banana]]></category>
		<category><![CDATA[cana-de-açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[CENA]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=135446</guid>
		<description><![CDATA[Resíduo tem potencial na remediação de águas poluídas pelos pesticidas agrícolas atrazina e ametrina]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Assessoria de Imprensa do Cena<br />
</em><em><a href="javascript:DeCryptX('dpoubupAfohfoipebopujdjb/dpn/cs')">conta&#116;&#111;&#64;eng&#101;&#110;h&#111;d&#97;&#110;ot&#105;c&#105;&#97;.c&#111;m.b&#114;</a></em><em> </em></p>
<p>Pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, identificou a potencialidade da casca de banana na remediação de águas poluídas pelos pesticidas atrazina e ametrina, utilizados, em sua maioria, em plantações de cana-de-açúcar e milho. Em amostras coletadas nos rios Piracicaba e Capivari e na estação de tratamento de água de Piracicaba, as águas contaminadas com estes pesticidas ficaram livres dos componentes após o tratamento, comprovando a eficácia do método, se comparado a outros procedimentos físico-químicos mais comuns, como a utilização de carvão. O estudo foi realizado nos laboratórios de Ecotoxicologia e Química Analítica do Cena.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-135882" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3447b.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3447b.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Casca de banana tem grande capacidade de adsorção de metais pesados"/></a>
	<div>Casca de banana tem grande capacidade de adsorção de metais pesados</div>
</div><p>O procedimento é realizado com as cascas de banana trituradas e peneiradas após serem secas em forno a 60ºC. Depois são adicionadas ao volume de água estabelecido e a mistura é agitada, filtrada e a água analisada em cromatógrafo de fase liquida acoplado a um espectrômetro de massas. A capacidade de adsorção da casca de banana também foi estudada utilizando técnica com compostos radiomarcados, que comprovou sua alta eficiência.</p>
<p>O uso da casca de banana apresenta vantagem sobre as demais metodologias, como as remediações térmicas, químicas ou físicas e a fitorremediação, segundo Claudinéia Silva e Graziela Moura Andrade, pesquisadoras envolvidas no estudo. Os processos tradicionais de tratamento de água não são suficientes para remover eficientemente resíduos de agrotóxicos de forma a atingir o padrão de potabilidade e evitar riscos à saúde humana, sendo necessária a adoção de técnicas mais competentes e de baixo custo.</p>
<p><strong>Capacidade de adsorção<br />
</strong>A banana é uma fruta tropical consumida mundialmente e sua casca corresponde de 30% a 40% de seu peso total, sendo utilizada, principalmente, para produção de adubos, ração animal e para a produção de proteínas, etanol, metano, pectina e enzimas. Seus principais constituintes são a celulose, hemicelulose, pectina, clorofila e outras compostos de baixo peso molecular. Assim, a casca da banana apresenta grande capacidade de adsorção de metais pesados e compostos orgânicos, principalmente devido à presença de grupos hidroxila e carboxila da pectina em sua composição.</p>
<p>Segundo Sérgio Monteiro, um dos autores da pesquisa, estudante de doutorado do laboratório de Ecotoxicologia do Cena/USP e pesquisador científico do Instituto Biológico da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, essa metodologia de remediação poderá ser utilizada, principalmente, para tratamento de água de abastecimento público, advindas de regiões com intensa prática agrícola, como é o caso das cidades da região de Ribeirão Preto (interior de São Paulo), que são totalmente abastecidas pelo aquífero Guarani e a região de Piracicaba, onde está localizado o Cena. “Os estudos para aplicação em grande escala ainda devem ser realizados, mas acreditamos que esse processo de remediação seja a melhor alternativa”, defende Monteiro.</p>
<p>&#8220;Tóxicos a organismos aquáticos, como peixes, crustáceos e moluscos, os efeitos crônicos desses herbicidas ao ser humano após exposições crônica ao longo de um extenso período ainda são controversos, fator que indica a necessidade de desenvolver estudos sobre a presença desses resíduos no ambiente e suas consequências sobre a saúde&#8221;, explica o professor Valdemar Luiz Tornisielo, responsável pelo Laboratório de Ecotoxicologia. Os resultados da pesquisa foram publicados na edição 61 do mês de abril da revista “American Chemical Society” e do “Journal of Agricultural and Food Chemistry”.</p>
<p>O notável crescimento da população durante as últimas décadas provocou um aumento das atividades industriais e, com isso, problemas ambientais. Como resultado da ação hostil da humanidade em prol de manter determinado nível de qualidade de vida, a poluição do solo, do ar e dos fluxos de água já são parte da vida cotidiana. Em relação a degradação que tem ocorrido com o passar dos últimos anos, a poluição da água é uma das maiores preocupações.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3302-0100, na Assessoria de Imprensa do Cena</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=120477" title="Maquinário influencia custo da alimentação bovina">Maquinário influencia custo da alimentação bovina</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=60103" title="Palhada da cana auxilia na diminuição do efeito estufa">Palhada da cana auxilia na diminuição do efeito estufa</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=37250" title="Reforma de canavial pode aumentar emissões de CO2">Reforma de canavial pode aumentar emissões de CO2</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=135446</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Armazenagem viabiliza comercialização de frutas tropicais</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=134939</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=134939#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 21:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[abiu]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[armazenamento]]></category>
		<category><![CDATA[bacupari]]></category>
		<category><![CDATA[camu-camu]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[frutas tropicais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=134939</guid>
		<description><![CDATA[Armazenamento adequado após a colheita permite que frutos sejam comercializados sem perda de qualidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Caio Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da Esalq<br />
imprensa,e&#115;al&#113;&#64;u&#115;&#112;&#46;&#98;r</em></p>
<p>Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa demonstrou a viabilidade do armazenamento de frutas originárias da Amazônia sem perda de qualidade, facilitando sua comercialização. A engenheira agrônoma Patrícia Maria Pinto analisou a fisiologia pós-colheita do abiu, bacupari e camu-camu e verificou a temperatura ideal para o armazenamento de cada fruto.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-135017" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3443d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3443d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Temperatura de armazenamento influencia conservação de frutos pós-colheita"/></a>
	<div>Temperatura de armazenamento influencia conservação de frutos pós-colheita</div>
</div><p>O projeto foi realizado no Laboratório de Pós-Colheita de Frutas e Hortaliças do Departamento de Produção Vegetal (LPV) da Esalq e os frutos utilizados em todas as etapas foram provenientes do Estado de São Paulo, sendo que os abius foram colhidos de plantas de pomares comerciais da região de Mirandópolis, e os bacuparis e os camu-camus colhidos de plantas da Coleção de Frutas Tropicais da Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), instituição parceira no desenvolvimento do trabalho. “Parte da pesquisa foi realizada na Universidade da Flórida, em Gainesville (Estados Unidos), sob supervisão do pesquisador Steven Sargent”, lembra a autora do estudo.</p>
<p>Em laboratório, avaliou-se o comportamento dos frutos após a colheita, enquandrando-os na classificação dos frutos quanto ao padrão respiratório, assim como fora definido o ponto ideal de colheita. “Os abius enquadraram-se na classificação de frutos climatéricos, ou seja, frutos que tem a capacidade de completar seu amadurecimento após a colheita, sendo assim, os abius devem ser colhidos no estágio de maturação caracterizado pela cor da casca verde-amarela&#8221;, conta Patrícia.</p>
<p>Nos bacuparis foi constatado padrão não-climatérico, sendo necessário colhê-los quando maduros, com a casca na coloração laranja. &#8220;Os camu-camus também foram considerados frutos climatéricos e devem ser colhidos quando a casca alcançar coloração vermelho-esverdeada”, acrescenta a engenheira agrônoma.</p>
<p><strong>Conservação dos frutos</strong><br />
Segundo a pesquisadora, a temperatura de armazenamento influenciou a conservação de todos os frutos, sendo que para os abius, recomenda-se o armazenamento na faixa entre 10ºC e 15°C, enquanto para os bacuparis a 10°C e para os camu-camus, a temperatura ideal é a de 5°C. “Também aplicamos 1-Metilciclopropeno (1-MCP), um regulador vegetal capaz de retardar o amadurecimento de certas frutas. Este regulador influenciou a qualidade e fisiologia dos abius e camu-camus, aumentando a vida de prateleira dos frutos. Já nos bacuparis, o 1-MCP ajudou a reduzir a incidência de podridões”, complementa.</p>
<p>O projeto teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e os resultados obtidos proporcionarão a criação de novos projetos, bem como fornecerá novos subsídios para a exploração de espécies frutíferas nativas, seja no âmbito da produção ou no da pós-colheita. “Essa pesquisa mostrou que há a possibilidade de armazenar essas espécies por um determinado período de tempo, facilitando a comercialização e mantendo a qualidade original dessas frutas”, finaliza.</p>
<p>O consumo de frutas e hortaliças sempre foi valorizado pelos benefícios que esses alimentos podem trazer à saúde. “A exploração de frutos tropicais não tradicionais, como é o caso dos frutos nativos da região Amazônica, vem ao encontro dessa afirmação, pois neles são encontrados níveis consideráveis de compostos bioativos”, afirma Patrícia, que é pesquisadora do programa de Pós-graduação em Fitotecnia da Esalq.</p>
<p>Durante a realização do seu doutorado, sob orientação do professor Angelo Pedro Jacomino, Patrícia verificou a viabilidade do armazenamento de frutas como abiu, bacupari e camu-camu. “Estudos após a colheita desses frutos são muito escassos e há a necessidade de um maior aproveitamento dessas espécies tão ricas em propriedades funcionais”, salienta.</p>
<p><em>Imagem: cedida pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3447-8613 / 3429-4109 / <span style="font-family: Calibri; color: #050505; font-size: x-small;">3429-4485</span>, na Assessoria de Comunicação da Esalq</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=121623" title="Manejo florestal afeta avifauna Amazônica">Manejo florestal afeta avifauna Amazônica</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=34556" title="Amazônia e o aquecimento global">Amazônia e o aquecimento global</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=1331" title="Extrato de fruta amazônica mata bactérias que causam cárie ">Extrato de fruta amazônica mata bactérias que causam cárie </a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=134939</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Planejamento urbano deve considerar infraestrutura verde</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=134842</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=134842#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 20:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Romão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[alagamento]]></category>
		<category><![CDATA[arborização]]></category>
		<category><![CDATA[drenagem]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[FAU]]></category>
		<category><![CDATA[floresta urbana]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura verde]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=134842</guid>
		<description><![CDATA[Melhor cobertura arbórea ajuda a evitar alagamentos e melhorar a qualidade microclimática das áreas urbanas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A incorporação da infraestrutura verde — rede de espaços naturais ou construídos que desempenham serviços ambientais — ao planejamento urbano pode trazer uma série de benefícios a cidades como São Paulo, entre eles controle de alagamentos, criação de áreas de lazer para a população e melhoramento microclimático das regiões metropolitanas. Com esses objetivos, o urbanista Renier Marcos Rotermund desenvolveu uma proposta de planejamento da Floresta Urbana — conjunto de árvores e vegetação presentes no ambiente urbano — para a bacia do córrego Judas / Maria Joaquina, na região de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. O mestrado <em>Análise e planejamento da Floresta Urbana enquanto elemento da Infraestrutura Verde: estudo aplicado à Bacia do Córrego Judas / Maria Joaquina, São Paulo</em> foi desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-134892" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130417_a.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/agen20130417_a.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Distribuição da vegetação na bacia do córrego Judas é desigual"/></a>
	<div>Distribuição da vegetação na bacia do córrego Judas é desigual</div>
</div><p>“O trabalho procurou  analisar a vegetação e seu papel na área da  bacia do córrego Judas, e  como a cobertura de árvores poderia ajudar no melhoramento ambiental dessa bacia”, diz o pesquisador. O planejamento foi antecedido pela análise da cobertura arbórea e outros elementos da bacia a partir da observação de imagens de satélite e análise em campo. O espaço foi dividido em setores, de acordo com o uso e ocupação do solo — residencial, misto de residências e comércio, área industrial, etc. “A análise se deu para determinar como se relacionavam esses espaços e, a partir disso, determinar políticas de manejo dessa cobertura arbórea em cada um desses setores”, conta.</p>
<p>Também foi realizada uma análise pontual do sistema viário da região, “para verificar sua relação com a cobertura arbórea,  se existe espaço para mais arborização nessas vias, se esse aspecto pode ser melhorado e como pode se relacionar melhor com as funções da vida urbana — mobilidade de carros, pessoas e demais usos da via pública”, detalha Rotermund.</p>
<p><strong>Bacia do córrego Judas<br />
</strong>Embora a região conte com uma cobertura arbórea próxima a 30%, o que, segundo o pesquisador é algo encontrado em poucos pontos da cidade, quando se analisa separadamente cada setor, percebe-se que a distribuição dessa vegetação é desigual. O urbanista esclarece: “Há uma área de  parques, que contribui com uma cobertura muito grande. As zonas exclusivamente residenciais, com residências de alto padrão, também têm uma vegetação arbórea bastante desenvolvida. Mas o setor industrial e a zona mista (comércio e residências) não possuem”.</p>
<p>Por esse motivo, cada setor foi trabalhado de maneira diferenciada no planejamento da infraestrutura verde. “Naqueles que têm uma cobertura arbórea bastante desenvolvida, o trabalho é principalmente de conservação. Ao passo que nos setores onde se tem uma cobertura menor, como o industrial, que está se transformando, o objetivo é fazer com que ela possa se desenvolver melhor”, diz Rotermund. O plano também mostrou ser possível melhorar a arborização mesmo em vias bastante estreitas, onde aparentemente não há possibilidade de plantio. “Há a  possibilidade de se ter mais árvores e com melhor qualidade, associadas inclusive a outras questões ambientais, como a drenagem”, completa.</p>
<p>A drenagem foi, além do aumento das áreas verdes, um aspecto de grande importância para o trabalho. Entre as propostas está, inclusive, a descanalização de alguns trechos do córrego, o que possibilitaria a criação de novas áreas verdes para lazer da população, além de contribuir para minimizar problemas de enchentes e promover a melhora da qualidade da água do rio. O planejamento também inclui a interligação das áreas verdes dentro da bacia possibilitando não apenas o deslocamento dos habitantes entre elas, mas a preservação da biodiverdidade local.</p>
<p>Para o urbanista, no entanto, o grande desafio para que planos de infraestrutura verde sejam colocados em prática é a incorporação do conceitopelo poder público, ao planejamento urbano, unindo-a aos demais aspectos da urbanização, como a construção de vias públicas. “É preciso permear todas as áreas com a arborização. É claro que não se conseguirá fazer isso da mesma maneira, mas as áreas verdes e a arborização tem uma função muito importante, fazem parte efetivamente da infraestrutura da cidade. Sem elas, tem-se prejuízos ambientais imensos”.</p>
<p><em>Imagem: Foto cedida pelo pesquisador</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: e-mail <a href="javascript:DeCryptX('sfojfsnbsdptAzbipp/dpn/cs')">re&#110;&#105;e&#114;&#109;a&#114;c&#111;s&#64;yah&#111;&#111;&#46;com.&#98;r</a>, com Renier Marcos Rotermund</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=115981" title="Planejamento urbano deve levar em conta o morador da rua">Planejamento urbano deve levar em conta o morador da rua</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=68356" title="Despoluir córrego ajuda a tornar cidade sustentável">Despoluir córrego ajuda a tornar cidade sustentável</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=61468" title="Método mede chance de área degradada se tornar verde">Método mede chance de área degradada se tornar verde</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=134842</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Metais pesados podem ser monitorados por análise do mel</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=134752</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=134752#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2013 21:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[apiário]]></category>
		<category><![CDATA[Apis mellifera]]></category>
		<category><![CDATA[biomonitoramento]]></category>
		<category><![CDATA[chumbo]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[mel]]></category>
		<category><![CDATA[poluição ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[voltametria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=134752</guid>
		<description><![CDATA[Método permite que, por meio de biomonitoramento do mel, contaminação por chumbo na natureza seja detectada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Mel.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Mel.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Mel produzido pela espécie Apis mellifera indica em análises poluentes ambientais"/></a>
	<div>Mel produzido pela espécie Apis mellifera indica em análises poluentes ambientais</div>
</div><p>Na busca de uma forma eficiente de monitorar a contaminação do ambiente com metais pesados, como o zinco, o cobre, o chumbo e o cádmio, o engenheiro agrônomo Diogo Feliciano Dias Araujo detectou que o mel produzido pela abelha da espécie <em>Apis mellifera</em> pode ser utilizado como indicador de poluição ambiental destes metais. “O método é relativamente simples e barato, quando comparado com outras técnicas para atividades de biomonitoramento, proporcionando uma ferramenta que favorece a identificação de elementos nocivos” diz o pesquisador. O estudo foi desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba.</p>
<p><a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Mel.jpg"></a>Segundo o pesquisador, os metais pesados são liberados tanto por fontes naturais como antrópicas, ou seja, pela interferência do homem na natureza. Esses elementos metálicos costumam permanecer muitos anos nos ambientes, por isso representam uma preocupação de toxicidade latente.</p>
<p>Entre eles, o chumbo, metal que desde a revolução industrial tem sido disseminado no ambiente urbano e que apresenta uma toxicidade preocupante. O acúmulo desse metal no organismo pode causar lesão cerebral, principalmente em crianças, além de anemias e morte. “A ingestão desse metal pesado, em níveis moderados, pode acarretar diversos problemas para a saúde humana e animal, alterando o metabolismo e o sistema nervoso” diz o pesquisador. Por isso, é importante conhecer a ocorrência e concentração destes metais de maneira preventiva para evitar problemas futuros.</p>
<p>Para o trabalho, Araujo escolheu a <em>Apis mellifera</em> por ser a espécie que ocorre em diversos tipos de localidades, inclusive em centros urbanos. Além disso, esses insetos respondem de maneira sensível às variações ambientais, o que os torna interessantes para este tipo de estudo. O mestrado foi desenvolvido sob orientação do professor Luis Carlos Marchini, no Departamento de Entomologia e Acarologia do Laboratório de Insetos Úteis, além do apiário experimental do Laboratório de Insetos Úteis da Esalq.</p>
<p><strong>Voltametria</strong><br />
Entre outubro de 2011 e março de 2012, Araujo coletou amostras do mel produzido no apiário da Esalq e o armazenou sob condições específicas para ser analisado quanto a sua composição. Uma análise chamada melissopalinológica foi realizada para determinar de quais plantas é proveniente o pólen utilizado na preparação do mel. Com isso, o pesquisador diz que é possível localizar as fontes de pólen e, se houver contaminação, investigar quais são as fontes de poluição, caracterizando o mel como um bioindicador de poluentes.</p>
<p>Na segunda etapa dos estudos, para o conhecimento da concentração dos metais pesados estudados, Araujo fez análises eletroquímicas, numa técnica nomeada voltametria de redissolução anódica de pulso diferencial. “Esse trabalho foi pioneiro na utilização desta técnica para identificação de metais pesados presentes em mel de abelhas no Brasil” conta o pesquisador. Para conclusão destes estudos, Araujo contou com o auxílio, além do seu orientador, da pesquisadora Augusta Moreti, especialista em análises palinológicas, e a mestre Talita Silveira, que tem ótimos conhecimentos na área de biomonitoramento.</p>
<p>Araujo diz que é preciso mais estudos contínuos para chegar ao domínio total do método. Segundo ele, a técnica de voltametria também pode ser aplicada na avaliação da qualidade de produtos apícolas. Nos resultados encontrados durante os seus trabalhos em Piracicaba, o engenheiro agrônomo encontrou baixíssimas concentrações desses metais no mel, o que mostra que a área estudada tem baixos níveis deste tipo de poluição. “O elemento cádmio não foi detectado na análise, que apresenta uma sensibilidade de partes por trilhão (ppt)” finaliza.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: e-mail <a href="javascript:DeCryptX('ejphpbsbvkpAvtq/cs')">d&#105;o&#103;&#111;&#97;raujo&#64;us&#112;.b&#114;</a></strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=90475" title="Abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental">Abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=28573" title="Árvores urbanas são alternativas para biomonitoramento">Árvores urbanas são alternativas para biomonitoramento</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=137542" title="Vegetação é restaurada com semeadura direta e adubação verde">Vegetação é restaurada com semeadura direta e adubação verde</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=134752</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Projeto propõe nova visão social em regiões mineradoras</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=133235</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=133235#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 21:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Pivetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento socioeconômico]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[Funbio]]></category>
		<category><![CDATA[GVces]]></category>
		<category><![CDATA[Juriti]]></category>
		<category><![CDATA[Juriti Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=133235</guid>
		<description><![CDATA[Estudo de caso aborda um novo modelo de desenvolvimento socioeconômico nas regiões de extração de minérios]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Buscar um novo modelo de desenvolvimento socioeconômico nas regiões de extração de minérios. Essa ideia foi alvo de um estudo de caso elaborado pela geógrafa Maria Rita Borba na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, baseado em um projeto de desenvolvimento sustentável implantado no município de Juriti, no estado do Pará.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-133258" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3433b.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3433b.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Projeto oferece suporte para plano de desenvolvimento local de longo prazo"/></a>
	<div>Projeto oferece suporte para plano de desenvolvimento local de longo prazo</div>
</div><p>A pesquisa propôs uma reflexão sobre o projeto Juruti Sustentável, uma iniciativa da mineradora Alcoa em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). O projeto Juriti Sustentável tem como objetivo fornecer suporte para a elaboração de um plano de desenvolvimento local de longo prazo para o município de Juruti e região. Ele é composto por linhas gerais de atuação e ações específicas que se operacionalizam por meio de quatro argumentos e um chamado tripé de intervenção.</p>
<p>Os quatro argumentos seriam a participação ampla e efetiva de toda a sociedade na construção da agenda de desenvolvimento local; abordagem de território; dialogo com a realidade, contextualizando a agenda com base em discussões globais sobre desenvolvimento, e a internalização dos princípios e valores da sustentabilidade, tal qual proposto pela empresa. “No tripé de intervenção temos um fórum de desenvolvimento local, denominado Conselho Juruti Sustentável (Conjus); indicadores de monitoramento do desenvolvimento do município e região, os Indicadores de Juruti, e um fundo para financiamento de projetos locais, o Fundo Juruti Sustentável (Funjus)”, acrescenta Maria Rita.</p>
<p>Como base das análises, Maria Rita contextualizou pontos do campo de estudos do desenvolvimento e conflitos ambientais, situando geográfica e historicamente o estudo de caso a partir do debate do conceito de desenvolvimento, das principais dinâmicas incidentes na Amazônia brasileira e do debate acerca da participação social e conflitos ambientais. “É importante ressaltar que a reflexão também se apoiou nos levantamentos de campo e na percepção dos entrevistados sobre os processos empreendidos pela empresa no município e arredores, assim com sobre o projeto Juruti Sustentável em si, em sua concepção, aplicação e efetividade”, conta.</p>
<p><strong>Resultados conflitantes<br />
</strong>A pesquisa foi dividida em duas fases. A primeira buscava um aprofundamento dos temas “desenvolvimento”, formação territorial da Amazônia brasileira , conflitos ambientais e participação social. “Nesse caso foi feita uma pesquisa de gabinete com levantamento bibliográfico e revisão da literatura, considerando fontes nacionais e internacionais”, afirma a pesquisadora. O segundo momento se baseou em um trabalho de campo cujo objetivo é avaliar a interação entre os diferentes atores sociais e setores locais. Nessa fase foram realizadas entrevistas individuais ou em pequenos grupos, seguida por um processo de validação das informações levantadas, em grupos expandidos. Ao final do processo foi feita a divulgação das informações levantadas e validadas a todos os envolvidos.</p>
<p>De acordo com a análise das informações levantadas em campo, observou-se que o projeto vem sendo apropriado pela sociedade local de acordo com o nível de participação nos espaços de discussão promovidos por cada parte do tripé de intervenção. “Os três elementos não são reconhecidos em sua totalidade, e sim em partes. Por exemplo, quando perguntados sobre o Funjus, Conjus e Indicadores separadamente, os entrevistados dizem ter conhecimento de cada um, porém não reconhecem o Juruti Sustentável como um todo”, afirma a pesquisadora.</p>
<p>Com relação ao processo, constatou-se que a iniciativa da empresa poderia amenizar os conflitos com os que atuam no local, assegurando o acesso aos recursos naturais e condições necessárias para manutenção de sua atividade exploradora. No entanto, a pesquisa também revelou que a implementação do projeto possibilitou aos atores da região se apropriarem de tal territorialidade. Esse resultado expõe a contradição posta pelo dilema da participação social diante de conflitos ambientais. “Ao mesmo tempo que a participação pode ser encarada como uma ferramenta de construção de consenso para eliminação de conflitos, ela também desencadeia novos conflitos e conflitualidades, o que fortalece a atuação dos atores locais no diálogo com a empresa”, relata a pesquisadora.</p>
<p>Maria Rita ressaltou também a importância do projeto para a região e para o País, como exemplo para futuros projetos da área que busquem um desenvolvimento de fato, inclusive nos processos de exploração. “Acredito que a implementação do Juruti Sustentável contribui para a reflexão de uma série de processos relacionados ao desafio de se pensar um novo modelo de desenvolvimento. Investir no aprofundamento acadêmico de temas como conflitos ambientais e participação social contribui para a reflexão sobre o padrão de desenvolvimento que vem sendo aplicado”, finaliza.</p>
<p><em>Imagem: Maria Rita Borba</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email: <a href="javascript:DeCryptX('nbsjbsjubcpscbAhnbjm/dpn')">&#109;a&#114;&#105;&#97;r&#105;t&#97;borba&#64;g&#109;ail&#46;c&#111;m</a> , com Maria Rita Borba</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=121764" title="Palestra com Stephen Rostain">Palestra com Stephen Rostain</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=101393" title="Indígenas da Amazônia têm narrativas similares às da Bíblia">Indígenas da Amazônia têm narrativas similares às da Bíblia</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=99648" title="Paisagens ameríndias">Paisagens ameríndias</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=133235</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Educação ambiental pode ter mais espaço no ecoturismo</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=132852</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=132852#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 21:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[ecoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Estadual da Serra do Mar]]></category>
		<category><![CDATA[rafting]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Paraibuna]]></category>
		<category><![CDATA[trilhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=132852</guid>
		<description><![CDATA[Visitantes de parques querem saber mais sobre o ambiente local e recebem bem informações dos monitores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Caio Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da Esalq -<br />
<a href="javascript:DeCryptX('jnqsfotb/ftbmrAvtq/cs')">imp&#114;e&#110;&#115;&#97;.&#101;s&#97;&#108;&#113;&#64;u&#115;&#112;.br</a></em></p>
<p>Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa do biólogo Renato Bacchi avaliou as atividades de educação ambiental que acontecem durante as práticas de ecoturismo no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia, que tem sua sede localizada em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba (interior de São Paulo). O estudo mostra que os visitantes do parque não apenas esperam saber mais sobre o ambiente local, mas recebem bem  as informações dos monitores. O  biólogo recomenda o aprimoramento do trabalho educativo de modo a sensibilizar os visitantes e trazer discussões sobre o ambiente global e questões sociais.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-132887" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3431d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3431d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Informações sobre ambiente local são bem recebidas pelos visitantes de parque"/></a>
	<div>Informações sobre ambiente local são bem recebidas pelos visitantes de parque</div>
</div><p>“O Núcleo Santa Virgínia se mostra propício para este estudo, já que abriga diversas cachoeiras, rios, paisagens, inclusive protegendo o Rio Paraibuna, o qual forma o Rio Paraíba do Sul”, relata o biólogo. Segundo Bacchi, no interior do Núcleo existem 6 trilhas interpretativas abertas para a visitação e o rafting (descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis e equipamentos de segurança), que ocorre no Rio Paraibuna. “Todas as visitas são agendadas e acompanhadas de um monitor ambiental ou do guia do rafting”.</p>
<p>Na prática, o biólogo aplicou questionários com os visitantes que realizaram ou alguma das trilhas ou o rafting. O questionário analisou a aceitação dos participantes em relação à educação ambiental no ecoturismo, o que as pessoas buscam em um passeio ecoturístico e sua percepção em relação às atividades. Os dados qualitativos foram coletados a partir de entrevistas com os monitores do núcleo, com o gestor da área e com um responsável pela operadora de rafting. “Ainda foram realizadas observações em campo, quando acompanhamos diversos grupos nas trilhas do parque e durante a descida de rafting”.</p>
<p>Após a coleta de dados, o estudo comparou os resultados com os princípios e diretrizes de documentos que regem a educação ambiental no Brasil, como o  Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) e a  Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no Âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (ENCEA). “Posteriormente, discutimos a educação ambiental realizada no Núcleo baseando-se nas diversas vertentes da educação ambiental, a fim de entender as potencialidades e benefícios que estas atividades podem trazer”.</p>
<p><strong>Aceitação<br />
</strong>Segundo o pesquisador, os principais resultados mostram a grande aceitação dos visitantes pela educação ambiental no ecoturismo. “Praticamente 99% dos participantes do rafting e 98% das trilhas disseram que deve existir educação ambiental durante atividades de ecoturismo. Ainda estes disseram que a motivação para realizar ecoturismo é o contato com a natureza em primeiro lugar e a vontade de aprender algo novo em segundo lugar, mostrando assim um grande interesse na prática educativa em contato com a natureza”.</p>
<p>Bacchi lembra ainda que foi possível perceber um esforço extremamente positivo por parte do Núcleo em incorporar a educação ambiental durante as visitas, abordando desde informações sobre o ambiente local, sensibilização dos visitantes e ampliando as discussões para temas sobre o ambiente global e até questões sociais. “Durante as observações, tanto nas trilhas quanto no rafting, foi possível notar diversos comentários dos ecoturistas sobre a beleza do local, sobre os sons que escutavam, comentários positivos sobre as informações que o guia passava e uma grande satisfação por estar realizando o passeio. Nos questionários encontramos também relatos sobre emoções e sentimentos relacionados a esta sensação de relaxamento, bem-estar e de pertencimento ao ambiente visitado, sendo que não houve nenhuma reclamação em relação aos monitores ou ligadas à educação ambiental”.</p>
<p>Entretanto foi possível notar que, apesar de atividades e conceitos aplicados mostrarem-se positivos, a educação ambiental não tem sido discutida na teoria, nem durante os cursos de capacitação, nem no dia-a-dia dos monitores. “Essa falta de discussão e de entendimento da educação ambiental pode fazer com que os monitores do núcleo estejam apenas repetindo valores, não se beneficiando das ações realizadas e não aproveitando todo o potencial que a educação ambiental do núcleo pode oferecer, tanto para os monitores quanto para os visitantes”, observa.</p>
<p>O estudo teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e conclui que, para que se possa dar uma configuração à educação ambiental no ecoturismo se faz necessário entender como essa educação tem sido trabalhada pelos monitores e guias locais. “Somente após uma avaliação da situação atual, logicamente respeitando-se as realidades ambientais, culturais e socioeconômicas de cada local, é que se pode propor melhorias para efetivamente colocá-las em prática. O passeio à natureza faz o visitante se sentir responsável por aquele ambiente e mudar suas atitudes, adotando um comportamento ético em relação ao meio natural, principalmente se esta permanência for direcionada para a sensibilização da pessoa a partir da educação ambiental”, finaliza Bacchi.</p>
<p>A proliferação de atividades ligadas ao ecoturismo propiciou, nas últimas décadas, o aumento de pessoas que visitam ambientes naturais como ação de contemplação, busca de bem estar e relaxamento. No entanto, a percepção de que, em raras oportunidades verifica-se o desenvolvimento de ações de educação ambiental nesse setor, levou Bacchi a buscar entender como essa prática tem sido trabalhada durante essas ações. A pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada da Esalq, sob orientação de Odaléia Telles Marcondes Machado Queiroz, professora do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) e coorientação de Zysman Neiman, do Departamento de Ciências Humanas e Educação, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Sorocaba.</p>
<p><em>Imagem: Lívia Cecília / cedida pelo pesquisador</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3447-8613 / 3429-4109/ 3429-4485, na Assessoria de Comunicação da Esalq</strong><span style="font-family: Calibri; color: #050505; font-size: x-small;"><strong><br />
</strong></span></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=95154" title="Reserva ambiental necessita de políticas para preservação">Reserva ambiental necessita de políticas para preservação</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=91906" title="Oficinas sobre meio ambiente usam mídia para motivar alunos">Oficinas sobre meio ambiente usam mídia para motivar alunos</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=53029" title="Corredores verdes reduzirão ilhas de calor e inundações em SP ">Corredores verdes reduzirão ilhas de calor e inundações em SP </a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=132852</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Empresas não priorizam geração de créditos de carbono</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=132117</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=132117#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 21:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Bernardes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[BMF]]></category>
		<category><![CDATA[Bovespa]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[FEARP]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[IBX50]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Gás Carbônico]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Sustentabilidade Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[MDL]]></category>
		<category><![CDATA[RCE]]></category>
		<category><![CDATA[redução de emissões]]></category>
		<category><![CDATA[UNFCCC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=132117</guid>
		<description><![CDATA[Baixa demanda no mercado reduz valor de créditos e leva a investimento em projetos com retorno mais imediato]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas brasileiras não priorizam investimentos em projetos de geração de créditos de carbono, apesar do potencial de obtenção de rendimentos da ordem de cerca de R$ 500 milhões por ano. Uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP, realizada pelo economista José Affonso dos Reis Junior, demonstra que a demanda pelos créditos no mercado é pequena, o que diminui seu valor e leva as empresas a investirem em projetos com retorno mais imediato, como iniciativas de redução de emissões dos gases do efeito estufa e aumento da eficiência energética.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-132359" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3428b.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3428b.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Retorno dos projetos é mais lento que outras inciativas de responsabilidade ambiental"/></a>
	<div>Retorno dos projetos é mais lento que outras inciativas de responsabilidade ambiental</div>
</div><p>O economista avaliou o mercado potencial para a geração de créditos de carbono, a partir dos relatórios de sustentabilidade produzidos pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “A instituição realiza dois levantamentos, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o Índice de Gás Carbonico (ICO2), relativo às emissões do dióxido de carbono, um dos responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera”, conta. “Eles são elaborados a partir de questionários respondidos pelos integrantes do grupo IBRX 50, que reúne as empresas com as ações mais negociadas na bolsa”.</p>
<p>Os relatórios forneceram uma serie de indicadores ambientais utilizados para estimar o ganho conseguido com os créditos de carbono, em comparação com outros tipos de projetos ambientais. “De um total de 33 indicadores, foram utilizados cinco”, diz Reis Junior. “Três deles estão relacionados a emissões de gases do efeito estufa e os demais à eficiência energética e restauração de habitats”. Embora os projetos de credito de carbono tenham o mesmo potencial de geração de recursos de outras inciativas, aproximadamente R$ 500 milhões de reais por ano, o economista constatou que na prática eles são pouco realizados.</p>
<p>“Os relatórios do ISE e no ICO2 mostraram que as empresas avaliadas não executavam projetos de crédito de carbono, informação confirmada em pesquisa no site do Ministério da Ciência e Tecnologia, onde não havia nenhuma iniciativa homologada”, oberva. “Trata-se de um investimento com retorno a longo prazo, comparado a outros projetos ambientais. Alem disso, a demanda pelos créditos de carbono atualmente é reduzida, o que diminui seu valor no mercado e consequentemente o interesse na realização de projetos nessa área”.</p>
<p><strong>Retorno</strong><br />
Reis Junior afirma que as empresas priorizam investimentos em recuperação de habitats degradados e principalmente na redução de emissões de gases do efeito estufa e na ampliação da eficiência energética. “Isso acontece porque esses projetos apresentam um retorno mais imediato”, ressalta. “Por exemplo, na medida em que uma empresa substitui em suas instalações as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que consomem menos energia, ou reduz as emissões de poluentes de sua frota de veículos, ela consegue uma redução de custos e uma melhora de produtividade que poderá se traduzir em maiores ganhos no seu ramo de atividade”.</p>
<p>Os créditos de carbono, também chamados de Redução Certificada de Emissões (RCE), são concedidos a empresas que realizam projetos que compensem as emissões de gás carbônico na atmosfera. A iniciativa segue os critérios da Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e é regulamentada pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). No Brasil, a supervisão do processo de concessão é feita pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Os créditos são negociados na Bolsa Mercantil e Futuros (BM&amp;F), dentro do Mercado de Carbono.</p>
<p>Para estimular o investimento em projetos de créditos de carbono, o economista recomenda menor burocracia e aceleração do retorno econômico-fnanceiro. “Para o desenvolvimento de eficiência energética é necessário investir dez vezes mais, mas o retorno financeiro é maior e requer menos burocracias adicionais ao processo operacional”, afirma. “As empresas também devem levar em conta não apenas os custos das ações sustentáveis, mas os benefícios decorrentes. A longo prazo, a empresa estabelecerá uma imagem positiva e, consequentemente, terá aumento da produtividade”.</p>
<p>Reis Junior sugere ainda um aprofundamento nas pesquisas sobre a mensuração da geração de créditos de carbono e sobre a forma como tais informações são captadas e reportadas e como convertê-las na prática em projetos de créditos de carbono. A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado apresentada na FEARP em 30 de outubro de 2012, com o título <em>Análise da potencialidade do mercado de projetos de crédito de carbono no Brasil</em>. O trabalho foi orientado pela professora Maisa de Souza Ribeiro.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia Commons</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email </strong><a href="javascript:DeCryptX('kvojoipgfbsqAzbipp/dpn/cs')"><strong><a href="javascript:DeCryptX('kvojoipgfbsqAzbipp/dpn/cs')">&#106;un&#105;nh&#111;fe&#97;&#114;p&#64;&#121;&#97;h&#111;o.com&#46;b&#114;</a></strong></a><strong>, com José Affonso dos Reis Júnior </strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=108773" title="Crédito de carbono auxilia a financiar pequena hidrelétrica">Crédito de carbono auxilia a financiar pequena hidrelétrica</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=138977" title="International Week">International Week</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=138941" title="Bastidores de grandes festivais ">Bastidores de grandes festivais </a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=132117</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amazônia é mostrada de forma pouco abrangente na mídia</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=131602</link>
		<comments>http://www.usp.br/agen/?p=131602#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 20:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[análise do discurso]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Repórter]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>
		<category><![CDATA[TV Globo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.usp.br/agen/?p=131602</guid>
		<description><![CDATA[Análise aponta que reportagens têm visão poética da natureza, sem considerar questões relativas a população local]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ana Carolina Miotto, da Assessoria de Comunicação da Esalq<br />
imprensa @esalq.usp.br </em></p>
<p>A análise das matérias veiculadas sobre a Amazônia no programa de televisão “Globo Repórter” aponta que a região é mostrada de forma pouco abrangente, apenas como uma representação poética da natureza. As populações locais aparecem como complementos do mundo natural ideal, sem serem considerados sujeitos históricos. A conclusão faz parte de pesquisa realizada pela geógrafa Juliana de Oliveira Vicentini, no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ecologia Aplicada, realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP ,em Piracicaba.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-131637" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3424d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3424d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Matérias utilizam linguagem poética, com o uso de superlativos e metáforas"/></a>
	<div>Matérias utilizam linguagem poética, com o uso de superlativos e metáforas</div>
</div><p>Para avaliar o modo como se dá a veiculação da Amazônia pela mídia, Juliana observou de que maneira a região foi veiculada pelo programa “Globo Repórter”, da TV Globo, durante o ano de 2010. Para tanto, desenvolveu análises de conteúdo e análises críticas do discurso. O programa é um dos mais antigos da televisão brasileira, possui abrangência nacional, e é considerado um dos popularizadores de discursos sobre o ambiente. A Amazônia foi tema de quatro de suas edições em 2010.</p>
<p>Segundo Juliana, o veículo associa a região à natureza, focando em rios, florestas e biodiversidade. “O programa se apropria de detalhes e não é abrangente a respeito da região. Neste sentido, a Amazônia foi exibida como uma representação da natureza”, explica. “Tal característica foi reforçada por uma linguagem poética por meio do uso de superlativos e metáforas. Os demais assuntos que poderiam ser abordados foram em grande medida silenciados.&#8221;</p>
<p>A pesquisadora ainda faz algumas considerações sobre as fontes de notícia. “A população selecionada para integrar as imagens do programa é aquela que está diretamente atrelada ao mundo natural: os &#8216;ribeirinhos&#8217;. Eles não são tratados como sujeitos históricos, mas como um ornamento amazônico para reforçar a ideia de que a região é apenas sinônimo de natureza”, diz. A fonte de notícia legitimada pelo programa foi a fonte oficial, ou seja, pessoas que representam o poder público e a própria Rede Globo.</p>
<p><strong>Visão parcial<br />
</strong>O &#8220;Globo Repórter&#8221; pode ser considerado como parte integrante do processo de educação informal das pessoas. Juliana alerta que esta visão parcial sobre a Amazônia pode influenciar a maneira como as pessoas pensam a respeito da região, ou seja, pode acarretar em desinformação sobre ela.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, orientada pelo professor Antonio Ribeiro de Almeida Junior do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq, o programa apresenta eventos superficiais, embora os transmita de forma supostamente inquestionável perante seu status diante da audiência. “Um acontecimento é enfatizado ou esquecido a partir do momento em que ele integra ou não a agenda midiática”, afirma a geografa. Informações sobre a própria mídia, por exemplo, são silenciadas. Isso significa que não existe imparcialidade naquilo que é veiculado pela imprensa.”</p>
<p>Portanto, o estudo ressalta que é preciso adotar estratégias a fim de tornar a informação mais plural e rigorosa. “Os veículos deveriam priorizar as necessidades da população atingida por eles, com o intuito de construir uma sociedade equitativa, que ofereça qualidade de vida às pessoas”. Para isso, Juliana acredita ser necessário espaço para todos expressarem-se e estarem a par de seus direitos e deveres. “Uma sociedade que conheça de fato seu povo terá embasamento para promover políticas públicas que atendam os interesses da coletividade. A inclusão social no sistema de informação contribuirá para que ele se torne imparcial e se comprometa de fato com aquilo que veicula”, conclui.</p>
<p>O discurso ambiental tem sido apropriado por diversos segmentos da sociedade, como o político, o econômico, o publicitário e o empresarial. Por ser um assunto que está em discussão nos âmbitos nacional e internacional, os meios de comunicação de massa passaram a integrá-lo à sua pauta. Porém, sua divulgação ainda ocorre de maneira fragmentada e superficial. Diante da extensa pauta ambiental, um dos assuntos que mais aparecem na mídia é a Amazônia.</p>
<p>De acordo com Juliana, um dos motivos para tanta notoriedade é o fato da região interligar discussões relacionadas ao efeito estufa, a destruição da camada de ozônio e a perda da biodiversidade. Daí a sua apropriação por reportagens, notícias, novelas, publicidades e campanhas ambientais. “Essa visibilidade é tão grande que a marca ‘Amazônia’ é uma das três mais conhecidas em todo o mundo. Além disso, hoje é muito grande a quantidade de empresas, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e instituições de pesquisa que atuam na região, sem falar que grande parte do capital que nela circula é de origem externa”, afirma.</p>
<p><em>Imagem: Roberto Amaral, da Assessoria de Comunicação da Esalq</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3429-4109 / 3447-8613 / 3429-4485, na Assessoria de Comunicação da Esalq</strong></p></blockquote>
<p><b>Artigos relacionados</b>
<ul class="related_post">
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=130108" title="Estudo revela características de jornal gratuito">Estudo revela características de jornal gratuito</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=106097" title="Jornais repetem discurso pejorativo sobre professores">Jornais repetem discurso pejorativo sobre professores</a></li>
<li><a href="http://www.usp.br/agen/?p=134939" title="Armazenagem viabiliza comercialização de frutas tropicais">Armazenagem viabiliza comercialização de frutas tropicais</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.usp.br/agen/?feed=rss2&amp;p=131602</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
