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	<title>Agência USP de Notícias&#187; Agência USP de Notícias</title>
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	<description>Divulgação aos meios de comunicação a produção científica e atividades como cursos e palestras, exposições e publicações.</description>
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		<title>Queima de resíduos pode ajudar a fabricar nanomateriais</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 21:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valéria Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bagaço de cana]]></category>
		<category><![CDATA[gases]]></category>
		<category><![CDATA[nanotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[nanotubos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Poli]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Gases gerados na queima de bagaço de cana, resíduos de milho, pneus e PET foram usados para fabricar nanotubos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-139802" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/nanotubos-home.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/nanotubos-home.jpeg" alt="" width="230" height="130" title="Nanobubos produzidos pela queima do bagaço da cana"/></a>
	<div>Nanobubos produzidos pela queima do bagaço da cana</div>
</div><p>Os gases emitidos pela queima do bagaço de cana de açúcar, resíduos de milho, pneus velhos inservíveis e garrafas PET pós uso podem ser utilizados na fabricação de nanotubos de carbono, como mostra estudo realizado pelo físico Joner de Oliveira Alves, na Escola Politécnica da USP. Testes realizados em laboratório mostraram que, dentre esses quatro resíduos testados, os gases resultantes da queima do bagaço de cana apresentaram os melhores resultados, gerando nanotubos em um volume maior e com mais pureza. A queima de resíduos de milho apresentou resultados parecidos com os obtidos com o bagaço; já com o pneu e o PET, os resultados foram um pouco inferiores.</p>
<p>Os nanotubos de carbono são formados por folhas tubulares coaxiais de grafeno cujo diâmetro corresponde a nanômetros, ou seja, um bilionésimo de metro (10<sup>-9</sup>metros). “Os nanotubos são materiais com elevada resistência mecânica e, por este motivo, são utilizados como reforço em materiais poliméricos e cerâmicos. Apesar do vasto campo de potenciais aplicações, ainda não existem no Brasil empresas que produzem esses materiais em larga escala. Os utilizados no país são, na maioria, importados, fato que contribui para o valor elevado do produto”, explica Alves.</p>
<p>A pesquisa, além de abrir possibilidade para a redução do valor desses produtos, apresenta um importante aspecto ligado à sustentabilidade. A queima dos resíduos pode reduzir em até 90% a quantidade dos rejeitos finais gerados, evitando sua deposição em lixões. O bagaço de cana, por exemplo, é atualmente utilizado pela maioria das usinas para a geração de energia capaz de suprir todo o processo de produção de cana e etanol.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-139826" style="width:451px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/hidrocarbonetos.jpeg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/hidrocarbonetos.jpeg" alt="" width="451" height="255" title="Emissões dos principais hidrocarbonetos leves (em ppm) gerados durante a queima dos resíduos com e sem catalisador"/></a>
	<div>Emissões dos principais hidrocarbonetos leves (em ppm) gerados durante a queima dos resíduos com e sem catalisador</div>
</div><p>
<p><strong>Sem gases poluentes</strong><br />
Na técnica desenvolvida pelo pesquisador, os resíduos poderão continuar a ser aproveitados para a geração de energia: a diferença é o aproveitamento dos gases resultantes da saída do processo. Isso ocorre porque na pesquisa desenvolvida na Poli, Alves realizou a quebra dos hidrocarbonetos gerados durante a queima: a parte de carbono encontrada nos gases foi utilizada para a fabricação dos nanotubos; o que restou foi o hidrogênio, gás não poluente que pode ser liberado na atmosfera. O estudo foi realizado em escala laboratorial. A queima de 4 gramas de resíduo gerou aproximadamente 300 miligramas de materiais carbonosos, sendo parte destes referentes aos nanotubos.</p>
<p>A pesquisa foi desenvolvida durante a tese de doutorado de Alves, <em>Síntese de nanotubos de carbono a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos carbonosos</em>, que foi defendida em 2011. O trabalho foi realizado na modalidade sanduíche: no Brasil, pela Escola Politécnica, com  orientação do professor Jorge Alberto Soares Tenório, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Nos Estados Unidos, a orientação foi do professor Yiannis Angelo Levendis, da Northeastern University, em Boston. Parte das análises dos materiais ocorreu no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).</p>
<p>Os resíduos foram incinerados isoladamente em um forno, em diferentes níveis de temperatura, pressão e oxigênio de acordo com cada o tipo (bagaço, milho, PET e pneus). Os gases resultantes das queimas foram submetidos a um filtro de carboneto de silício (SiC) e repassados para um outro forno com temperatura de 1000 graus Celsius. Neste segundo forno, foram colocadas telas de aço inoxidável que atuaram como um catalisador: quando o gás passava por esta tela, parte do carbono era convertido para a forma de pó e o hidrogênio era liberado pelo sistema. As telas eram então imersas em uma solução de etanol e submetidas a um processo de agitação por ultra-som que liberava um pó preto, no qual foram encontrados os nanotubos.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="img aligncenter size-full wp-image-139803" style="width:451px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/valeria_nonotubos.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/valeria_nonotubos.jpg" alt="" width="451" height="574" title="Nanotubos gerados na pesquisa: imagens da 1ª e 2ª colunas obtidas com microscópio eletrônico de varredura e 3ª coluna obtida com microscópio eletrônico de transmissão"/></a>
	<div>Nanotubos gerados na pesquisa: imagens da 1ª e 2ª colunas obtidas com microscópio eletrônico de varredura e 3ª coluna obtida com microscópio eletrônico de transmissão</div>
</div><p>
<p><strong>Premiações</strong><br />
A pesquisa já levou a publicação de 09 artigos em periódicos nacionais e internacionais, 16 artigos em anais de congressos, um capítulo de livro e um texto para capa de jornal. No total, o trabalho já foi premiado cinco vezes: Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade; Prêmio da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) de Meio Ambiente; Prêmio Antonio Mourão Guimarães da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM); Prêmio Capes de Teses, e Prêmio MERCOSUL de Ciência e Tecnologia.</p>
<p>Sobre a aplicação prática do projeto, o pesquisador conta que seria preciso realizar, em primeiro lugar, a adaptação de locais onde a queima de resíduos já é feita para a geração de energia, como no caso das usinas de açúcar e etanol. Segundo Alves, “A tendência é que haja um crescimento do mercado brasileiro de etanol e as empresas tendem a produzir cada vez mais energia elétrica a partir da queima do bagaço da cana.</p>
<p>A pesquisa também apresenta possibilidade de ganhos econômicos, ao utilizar matéria-prima barata, como os resíduos, para a produção dos nanotubos. &#8220;Os nanomateriais têm uma série de aplicações que já deixaram os laboratórios de pesquisa e podem ser encontradas em produtos que vão desde a indústria aeroespacial até área cosmética. Há muito desenvolvimento sendo realizado, mas primeiramente é necessário baixar o preço dos nanotubos”, finaliza.</p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('kpofsAvtq/cs')">&#106;&#111;&#110;e&#114;&#64;us&#112;&#46;&#98;&#114;</a>, com Joner Oliveira Alves</strong></p></blockquote>
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		<title>Biossensor detecta pesticida na água, solo e alimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 21:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[biossensor]]></category>
		<category><![CDATA[IFSC]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
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		<category><![CDATA[metamidofós]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>
		<category><![CDATA[UFMT]]></category>

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		<description><![CDATA[A presença do pesticida metamidofós é detectada em poucos minutos por meio de um biossensor de baixo custo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Assessoria de Comunicação do IFSC<br />
<a href="javascript:DeCryptX('dpnvojdgjtdAvtq/cs')">&#99;omu&#110;i&#99;f&#105;s&#99;&#64;us&#112;.&#98;r</a> </em></p>
<p>Um projeto de pesquisa conjunto entre o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) resultou na idealização, construção e patenteamento de um biossensor que é capaz de, num curto espaço de tempo (minutos), detectar a existência do pesticida metamidofós na água, solo e alimentos contaminados. O estudo foi motivado pela existência de grandes índices do pesticida nos lençóis freáticos e nas grandes lavouras do Estado de Mato Grosso.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-139122" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3463d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3463d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Biossensor pode ser adaptado para detectar pesticidas organofosforados"/></a>
	<div>Biossensor pode ser adaptado para detectar pesticidas organofosforados</div>
</div><p>Izabela Gutierrez de Arruda, que atualmente é pós-graduanda no IFSC, é orientada pelo professor Romildo Jerônimo Ramos, da UFMT, e co-orientada por Nirton Cristi Silva Vieira. Durante seu mestrado na UFMT, ela decidiu abraçar o projeto conjunto com o IFSC por intermédio do professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães (ex-orientador de Nirton). A ideia de desenvolver o biossensor surgiu em um encontro realizado pelo Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO) e o projeto teve apoio da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>
<p>O biossensor foi construído exclusivamente para detectar o pesticida metamidofós, mas ele está também preparado para ser adaptado para a detecção de outros pesticidas que pertençam às classes dos organofosforados ou carbamatos, o que aumenta a sua utilidade e importância. O metamidofós não só é largamente utilizado nos trabalhos agrícolas no Mato Grosso, como também em todo o País e, por ser extraordinariamente forte, penetra facilmente no solo e, consequentemente, nos lençóis freáticos. Devido a sua composição química, este pesticida interage livremente no sistema nervoso central do ser humano, atacando-o rapidamente, causando danos irreversíveis no cérebro, podendo levar à morte.</p>
<p>O sensor é de fácil construção, sendo constituído por uma película muito fina — nanométrica, onde é imobilizada a enzima acetilcolinesterase (exatamente igual a que existe no cérebro humano). Quando a enzima entra em contato com as moléculas do pesticida, sua ação é inibida, produzindo menos prótons quando comparado com a enzima sem a presença do pesticida: essa diferença de prótons é lida e mostrada num pequeno aparelho onde é introduzida essa película, acusando, assim, os índices de contaminação.</p>
<p><strong>Resposta em poucos minutos<br />
</strong>Para o professor Guimarães, este é um daqueles trabalhos que visam diretamente o bem-estar social e por isso a ideia foi patenteada. É o primeiro registro de patente da UFMT em quarenta anos de existência da universidade. Atualmente, todas as análises referentes a contaminação por pesticidas no Estado de Mato Grosso são enviadas para São Paulo ou Rio de Janeiro. Com este biossensor, pode não mais haver essa necessidade, pois o equipamento — do tamanho de um medidor de índices de diabetes —, cujo protótipo está sendo desenvolvido no IFSC, confere a resposta em poucos minutos.</p>
<p>A equipe de pesquisadores procura agora, preferencialmente, uma indústria nacional de biotecnologia que tenha interesse e que compre a ideia para a comercialização do aparelho completo (que poderá custar entre R$ 100,00 e R$ 200,00 cada unidade).</p>
<p>Izabela destaca que o trabalho é de âmbito social e de impacto ecológico. “Este pesticida é utilizado em larga escala no Mato Grosso e em muitas regiões do nosso País”, alerta. “Se a região do Pantanal poderá ser ameaçada por este pesticida, pela sua localização, outros países que fazem fronteira com o Brasil poderão sentir também esse perigoso efeito, até porque a contaminação pode chegar aos reservatórios de água potável e nos grandes rios do Estado”.</p>
<p>Confirmando a preocupação de Izabela, pesquisas feitas pelo professor Wanderlei Pignati, pesquisador da UFMT e um dos maiores especialistas nacionais em pesticidas, confirmou a presença de vários pesticidas nos principais rios, poços artesianos e, inclusive, em animais, no Mato Grosso. Outro trabalho de Pignati comprovou também a existência de índices de pesticidas no leite materno. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está com um processo aberto para banir esse pesticida do mercado, proibindo sua produção, tal como já acontece em vários países da União Europeia.</p>
<p>“O desenvolvimento desse trabalho incluiu conhecimentos das áreas da física, química, biologia, e ciência e engenharia de materiais, valorizando todo o aspecto relacionado com interdisciplinaridade”, comentam Izabela e Nirton. Além do registro de patente, um artigo foi aceito e outro foi enviado para revistas especializadas nas áreas de biossensores e nanotecnologia. Izabela recebeu recentemente uma Moção de Congratulações apresentada pela deputada estadual Luciane Bezerra (MT).</p>
<p><em>Imagem: cedida pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (16) 3373-9792 / (16) 3373-8085; email </strong><a href="javascript:DeCryptX('hvjnbsbfAjgtd/vtq/cs')" target="_blank"><strong><a href="javascript:DeCryptX('hvjnbsbfAjgtd/vtq/cs')">&#103;&#117;&#105;ma&#114;&#97;e&#64;&#105;f&#115;c&#46;&#117;sp&#46;&#98;r</a></strong></a><strong>, com Francisco Eduardo Gontijo Guimarães</strong></p></blockquote>
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</ul>
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		<title>Scanner de gordura corporal ganha versão compacta</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 21:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[AllBodyScan 3D]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito SESC de Corridas]]></category>
		<category><![CDATA[gordura corporal]]></category>
		<category><![CDATA[ICMC]]></category>
		<category><![CDATA[massa muscular]]></category>
		<category><![CDATA[massa óssea]]></category>
		<category><![CDATA[peso corporal]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova versão do equipamento, mais leve e versátil, pode ser usada em pessoas com obesidade mórbida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Maristela Galati, da Assessoria de Comunicação do ICMC<br />
<a href="javascript:DeCryptX('dpnvojdbAjdnd/vtq/cs')">co&#109;u&#110;&#105;&#99;a&#64;&#105;&#99;m&#99;.us&#112;&#46;&#98;r</a> </em></p>
<p>O AllBodyScan 3D, scanner de gordura corporal desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, ganhou uma nova versão, mais leve e compacta. O equipamento avalia o percentual de gordura corporal com maior precisão do que a tecnologia presente no mercado, e foi lançado no dia 21 de abril durante o Circuito SESC de Corridas, em São Carlos. Na ocasião, o scanner avaliou 162 participantes.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137411" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScanb.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScanb.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Equipamento avalia percentual de gordura corporal com maior precisão "/></a>
	<div>Equipamento avalia percentual de gordura corporal com maior precisão </div>
</div><p>Após escanear o corpo todo em 30 segundos, o software calcula volume e altura e, complementado com dados como idade e sexo do avaliado, leva mais 30 segundos para processar o resultado final. O escaneamento é feito por meio de um sensor de infra-vermelho, o mesmo utilizado nos videogames modernos, que é fixado em uma torre, enquanto o avaliado permanece em pé sobre uma plataforma giratória. O software captura os dados volumétricos e gera um modelo tridimensional da pessoa. Para tanto, é necessário que esta esteja com trajes adequados, como roupas de ginástica, pois o volume das vestimentas pode influenciar na medição. A versão compacta doAllBodyScan 3D suporta até 250 kg, o que possibilita sua utilização em pessoas com obesidade mórbida.</p>
<p>O professor do ICMC, Mario Alexandre Gazziro, coordenador do projeto, diz que as modificações em relação à primeira versão foram mínimas. “A principal modificação foi a redução do tamanho, consumindo agora apenas dois metros quadrados de área, enquanto o outro modelo ocupava sete metros. Essa diminuição de tamanho foi possível, pois nessa nova abordagem, nós giramos o avaliado sobre o próprio eixo, em 180 graus&#8221;, explica o professor. Na versão original, um poste com os sensores é era rotacionado 270 graus ao redor do avaliado por meio de um trilho circular, o que tornava o equipamento grande”, revelou.</p>
<p><strong>Precisão</strong><br />
Gazziro, que iniciou a pesquisa há mais de dez anos, garante que a precisão do aparelho é idêntica à do original, pois depende apenas do software e dos sensores, que continuam os mesmos. “Continuamos com a meta de 1% de margem de erro na avaliação da gordura, sendo que, como novidade, esse novo scanner também vai avaliar a massa muscular e a massa óssea &#8211; com percentual de erro de 5%”, conta o pesquisador. Essa precisão chega próxima ao que especialistas chamam de “padrão-ouro”, o mais preciso método de medição de gordura corporal, por pesagem hidrostática em tanque d’água.</p>
<p>Outro cálculo que é feito pela nova versão do equipamento é o de peso corporal, por meio da medição da superfície. A margem de erro é de 200 gramas para uma pessoa de biotipo médio (considerando um homem com 80 quilos). O software também armazena, exibe e permite exportar esses dados para outros sistemas.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-137419" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScand.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/BodyScand.jpg" alt="" width="230" height="196" title="Tamanho do equipamento foi reduzido para dois metros quadrados de área"/></a>
	<div>Tamanho do equipamento foi reduzido para dois metros quadrados de área</div>
</div><p>O scanner passará a ser comercializado a partir do segundo semestre de 2013. As encomendas poderão ser feitas durante a feira Fitness Brasil, que ocorrerá entre os dia 5 e 7 de setembro, em São Paulo. Segundo Gazziro, o AllBodyScan 3D custará na faixa de 70 mil reais, e seu uso será voltado para academias de ginástica. “Esse preço ainda pode sofrer ajustes por conta das indústrias parceiras que vão realizar a produção e comercialização&#8221;, ressalta o professor. &#8221;Aos pesquisadores envolvidos &#8211; professores, alunos, instituições de fomento e universidade &#8211; cabe um percentual do lucro repassado em forma de royalties definido em convênios”, completou. O desenvolvimento do sistema contou com o apoio de especialistas clínicos e pesquisadores das áreas de computação, biomedicina e engenharia.</p>
<p>O público poderá conhecer o scanner de perto no próximo dia 15 de maio, a partir das 14 horas, durante a Visita Monitorada ao ICMC. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet, através do link: <a href="http://goo.gl/oqj6">http://goo.gl/oqj6</a> . O endereço é Av. Trabalhador São-carlense, 400, São Carlos. Outras informações sobre o equipamento podem ser obtidas no email <a href="http://www.allbodyscan3d.com.br">www.allbodyscan3d.com.br</a>.</p>
<p><em>Imagens: Naylor Fabiano / Assessoria de Comunicação do ICMC</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (16) 3373-9686, com o professor Mário Alexandre Gazziro</strong></p></blockquote>
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</ul>
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		<item>
		<title>Presidenciáveis no Twitter visam cativar eleitores</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=138645</link>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 21:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lara Deus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[eleições de 2010]]></category>
		<category><![CDATA[FFLCH]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[microblog]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Candidatos à presidência em 2010 tratavam de campanha, vida familiar e evitavam questões polêmicas na internet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os três candidatos à presidência mais votados nas eleições de 2010, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, adotaram uma postura semelhante em seus perfis no Twitter durante a campanha política. Os microblogs, em geral, mesclavam conteúdo sobre o cotidiano da campanha com postagens sobre suas vidas privada e familiar, revelando uma preocupação crescente em criar um vínculo afetivo com seus eleitores. A constatação faz parte de uma pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-138874" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461B.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3461B.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Os candidatos estudados oscilaram entre linguagem erudita e a popular nas postagens"/></a>
	<div>Os candidatos estudados oscilaram entre linguagem erudita e a popular nas postagens</div>
</div><p>Artur Daniel Ramos Modolo, autor da dissertação de mestrado da FFLCH, percebeu que, em geral, não havia diferença de conteúdo entre o que Dilma, Serra e Marina postavam. Ele afirma que sempre eram presentes a divulgação da agenda política e os elogios a gestões anteriores. Além disso, Modolo constatou que “eles tentavam evitar questões polêmicas, como aborto, uso de células tronco e maioridade penal”. A pesquisa abordou as postagens de 6 de julho a 31 de outubro de 2010, período oficial de campanha.</p>
<p>Outra conclusão da pesquisa é que a campanha presidencial brasileira de 2010 muitas vezes adaptou o material de outros meios ao digital, como é o caso da postagem das propagandas televisivas no Youtube, e explorou diversos sentidos do internauta (o verbal, o visual, o auditivo, etc.). Para que agregasse um valor político-ideológico àquilo que era publicado, o material era comumente feito com as cores dos respectivos partidos de Dilma (PT), Serra (PSDB) e Marina (PV).</p>
<p>Também se verificou que a esfera política estava agindo de acordo com a convergência das mídias, tendência apropriada por outras comunidades, como a científica ou a religiosa. Um exemplo disto é que, apesar de Modolo ter selecionado para a pesquisa apenas o Twitter, ele afirma que acabou “tendo que indiretamente verificar outros canais, como o Youtube”.</p>
<p>Para o pesquisador, é central destacar a importância da hipertextualidade presente principalmente nos links na Internet, que faz com que o internauta possa passar, em poucos cliques, de uma música para uma notícia, entrevista ou até um material de conteúdo político. &#8220;Dessa forma, o internauta muitas vezes não navega com o intuito específico de aumentar seus conhecimentos políticos ou sobre determinado candidato. Pelo contrário, passa pelos mais diversos tipos de linguagem e conteúdo&#8221;, afirma Modolo.</p>
<p><strong>Ideologia do cotidiano</strong><br />
As eleições não são o único tema tratado nos microblogs dos candidatos. Modolo constatou que Dilma, Serra e Marina usaram o que ele chamou de “Ideologia do Cotidiano”. Ele exemplifica que “quando eles escrevem que foram tomar sorvete com sua netinha, se você for pensar friamente, isso não tem a ver com a política. Mas, talvez o internauta coloque ele dentro de um molde de uma boa pessoa que teoricamente também seria um bom político”, diz. “Não se trata somente de um microblog político. Na verdade, o que eles estão fazendo ali é tentar cativar o internauta e criar uma empatia”.</p>
<p>Para ganhar eleitores, os candidatos transitaram entre a linguagem erudita e a popular. Algumas vezes, eles inseriam nos 140 caracteres permitidos na postagem do Twitter citações de poetas ou de líderes políticos. Ao mesmo tempo, também foi próprio do microblog eleitoral o uso de expressões abreviadas ou do vocabulário juvenil. “Serra chegou a usar ‘bombou’, ‘irado’, ‘punk’, coisas que não fazem parte do linguajar dele”, comenta Modolo. Isto aconteceu, segundo ele, pois os candidatos tinham um interlocutor presumido, que, no caso do Twitter, era o público jovem.</p>
<p>Para não se fazer uma análise exclusivamente linguística do tema, a questão foi estudada a partir da metodologia do Círculo de Bakhtin, por meio da qual se considera também o âmbito ideológico, social e histórico que permeiam a linguagem. A escolha foi importante pois o material selecionado é compostos de discursos que, por fazerem parte de uma campanha política, têm como ponto de partida ideologias delimitadas.</p>
<p>Para o pesquisador, as conclusões de seu estudo continuarão se aplicando à próxima eleição, já que elas são relacionadas mais aos aspectos culturais da sociedade brasileira do que temporais do ano de 2010. A dissertação <em>Hipertextualidade e relações dialógicas no gênero digital microblog político dos candidatos à presidência do Brasil nas eleições 2010</em> foi defendida em 2012 na FFLCH.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em><br />
<strong><strong></strong></strong></p>
<blockquote><p><strong><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('b/e/s/npepmpAhnbjm/dpn')">&#97;.d&#46;r.&#109;odo&#108;&#111;&#64;&#103;mail&#46;com</a>, com Artur Modolo </strong></strong></p></blockquote>
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		<title>Iogurte é enriquecido com fibras de maracujá</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 21:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alicia Nascimento Aguiar, da Esalq em Piracicaba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[CENA]]></category>
		<category><![CDATA[Esalq]]></category>
		<category><![CDATA[fibras]]></category>
		<category><![CDATA[iogurte]]></category>
		<category><![CDATA[maracujá]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>

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		<description><![CDATA[Resíduos do processamento do maracujá são aproveitados para o desenvolvimento de alimentos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, pesquisa desenvolveu um iogurte enriquecido com fibras incorporadas pela adição de farinha de maracujá elaborada a partir das cascas e sementes da fruta. O estudo procurou gerar uma alternativa para agregar valor aos subprodutos resultantes do processamento industrial da fruta, evitando o desperdício e aumentando o valor nutricional do iogurte.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-136807" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3453d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3453d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Iogurte com farinha feita da casca e sementes de maracujá tem alto teor de fibras"/></a>
	<div>Iogurte com farinha feita da casca e sementes de maracujá tem alto teor de fibras</div>
</div><p>O produto foi desenvolvido por Nataly Maria Viva de Toledo, bacharel em Ciências dos Alimentos e mestranda em Ciências. O trabalho teve orientação da professora Solange Guidolin Canniatti Brazaca, do  Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. O estudo relata que as cascas e as sementes do maracujá são os principais resíduos agroindustriais provenientes do processo de esmagamento da fruta para obtenção do suco. A casca é rica em fibras, vitaminas e minerais. Já as sementes apresentam grande quantidade de óleo com alto teor de ácidos graxos insaturados.</p>
<p>As análises laboratoriais foram realizadas nos Laboratórios de Nutrição Humana e de Higiene e Laticínios do LAN. “A casca do maracujá corresponde a mais da metade da composição mássica da fruta e não pode mais ser considerada como resíduo industrial uma vez que estudos relatam características funcionais e tecnológicas interessantes para o desenvolvimento de novos produtos”, afirma Nataly. A pesquisa teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>
<p>Escolhidos aleatoriamente, 60 provadores não treinados de ambos os sexos foram submetidos ao teste que utilizou uma escala hedônica de nove pontos que varia de 1 (desgostei muitíssimo) a 9 (gostei muitíssimo). Entre as amostras de iogurte com adição de farinha de maracujá, pode-se afirmar que a amostra com 2% de farinha foi a que obteve grande aceitação com nota igual a 7,5. De acordo com os provadores, o iogurte com adição de 2% de farinha possui um teor de fibras agradáveis e bom dulçor e é menos doce que a amostra de iogurte sem adição de farinha.</p>
<p><strong>Alimento mais saudável</strong><br />
Muitos provadores comentaram que apesar de preferirem o sabor da amostra sem farinha, comprariam o produto com adição de 2% de farinha por associarem a presença de fibras a um alimento mais saudável. Do total de provadores, cerca de 60% afirmou que compraria o produto se este estivesse disponível no mercado.</p>
<p>De acordo com a cientista dos alimentos, o iogurte elaborado nesse estudo apresentou características nutricionais superiores ao iogurte comercializado, destacando-se pelo seu elevado teor de fibra alimentar. “As fibras presentes nos subprodutos do maracujá possuem muitos benefícios à saúde e devem ser consumidas diariamente&#8221;, ressalta. &#8221;Autores relatam seu efeito sob a redução do colesterol no sangue, controle de glicemia e do peso e prevenção de problemas gastrointestinais”.</p>
<p>A pesquisa também destaca que o iogurte é um produto amplamente recomendado devido suas características sensoriais, probióticas e nutricionais uma vez que além de ser elaborado com leite contendo alto teor de sólidos, cultura lática e açúcar, pode ainda ser enriquecido com leite em pó, proteínas, vitaminas e minerais. “Os produtos lácteos são importantes fontes de cálcio, proteínas e outros nutrientes em uma dieta balanceada. Atualmente, as indústrias e pesquisadores têm apresentado crescente interesse no desenvolvimento de produtos lácteos com teores reduzidos de gordura, com pouco ou sem açúcar, ou enriquecidos com fibras”, afirma Nataly.</p>
<p>A pesquisa foi desenvolvida pelo programa de pós-graduação (PPG) em Química na Agricultura e no Ambiente do Cena e teve a colaboração do professor Ernani Porto, da Esalq.</p>
<p><em><br />
Imagem: cedida pela pesquisadora</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (19) 3429-4109 / 3447-8613/ 3429-4485, na Assessoria de Comunicação da Esalq</strong></p></blockquote>
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		<title>Bibliotecários têm dificuldades no uso de redes sociais</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 21:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rúvila Magalhães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[ECA]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento de ações]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Universidades públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa aponta que não há estudos sólidos para nortear o uso de redes sociais por bibliotecas universitárias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><div class="img alignleft size-full wp-image-136244" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3449_A.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol_3449_A.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Bibliotecas: muito a aprender sobre as redes sociais"/></a>
	<div>Bibliotecas: muito a aprender sobre as redes sociais</div>
</div><p>Estar presente nas redes sociais é uma necessidade para as bibliotecas universitárias. Por meio delas os serviços, produtos, treinamentos e conteúdos se tornam conhecidos pelo público, mas ainda há muito o que aprender sobre o uso das redes sociais. É o que constata a bibliotecária e pesquisadora Giseli Adornato de Aguiar em pesquisa realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.  A partir de seu trabalho, ela pôde perceber que não há uma base teórica sólida que dê respaldo aos responsáveis pelas redes sociais das bibliotecas: eles convivem com incertezas sobre o alcance daquilo que veiculam, assim como ainda têm dúvidas sobre o que pode ser veiculado.</p>
<p style="text-align: justify;">A dissertação de mestrado <em>Uso das ferramentas de redes sociais em bibliotecas universitárias: um estudo exploratório na Unesp, Unicamp e USP,</em> desenvolvida na ECA, com orientação de José Fernando Modesto da Silva, foi vencedora do &#8220;XI Prêmio de Biblioteconomia Paulista Laura Russo&#8221;, na categoria &#8220;Trabalhos Acadêmicos &#8211; Mestrado&#8221; do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8).</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as 101 bibliotecas de unidades das três Universidades públicas mais importantes de São Paulo — sendo 46 da USP, 30 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e 25 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — 49,5% usam frequentemente as redes sociais. As mais usadas são o Facebook, Twitter e Blog. O objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dessas redes para as bibliotecas.</p>
<p style="text-align: justify;">O conteúdo divulgado varia entre informações sobre a biblioteca, novas aquisições, tutoriais de produtos disponibilizados e informações importantes para o público-alvo. O conteúdo selecionado é pensado de acordo com a área de conhecimento da faculdade e de acordo com a ferramenta usada. Também servem como um canal de comunicação: tornam possível a divulgação de treinamentos, aumentando seu público.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi identificado que as redes ajudam a atrair as pessoas que têm as características da chamada geração y, que valoriza o uso da tecnologia para usar a biblioteca, seja online ou no seu espaço físico. O usuário não precisa, necessariamente, se dirigir à biblioteca, ele pode ser atendido remotamente e consultar as informações que necessita pelas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Desafios e Benefícios<br />
</span>Alguns dos desafios identificados pela pesquisa são a falta de recursos humanos (que, no caso, seria a disponibilidade de um profissional para implantar e atualizar essas ferramentas), de planejamento de conteúdos e muitas questões ainda sem respostas.</p>
<p style="text-align: justify;">“A utilização das redes sociais ainda é recente, falta uma política e um planejamento, o que requer um aprendizado baseado nos erros e acertos decorrentes de seu uso e gera muitas dúvidas. Os responsáveis acreditam no uso e na importância dessas ferramentas, mas apresentam incertezas e inseguranças à respeito do uso que está sendo feito delas”, explica a pesquisadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual linguagem utilizar? Quais conteúdos disponibilizar? Como manter a atenção do usuário? Como avaliar e mensurar o sucesso das redes? Essas perguntas são frequentes na cabeça dos responsáveis pelas redes sociais, que ainda sofrem com a falta de base teórica na área ao lidar com o assunto, assim como maneiras de mensurar o alcance dos conteúdos de modo mais eficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o uso das redes sociais é responsável pela ampliação de acessos aos conteúdos da biblioteca. Os internautas veem as redes sociais como um meio menos formal para se obter informações, além de haver a possibilidade de interação, divulgação dos serviços e criação de conteúdos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que as redes sociais sejam usadas, os responsáveis por elas ainda não são capazes de usar todo o potencial dos recursos, sendo que a divulgação de conteúdos é privilegiada em detrimento da interação. “As redes sociais não são apenas uma ferramenta de divulgação, elas têm que oferecer espaços de participação, colaboração e a possibilidade de um diálogo entre a biblioteca e seus usuários, e vice-versa”, explica Giseli.</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho dá um norte para o uso das redes e busca incentivar outras bibliotecas a entrarem nesse mundo virtual. A biblioteca, ao aprimorar a divulgação de seus serviços, traz melhorias para a sociedade. A disponibilização dos conteúdos expande o universo cultural e aumenta o acesso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Imagem: Marcos Santos / USP Imagens</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('bepsobupAvtq/cs')">&#97;&#100;&#111;rna&#116;&#111;&#64;usp&#46;b&#114;</a>, com Giseli Adornato de Aguiar</strong></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Grupo simplifica plataforma de criação de games</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 22:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Truz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[IME]]></category>
		<category><![CDATA[Poli]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>
		<category><![CDATA[UGDK]]></category>
		<category><![CDATA[USPGameDev]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudantes do IME e da Poli,simplificam e compartilham projetos para games de forma livre, aberta e gratuita]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="img alignleft size-full wp-image-136050" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Vikingsparamatéria.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Vikingsparamatéria.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Screenshot do game &quot;Vikings&quot;, idealizado originalmente pelo USPGameDev"/></a>
	<div>Screenshot do game &quot;Vikings&quot;, idealizado originalmente pelo USPGameDev</div>
</div><p>Alunos do Instituto de Matemática (IME) e da Escola Politécnica (Poli), ambos da USP, estão aperfeiçoando e simplificando para uso externo uma plataforma de criação de games. A UGDK é um software livre  que foi desenvolvido pelos próprios estudantes. “Nossa ideia é simplificar a linguagem da UGDK para que programadores que estão fora do grupo também possam fazer uso dela. Essa é a lógica por trás do software livre, desenvolver mecanismos que facilitem e potencializem o poder de criação de todos”, explica Wilson Mizutani. O estudante integra o USPGameDev — Grupo de Desenvolvimento de Jogos da USP, que há quase quatro anos reúne os alunos para aplicar os conceitos aprendidos em sala de aula na produção de games.</p>
<p>Como é um software livre, a ferramenta UGDK pode ser usada por qualquer pessoa, sem custo algum. Contudo, ainda possui uma linguagem complexa e de difícil compreensão para usuários externos. Por conta disto, o grupo trabalha continuadamente na melhora do programa.</p>
<p>Segundo Mizutani, a utilização de softwares livres não ocorre como uma medida de redução de custos e faz parte, sim, de uma postura ética da equipe. Para o programador as grandes empresas de softwares que impedem pessoas de trabalharem em cima dos códigos de seus programas representam um impasse para a liberdade de criação.</p>
<p>“Os programas de computador são baseados em códigos que, à primeira vista, podem parecer muito complexos&#8221;, diz o estudante. Mas, segundo ele, são de fácil compreensão. &#8220;É um absurdo as empresas impedirem pessoas de reproduzir o que elas aprenderam ao ler esses códigos&#8221;, opina. &#8220;É como você proibir alguém de escrever um texto por ter ensinado a ele o alfabeto”.</p>
<p>Apesar de visar o livre acesso, uso e estudo dos programas, os softwares livres não são um apoio ao plágio. Ou seja, não se justifica redistribuir a obra de outras pessoas como sendo algo de sua autoria. É necessário dar os devidos créditos e respeitar a criação do autor do programa, uma vez que a criação dele também respeita a liberdade dos outros usuários.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">USPGameDev</span><br />
<span style="font-weight: bold;"> </span>O grupo iniciou suas atividades em 2009, quando o orientador pedagógico da Poli, Giuliano Sacas Olguin, reuniu representantes discentes do IME e da própria Poli para propor um trabalho em conjunto com alunos das duas unidades. Da reunião nasceu a ideia do desenvolvimento de jogos virtuais e, logo nos primeiros encontros, foi idealizado o projeto do game “Horus Eye”, um jogo de aventura, em 2 dimensões, que mescla magia, múmias e mitologia egípcia.</p>
<p>Todos os jogos criados pelo USPGameDev são produções originais, construídos coletivamente sempre a partir do uso da ferramenta UGDK com o apoio outros softwares livres. Até hoje, quatro games foram elaborados: “Horus Eye”, “Asteroids Wars”, “Vikings” e PsyChObALL”. Outros dois projetos, “Flame Crest” e “Roguelike”, ainda não foram concluídos, mas já se encontram em fase final de produção. Os jogos estão disponíveis para download <a href="http://uspgamedev.org/downloads-page/" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Contribuições</span><br />
Frequentemente o grupo oferece cursos, oficinas e workshops gratuitos não apenas para pessoas interessadas no desenvolvimento de jogos ou programas de computadores, mas também para aqueles que pretendem compreender melhor outros softwares livres como o editor de fotos GIMP, ou a plataforma de publicações online, WordPress.</p>
<p>Na sexta feira, dia 26 de abril, a partir das 14 horas, o USPGameDev terá uma participação no encerramento da <a href="http://www.usp.br/agen/?p=134388" target="_blank">II Semana do Software Livre da USP</a>, com uma palestra, seguida de um workshop, sobre o uso de softwares livres no desenvolvimento de jogos.</p>
<p><em>Foto: USP Game Dev</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('dpoubupAvtqhbnfefw/psh')">c&#111;nt&#97;&#116;&#111;&#64;&#117;s&#112;&#103;am&#101;de&#118;&#46;or&#103;</a> </strong></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Sistema remoto monitora troca de água de lastro em navios</title>
		<link>http://www.usp.br/agen/?p=134952</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 21:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[águas de lastro]]></category>
		<category><![CDATA[biomonitoramento]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Naval]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Politécnica]]></category>
		<category><![CDATA[monitoramento remoto]]></category>
		<category><![CDATA[navios]]></category>

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		<description><![CDATA[Método automatizado faz monitoramento a distância e reduz risco de bioinvasão por água de lastro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da Assessoria de Imprensa da Poli<br />
<a href="javascript:DeCryptX('fsjlbAbdbefnjdb/kps/cs')">e&#114;&#105;&#107;a&#64;ac&#97;&#100;e&#109;i&#99;&#97;.jo&#114;&#46;&#98;r</a><br />
</em></p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-135088" style="width:226px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/navio_poli.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/navio_poli.jpg" alt="" width="226" height="128" title="Água de lastro dá estabilidade às embarcações quando navegam sem carga"/></a>
	<div>Água de lastro dá estabilidade às embarcações quando navegam sem carga</div>
</div><p>Uma equipe coordenada pelo professor Hernani Luiz Brinati e pelo pesquisador Newton Narciso Pereira, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica (Poli) da USP, desenvolveu um sistema que permite monitorar, de forma remota e automática, a operação de troca da água de lastro dos navios. O sistema daria às autoridades brasileiras um controle efetivo das trocas da água de lastro, impedindo que essa operação fosse feita a menos de 200 milhas, como determina a lei, e evitando uma possível disseminação de espécies aquáticas nocivas às espécies nativas brasileiras.</p>
<p>Captada do mar ou do rio e armazenada em tanques de lastro dos navios, a água de lastro dá estabilidade às embarcações quando estão navegando sem carga. Por ser uma operação que envolve riscos e eleva o custo da viagem, muitos comandantes burlam a lei e acabam não fazendo a troca, ou a realiza pouco antes de atracar o navio no porto dentro das 200 milhas. Estima-se que mais de 100 milhões de toneladas de água de lastro sejam lançadas anualmente no litoral brasileiro. O problema é que nesta troca de água pode ocorrer a bioinvasão de espécies exóticas.</p>
<p>O mexilhão dourado (<em>Limnoperna fortunei</em>), espécie originária da Ásia, é um exemplo. Trazido pela água de lastro, infestou o continente sul-americano e se reproduziu livremente por não ter predadores naturais. Por causa dele, as hidrelétricas de Itaipu e Cemig têm que interromper periodicamente suas operações para fazer a limpeza das turbinas infestadas pelo mexilhão. A presença desse organismo também destroi a vegetação aquática, disputa espaço e alimentos com os moluscos nativos, entope canos e dutos de água, de esgoto e de irrigação, e compromete equipamentos dos navios.</p>
<p>Para fazer o monitoramento da água de lastro, o sistema desenvolvido pela Poli usa sensores de qualidade de água, GPS e aparelhos de telemetria. Nos tanques de lastro e nos pianos de válvulas os sensores medem várias propriedades físico-químicas da água, como pH, oxigenação, turbidez, salinidade, temperatura e oxigênio dissolvido. Concomitantemente, o sistema oferece a posição geográfica da embarcação e envia os dados por satélite para uma estação de controle, que pode estar em terra. Tudo de forma automática, sem interferência da tripulação, o que impede a adulteração dos dados. “Trata-se de um sistema inovador porque executa as tarefas de forma unificada e ainda oferece a posição via GPS, algo inédito comercialmente”, explica o professor Brinati.</p>
<p><strong>Comunicação com satélite</strong><br />
Para o protótipo do sistema, os pesquisadores usaram um chip que armazena todos os dados e um modem que faz a comunicação com o satélite. As informações coletadas pelos sensores são enviadas via e-mail. Uma interface para a leitura dos dados numéricos converte os dados em informações legíveis na tela do computador. O protótipo já foi testado com sucesso em laboratório. O próximo passo é realizar os testes em situações reais.</p>
<p>A tecnologia gerou um pedido de patente, depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os pesquisadores já apresentaram o projeto detalhado para a Marinha brasileira e tiveram apoio da entidade. “Precisamos da homologação da Marinha do Brasil para, depois, o sistema ser levado como proposta de controle para a Organização Marítima Internacional (IMO), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), justifica Pereira. A IMO faz uma reunião anual, quando vários países apresentam propostas de tratamento da água de lastro, e essa seria uma oportunidade para apresentar uma tecnologia brasileira que pode ajudar no combate a um problema ambiental enfrentado por diversos países.</p>
<p>A ideia de criar o sistema foi do engenheiro naval, Geert Prange, também formado na USP. “Em 2008, ele me pediu para avaliar um texto dele em que falava sobre desenvolver um sistema semelhante. Então o professor Hernani e eu apresentamos o projeto para um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico”, conta Pereira. “Fizemos mapeamento dos sensores, e entramos em contato com um fabricante nos Estados Unidos, que disse ser possível integrar os equipamentos usando tecnologias já no mercado”, conta.</p>
<p>Quando receberam os equipamentos, os pesquisadores viram que não era possível fazer essa integração, e então contataram o professores Marcelo Carreño e Marco Alayo Chávez e sua equipe de pesquisadores como Fábio Colombo e Murilo Zubioli Mielli, do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica, que ficaram responsáveis por desenvolver o sistema de controle e integração desses sensores. “Foi um trabalho multidisciplinar, realizado a várias mãos”, conta Brinati.</p>
<p>Por ser possível customizar os sensores, para que leiam outros tipos de dados, o sistema pode ser utilizado também para outras aplicações, como o monitoramento ambiental de rios. “Ele pode ser instalado em um navio da guarda costeira, por exemplo, fazendo uma medição dinâmica, o que permite saber o ponto onde começa uma descarga de poluente e também como o poluente se dissipa ao longo de um rio, por exemplo”, diz. Além disso, pode ser instalados em navios de apoio offshore que frequentam as plataformas para detectar vazamentos de hidrocarbonetos e outros contaminantes.</p>
<p><em>Imagem: Wikimedia Commons</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações:  (11) 5549-1863 /  5081-5237, na Assessoria de Imprensa da Poli </strong></p></blockquote>
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		<title>Nova técnica diminui emissão de CO2 na produção de cimento</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 21:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Bernardes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[argila]]></category>
		<category><![CDATA[cimento]]></category>
		<category><![CDATA[clínquer]]></category>
		<category><![CDATA[concreto]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[gás carbônico]]></category>
		<category><![CDATA[Poli]]></category>

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		<description><![CDATA[Técnica de seleção e combinação de matérias-primas reduz utilização de materiais que geram gás carbônico ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de cimento pode dobrar sem aumentar as emissões de gás carbônico (CO2) por meio de uma nova técnica criada na Escola Politécnica (Poli) da USP. O método realiza de forma mais racional o controle, seleção e combinação das matérias-primas usadas para produzir o cimento, aumentando a qualidade e a maleabilidade do produto e permitindo substituir grande parte do material responsável pela emissão de CO2, podendo reduzir as emissões em 40%. A técnica teve sua eficiência comprovada no aumento da resistência do concreto em laboratório. A Poli negocia parceria com indústrias de cimento para aperfeiçoar a tecnologia e aplica-la na produção.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-134654" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3440d.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Bol3440d.jpg" alt="" width="230" height="130" title="Técnica permite reduzir a quantidade de água utilizada na produção de cimento"/></a>
	<div>Técnica permite reduzir a quantidade de água utilizada na produção de cimento</div>
</div><p>O cimento Portland tradicional é composto basicamente por argila e calcário, substâncias que, quando fundidas no forno em alta temperatura, se transformam em pequenas bolotas chamadas de clínquer. Esses grãos de clínquer são moídos com gipsita (matéria-prima do gesso) até virarem pó. “Estima-se que para cada tonelada de clínquer são emitidos entre 800 e 1.000 quilos de CO2, incluindo o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil (de 60 a 130 quilos por tonelada de clínquer)”, diz o professor Vanderley John,  da Poli, um dos responsáveis pelo projeto. “A indústria busca alternativas para aumentar a ecoeficiência do processo substituindo parte do clínquer por escória de alto-forno de siderurgias e cinza volante, resíduo de termelétricas movidas a carvão. O problema é que a indústria do aço e a geração de cinza crescem menos que a produção de cimento, o que inviabiliza essa estratégia a longo prazo”.</p>
<p>A tecnologia consiste basicamente em aumentar a proporção de filler na fórmula do cimento Portland, adicionando dispersantes orgânicos que afastam as partículas do material e possibilitam menor uso de água na mistura com o clínquer. O filler é uma matéria-prima à base de pó de calcário que dispensa tratamento técnico (calcinação), processo que na fabricação do cimento é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2. Empregado desde 1970, a quantidade de filler na fórmula do cimento não poderia ser alta porque havia o risco de comprometer a qualidade do produto. “Em laboratório, foi possível chegar a teores de 70% de filler, sendo que atualmente ele está entre 10% e 30%”, afirma John. “Com isso será possível dobrar a produção mundial de cimento sem construir mais fornos e, portanto, sem aumentar as emissões”.</p>
<p>O método utilizado pela Poli combina matérias-primas simples com ferramentas e conceitos avançados, a começar pelo controle e seleção das substâncias que compõem o cimento. “A tecnologia é baseada em modelos de dispersão e empacotamento de partículas que possibilita organizar os grãos por tamanho, favorecendo a maleabilidade do cimento”, diz Rafael Pileggi, professor da Poli que também coordena o projeto. “Por meio da reologia, ramo da ciência que estuda o escoamento dos fluidos, obteve-se misturas fluidas com baixo teor de clinquer e outros ligantes como a escória. Também foi possível reduzir a quantidade de cimento e água utilizados na produção de concreto, sem perda da qualidade”.</p>
<p><strong>Tecnologia</strong><br />
De acordo com Bruno Damineli, doutorando da Poli que pesquisa concretos de baixo consumo,  &#8220;um concreto de alta resistência com o novo método de produção de cimento pode utilizar 120 quilos por tonelada, ao invés dos 500 quilos usados atualmente&#8221;. O professor Pileggi aponta que novos estudos irão desenvolver tecnologias que permitam a moagem e a seleção de partículas em larga escala e de forma competitiva. Para John, “a adoção da tecnologia pode ser progressiva, avançando à medida que a indústria ganha experiência e ajusta seu modelo de negócio. Em algumas aplicações, particularmente em concreto armado exposto a ambiente externo, sistemas com altos teores de filler podem apresentar problemas de durabilidade, o que exigirá o desenvolvimento de soluções inovadoras, seguras e de baixo custo”.</p>
<p>“O estudo atual mostrou que é possível mudar a forma como se fabrica cimento, concretos e argamassas&#8221;, comemora John. &#8220;Agora é preciso desenvolver uma tecnologia de moagem sofisticada em escala industrial”, complementa. A Poli negocia parcerias com as indústrias cimenteiras para aperfeiçoar e transferir o método. A emissão de CO2 varia conforme a tecnologia e matéria-prima utilizada na produção. “Tomando como base o cimento brasileiro, a técnica desenvolvida no estudo poderia reduzir o fator de emissão de CO2 de 610 quilos por tonelada de cimento para 360 quilos por tonelada, ou seja, 40% a menos”, ressalta.</p>
<p>Segundo John, a demanda mundial anual por cimento é de 3,6 bilhões de toneladas por ano e o consumo deve aumentar 2,5 vezes até 2050, em especial devido à demanda dos países em desenvolvimento. “Sem inovações, o setor poderá ser responsável por até 20% do total de CO2 emitido na atmosfera, nível que hoje está em 5%”, destaca. Uma das soluções para reduzir as emissões é adotar a tecnologia de sequestro de carbono, mas o uso seria proibitivo, em especial para as nações em desenvolvimento. “A Agência Internacional de Energia (IEA) estima em US$ 800 bilhões o investimento necessário para implantar uma infraestrutura para captar CO2”.</p>
<p>O professor John “aponta que a técnica desenvolvida na Poli amplia a produção sem investir na produção de mais fornos, o que implicaria também em não aumentar o consumo de combustível na operação. Uma fábrica de cimento padrão custa a partir de US$ 200 milhões, sendo que parte significativa dos custos vem da implantação dos fornos e do combustível”. O estudo de Damineli foi premiado pela fundação Holcim em Munbai (India), em cerimônia realizada no dia 13 de abril. O trabalho também recebeu no ano passado um prêmio internacional para concretos de baixo consumo,  da Associação Sueca de Cimento Portland.</p>
<p><em>Imagem: cedida pelos pesquisadores</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: email <a href="javascript:DeCryptX('wboefsmfz/kpioAvtq/cs')">&#118;an&#100;&#101;r&#108;ey.j&#111;hn&#64;&#117;sp.b&#114;</a> , com o professor Vanderley John, <a href="javascript:DeCryptX('sbgbfm/qjmfhhjAqpmj/vtq/cs')">&#114;a&#102;&#97;e&#108;.&#112;&#105;l&#101;&#103;&#103;i&#64;&#112;&#111;&#108;i&#46;u&#115;p.b&#114;</a>, com o professor Rafael Pileggi</strong></p></blockquote>
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		<title>Matemática desenvolve site para objetos achados e perdidos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Apr 2013 21:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carlos Quinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ACHUSP]]></category>
		<category><![CDATA[CCSL]]></category>
		<category><![CDATA[cidade universitária]]></category>
		<category><![CDATA[IME]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[Criado em software livre, o ACHUSP auxiliará na busca de objetos perdidos no campus da Cidade Universitária]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um sistema de achados e perdidos, implementado em software livre e com acesso gratuito, acaba de ser desenvolvido no Centro de Competência em Software Livre (CCSL) do Instituto de Matemática e Estatística da USP. O ACHUSP, como foi batizado, tem como principal objetivo facilitar a vida das pessoas que perdem os mais diversos objetos no campus da Cidade Universitária. O site é gratuito e pode ser acessado no endereço<a href=" http://ccsl.ime.usp.br/achusp"> http://ccsl.ime.usp.br/achusp</a>.</p>
<p>“O desafio é criar uma comunidade em torno do sistema, onde as pessoas possam trocar informações sobre os objetos que perdem e os que venham a encontrar”, diz o professor Alfredo Goldman, diretor do CCSL e orientador do projeto.</p>
<div class="img alignleft size-full wp-image-134447" style="width:230px;">
	<a href="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/ACHUSP1.jpg"><img src="http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/ACHUSP1.jpg" alt="" width="230" height="130" title="ACHUSP foi implementado em um software livre, no CCSL do IME"/></a>
	<div>ACHUSP foi implementado em um software livre, no CCSL do IME</div>
</div><p>O ACHUSP foi desenvolvido pelo estudante de computação do IME, Everton Topan da Silva, em seu Trabalho de Conclusão do Curso (TCC). Além de considerar uma necessidade, Goldman acredita que o sistema poderá servir de modelo a vários outros que poderão ser implantados em diversas organizações. “A exigência é que o software se mantenha gratuito”, avisa Topan, que atualmente é o gestor do site. Qualquer pessoa física ou empresa poderá se utilizar gratuitamente da plataforma desenvolvida no CCSL.</p>
<p>O estudante conta que a ideia surgiu não apenas da necessidade, mas também pelo conhecimento de uma página de achados e perdidos da USP na rede social Facebook. “Não sei exatamente quando esta página foi implementada na rede social, mas o fato é que, atualmente, já conta com mais de 1600 usuários”, conta Topan. A partir daí e com o apoio e orientação do professor Goldman, a construção do site em um software livre teve início no começo de 2012. “O sistema computacional do ACHUSP foi concluído no final do ano passado e ainda há muito o que ser feito”, descreve Goldman, ressaltando que muitas melhorias deverão surgir à medida que for aumentando o número de usuários, que hoje é de cerca de 20 pessoas.</p>
<p><strong>Em segredo</strong><br />
Goldman destaca que, ao se inscrever, gratuitamente, o usuário tem a opção de se manter anônimo. “Isso pode evitar situações constrangedoras a quem veicula informações sobre um objeto perdido, por exemplo, como pedidos de recompensa, etc.”. Porém, o anonimato é uma opção do usuário ao se inscrever, tanto que no cadastramento há a opção de se postar uma foto.</p>
<p>Para integrar a comunidade ACHUSP basta acessar o endereço na internet e fazer o cadastro. Já constam no site pessoas à procura de objetos perdidos no campus como chaves de um automóvel, guarda-chuvas e óculos de sol, entre outros. Há também registrados objetos que foram encontrados, como um pen drive vazio, chaves eaté anotações de cálculo. Ao se cadastrar, o usuário terá no próprio site um guia de orientação para a correta utilização do sistema. O site também possui um espaço de casos que fora solucionados, ou seja, objetos perdidos que foram encontrados e devolvidos a seu dono.</p>
<p>Em relação à segurança do sistema, professor e estudante garantem que todas as medidas de praxe foram tomadas neste sentido. “Mas sabemos que nenhum sistema computacional é totalmente imune”, avisa Goldman. Semanalmente, Topan verifica as postagens no sistema. Em caso de uso indevido, as mensagens são retiradas do site. “Temos conhecimento de que em algumas unidades do campus existem centrais de achados e perdidos”, informa o professor. “Nossa ideia é centralizar essas informações num único site”.</p>
<p><em>Imagem: Marcos Santos/ USP Imagem</em></p>
<blockquote><p><strong>Mais informações: (11) 3091-6135, com o professor Alfredo Goldman, no CCSL do IME</strong></p></blockquote>
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