Projetos de games são criados no ICMC em 48 horas
ICMC foi uma das 518 sedes da maratona mundial de criação de games

No Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, um game foi criado em 48 horas, durante um final de semana. O Instituto foi uma das 518 sedes da Global Game Jam, uma jornada mundial de criação de jogos. A maratona teve início na sexta-feira, 23 de janeiro às 17 horas e um dos sete grupos sediados no ICMC criou o game Yeti Wetiasami, que quer dizer “Eu escuto Yeti escapando”.

O game abarca a saga de dois índios para fugir da prisão. Uma guerreira índia (Yeti) e um velho xamã (Kimaro) foram capturados por portugueses e colocados na prisão. Sem armas para lutar, o único jeito de escapar do local é desvendar as charadas sonoras do ambiente para destrancar as portas. É preciso, ainda, fugir do terrível monstro Mapinguary.

O tema do evento foi revelado no início da maratona: o que nós faremos agora? Os 35 participantes que ficaram alojados no ICMC debateram a proposta em conjunto e, depois, dividiram-se em equipes. “O mais interessante dessa jornada é aprender a construir um projeto e colocá-lo para funcionar em apenas 48 horas, além de todo o aprendizado que temos com a troca de conhecimento entre os participantes”, conta um dos organizadores do evento no ICMC, Leonardo Pereira, que é aluno do curso de Ciências de Computação no Instituto.

Pereira é também o coordenador geral do Fellowship of the Game (FoG), um grupo formado por alunos de graduação da USP em São Carlos focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. Desde a primeira edição global do evento, que aconteceu em 2009, o FoG promove a atividade no ICMC.

Já a equipe de Rafael Gallo, que também cursa Ciências de Computação no ICMC, criou o game Momenta. Rafael e seus três colegas construíram o enredo de um astronauta, que está fora de sua nave espacial, com o oxigênio acabando. A única chance de sobreviver, nesse caso, é aproveitar o último impulso disponível para retornar à nave, usando os obstáculos que encontra pelo caminho a seu favor.

Música, arte e antropologia
Quem imagina que a criação de um jogo envolve apenas a participação de cientistas de computação está enganado. A história da criação do game Yeti Wetiasami ajuda a mostrar o quanto é positiva a formação de equipes multidisciplinares.

O game é resultado da união de 13 membros: três programadores, três artistas 3D, um artista 2D, dois designers de game, dois músicos, um antropólogo e um escultor. O programador líder da equipe, Kleber Andrade, que faz doutorado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, conta que a equipe foi formada com antecedência, via Facebook. Mas como, no dia do evento, faltaram três membros eles angariaram mais três pessoas para compor a equipe na sexta-feira.

“Foi uma jornada de aprendizado. Mesmo quem já sabe fazer um game ganha muito quando está em uma equipe multidisciplinar, porque passa a ver outras formas de solucionar os desafios que se apresentam”, revela Andrade. Para organizar o trabalho, os 13 se subdividiram em quatro grandes áreas: áudio, arte, design e programação. Foram criadas 10 trilhas sonoras para o game e duas esculturas pelas mãos do artista Felipe Gullo: a da guerreira Yeti e a do monstro Mapinguary.

No site da Global Game Jam, a história de Yeti, Kimaro e Mapinguary — que evoca o folclore tucano e tupi — soma-se às narrativas dos mais de 5 mil games criados simultaneamente neste último final de semana em todo o mundo, mostrando a diversidade das culturas de todos os povos.

Para conferir todos os jogos criados durante a jornada no ICMC, acesse: icmc.usp.br/e/17506.

Foto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações: email comunica@icmc.usp.br, na Assessoria de Comunicação do ICMC, ou fog@icmc.usp.br, no Fellowship of the Game

Agência USP de Notícias
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