Sistemas facilitam gerenciamento da produção científica

Ivanir Ferreira, do USP Online

GIP e WeR_USP foram desenvolvidos na STI, da USP

A tecnologia é capaz de apresentar soluções para minimizar trâmites burocráticos que envolvem as atividades científicas, permitindo ao pesquisador destinar seu tempo para o que é mais importante: produzir ciência. Pesquisadores assumem uma sobrecarga extra de trabalho ao ter que gerenciar aportes vultosos de recursos financeiros vindos de agências de fomento que exigem, no decorrer da pesquisa, a elaboração de relatórios, prestação de contas, assinatura de cheques, realização de compras, além de entradas e saídas de dinheiro. Para facilitar e modernizar algumas dessas etapas, a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da USP, a pedido da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP, desenvolveu dois sistemas de gerenciamento de pesquisas: o Gestão da Informação de Projetos (GIP) e o WeR_USP.

Os dois sistemas serão utilizados prioritariamente pela PRP, porém, podem ser compartilhados pelas outras pró-reitorias da USP, pelas unidades de ensino e pesquisa da Universidade e, em breve, passarão a ter vínculos também com as agências de fomento – a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O GIP, que está sendo utilizado em fase piloto por sete unidades da USP, tem o objetivo de reduzir o tempo gasto pelo pesquisador na prestação de contas das atividades financeiras dos projetos de pesquisa e, ao mesmo tempo, informar à PRP o status financeiro dos projetos em andamento. O WeR_USP, que já está disponível a todos os pesquisadores da Universidade, funciona como um visualizador dos indicadores de produção bibliográfica (com base nas informações da Plataforma Lattes), citações (com base nas informações do Google Scholar, Scopus e Web of Science) e número de teses e dissertações na USP.

Usuário do sistema
Segundo o pró-reitor de pesquisa da USP, José Eduardo Krieger, desenvolver os sistemas web foi um passo importante porque o processo de controle e administração de projetos é complicado em razão do “alto volume de verba destinado às pesquisas que, a cada ano que passa, têm se tornado cada vez mais complexas”. Além, disso, a prestação de contas dos recursos financeiros impunha ao docente uma carga a mais de responsabilidade, completa o professor.

Na avaliação de Fernando Queiroz Cunha, professor de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e coordenador do Center for Research on Inflammatory Diseases, um os Cepids sediados na USP, o GIP atendeu às necessidades gerenciais do pesquisador, oferecendo suporte completo para obter os melhores resultados de gestão. “Todo ano, tínhamos que ir pessoalmente à Fapesp ou ao CNPq para levar toneladas de documentos impressos junto com relatórios e notas fiscais. Hoje, tudo é feito de forma rápida e online.” Ferramentas como essas são bastante comuns em universidades do exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem escritórios especializados de apoio, relata Krieger.

Quanto ao WeR_USP, o sistema poderá permitir a mensuração da relevância da produção científica da Universidade. Krieger explica que, por meio dessa ferramenta, em pouco tempo será possível acessar por meio de banco de dados todas as informações necessárias para justificar a obtenção de recursos financeiros. Antes, os docentes tinham que fornecer periodicamente relatórios de seus projetos e de sua vida acadêmica para suas unidades administrativas de origem e/ou para a própria Pró-reitoria de Pesquisa. “Com o WeR_USP, em minutos a própria Pró-Reitoria terá acesso às informações de forma confiável e estruturada para qualquer tomada de decisão”, completa.

Fase piloto
As unidades da USP que estão utilizando o GIP em fase piloto são o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a FMRP, o Instituto de Química (IQ), o Instituto de Física de São Carlos (IFSC), a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), a Escola de Educação Física de Ribeirão Preto (EEFERP) e o Instituto de Matemática e Estatística (IME). Segundo o superintendente da STI, João Eduardo Ferreira, essas unidades foram escolhidas para participar do plano piloto porque algumas delas, como o ICMC, o IQ e a FMRP, já possuíam experiência na área e utilizavam ferramentas tecnológicas de gerenciamento de controle de prestação de contas, que serviram de base para o desenvolvimento dos sistemas da USP.

Sobre o WeR_USP, o professor Ferreira diz que se trata de uma ferramenta analítica que apresenta indicadores de produção bibliográfica para gestão da PRP. Por intermédio desse sistema, será possível ter acesso às informações a partir de uma visão global da USP, passando pelas unidades de ensino e pesquisa, pelos departamentos, até chegar aos detalhes da vida acadêmica de cada docente. Na visão de Ferreira, não é condizente com uma instituição como a USP, de nível internacional, ser incapaz de mostrar em segundos a produção bibliográfica de um docente ou de um departamento, ou o número de teses e publicações. O WeR_USP irá disponibilizar esses dados de forma rápida e sistematizada. “Qualquer decisão ou avaliação tem de ser feita a partir de dados concretos”, completa.

Foto: Wikimedia Commons

Mais informações: (11) 3091-6328 / 3091-3548

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