Ampliada discussão sobre transplantes de medula óssea

O Projeto Conexão Caipira, criado há mais de dez anos no Centro de Terapia Celular (CTC) da USP para realizar discussões sobre transplantes de medula óssea, passa a integrar o calendário oficial de eventos da Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea (SBTMO).  A iniciativa, que tem como objetivo discutir os problemas, avanços e conquistas na área do transplante,  hematologia e hemoterapia, receberá o nome de “Reuniões Educacionais da SBTMO”. O projeto foi idealizado no CTC por um dos pioneiros em transplantes de medula óssea no Brasil, o professor Júlio César Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Reuniões discutem problemas, avanços e conquistas na área do transplante

Voltarelli iniciou o Conexão Caipira com reuniões mensais de pesquisadores e médicos de quatro centros do interior paulista: Barretos, Ribeirão Preto, Jaú e São José do Rio Preto. O objetivo dos encontros, discutir os problemas, avanços e conquistas na área do transplante, com foco em hematologia e hemoterapia, se expande, e o projeto, até então “caipira paulista”, passa a integrar novos centros como: Brasília (Distrito Federal), Uberaba (Minas Gerais), Campinas e São Paulo.

O crescimento do projeto, que agora passa a chamar “Reuniões Educacionais da SBTMO”, é reflexo do sucesso das pesquisas e tratamentos desenvolvidos pela equipe do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP. Reconhecido pela ousadia e pioneirismo do professor Voltarelli, que morreu em 2012, e hoje coordenado por seus colegas, entre eles a professora Belinda Pinto Simões, o transplante de medula óssea para tratamento de anemia falciforme foi liberado no ano passado, pelo Ministério da Saúde, para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Premiação
No final do ano passado, Belinda recebeu prêmio da American Society of Hematology, durante o maior congresso do mundo em doenças relacionadas ao sangue, pelo melhor trabalho científico do evento. A pesquisadora coordenou um estudo, realizado em vários países entre os anos de 1991 e 2103, em que dois mil pacientes com anemia falciforme foram acompanhados, com a obtenção de cura total de 900 deles após o transplante.

A anemia falciforme é a doença genética mais recorrente no Brasil, principalmente em afrodescendentes. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de quatro mil crianças brasileiras nascem por ano com a síndrome, o que pode reduzir de vinte e cinco a trinta anos a expectativa de vida para elas. E o transplante de medula óssea, atualmente, se postula como única terapia que oferece cura total.

O CTC, em parceria com o Hospital das Clínicas da FMRP da USP, é pioneiro no país na realização deste procedimento e, até hoje, tratou experimentalmente 27 pacientes, com alta taxa de cura. O CTC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

(Com informações de Eduardo Loria Vidal, CTC/CEPID Ribeirão Preto)

Foto: Divulgação / André Moecke

Mais informações: (16) 2101-9350

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