Nova técnica de cirurgia corrige peito escavado

Uma nova técnica para a correção de deformidade do tórax será aplicada pela discplina de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. As duas primeiras cirurgias de correção minimamente invasiva do pectus excavatum (peito escavado), estão programadas para a próxima sexta-feira (9), às 8 horas, no Centro Cirúrgico do Hospital das Clinicas da FMRP (HCFMRP).

A professora Yvone Avaloni Morais Vicente, chefe da disciplina de Cirurgia Pediátrica da FMRP, aponta que a novidade desta técnica é a colocação de uma barra por via toracoscópica. “A cirurgia clássica, por toractomia, era feita por via aberta através de uma grande incisão e com a retirada das cartilagens costais defeituosas”, conta.

“O novo procedimento é realizado por meio de duas pequenas incisões, por onde se introduz uma barra de aço niquelado, para elevação e sustentação da cartilagem defeituosa". A técnica foi descrita pela primeira vez em 1987 nos EUA pelo médico Donald Nuss, recebendo o nome de Técnica de Nuss.

Há cinco anos, o procedimento foi implantado no hospital da PUC, em Campinas, pelo professor Gilson Sawaya, chefe do Ambulatório de Deformidades do Tórax e Videocirurgia do Serviço de Cirurgia Pediátrica da PUC e que participará das cirurgias em Ribeirão Preto. O preço da barra de aço niquelado está orçado em torno de R$10 mil.

Prótese
Segundo Gustavo da Silveira Orsi, médico assistente da disciplina de Cirurgia Pediátrica do HCFMRP, a barra não pode ser reutilizada. “Ela é retirada do paciente depois de três anos, quando ocorre a consolidação da nova conformação do tórax", explica. “O objeto funciona como uma prótese que tem que ser moldada na hora da cirurgia e o paciente deve estar com a idade em torno de doze ou treze anos,  que é a época ideal para a realização da intervenção”.

A cirurgia que corrige o defeito do peito escavado tem ótimos resultados nos casos em que o defeito é muito grave, destaca a professora Yvone. “Este tipo de intervenção não está indicado para os casos mais leves e também não corrige o tamanho do tórax que ficou prejudicado pela ocorrência da deformidade”, adverte.

A deformidade do peito escavado, que é uma malformação congênita, pode causar dificuldades nos sistemas respiratório e cardíaco e intolerância para a prática dos exercícios físicos. "Isto acontece compressão dos pulmões e do coração causada pela deformidade", explica a professora da FMRP.

Na quinta-feira (8), às 16 horas, o professor Gílson Sawaya apresentará uma palestra sobre Correção minimamente invasiva do pectus excavatum (técnica de Nuss) e suas complicações. Outro tema a ser abordado será Tratamento conservador do pectus carinatum e programação inclui a discussão de casos cirúrgicos. O evento acontece no Anfiteatro Câmara Lopes, do Departamento de Cirurgia e Anatomia, no décimo andar do prédio do HCFMRP.

(Com informações da Assessoria de Imprensa do HCFMRP)

Mais informações: (0XX16) 3602-2612, na assessoria de imprensa do HCFMRP

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