Sistema alerta para riscos em cooperativa de crédito

Da Assessoria de Comunicação da FEAced@usp.br

A relação da informação contábil com o risco de insolvência de cooperativas de crédito no Brasil, assim como a influência de fatores que podem alterar a relevância dessa informação é investigada em pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. O trabalho aponta que a implantação do Sistema de Informações de Crédito (SCR) pelo Banco Central requereu melhor sistematização e controle das informações contábeis por parte das cooperativas de crédito, com efeito na relevância geral dessa informação, inclusive das demais fontes de informação, demonstração de resultados e balanço patrimonial.

Estudo analisa informações contábeis como indicativos de risco de insolvência

Na última década, o governo federal incentivou a maior participação de cooperativas de crédito nos agregados financeiros do mercado brasileiro. Normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) tiveram o objetivo de incentivar o desenvolvimento dessas instituições no país, com destaque para a possibilidade de livre admissão de associados e a motivação da administração profissional.

A pesquisa de mestrado de Marcelo Bicalho Viturino de Araújo inicialmente avaliou, de forma agregada, indicadores contábeis por meio de Análise de Conglomerados e Análise de Correspondência (ANACOR). Essa análise revelou a existência de influência significativa de características qualitativas (tipo de associação, região de atuação e tamanho do ativo) nos valores de indicadores contábeis de cooperativas de crédito no Brasil.

Riscos
A fim de verificar a relação da informação contábil com o risco de insolvência, foi utilizada a Análise de Regressão Logística. Para a amostra selecionada, foi possível sinalizar a existência de diferenças nessa relação quando considerados dois anos antes do evento de insolvência e um ano. A pesquisa foi orientada pelo professor Gerlando Augusto Franco de Lima, da FEA.

No primeiro momento ocorreu redução relativa de ativos líquidos e desequilíbrio entre despesas e receitas operacionais. Mais próximo do evento, um ano antes, o risco de insolvência ficou mais relacionado com aumento do percentual de créditos em atraso, redução do saldo de operações de crédito e redução da margem operacional com aumento de despesas operacionais, ambos em relação ao saldo médio dos ativos totais.

Os indicadores que incluíram rubricas contábeis de resultado demonstraram ter maior peso para percepção do risco de insolvência do que aqueles baseados em rubricas contábeis de estrutura patrimonial. Foi verificado também o aumento de relevância da informação contábil na relação com o risco de insolvência após a disponibilidade de informações provenientes do SCR. A influência no aumento dessa relevância, apesar dessas novas informações disponíveis, foi também oriunda da informação disponível dos próprios demonstrativos contábeis convencionais.

Mais informações: email araujomvb@usp.br, com Marcelo Bicalho Viturino de Araújo

Agência USP de Notícias
| Base de Especialistas | Créditos | Direitos autorais | Newsletter | Sobre a Agência
Av. Corifeu de Azevedo Marques, 1975 - 1º andar
CEP 05581-001 - São Paulo - Brasil
+55 11 3091-4411 - E-mail: agenusp@usp.br


© 2000-2013 Universidade de São Paulo