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| “Algumas questões só podem ser sentidas na prática”, diz a coordenadora do curso e professora da ECA, Sumaya Mattar.
Para os universitários é uma oportunidade única de atuar com a autonomia de um professor e, para as crianças, é um mundo novo de possibilidades que se abrem, com a rotina da escola se alterando para abrigar e dar vida à essas novas ideias que vão surgindo ao longo de um semestre inteiro.
O projeto se chama Experiências com a arte no Ensino Fundamental: parceria entre universidade e escola pública na formação de professores de arte e é estruturado em parceria com a Escola Estadual Profa. Clorinda Danti, localizada no bairro do Butantã, próximo à Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. Lá, os universitários desenvolvem uma pesquisa-ação cujo eixo principal é a realização de oficinas de arte com os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental.
A parceria entre a USP e a escola resulta foi firmada por intermédio de Sumaya e da diretora da escola Clorinda Danti, Rosana Osso de Miranda. Rosana diz que “a escola pública precisa de projetos que a renovem e que a ajudem a desenvolver e aprimorar seu trabalho”. Ela destaca que os ganhos para as crianças foram enormes: “Muitos dos meus alunos moram na São Remo, uma comunidade carente que fica próxima da escola e da USP. São crianças que nem sempre têm a oportunidade de ter um contato tão próximo com experiências artísticas”.
De acordo com Rosana, apesar de a escola ter professoras de arte, a participação dos universitários consegue trazer uma série de novidades para a sala de aula. “São jovens com uma proposta diferente, que utilizam de várias formas para mostrar seus trabalhos [exposição de vídeos, desenhos, fotografias, etc]. A apresentação deles é maravilhosa porque tem o vídeo e diversas outras formas”, completa.
Sumaya lembra que uma das diretrizes do Programa de Formação de Professores da USP é a realização do estágio supervisionado em escolas públicas, por isso a escolha de uma escola estadual para firmar a parceria. Renata Perissinotto Passos, universitária que participa da disciplina, reforça a importância do desenvolvimento do projeto em uma escola pública: “Se não for em uma universidade que a gente vai pensar na escola pública, ninguém vai pensar”.
Fotos: Marcos Santos
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