São Paulo, 29 de dezembro de 1999 n.496/99
Telhas feitas 
de fibras vegetais
O Grupo de Construções Rurais e Ambiência da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP de Pirassununga desenvolveu uma tecnologia que proporciona a produção de telhas utilizando escória de alto forno moída e resíduos de fibras vegetais de sisal, eucalipto e bananeira. O objetivo principal é oferecer um material compatível com a construção de baixo custo para a população de baixa renda.

Cinusp realiza a mostra O Brasil na Pornochanchada
 
 

TV USP apresenta Administrando a Ficção, programa sobre a produção de telenovelas na Rede Globo


Destaques


Projeto da USP de Pirassununga desenvolve telhas à base de fibras vegetais
        Pesquisadores do Grupo de Construções Rurais e Ambiência, do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP de Pirassununga, desenvolveram uma tecnologia que proporciona a produção de telhas utilizando escória de alto forno moída e resíduos de fibras vegetais de sisal, eucalipto e bananeira. O projeto denominado Sistemas de Cobertura para Construções de Baixo Custo: uso de fibras vegetais e de outros resíduos agroindustriais já produziu cerca de 200 amostras que, há quase dois anos, vêm sendo submetidas a diversos ensaios para comprovação da eficiência do produto. O objetivo principal, segundo o professor Holmer Savastano Júnior, responsável pela equipe de pesquisadores, é oferecer um material compatível com a construção de baixo custo para a população de baixa renda.
        Em um ou dois anos, os pesquisadores terão condições de transferir a tecnologia desenvolvida, uma vez efetuadas parcerias com indústrias, entidades associativas ou prefeituras interessadas na fabricação das telhas que, segundo o pesquisador, podem ter custo significativamente inferior ao das convencionais. "Nossas telhas têm 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de largura, formato semelhante às produzidas em escala comercial conhecidas em alguns locais como telhas romanas (capa e canal)", explica Savastano. "A argamassa básica para fabricar as telhas é composta de escória de alto-forno moída ativada por material alcalino encontrado na indústria da construção , fibras vegetais, areia e água. A produção em maior escala dispensa grandes estruturas e mão de obra especializada, o que significa baixos investimentos. Mas o controle de qualidade deve garantir seu desempenho físico e mecânico".
        A equipe de pesquisadores percorreu algumas regiões entre os estados do Pará e Paraná onde observaram as atividades de cultivo, extração e processamento de fibras vegetais. "No semi-árido baiano encontramos uma cooperativa que, depois de retirar a fibra do sisal, descarta algo em torno de 30 mil toneladas por ano de resíduos de fibras que podem ser aproveitados. No Espírito Santo, uma indústria de celulose para papel deixa cerca de 17 mil toneladas/ano do resíduo de celulose", cita o professor, lembrando que, "na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, as plantações de banana lá existentes podem produzir cerca de 95 mil toneladas anuais de fibra". Isso comprova que a matéria-prima para a produção das telhas pode ser encontrada em abundância. Além das fibras de sisal, bananeira e eucalipto, os estudos comprovaram que podem ainda ser utilizadas fibras de coco (empregada na produção de tapetes, pincéis e estofamentos) e de malva (destinada à confecção de sacarias).
        As pesquisas para o desenvolvimento das novas telhas tiveram início em 1992 e contam com financiamento do Programa Habitare da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O grupo de Savastano tem como colaboradores o Departamento de Construção Civil da Escola Politécnica, o Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz e pesquisadores da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, responsáveis pelos testes de caracterização da matéria-prima, conforto térmico e durabilidade.
        Mais informações: ( (0XX19) 561-2044, ramal 474, com o professor Holmer Savastano Júnior; e-mail: holmersj@usp.br


Agenda Cultural

Programação da TV USP
        A TV USP exibe, entre 3 e 9 de janeiro, a seguinte programação:
        PANORAMA Administrando a ficção, co-produção da TV USP e do aluno de Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes (ECA) Alexandre Klemperer. Programa sobre a produção de telenovelas na Rede Globo de Televisão, com depoimentos de Dias Gomes, Marcelo Paranhos, Dênis Carvalho, Malu Mader, César Chaves e Walter George Durst. Terça-feira (4), às 6h30, 11h, 15h30, 20h e 00h30; sexta-feira (7), às 1h30; sábado (8), às 15h30; e domingo (9), às 1h30.
        DELTA PI Humor e Mídia. Co-produção da TV USP e da TV PUC. O tema será debatido com a participação do cartunista Laerte, do ator Marcos Plonka e de alunos da USP e da PUC. Quarta-feira (5), às 6h30, 11h, 15h30, 20h e 00h30; sexta-feira (6), às 15h30; sábado (8), às 20h30; e domingo (9), às 1h30.
        OLHAR DA USP Previdência. Debate com Francisco Miraglia, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e diretor da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e Sérgio Martins, professor da Faculdade de Direito, sobre o projeto do governo. O programa tem novo cenário e apresentador, o professor da ECA Lalo Leal Filho. Segunda-feira (3), às 6h30, 11h, 15h30, 20h e 00h30; sexta-feira (6), às 10h30; sábado (8), às 15h30; e domingo (9), às 20h30.
        UNIVERSO DO CINE SUPER-8, mesa-redonda promovida pela Associação Brasileira dos Documentaristas (ABD) com Sérgio Concílio, cineasta produtor e diretor do grupo Cinema 8-16-35, e Arlindo de Almeida Jr, cineasta e diretor do núcleo Terra em Transe. Quinta-feira (5), às 6h30, 11h, 15h30, 20h e 00h30; sexta-feira (6), às 20h30; sábado (8), às 10h30; e domingo (9), às 15h30.
        Mais informações: ( (0XX11) 818-4101.

O Brasil na pornochanchada
        Dentro do projeto Retratos do Brasil - Cinema e Televisão, que acontece durante todo o próximo ano, o Cinusp "Paulo Emílio" realiza a mostra O Brasil na Pornochanchada, com a exibição dos seguintes filmes, sempre com entrada gratuita:
        De 3 a 7 de janeiro, Os paqueras.
        De 10 a 14 de janeiro, A viúva virgem.
        De 17 a 21 de janeiro, Gente fina é outra coisa.
        De 26 a 28 de janeiro, O bem dotado homem de Itú.
        De 31 de janeiro a 4 de fevereiro, Guerra Conjugal.
        As sessões começam às 18h30. O Cinusp "Paulo Emílio" fica na Rua do Anfiteatro, 181, Colméia - Favo 4, na Cidade Universitária.
    Mais informações: ( (0XX11) 818-3540 e 818-3152.
 
Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa J, nº 374, conj. 244, São Paulo - SP. 
Tel. 818-4411/818-4691 - Fax: 818-4476/ 818-4426/818-4689 - E-mail: agenusp@edu.usp.br
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Jornalista Responsável: Marcia Furtado Avanza (Mtb 11552) mfrsouza@usp.br
Repórteres: Antonio Carlos Quinto acquinto@usp.br , Ivanir Ferreira ivanir@usp.br
Estagiários: Caco Cardoso, Ciro Bonilha, Júlio Bernardes e Renata Bessi.