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Instituto de Pesquisas Tecnológicas - USP



Ciência & Tecnologia
Usuários da Internet precisarão atualizar sistemas operacionais de seus computadores
Encontro técnico em Moscou discute implementação de nova versão do protocolo que formata a transmissão de informações na rede
Por Jenifer Corrêa
17/04/2007

 

São Paulo (AUN - USP) - Atualização do sistema operacional dos computadores será, em breve, requisito básico para usuários da Internet. Essa é uma conseqüência da renovação do Protocolo de Comunicação (TCIPIP), tema central de encontro técnico sobre Internet, que ocorre nessa semana em Moscou. O IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (que funciona na USP), será um dos participantes do evento.

O encontro acontece a cada quatro meses e é organizado pelo consórcio GO4IT, integrado por 12 empresas de seis países: França, Alemanha, Espanha, Rússia, China e Brasil. O papel do IPT, representado por Alessandro Santiago dos Santos – do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade – , será demonstrar como se dará essa renovação na América Latina.

Alessandro explica que a versão atual do Protocolo de Comunicação – forma como as informações trocadas por computadores são transmitidas –, a IPv4, é a mesma desde a década de 90, época em que começou a se popularizar o uso da Internet no Brasil. Assim, há muito tempo já se estuda uma nova versão desse Protocolo, a IPv6, para que sejam atendidas as novas necessidades. “O IPv4 pensava apenas em conectividade. Com o surgimento de outras preocupações, principalmente a segurança, deu-se a necessidade da criação de uma nova versão.” Ele ressalta, entretanto, que havendo essa substituição, os usuários terão que atualizar seus sistemas operacionais, uma vez que a versão seis requisitará sistemas operacionais como Windows XP e Linux.

As inovações

Junto à segurança, qualidade e mobilidade formam os três pontos principais da versão seis. O pesquisador exemplifica a utilização de programas online que fazem a vez do telefone; com a nova versão, haverá uma melhoria significante na qualidade da transmissão da voz. Em se tratando da mobilidade, Alessandro relata que, hoje, conectando a Internet de lugares variados, através de um laptop por exemplo, o usuário não está ligado à sua própria rede. Com a IPv6, essa situação poderá ser resolvida.

Outro ponto levantado pelo pesquisador é a estimativa de que seguindo o ritmo atual da demanda de novos números IP – identificação de acessos à rede –, nos anos 2009 e 2010, mantendo-se a versão quatro, faltarão números. A versão seis, aumentando a capacidade de criação de números IP, possibilitará o oferecimento de um IP próprio, não só para cada computador, mas também para os novos meios de acesso à Internet como celulares e palmtops. Essa atribuição de um IP próprio para todos os meio de acesso contribui para a segurança, pois há a possibilidade de se identificar exatamente de onde provêm os acessos à rede. Alessandro afirma que é comum, hoje, empresas compartilhando, entre vários computadores, um único número registrado na NICBR, entidade nacional responsável pela distribuição dos números IP.



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