ISSN 2359-5191

12/09/2014 - Ano: 47 - Edição Nº: 58 - Ciência e Tecnologia - Instituto de Química
Laboratório da USP desenvolve nova tecnologia para obtenção de metais
Novo método é capaz de extrair metais de minérios brutos de maneira limpa e barata
Professor Henrique Eisi Toma ?? Foto: Pedro Bolle / USP Imagens

O professor Henrique Eise Toma e sua equipe desenvolveu, no Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia (LQSN) do Instituto de Química da USP, uma tecnologia capaz de amplificar o potencial brasileiro na prática da mineração. Com o uso de nanopartículas, tão pequenas que não podem ser visto sem auxílio de instrumentos ópticos, se pode obter os metais de uma forma mais direta e rápida.

As nanopartículas em questão são magnetizadas e tratadas de modo a conseguirem interagir com os elementos metálicos de forma efetiva e limpa. Elas acoplam-se à partícula do metal a ser extraído do minério bruto, ao se aproximarem de um campo eletromagnético, são atraídas e, junto com elas, o elemento desejado. Com as partículas aglutinadas em um local reduzido, pode-se aplicar uma corrente elétrica e, por esse processo, obter o metal puro. As nanopartículas se soltam do metal puro formado e voltam para a solução aquosa original, podendo ser reutilizadas em um processo semelhante novamente.

O Brasil possui uma imensa riqueza mineral em seu solo. Não somente metais mais comuns como o ferro e o alumínio, mas, também, minerais considerados de alto valor e estratégicos, como o nióbio. Com a exploração desses recursos o país consegue uma grande exportação de commodities e impulsionar a economia nacional. Porém, muitos dos minerais aqui produzidos são vendidos em estado bruto e depois são comprados com valor agregado acumulado.

Nanopartículas de magnetita. Foto:Marcos Santos/USP imagens

Nanopartículas de magnetita. Foto:Marcos Santos/USP imagens

 

A nova técnica é bastante promissora economicamente já que aproximadamente 65% dos elementos químicos conhecidos são classificados como metais. Assim, os elementos extraídos nos processos de mineração poderiam ter o seu valor final amplamente elevado através da agregação de valor do material bruto ao material puro. As nanopartículas ainda apresentam outras possíveis aplicações que vão desde o uso na extração de petróleo até o uso delas para a limpeza de águas poluídas, como a do rio Pinheiros.

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