ISSN 2359-5191

03/12/2003 - Ano: 36 - Edição Nº: 24 - Sociedade - Instituto de Estudos Avançados
Instituto ligado a Unesco planeja núcleos de Direitos Humanos em campi no interior

São Paulo (AUN - USP) - A Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, sediada no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA), passará por uma reformulação em 2004. Segundo o coordenador do órgão, o professor da faculdade de Direito, Dalmo Dallari, o plano de modernização da Cátedra envolve, além da instauração de cursos de curta duração na área de educação e direitos humanos, a instalação de núcleos de direitos humanos nos campi da USP espalhados pelo interior, como Ribeirão Preto e São Carlos.

??A instalação desses núcleos visa promover o debate entre os alunos sobre a situação dos direitos humanos. Esse plano não foi colocado em prática neste ano, porque muitos dos envolvidos acabaram indo para Brasília com o novo governo, mas estamos esperando os professores dos campi se manifestarem para começar a planejar as atividades dos núcleos?, diz Dallari.

Além dos cursos e dos núcleos do interior, o plano do coordenador é ampliar a autonomia da cátedra e promover mais palestras e eventos para suscitar o debate também no campus da Capital. A Edusp estuda o lançamento de uma coleção de Direitos Humanos que seria preparada pela equipe da cátedra e seria lançada também em 2004.

A cátedra existe em cerca de 40 países e no Brasil ela foi instalada no IEA em 1996, a partir de uma parceria da USP com a Unesco. Já passaram pela coordenação do órgão, o pedagogo José Mário Pires Azanha e o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro. Há pouco mais de um ano, o jurista Dalmo Dallari assumiu o cargo.

O último evento que a Cátedra promoveu ocorreu recentemente. Intitulado "O Genocídio Armênio", o evento contou com a participação de Hagop Kechichian, doutor em história pela USP e autor de vários livros sobre a questão armênia. Ele tratou das questões históricas do genocídio. Também esteve presente como palestrante o próprio coordenador do projeto, o professor Dalmo Dallari, que tratou dos aspectos jurídicos e sociais e suas decorrências, como a influência do genocídio armênio na elaboração de documentos internacionais visando coibir essa prática.

O genocídio armênio foi considerado o primeiro genocídio do século e ocorreu entre 1915 a 1923, provocando a morte de cerca de 1,5 milhão de armênios pelos ocupantes turcos, gerando também um êxodo armênio pelo mundo. No Brasil os armênios se estabeleceram no bairro do Bom Retiro, em São Paulo e na cidade de Osasco na Grande São Paulo. Há um decreto da Assembléia Legislativa Estadual que reconhece e decreta, oficialmente, o dia 24 de abril como "Dia de reconhecimento do genocídio de um milhão e meio de mártires armênios em 1915, perpetrado pelo governo turco-otomano".

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