NO ‘DIVERSIDADE EM CIÊNCIA’ (RÁDIO USP), O PREMIADO PERFORMER E COREÓGRAFO WAGNER SCHWARTZ FALA SOBRE O PAPEL DA ARTE NA CONTEMPORANEIDADE E, TAMBÉM, SOBRE A VIOLÊNCIA DOS GRUPOS ULTRACONSERVADORES CONTRA A SUA OBRA “LA BÊTE”.

[A entrevista vai ao ar no sábado, dia 29, às 14 horas, na Rádio USP]

No ‘Diversidade em Ciência’, Ricardo Alexino Ferreira entrevista o premiado performer e coreógrafo Wagner Schwartz, que irá falar sobre a arte na contemporaneidade.

Schwartz, com menos de 45 anos de idade, já criou oito espetáculos reconhecidos pelos mais importantes críticos de arte e ganhou mais de onze prêmios nacionais e internacionais em sua carreira. Destacam-se as suas obras “Wagner Ribot Pina Miranda Xavier le Schwartz Transobjeto”; “La Bête”; “Domínio Público”, dentre outras.

Em 2017, Schwartz fez a performance “La Bête”, inspirada no trabalho “Bichos”, da pintora e escultora Lygia Clark. A apresentação foi realizada no 35º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna (MAM). Durante a performance, Schwartz ficava nu e o público tinha a possibilidade de interagir com ele.

A performance foi filmada e nela aparece a coreógrafa Elisabeth Finger, acompanhada da filha de aproximadamente quatro anos, interagindo com o performer, como propunha a obra.

Conservadores e religiosos fundamentalistas, ao terem acesso às filmagens nas redes e estimulados pelo grupo ultraconservador Movimento Brasil Livre (MBL), fez uma série de manifestações violentas à Schwartz, incluindo ameaças de morte e o denunciando como pedófilo. Vale lembrar que o MBL já havia feito, no mesmo ano, manifestações virulentas contra a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” e até mesmo às obras do Masp, alegando que as pinturas e esculturas clássicas e barrocas expostas apresentavam nudez.

O Ministério Público arquivou o indiciamento do MBL, alegando que não houve pedofilia e reconhecendo que o artista realizava expressão artística, em um espaço de arte, o MAM, com presença de público.

Schwartz teve apoio do próprio MAM, de intelectuais, de jornalistas, de artistas, das universidades e de vários setores sociais. Assim, apesar de forças ultraconservadoras e ignorantes, venceu a liberdade de expressão e as artes.

O ‘Diversidade em Ciência’ é um programa de divulgação científica, voltado para as ciências das diversidades e direitos humanos e vai ao ar toda segunda-feira, às 13 horas, com reapresentações às terças-feiras, às duas horas da manhã e aos sábados, às 14 horas, com direção e apresentação do jornalista e professor da USP, Ricardo Alexino Ferreira e edição de áudio de João Carlos Megale.

O ‘Diversidade em Ciência’ é gravado no estúdio do Departamento de Comunicações e Artes/Educomunicação, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

A Rádio USP-FM pode ser sintonizada em 93,7 MHz/SP ou pelo link: http://jornal.usp.br/radio