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No
ano em que a criação oficial dos cursos
de pós-graduação pelo MEC completa
35 anos, a USP segue como a universidade brasileira
que mais forma especialistas, mestres e doutores no
país. São cerca de 35 mil mestres e 22
mil doutores, que exercem com excelência o papel
de contribuir para a resolução de problemas
da sociedade e desenvolvimento da ciência nacional.
Facilitar a emissão de diplomas, consulta ao
histórico escolar e pagamento de bolsas desses
alunos foi uma das conquistas do Sistema
Fênix, programa coorporativo para computadores
que foi ao ar em 1995 e hoje já funciona em versão
para Internet , que atende 24 mil usuários, permitindo
inclusive a matrícula de alunos que estejam fora
do País.
O Fênix foi desenvolvido pelo Centro de Computação
Eletrônica e pelo Departamento de Informática
a partir do desejo do primeiro pró-reitor de
pós-graduação, Oswaldo Ubriaco
Lopes. "Eu tomei como desafio ter um sistema descentralizado,
que permitisse acessar o histórico, os créditos,
as proficiências em línguas e a emissão
do diploma", conta Ubriaco, cuja gestão
foi de 1988 a 1992.
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Suely Vilela, atual pró-reitora de Pós-Graduação
, o Fênix é hoje uma ferrameta essencial
para a sobrevivência da pós. "O
Sistema facilita a integração entre
os campi, porque o aluno pode fazer matrícula
em disciplinas de qualquer faculdade. Ele é
um banco de dados extremamente efetivo, todos
os nossos diagnósticos são feitos
com base nele", afirma. Outros benefícios
por ela citados são a facilidade que os
professores têm em acompanhar as fichas
do aluno, por meio de uma senha, e o aumento da
divulgação e da visibilidade da
pós tanto para a comunidade USP como para
a comunidade externa. |
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Suely:"O Sistema facilita
a integração entre os campi"
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Desde
a posse de Suely, em 2001, houve avanços tais
como a disponibilização do número
de alunos matriulados e o tempo de titulação.
"Também aprimoramos o sistema de co-tutela,
uma co-orientaçao da USP com universidades
estrangeiras, além do mestrado profisssionaliante."
A novidade, mais recente, é a disponibilização
dos relatórios de defesa de tese ou dissertação.
O Sistema foi ao ar em 1995, mas os trabalhos para
sua criação começaram a partir
de 1986, período anterior ao Estatuto da USP
de 1988 que instituiria as Pró-Reitorias. Ubriaco
era coordenador da Câmara de Pós-Graduação
e organizou uma equipe de funcionários para
acompanhar a implantação do substituto
para o obsoleto Quíron, programa único
para graduação e pós-graduação.
| "O
Quíron não fazia as verificações
que hoje o Fênix faz. Não controlava
nada", conta Rosangela Nunes Colombo, funcionária
da USP desde 1978 e hoje analista acadêmica
na Pró-reitoria da Pós-Graduação.
Ela participou da equipe que acomanhou de perto
os primeiros passos do Fênix. "Íamos
nas unidades e pesquisávamos as reais necessidades
dos funcionários", conta ela. Ubriaco
completa dizendo que essa foi sua preocupação
essencial. "Não adianta criar um sistema
e não saber se ele dá conta das
deficiências", diz. |
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| Rosangela:"O
Quíron não fazia as verificações
que hoje o Fênix faz. Não controlava
nada" |
"Nos
foi dito que o Quíron sairia do ar e seria
reaproveitado no novo programa. Por isso a idéia
foi dar o título provisório de Fênix,
mas o nome acabou ficando", conta.
"A expectativa na época era muito grande.
O Fênix foi pioneiro porque foi aplicado com
uma nova tecnologia, trouxe micro e impressora para
a mesa de todo mundo", diz Rosangela. Antes disso,
ela lembra que a folha de pagamento dos funcionário
será rodada no Quíron. Rosangela lembra ainda que a folha de pagamento dos bolsistas era impressa na
Amélia. "A Amélia era uma impressora
minúscula com fita, ainda, em papel contínuo
que às vezes enroscava", recorda.
A
era da informatização, no entanto, trouxe
resistência dos funcionários. Rosangela
lembra da dificuldade em abandonar o costume de ter
documentos impressos. "Parecia mais seguro imprimir
tudo", lembra.
| Uma
vez no ar, os usuários precisaram de treinamentos
para aprender a operar o sistema. Luiz Sérgio
de Almeida, analista de negócios do Departamento
de Informática, começou a dar cursos
logo em 1995, e hoje seu trabalho ainda é
ouvir as demandas dos usuários para manter
as atualizações do Fênix.
Ele concorda com Rosangela. "Um dos maiores
problemas da implantação foi gerar
credibilidade. O usuário fica muito acostumado
a trabalhar de uma forma, para trocar o costume
é difícil", diz. |
Sérgio:
"O usuário fica muito acostumado
a trabalhar de uma forma, para trocar o costume
é difícil"
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Além
de lidar com uma enorme demanda de pedidos dos usuários,
Almeida acredita que "traduzir" pedidos
é outro desafio. "O usuário não
consegue se explicar. Se ele não for claro,
não desenvolvemos aquilo que ele quer",
diz Almeida, que conta já ter implantado regras
erradas por falha na interpretação.
Rosangela, por exemplo, sonha poder retirar do Fênix
o complexo relatório anual de coleta Capes,
órgão que avalia anualmente os programas
da pós. O desejo é compartilhado pela
pró-reitora, que reconhece a necessidade de
se investir na informatização como um
dos pontos a serem enfrentados no marco da comemoração
do aniversário de 35 anos da pós.

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