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por

Cinderela Caldeira


Salgadinho enriquecido com ferro reduz anemia

Desenvolvido por pesquisadores do Grupo de Estudos de Propriedades Funcionais de Alimentos da Faculdade de Saúde Pública, o novo salgadinho está combatendo a anemia, doença causada pela deficiência de ferro em crianças na idade escolar.

O produto foi aperfeiçoado e testado em crianças de uma creche no Piauí, onde os índices de anemia, que eram de 60%, diminuíram para 11%, após dois meses de administração do salgadinho na rotina alimentar infantil. O alimento é produzido através de uma combinação de farinhas de grão-de-bico, milho e pulmão bovino. O pulmão foi utilizado por apresentar uma quantidade de ferro três vezes maior

do que o fígado, além de ser mais barato do que outras partes do boi.De acordo com José Alfredo Gomes Arêas, coordenador do projeto e chefe do Departamento de Nutrição, os salgadinhos tiveram boa aceitação por parte das crianças, que normalmente não apreciam outras formas de alimentação rica em ferro. Os tradicionais salgadinhos são feitos de milho, contêm gorduras saturadas e baixos níveis proteícos. A nova meta de Arêas é estabelecer parcerias com a iniciativa privada ou governo, a fim de tornar o alimento acessível à população.



Psiquiatria cria programa de reintegração de portador de transtorno ao mercado de trabalho

O
Programa ReAção tem o objetivo de reintegrar social e profissionalmente pessoas que tiveram uma doença neuropsiquiátrica e que, após o tratamento possuem condições de retornar ao mercado do trabalho e encontram dificuldades para fazê-lo. Essa é uma iniciativa inédita do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.

O ReAção teve início em novembro de 2003 e foi idealizado por Wagner Gattaz, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina, e já conta com doze pacientes em atividade profissional. Cada um deles recebe uma bolsa mensal de auxílio patrocinada pelo laboratório Bristol-Myers-Squibb. O programa consiste na formação de parcerias com estabelecimentos comerciais como livrarias, colégios, lojas de calçados, bancos e outros. Funciona como um estágio, com duração de seis meses, sem qualquer ônus ao empregador.

De acordo com Gattaz, o ReAção tem apresentado resultados positivos nas vidas dessas pessoas, que tiveram significativa melhora em sua auto-estima e já se sentem normais como qualquer indivíduo. Do lado dos empregadores há um sentimento de satisfação e surpresa pelo bom desempenhos de seus novos colaboradores.



Cepeusp oferece atendimento a pessoas com limitações físicas

O Núcleo de Medicina do Esporte (Numes), ligado ao Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp), oferece o Programa de Atividade Física Adaptada, especializado no atendimento de pessoas com limitações físicas, temporárias ou não.

O trabalho, voltado para gestantes, obesos, crianças asmáticas e pessoas com problemas na coluna e cardíacos, teve início há 28 anos, quando a Educação Física era uma disciplina obrigatória em todos os cursos da Universidade. O elevado número de solicitações de dispensa, tendo como a principal reclamação dores na coluna, levou um grupo de professores a desenvolver um estudo visando à elaboração de um programa de atividade física adaptada.


Segundo Eldio Fortunato Gaspar de Freitas, médico responsável pelo
Numes, são admitidos, por semestre, 300 novos alunos com problemas posturais em consequência de, em sua maioria, a movimentos repetitivos. O objetivo do programa é mostrar a importância da prática contínua de exercícios físicos e dar às pessoas orientações de postura e mudança nos hábitos do dia-a-dia.

A inscrição para o programa acontece depois do interessado passar por uma consulta médica no Numes. O agendamento é feito, pessoalmente, às sextas-feiras das 9h às 11h. As consultas são marcadas para a semana seguinte, evitando assim fila de espera. A partir daí o aluno é encaminhado para a atividade física que melhor atende a seu problema físico.