Futebol Americano: a evolução da bola oval no Brasil

fonte: USA Today

Murilo Loureiro Sion

O futebol americano ainda não é muito conhecido no Brasil e no mundo, porém, em seus país de origem: os Estados Unidos da América, ele é o esporte mais popular e mais assistido pela sua população. Ele é jogado com uma bola em formato de elipse, parecida com a de rugby. O time que está atacando deve levar a bola, a lançando ou correndo com ela até o outro do lado do campo, que no total possui 100 jardas (aproximadamente 92 metros). O jogo consiste em 4 quartos de 15 minutos.

A liga mais conhecida do mundo é a National Football League (NFL), a liga estadunidense. A sua final, chamada de Super Bowl, é um dos principais eventos não apenas dos Estados Unidos, mas do mundo inteiro, chegando a ser visto por quase metade das casas norte americanas. O Brasil também possui sua liga de futebol americano, chamada de Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, que possui 30 equipes de diferentes estados do Brasil.

Mesmo com essa liga brasileira, o que está fazendo o futebol americano crescer muito nos últimos anos são as transmissões da NFL na televisão, nas segundas, quintas e domingos, além do único jogador brasileiro da liga, o kicker Cairo Santos.

Além do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, ainda existem diversos campeonatos não profissionais sendo jogados no Brasil. Um jogador que faz parte de um desses outros campeonatos é André Macedo Cardoso, estudante de 22 anos que joga como Wide Receiver (recebedor) de um time paulista, o Cronos Football, que foi entrevistado pelo Blog do Jornalismo Esportivo.

BJE: Qual foi o seu primeiro contato com o futebol americano?

André Cardoso: Meu primeiro contato com o futebol americano foi no ano de 2008, eu estava na casa de um amigo em um domingo e ele me ensinou sobre os jogos enquanto víamos as partidas de domingo da NFL e desde então assisto toda temporada

BJE: Como é a estrutura do futebol americano no Brasil? (campeonatos, estádios/campos, equipamento)

André Cardoso: A estrutura do futebol americano ainda pode ser considerada muito precária, embora tenha aumentado o investimento e o número de fãs. Os equipamentos são muito caros, o esporte é muito caro e também requer muito esforço por parte do atleta, não apenas nos treinos, mas também se cuidar na vida em geral. Os lugares para treinamento são muito precários, alguns times treinam no Parque Villa Lobos, alguns no Ibirapuera. Não tem muitos campeonatos, mas a maioria é organizado pelas federações estaduais. Apenas os times semiprofissionais que tem uma estrutura melhor e são convidados para os maiores torneios.

BJE: Há quantos anos você pratica o futebol americano? É possível perceber a evolução do esporte nos últimos anos?

André Cardoso: Eu pratiquei pela primeira vez em 2011, em uma seletiva do Palmeiras Locomotives, mas não foi para a frente e logo depois entrei no Cronos Football, onde estou até hoje. A estrutura melhorou um pouco, o número de times aumentou muito, existem mais campeonatos, mas ainda tem muito a melhorar, principalmente no nível profissional, que comparado com outros esportes, praticamente não tem estrutura.

BJE: Qual a dificuldade em se acompanhar as partidas dos times brasileiros de futebol americano? Você considera isso uma possível limitação para o crescimento ainda maior do esporte?

André Cardoso: É quase impossível acompanhar as partidas dos times brasileiros sem ser no próprio estádio. Com certeza isso é uma limitação para o crescimento do esporte no país, mas como a NFL está sendo transmitida cada vez mais, o esporte vem crescendo. Os times brasileiros, que com poucos fãs, também não tem muito retorno financeiro e isso também é uma limitação.

BJE: Você pode dar uma dica para quem deseja praticar o futebol americano?

André Cardoso: Eu diria que a pessoa tem que se esforçar muito nos treinos, tentando aprender sobre a tática de jogo, além de se cuidar fisicamente, já que é um esporte de muito contato.

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