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Triathlon: Luisa Baptista, promessa de medalha na Olimpíada de Tóquio

Por Edwaldo Costa *

Luisa Baptista nasceu em Araras, no interior de São Paulo, em 15 de junho de 1994, e começou a praticar esportes no clube da cidade. Em 2011, chegou ao SESI-SP – ainda como uma menina que gostava de nadar, pedalar, correr – e naquele local teve toda sua formação esportiva.

Em menos de dez anos, mais precisamente em 27 de julho de 2019, foi Luisa Baptista quem trouxe o primeiro ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Além disso, essa foi a primeira vez na história que o Brasil ficou com o lugar mais alto do pódio no triathlon feminino.

Sempre muito organizada e dedicada, a atleta conseguiu conciliar treinos e estudos, e se formou em Educação Física, no final de 2020.

Em 2021, mais um sonho realizado: Luisa Baptista manteve a tradição e o triathlon brasileiro será representado em mais uma edição dos Jogos Olímpicos. A modalidade consiste em nadar 1.500 metros, pedalar 40 km e correr 10 km.

“Em Tóquio será a primeira vez, desde 2004, que teremos mais que uma representante no feminino. Sempre digo que é um orgulho fazer parte desta geração de triatletas, pois o aprendizado com este grupo é constante. Espero poder contribuir com o triathlon auxiliando e sendo exemplo para as gerações futuras”.

A triatleta explica que durante a pandemia conseguiu treinar muito bem bike e corrida de forma indoor. A natação, porém, foi prejudicada, mas já voltou ao normal. “Acredito que nestas Olimpíadas os atletas estarão mais preparados do que nunca. O triathlon teve competições já no ano passado e o nível estava altíssimo”.

Luisa Baptista conta que a sua família e seus amigos desempenham um papel importante na carreira dela e faz questão de mencionar também sua equipe técnica e multidisciplinar, o SESI-SP e patrocinadores como o Exército Brasileiro, a MRV e a Fila.

“O triathlon é sempre muito imprevisível, não há um parâmetro de tempos como na natação, por exemplo, então, o que busco é ser uma Luisa competitiva, que vai ditar o ritmo e a dinâmica da prova e, sem dúvida, dar o seu melhor”.

Edwaldo Costa possui pós-doutorado pela ECA-USP e atualmente é jornalista do Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil