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Luiz Bargmann
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Luiz Bargmann: "Eu estou trabalhando na FAU desde 1987, estamos voltados para produção de vídeos atendendo a projetos, idéias dos alunos e professores, do uso do vídeo como recurso de registro apenas para um evento ou algum fato arquitetônico das diversas áreas da FAU, seja apenas o registro ou posterior edição, fazendo a montagem de um programa que vai ser apresentado em sala de aula ou em algum contexto das atividades da Faculdade, em princípio toda a nossa atividade está voltada para o ensino e para pesquisa, ou as atividades estão vinculadas à uma disciplina que está desenvolvendo um estudo sobre áreas do centro da cidade, sobre esculturas na cidade, enfim sobre diversas temáticas o aluno pode produzir um pequeno documentário e apresentar isso na sala de aula como atividade curricular, ou então um professor tem uma pesquisa que quer apresentar, uma parte dessa pesquisa, usando o recurso do vídeo ou até a metodologia da pesquisa. Por exemplo: estamos fazendo a documentação da construção de um edifício do SESC em Santana, um projeto da tecnologia da construção, então a equipe vai semanalmente documentando todo o processo construtivo desse edifício do SESC, e além dessa documentação vão ser coletadas entrevistas com engenheiros, arquitetos, pessoas ligadas ao SESC. Os edifícios do SESC não são edifícios comuns, têm toda uma visão de projeto, de custos, então vai ser feita uma vasta documentação e esse prédio, vai ser daí editado uma série de vídeo documentários, isso é um trabalho do Laboratório de Vídeo junto a uma pesquisa de estudo que conduz também a um produto final. No começo até 1992, os trabalhos tinham um uso restrito à Faculdade, eles eram usados internamente, em salas de aula, uma parte ia para a Biblioteca, mas percebemos que esse material poderia ter uso maior saindo da Universidade, não são todos os trabalhos, mas alguns trabalhos que tem uma característica narrativa de qualidade podem sair daqui e serem exibidos em uma escola na Paraíba, no Rio de Janeiro, em São Carlos, em qualquer lugar, pois tem começo, meio e fim e vira uma peça autônoma de comunicação, e percebemos que alguns materiais podiam ter uma circulação maior do que a interna da FAU, então começamos a divulgar esse material externamente, através de mala direta, através de releases na imprensa especializada em projetos, uma divulgação anunciando que tinha um documentário tal, e uma grande alavanca nesse processo foi a série do "MUBE - Museu da Escultura" sobre estruturas, que foi também a documentação de todo o processo construtivo, são onze documentários, é uma série de programas que mostra toda a técnica de construção com depoimentos de arquitetos e engenheiros, paisagistas como "Paulo Mendes", "Burle Marx", material com apelo de interesse público muito grande. Então entendemos que nosso trabalho de Cultura e Extensão, acontece quando o material sai da FAU, sai da USP e passa ser assistido por alunos de escolas de engenharia e outras áreas afins e tem acontecido sistematicamente através da distribuição de cópias que são vendidas, não é feito doação, é feito a venda, como as publicações, atualmente a FUPAM está cuidando disso, a FUPAM vende as publicações e vende o vídeo também, tem um alcance nacional, realmente sabemos que tem pessoas em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, que já receberam documentários da FAU, essa é uma linha de trabalho que vem desde 1993. Uma outra forma de Extensão é quando conseguimos espaço na televisão, isso aconteceu no começo da TV USP, que não tinha produção própria, então muitos dos nossos programas foram exibidos na TV USP, com bastante frequência, depois a TV USP começou a fazer sua própria produção, mudou a grade de programação, mas nós ainda temos espaço lá, só questão de organizar a agenda, a programação e nesse mês iremos apresentar dois documentários - "Vida Caiçara" e outro chamado "No Meio do Caminho". "Vida Caiçara", sobre a vida das comunidades caiçara do Estado, questões ambientais, a política ambiental, e "No Meio do Caminho" trata da acessibilidade no ambiente urbano, são as condições dos deficientes físicos, com relação a locomoção, são dois documentários que vão estar sendo exibidos na TV USP e já estamos em contato com a rede SESC/SENAC que é um canal também a cabo, também vai passar esses documentários, a TV CULTURA já passou mas ela não é tão aberta, mas estamos sempre indo atrás para abrir espaços para exibição desses materiais. Tem materiais que são muito específicos para arquitetos então não interessa para essas redes, porque quando é muita tecnologia da construção fica muito restrito, o público então não se interessa, tem documentários que tem interesse mais amplo então atinge um público maior, nós exibimos o documentário "Taipa de Mão, Casa de Caboclo", que teve pessoas de Minas Gerais que nos ligaram querendo saber do programa depois que passou, pessoas ligadas a música, enfim um público diverso que se interessou pelo material. Também tem essa questão, a Extensão pode ser tanto para um público mais restrito como de arquitetos, paisagistas, dessas áreas que estão em torno da FAU, ou pode ser também uma Extensão no sentido mais amplo possível para o público em geral."
Cecília Lourenço: Quando vocês realizam esses vídeos, como por exemplo aquele que vocês fizeram sobre as casinhas em baixo da ponte, tem um feedback das pessoas participantes do filme, ou seja há uma outra mão de volta?
Luiz Bargmann: "Sim a gente procura voltar para as pessoas que participaram e passar o filme e colher opiniões, os comentários para discutir o trabalho melhor, voltou, passou o filme para a comunidade, para a associação, a gente procura fazer isso."
Cecília Lourenço: Como é essa reação das pessoas?
Luiz Bargmann: "É interessante, porque em geral quem faz tem uma expectativa de que o trabalho já atende , está bom, a gente procura colocar o máximo possível, contemplar as questões que estão sendo ali discutidas, apontadas, mas isso nem sempre acontece do ponto de vista da pessoa que falou, que participou, elas muitas vezes vêem alguns programas e dizem "há mas não teve isso, não teve aquilo", e o grande problema é a edição, porque a edição é um corte e a gente sempre trabalha produzindo muito mais material do que aquilo que vai estar no programa, então, não sei bem, como é o processo do ponto de vista do entendimento, mas ela vê a gente gravando horas e horas, dias e dias, depois vê um programa que tem 15 minutos, naturalmente tem um choque que tem de ser entendido, mas as pessoas de uma forma educada valorizam essa participação e a gente sempre procura voltar e dar esse retorno. Uma outra forma de extensão, o material pode ser distribuído através de cópias, diretamente com o pessoal de arquitetura, de televisão e também através de eventos que são os principais métodos. Na área de arquitetura existe, do meu conhecimento, festivais de cinema que acontecem a cada dois anos, que é o IFHP, que é uma instituição internacional da área de planejamento e que tem reuniões bienais e como evento paralelo, o Festival de Cinema, nós já participamos, inclusive uma das participações foi com "Taipa de Mão, Casa de Caboclo", que teve uma menção honrosa pela participação, um outro foi "Esculturas Lúdicas", que era um trabalho da Elvira , nós procuramos eventos mais afinados com a área mas também eventos em geral, porque há um público mais amplo que estará presente, os festivais mostram que, cinema e vídeo, se tornaram quase que um circuito paralelo de exibição, existe uma grande quantidade, quase todas as capitais brasileiras tem esses festivais e eles tem procurado estar divulgando esses trabalhos.
Basicamente é isso, entendo assim, que o trabalho está sempre calcado as vezes mais na pesquisa, as vezes mais em uma atividade de ensino, as vezes tem grupos de alunos da programação do Prof. Zibel sobre os guaranis, que estão fazendo um trabalho de extensão e dentro desse trabalho tem um projeto de um documentário, aí pode ver que vão se cruzando.
A coordenação do Laboratório é da Profa. Sheila e está desde que surgiu a figura do coordenador. A nossa infra-estrutura foi quase toda com recursos FAPESP, então vinculadas a projetos de pesquisa e a produção dos documentários é difícil a Faculdade bancar pois, um vídeo precisa disso, outro daquilo, de transporte, alimentação para a equipe, as vezes precisa de alguns insumos diversificados, então é difícil a Faculdade sustentar várias produções, ela tem mantido uma política de manutenção básica, materiais de consumo interno, de serviços, existem também umas fotos dos trabalhos que a Faculdade mantém, mas os projetos muitas vezes precisam ter alguma fonte de recursos, daí o Fundo de Cultura tem sido uma alternativa e tem um programa que chama SIAE da graduação e pós-graduação, que é a distribuição de material didático e também as pesquisas podem colocar alguns itens nos seus orçamentos de pesquisas, financiamento FAPESP, material de consumo, equipamento, as vezes alguns serviços, precisa de algum técnico específico, que vai fazer um serviço pontual, pode ser incluído nesses orçamentos."
Klara Kaiser: O que gostaria de saber é se há alguma solução prevista para se preservar melhor as imagens, uma vez que o vídeo vai perdendo qualidade com o tempo. Dá aflição pensar que em algum momento não vai dar para ver nada.
Luiz Bargmann: "É terrível e a gente está buscando algumas soluções tanto em termos práticos, o sistema analógico, a técnica analógica, a fita gravada magnética tem esse problema, então estamos montando um sistema digital e essa montagem é passo a passo, porque não tem verba para comprar tudo que precisa, a gente está começando a montar um sistema digital que se pretende ter na ponta final o DVD, que é um disco que tem uma durabilidade bem maior, pelo menos 100 anos ele dura, então tem um projeto em andamento, que é um sistema de captação, que é câmera, edição que é o computador antes, e depois das cópias finais em DVD, esse projeto está indo por etapas, a câmera já existe disponível é fruto de um projeto do Departamento de História do Laboratório da Profa. Regina Meyer, o computador estamos adquirindo como verba que foi gerada pela venda desses documentários e a tecnologia do DVD ela ainda é uma tecnologia um pouco instável, porque ela tem padrões que não são compatíveis em determinadas áreas, então é uma tecnologia que estamos aguardando para ver o que conta, isso resolve em parte os problemas, um outro problema complicado é que nós temos quase 500 fitas de vídeo acumuladas nesses 15 anos de Laboratório e que precisariam ser copiadas para um formato durável isso, além da questão técnica, tecnologia e equipamento, tem uma questão hora/trabalho, porque é muito trabalho fazer isso e aí a gente vai chegar em um outro problema que é a questão de pessoal, isto é as pessoas que temos para trabalhar, assim como a FAU poderia ter uma divulgação maior do seus trabalhos através de documentários, nós temos infraestrutura para isso mas estamos com o limite operacional humano, venho pleiteando novos técnicos para serem contratados, mas a FAU, a USP não tem atendido até recentemente a contratação de técnicos, então é isso estamos buscando soluções e espero que em médio prazo possamos conseguir."
Maria Lucia Bressan: Eu tenho uma perguntinha. Como fiquei muito interessada em todas essas questões, gostaria de saber como é que é o esquema de trabalho, como é que um professor por exemplo tem uma idéia de fazer um vídeo durante uma determinada disciplina ou ligado a uma pesquisa; como é que funciona, quanto tempo antes é preciso planejar, até conseguir incorporar na rotina do laboratório.
Luiz Bargmann: "Trabalhos assim, vinculados a disciplinas como uma atividade curricular, e quando os alunos vão realizar, a gente procura colocar isso num vídeo, colocado, apresentado em tal data, em tal seminário mas nessa situação os alunos são orientados, são instruídos a eles fazerem o seu vídeo, eles fazem as gravações, fazem a edição, nós damos o suporte, nós temos uma câmera para empréstimo, temos uma ilha de edição para utilizarem, então o aluno tem uma aula sobre produção e roteiro, uma aula de câmera e uma aula de edição, três horas de conversa em um grupo de 4 a 5 pessoas por vez, você instrui como é o procedimento o método de trabalho e organização das coisas e a partir disso o aluno vai a campo coleta suas imagens e prepara o roteiro e vem fazer a edição, então nesse esquema a gente consegue atender de 6 a 10 grupos por semestre. No caso do professor eu pressuponho que seja uma produção mais complexa do ponto de vista do conteúdo, de produção, de elaboração de roteiro, porque você estaria partindo ou de uma pesquisa ou de algum material que a gente teria que adaptar, e não é um exercício como se propõe que o aluno faça, estamos pensando em termos de um documentário, de um produto mais elaborado, nesse caso o professor ou ele prepara um texto base, que seria um resumo do conteúdo ou ele nos fornece informações para que a gente prepare um texto base, texto base é o que antecede ao roteiro, isto é, ele resume ainda sem muito critério de corte, a abordagem do conteúdo informativo e a partir daí elaboramos o roteiro, geralmente você já tem uma idéia do de onde vão ser as locações, o que você pretende fazer, se vai ter entrevista ou não, aí em uma primeira reunião fazemos uma avaliação para ter uma idéia do projeto, uma produção que as vezes exige mais material de consumo, de transporte, se vai ser tudo feito aqui em São Paulo, ou fora, dimensionamento do que for necessário, esse tipo de documentário temos conseguido fazer três por ano, de dois a três por ano, conseguimos fazer documentários mais elaborados."
Cecília Lourenço: Há outras possibilidades, entre as quais a de entrar naquele núcleo do CNPq de Pesquisa Integrada com bolsistas para fazer esse tipo de trabalho dentro da pesquisa do CNPq ou FAPESP, ficando como depositário o vídeo e podendo também digitalizar imagens ou adquirir material permanente .
Luiz Bargmann: "Quando a atividade que tem um aluno ou um grupo de alunos bolsistas é uma boa chance de ter pessoas capazes de desenvolver trabalhos mais continuamente, então o aluno participa da elaboração do roteiro, da produção, pois o professor muitas vezes não tem o tempo de acompanhar ou de fazer. Eu acho que o potencial é muito grande e as possibilidades da FAU ter um programa poderoso é perfeitamente viável sob o ponto de vista operacional técnico, de estrutura e a quantidade de conhecimentos de pesquisa de interesse na cidade, acho que merece uma atenção, uma análise sobre o que se diz, um programa mensal, um projeto.
Zibel Costa: O vídeo, tem uma característica super interessante na medida que registra, não só a figura mas a participação que é uma coisa que mexe muito com o imaginário da pessoa. É interessante refletir sobre isso, a característica ligada a atividade de vídeo é um pouco diferente de algumas outras, por exemplo um grupo de amigos, pessoas que irão fazer uma atividade ligada a projeto urbanos, é claro que mexe com as pessoas envolvidas, mas no vídeo isso é potencializado, porque a pessoa se sente um pouco como um ator na presença da equipe e um pouco como produtor. Ele participa efetivamente dando sugestões e a gente sente isso no trabalho. Isso que o Luiz estava relatando, essa experiência do retorno, a pessoa tem uma certa frustração. Por exemplo, a pessoa dá um depoimento de uma hora sai só alguns minutos. É claro que se pega o essencial da fala mas um monte de outras idéias que naquele instante você julga essenciais e que você estava pensando, elas não podem sair. Talvez só a experiência da pessoa se ver no vídeo e o trabalho que está desenvolvendo com o grupo dela e também com o pessoal da Faculdade já é de um vigor muito grande e cria um vínculo de amizade, etc. Como por exemplo "Casa de Caboclo". Criou-se um vínculo muito forte com as pessoas envolvidas, com a comunidade, fora que a visão nós que elaboramos, que desenvolvemos, nunca é a mesma da pessoa que mora ali sobre os problemas dela. A comunidade participa, dá sugestão e assim, temos uma visão que é totalmente original e informada, uma visão cultural. Tem uma cena talvez a mais forte de "Casa de Caboclo" é uma seqüência andando pelo rio. Depois aparece a cidade. É uma visão que com certeza eles já viram várias vezes, mesmo assim vendo projetado na tela, ganha uma dimensão extraordinária. Então acho que o vídeo é uma atividade que deveria ser repensada, talvez usada mais intencionalmente na FAU. Até existe uma idéia de estabelecer uma disciplina de imagem visual, integrando vídeo com o uso e complemento. Isso coloca a FAU além da mídia impressa, e isso insere a Faculdade em um patamar que possibilita outro nível de comunicação. Você cai na rede, num âmbito maior, num alcance teoricamente maior, e nos insere numa reflexão mais contemporânea.
Cecília Lourenço: Entendo que a extensão seria de mão dupla, entre a USP e a comunidade, ou seja além de levar para a sociedade a pergunta poderia revelar - como é que isso volta para a USP? o depoimento que o Luiz está dando é nesse sentido, isso é, nós vamos partir agora dessa experiência de ter a possibilidade de estar criando uma disciplina, trazendo para o conjunto das demais as modificações em relação a pensar nessa linguagem. Essa experiência que você faz de passar para as pessoas é importante, porque além da auto estima como o Zibel bem colocou, as pessoas passam a perceber a importância delas para a USP e para as questões do próprio grupo. Porque a pessoa tem uma imagem esteriotipada de vídeo, de televisão de super star, de repente ela se vê naquela posição; é um trabalho importante esperar as pessoas chegarem às conclusões delas e o retorno que você dá. Por que sempre fala-se por elas? Assim, emudece-se pela segunda vez, quando não damos voz para que possam dizer a respeito do trabalho que estamos fazendo; quando falamos vocês são beneficiados, nós passamos a considerar uma maneira de cultura e fala por. A extensão é um trabalho que tem todas essas etapas de troca, de possibilidade de interação e de estarmos aprendendo com essas pessoas, individualmente e enquanto USP.
Zibel Costa: Na medida que desse para gente fazer essa prática de televisão de "making off", seria muito interessante, mas teria que realmente ter mais gente, mais equipamento talvez se preocupar em colocar uma pesquisa sobre a técnica ou haveria um pouco esse contra fluxo, quer dizer, o que aconteceu durante a série e que não foi ao ar na edição final porém faz parte do total da filmagem. As conversas, os encontros, que soluções eles deram, acho que isso teria um valor muito grande, haveria uma troca marcada, elaborada. A nossa própria participação nesse Conselho faz com que se reflita sobre todas essas questões: por que próximos trabalhos não colocamos por exemplo, esse retorno com a população, com a outra parte do projeto extensionista e por que não, verificar isso no próximo Seminário. Vamos convidar as outras partes também. É claro que tudo isso demanda, um enorme esforço, verba, pessoal, mas é uma idéia, e no meio dessas idéias pode encontrar uma prática viável.
Luiz Bargmann: "O registro é muito importante porque ele se torna mais socializável do que apenas um relato de que fulano disse isso ou aquilo, se ele puder registrar aquele momento e depois puder apresentar aquele registro para um grupo é mais interessante do que a minha interpretação do que o outro falou, é interessante pensar nisso, nesses momentos em que está tendo um retorno sendo registrado e depois apresentado."
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