Pólos turísticos do Pará

Belém, Barcarena, Bragança, Marapanim, Vigia, Salinópolis, Soure e Salvaterra

Objetivos do projeto
 

 

  • Criação de um sistema de identidade visual para os Pólos Turísticos, através de elementos gráficos (signos visuais de comando, códigos cromáticos, tipográficos e morfológicos).
  • Sinalização dos elementos de potencial turístico através de:
    - informações por tipologias de atrativos e serviços turísticos;
    - painéis informacionais de todos os pontos de interesse turístico;
    - pontos referenciais da cidade, localidades públicas e espaços de concentração de público.
  • Indicação pontual dos atrativos e serviços turí0sticos por municípios configurados por totens de identificação.
 

O Plano de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará e a necessidade de um projeto de sinalização

 

Diagnóstico da situação atual do turismo paraense

 

 

O Plano de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará indica que o Estado do Pará conta com recursos de base de indubitável valor e de grande potencial, desde os naturais (rios, ilhas, lagos, praias, floresta amazônica, flora e fauna, etc...) até os culturais (patrimônio histórico, arquitetônico, arqueológico, artístico e monumental, numerosas etnias indígenas e quilombos, artesanato, folclore, festivais, gastronomia, etc.) e as manifestações culturais vivas de grande notoriedade.

Porém, a nível regional os recursos turísticos paraenses apresentam pouca diversidade. Só no Pólo de Belém, esta diversificação se mostra mais acentuada em função de ser o maior centro urbano do Estado e se constituir no portão de entrada do Estado.

 

 

Sinalização dos atrativos

 

 

O Plano de Desenvolvimento aponta a necessidade preemente de um planejamento global no que se refere à sinalização dos atrativos:

  • A sinalização atual inexistente, defasada ou bastante heterogênea e deficiente não cumpre as finalidades mínimas de orientação;
  • Há falta de orientação, de “approach”, mais atrativo para o visitante que tem passagem por estas localidades e em direção às outras regiões, desde a entrada da cidade e todo o trajeto mostrando os seus pontos de interesse;
  • Referenciais importantes (atrativos naturais, culturais, históricos, serviços turísticos urbanos e rurais) se encontram sem visibilidade, sem elementos identificatórios e sem interfaces com os demais elementos da paisagem;
  • Há a presença constante de signos públicos e privados principalmente em painéis de publicidade, confusos, profusos que não contribuem para a melhoria de qualidade de vida.
 

 

Conclusões gerais

 

 

  • As infra-estruturas básicas de acesso, transporte, saneamento, etc., apresentam uma situação que merece muita atenção e pode ser muito melhorada, com importantes deficiências e carências em alguns pontos do território.
  • Especial atenção merece a situação das vias de acesso e penetração ao território interior, vital para facilitar a entrada, deslocamento e mobilidade dos fluxos turísticos.
  • Outro aspecto importante é o mobiliário urbano que se mostra bastante deteriorado e sem unidade de comunicação.
 

 

Objetivo da proposta

 

 

 

 

O objetivo maior da proposta dos Pólos Turísticos é o crescimento do turismo como fator de desenvolvimento. E para isso, uma correta implantação de uma sinalização turística deverá dar visibilidade ao atrativo turístico da região e também ao que se relaciona às suas acessibilidades e proximidades das regiões onde cada um se situa, conferindo-lhe uma clara potencialidade aberta por estas interligações e que privilegiam suas localizações demandando públicos usuários internos e externos.

 
Conceito visual para os Pólos Turísticos do Estado do Pará

 

 

 

Através da ordenação da sinalização visual de oito localidades escolhidas estratégicamente dentro dos Pólos Turísticos do Estado do Pará pretende-se irradiar, para as demais regiões de abrangência, um sistema organizado de informações de atrativos turísticos no contexto de cada localidade, capaz de traduzir e dar unidade ao conjunto assim proposto.

É um programa de identidade visual institucional objetivando formatar com a sinalização dos diversos setores, equipamentos, serviços e atividades de apoio à atividade turística a criação de investimentos para áreas urbanas da Amazônia e principalmente o aumento de investimentos no marketing turístico da Amazônia no Estado do Pará.

São as localidades escolhidas: a capital do Estado do Pará, Belém e os municípios das cidades de Barcarena, Bragança, Marapanim, Salinópolis, Salvaterra, Soure e Vigia.

 

 

Código Morfológico

 

As indicações significativas de cada um dos pólos são influências do ponto de vista social, cultural, físico e antropológico, as diversas faces do cotidiano, do popular, do emocional e do vivencial.

São incrustações diversas que trazem no âmago das questões, ora determinadas, relações sócio-ambietais que vivem na alma das comunidades paraenses na maior parte das vezes. São delas que devem ser extraídas as imagens representativas.

 

 

Código de
identidade visual

 

A complexidade da diversidade: paisagens diferenciadas em Belém, no arquipélago de Marajó e demais pólos com características regionais que marcam a sua identidade. Necessidade de promover no produto as características básicas que devem ser destacadas e que estão ligadas à Amazônia. A adoção da argumentação para o posicionamento estratégico “Amazônia do Pará” para conformar a sua identidade visual e fixar uma IMAGEM.

Buscar corporativamente no projeto dos Pólos Turísticos, o conceito de “Pará Amazônia”, que resuma esta diversidade da paisagem a ser sinalizada, dando uma unidade visual. Assim, utilizar-se-à buscar um elo de ligação para esta diversidade dos atrativos e serviços em questão na busca de uma unidade visual para cada um dos seis Pólos Turísticos.

A diversidade, a rarefação e a concentração dos atrativos e serviços que marcam a paisagem das regiões envolvidas em cada um dos Pólos Turísticos instiga no projeto, procedimentos diversos na questão da identidade dos atrativos e suas peculiaridades.

Outra característica importante é a busca de ícones localizados para atividades de interesse turístico nacionais onde segmentos regionais como por exemplo, “praias e sol”, natureza, búfalos, arquitetura, etc representem simbolicamente as referências para a criação imagética.

O projeto de sinalização turística contido no programa Pará Atratividade objetiva dotar os municípios estratégicos dos Pólos Turísticos de um sistema eficiente de sinalização turística que obedeça a padrões nacionais realçando especificidades paraenses e que:

  • Reduza as dificuldades para os turistas que visitam o Pará, facilitando seu acesso aos serviços e atrativos turísticos;
  • Induza o consumo dos produtos de melhor qualidade;
  • Valorize os recursos turísticos;
  • Amplie a permanência do turista na localidade, através da divulgação dos recursos existentes.
 
Sistema de sinalização ambiental dos pólos turísticos

 

 

 

A Identidade visual dos pólos turísticos foi feita através de imagens e ícones gerados por elementos do cotidiano paranense.

 

 

 

É de Belém com seus edifícios modernos, de arquitetura arrojada e da Cidade Velha, com seus casarios seculares e igrejas imponentes, que extraímos referências mais significativas geradas nas imagens; arquiteturas, flora, fauna, embarcações, o comércio, a pesca, os comerciantes, os artefatos e artesanatos. A significância do cotidiano retratado a forte imaginação popular.

 

No Pólo Marajó as particularidades da Ilha fazem que este seja o cenário ideal para a realização de atividades de ecoturismo, que contempla rios, campos, fauna e flora conjugados, fazendo deste negócio uma oportunidade rentável e próspera. Os grafismos incluem aspectos da cultura e artesanato da marajoara, flora e fauna típicas, produtos que advém da exploração de criação de búfalos e da economia rural.

 

Os grafismos que identificam o Pólo Amazônia Atlântica estão baseadas imagens que traduzem: “sol e praia, eventos, organização de reuniões, esportes aquáticos, melhor Idade e pesca esportiva”. Salinópolis é a cidade que representativa do Pólo. É dela que origina a maior parte dos referenciais visuais. Destaca-se os elementos da natureza ecoambiental e a ocorrência de situações que indicam água do rio, do mar, praia e sol.

 

A diversidade marca Araguaia-Tocantins, o turismo de sol e praia, pesca esportiva e as atividades ecoturísticas são aspectos imagéticos fortes. Em cada localidade, uma peculariedade de uma cultura fortemente arraigada no autêntico folclore amazônico, representado pelos rios e igarapés de Abaetetuba com suas embarcações típicas, além dos barcos de brinquedos que revelam a vocação da indústria naval, e também a forte presença da Hidrelétrica de Tucuruí e os seus famosos tucunarés.

 

O Pólo Tapajós tem em Santarém seu principal portão de entrada, oferece uma variedade de atrações turísticas e possui vários recursos turísticos capazes de atrair demanda internacional se transformados em produtos bem formatados. Considerado o principal município do Tapajós, há a confluência com o maior rio em volume de água do mundo, o Rio Amazonas. A pesca do Tucunaré é muito procurada no município.

 

O Pólo Xingu está representado no Plano de Desenvolvimento Turístico, da Paratur, por Altamira, conhecido como o maior município do mundo, em termos de extensão, que possui belas praias, uma rica história cultural, preservada pelos descendentes de índios e portugueses. O rio Xingu é um dos principais corredores da pesca esportiva no Pará. Cachoeiras, corredeiras e praias de água doce são abundantes e se transformam num grande atrativo aos moradores locais e aos programas de turismo ecológico nos finais de semana por ainda fazer parte de uma das mais belas e preservadas regiões do Norte do Brasil.

 

Os elementos do Sistema de Identificação Visual
   

 

A sinalização turística deverá ser pensada e integrada ao planejamento global, premissa para manutenção do meio ambiente urbano. Deve ser concebido de uma forma interativa, de maneira a contribuir à criação, fixação e promoção de uma nova imagem de Belém e dos sete municípios - Bragança, Barcarena, Marapanim, Salinópolis, Salvaterra, Soure e Vigia, através dos objetos atrativos e equipamentos urbanos e serviços.

Assim, o ponto inicial, que dá origem à concepção do projeto, nas diversas áreas são:

  • identificação dos atrativos e serviços a serem sinalizados;
  • estudo de localização dos pontos de sinalização à implantar e;
  • elaboração de projetos executivos da sinalização à implantar

 

 

 

Levantamento das situações existentes (no que se refere à identificação de atrativos e serviços turísticos na estrutura urbana e rural)  
  • caminhamentos e estruturas de deslocamento, vias e meios de circulação;
  • unidades urbanas diferenciadas, bairros, setores funcionais, distritos;
  • limites, sob o ponto de vista físico, visual, legal e administrativo;
  • marcos identificadores da cidade, de seu sítio territorial e de suas características culturais e econômico-sociais;
  • pontos nevrálgicos de concentração de funções e atividades e de atratividade para a população.

 

 

O sistema referencial turístico elaborado inclui

 

 
  • sistema de Aplicações Gráficas, definição dos grafismos e os códigos dos principais suportes gráficos das mensagens visuais.
  • sistema gráfico e a criação de um signo de comando responsável pela identidade visual dos Pólos Turísticos e dos municípios em seu contexto de situação regional.
  • criação de um signo de comando que partindo da idéia da Sinalização dos Pólos Turísticos, que globalize a idéia do que está sendo objeto de sinalização e as manifestações visuais com a elaboração de pictogramas, símbolos gráficos e de códigos.
  • sistema de Aplicações Ambientais, definição dos suportes estruturais das mensagens visuais através do estudo de padrões para formular padrões
  • totem ou pórtico de entrada com aplicação do signo de comando.
  • placas direcionais indicando roteiros, percursos de visitação, unidades de atividades, equipamentos, etc.
  • painéis de informações turísticas dos principais marcos referenciais
  • placas de orientação para o way finding.
 
 
Pórtico de entrada da cidade
Painel informativo de atrativos turísticos
Balizador de atrativos turísticos
Totem do atrativo turístico

 

 

 

Classificação por atrativo turístico:

  • Natural
  • Histórico Cultural
  • Esportivo
  • Recreativo
  • Serviços Turísticos - Xingu

 

 

 

 

Atividades realizadas
 

 

A Paratur – empresa de turismo do estado do Pará - vai dar início a um projeto de sinalização turística envolvendo 17 municípios com estágio prioritário de desenvolvimento da atividade turística.

A sinalização que será implantada nesta primeira fase atingirá os municípios de Bragança, Marapanim, Vigia e Salinópolis, no pólo Amazônia Atlântica; Barcarena, do pólo Araguaia-Tocantins; Soure e Salvaterra, no pólo Marajó.

A sinalização é parte de uma proposta inovadora de comunicação visual, cujo exemplo mais recente está no parque nacional de Itaipu, desenvolvida pelo professor Issao Minami, da Universidade de São Paulo, arquiteto e um dos maiores especialistas brasileiros em comunicação visual urbana.

Minami estudou e selecionou um conjunto de signos e cores para representar o Pará e seus atrativos, considerando as peculiaridades dos seis pólos turísticos: Belém, Amazônia Atlântica, Araguaia-Tocantins, Marajó, Xingu e Tapajós. As seis cores selecionadas remetem para o açaí, em Belém; o verde-claro dos campos do Marajó; o verde-escuro da selva, no Xingu; o azul oceânico, na Amazônia Atlântica; o marrom mineral, no Araguaia-Tocantins; e o azul quase violeta dos pores de sol no Tapajós.

Ele criou, ainda, um conjunto de aplicações gráficas, reunindo os elementos simbólicos municipais desses pólos - tais como os búfalos de Soure ou o Ver-o-Peso, em Belém - para aplicação nas placas que serão colocadas em totens de dois metros de altura, com estrutura de alumínio. Alguns desses totens contam com mapas situacionais para orientação dos turistas.

A implantação do projeto nos primeiros sete municípios será realizada pela Sinorte, vencedora da licitação realizada este ano, que tem prazo até final de novembro para concluir os serviços contratados.

 
Equipe

 

Concepção e coordenação do projeto

 

 

 

Prof. Dr. Issao Minami

   
Desenvolvimento, detalhamento e projeto executivo
 

Alexandre Romão - arquiteto
Daniela Nogueira Secondo – arquiteta
Fábio de Souza Silva – arquiteto

 

Consultoria

 

 

Luis Renato Ignarra - turismólogo
Edmilson Kuroki – arquiteto
Chan Lap Tak – economista

 

 
Links e publicações
   

 

Cores e signos destacarão a comunicação visual de cidades turísticas paraenses http://www.mundocor.com.br/noticias/sinalizacao_para.htm  

Paratur contrata sinalização turística para sete municípios
http://www.governodopara.pa.gov.br/noticias2004/07_2004/23_01.asp