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Norte
da América
do Sul: Terra do Amzonas

Sul da
América
do Sul: Pampa e altas montanhas
| Visão
da América
do Sul no Neue grosser Weltatlas RV Reise- und Verkehrsverlag,
Stuttgart 1975, pp.182-4 |
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Ambientalismo
Klára
Kaiser Mori
A crise dos anos 70 e
sua interpretação
O
processo de reconstrução
do pós-guerra assegurou à economia mundial duas
décadas
de crescimento acelerado. No enfrentamento da crise de
superprodução que marcou o fim desse período,
a receita dita 'ortodoxa' consistia na aplicação de um
amplo conjunto
de medidas recessivas. Entre elas, a redução do
nível
de empregos, a limitação dos investimentos estatais, a
eliminação
de mecanismos diretos e indiretos de distribuição de
renda.
Em resumo, o desmonte do modelo keynesiano, e o retorno decidido aos
princípios
neoclássicos da economia, dando origem, assim, ao neoliberalismo.
A formulação
mais exitosa das diretrizes políticas acima se deve a um estudo encomendado pelo Clube de Roma ao MIT
entitulado Os limites do crescimento
e publicado em 1972, que, segundo seus próprios
termos, buscava atingir
uma visão mais profunda [sic], supra-nacional e
transdisciplinar,
sobre o que denominava a "problemática global" do mundo. A esse
documento coube o duvidoso mérito
de ter elaborado e popularizado a interpretação da crise
econômica da época como uma crise ambiental. Avalizando
socialmente,
à custa dessa identificação, o desmonte do Estado
de bem-estar e tornando-se um dos pilares das políticas
neoliberais.
Os 'limites do crescimento'
e o ambientalismo
O estudo é organizado
em torno dos temas população,
industrialização,
poluição, produção de alimentos e
dilapidação
dos recursos naturais, o relatório, com base na
projeção
de fatores julgados relevantes, argumentava a favor da
diminuição
significativa das atividades produtivas em todo o mundo, com
ênfase
no corte da produção industrial.
A perspectiva de trinta anos
deixa evidente o acerto político do discurso de Os limites...
No período considerado, nem a crise econômica, de escala
mundial,
nem as medidas de reestruturação adotadas para seu
controle
(ou retardamento), chegaram a afetar a confiança na homeostase
da
economia de mercado, sua aderência à Lei de Say. Quando seu
aguçamento impõe interpretações
específicas,
os problemas continuam sendo atribuídos ao abandono da ortodoxia
liberal, e suas soluções derivadas da reconquista
da
confiança do mercado.
E ainda: no esteio do ambientalismo
florescente desde então, categorias centrais como sociedade,
espaço, urbanização, atividades
produtivas, meios de produção, estágios
de desenvolvimento
e progresso técnico, entre outras, são abordados
quase
exclusivamente em seus termos, submetidos a seus crivos de
validação,
e misturados a, ou substituídos por, pseudo-conceitos designados
por neologismos
tais como ambientalismo, globalização,
reestruturação
produtiva, Fordismo, Fordismo periférico, planejamento
estratégico – a lista é aberta. A sustentabilidade
é um dos itens dessa terminologia.
Os limites do crescimento
Ambientalismo
Referência
Short Version
of the Limits to Growth.. Resumo elaborado por Eduard Pestel. de "A
Report
to The Club of Rome" (1972), por Donella H. Meadows, Dennis l.
Meadows,
Jorgen Randers, William W. Behrens.
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