Relações entre a FAU USP e Entidades Portuguesas Ligadas ao Ensino, Pesquisa e Extensão
Prof. Dr. José Eduardo de Assis Lefévre
Prof. Dr. Murillo Marques
Prof. Dr. Wilson Edson Jorge
Esta viagem foi programada pela direção da FAU a partir da montagem de uma estratégia para ativar e ampliar os convênios e intercâmbios com entidades portuguesas de ensino, pesquisa e extensão, através de um Grupo Técnico de Coordenação. Os professores que participaram dessa viagem integram esse Grupo, sendo o Prof. Dr. Wilson Edson Jorge seu secretário executivo e também coordenador do convênio com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, o Prof. Dr. José Eduardo de Assis Lefèvre o responsável pelos convênios com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e com o Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho e o Prof. Dr. Murillo Marques, que participou também de uma banca de doutorado que ocorreu na Universidade Técnica de Lisboa durante a viagem. Os professores participaram nesse período, oficialmente, atendendo a convite da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa e representando a FAUUSP, do 5º Seminário Internacional de Projecto de Arquitectura sob a temática “O Belo e o Feio – Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design”, ocorrido entre 20 e 27 de Julho. Participaram também de reuniões preparatórias para o próximo Seminário Internacional de Arquitectura e Urbanismo, de tema: ”Ricochetes Culturais – Influências entre paises lusófonos”. Naquele seminário o Professor Lefèvre realizou palestra com o título “O Homogêneo e o Heterogêneo: onde encontrar o equilíbrio ?” e os Professores Wilson Jorge e Murillo Marques participaram de mesa redonda presidida pelo segundo.
1. Escolas Públicas de Arquitetura em Portugal
(Mestrado Integral)
Atualmente existem em Portugal, 8 escolas de Arquitetura públicas, distribuídas de forma bastante descentralizada pelo país, das quais sobressaem pela importância a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa que são, aliás, as duas únicas designadas como faculdades, sendo as demais escolas qualificadas como departamentos de suas respectivas universidades.
Faculdade de Arq. da Universidade Técnica de Lisboa |
113 vagas/ano |
Departamento de Eng. Civil e Arq. do Inst. Sup. Técnico da UTL |
50 “ |
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto |
120 “ |
Departamento de Arq. e Urbanismo do ISCTE |
35 “ |
Departamento Autónomo de Arq. da Universidade do Minho |
50 “ |
Departamento de Arq. da Universidade de Coimbra |
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Departamento de Arq. da Universidade de Évora (Depº de Artes) |
50 “ |
Departamento de Eng. Civil e Arq. da Univ. da Beira Interior |
50 “ |
2. Entidades Contatadas:
Durante a estadia em Portugal, foram contatadas 4 escolas portuguesas de arquitetura, 2 escolas italianas de arquitetura e 2 entidades de pesquisa em arquitetura e patrimônio histórico (IGESPAR E LNEC). As informações mais importantes obtidas nesses contatos, para cada entidade são apresentadas a seguir:
2.1. Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (18/07/07)
A recepção aos professores da FAU USP foi feita pelos seguintes professores:
Presidente do Conselho Directivo: Professor Arquiteto Francisco Barata Fernandes
Professor Engenheiro Rui Póvoas
Professora Suzana Maria Figo Ferreira Araújo, responsável pelo Serviço de Relações Públicas e Internacionais
Foram mantidos contatos também com o Professor Arquiteto António Menéres, ex-docente da FA UP e, em Lisboa, com o Professor Manuel Correia Fernandes, da área de História da Arquitetura da FA UP.
O convênio com a Faculdade de Arquitectura do Proto foi estabelecido já há bastante tempo, resultado de tratativas iniciadas em 1986 e efetivado no 1º semestre de 1991, quando da realização de curso sobre a arquitetura portuguesa , realizado em São Paulo e ministrado pelo Professor Arquiteto Fernando Távora. Diversos cursos foram desde então realizados, no Brasil e em Portugal, nos anos seguintes, com a participação de professores como Júlio Katinsky, João Walter Toscano, Benedito Lima de Toledo, Paulo Júlio Valentino Bruna, paralelamente ao ininterrupto intercâmbio de alunos de graduação entre as duas unidades de ensino, que prossegue até hoje. O Termo de Convênio, no entanto, preparado pelo Professor Dr. José Eduardo de Assis Lefèvre, estava aguardando a sua renovação, seguindo as normas da Universidade de São Paulo e da Universidade do Porto. O objetivo primordial do contato com a direção da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto era, portanto, a formalização do convênio e a retomada de contatos pessoais com vistas ao estabelecimento de atividades conjuntas nas áreas de cursos de Graduação, Pós Graduação, Pesquisa e de publicações.
O contato com os professores indicados teve lugar no dia 18 de julho à tarde, logo após a chegada à cidade do Porto.
Verificou-se, de imediato, o interesse manifesto na renovação do convênio entre as duas faculdades, assinado no ato pelo sr. Presidente do Conselho Directivo.
Verificou-se também uma série de possibilidades de interação, como por exemplo a possibilidade de reconhecimento aos mestrados e doutorados feitos na FAU USP pela FA UP, verificadas as cargas horárias e a apresentação de dissertações e teses, em que pese o fato de a FA UP não oferecer doutoramentos.
Foi bastante enfatizada pelo Prof. Barata a questão da necessidade de adequação das escolas portuguesas de arquitetura aos termos do Protocolo de Bolonha, o que cria uma série de problemas, em razão da redução prevista de prazos para conclusão da licenciatura para três anos e a realização de mestrados em dois anos.
Foi também bastante explicitada a adoção da área de Projeto como eixo do Curso de Licenciatura/Graduação, no qual o estudo da História comparece com uma importância menor e a de Tecnologia com uma importância ainda menor. A linha de progressão dos exercícios de projeto caminha em uma seqüência de aumento da complexidade dos projetos, observando-se sistematicamente a variação de temas de projeto, bem como de locais para intervenção. A prática do desenho a mão livre é altamente valorizada, estando mesmo interdito o uso de computadores para a preparação/apresentação de projetos. O emprego de maquetes como prática de projetação é também muito valorizada.
Os temas do urbanismo, da urbanização e da gestão do território são abordados com mais intensidade no 4º e 5º anos.
Os mestrados abordam especificamente os temas da Urbanística, das intervenções no Patrimônio Antigo e Moderno e do Planejamento Urbano, este em conjunto com a área de Engenharia.
A FA UP valoriza muito a identidade do curso como um todo, criticando a idéia de um curso como um agrupamento relativamente heterogêneo de disciplinas. Por exemplo, a disciplina de História da Arquitetura do 4º ano se faz com foco nos desenhos de obras de arquitetura.
Observa-se que, em Portugal, há uma nítida separação entre os campos da Engenharia e da Arquitetura.
2.2. Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho
Em nossa visita a esse Departamento, na cidade de Guimarães, fomos recepcionados pelos seguintes professores e funcionária:
Presidente: Paulo Jorge de Sousa Cruz
Gabinete de Relações Internacionais: Adriana Lago de Carvalho
Arquiteta Marta Labastida
Arquiteto Paulo Mendonça
A Faculdade está implantada em prédio próprio, dentro de um campus recente e bem planejado, onde a organização das escolas e administração se dá ao longo de um eixo que integra os edifícios, com um paisagismo bem cuidado com amplas áreas verdes. A arquitetura pode ser considerada tradicional sem maiores pretensões ou criatividade.
A Universidade do Minho foi criada em 1973, com campus nas cidades de Braga e Guimarães, ficando nesta o curso de arquitetura. Há um ano, o curso foi reformulado para atender ao Acordo de Bolonha, que teria como objetivos principais harmonizar e reduzir o tempo presencial do aluno, dedicação de maior tempo para atividades de projeto e maior autonomia para os cursos. Interessariam os resultados, a serem avaliados segundo critérios da Fundação de Ciência e Tecnologia (FCXT).
Na reformulação, consideram-se os ciclos:
1º ciclo (licenciatura) com duração de 3 anos
2º ciclo (mestrado) “ “ “ 2 “
3º ciclo (doutorado) “ “ “ 3 “
A política atual do governo reduz os aportes financeiros públicos às universidades. A Universidade do Minho vem recebendo apenas 60% do total necessário para cobrir seus custos, tendo que recorrer a outras fontes para obter os demais 40% faltantes, através de doações, trabalhos para o setor privado, etc. As taxas anuais cobradas dos alunos estão em torno de E$ 1.000.
A escola foi montada sob a égide da Faculdade de Arquitetura do Porto e a maior parte de seus professores arquitetos residem no Porto, deslocando-se diariamente ou semanalmente para as aulas.
O departamento tem uma estrutura montada em torno de projeto, com 17 professores de carreira e 17 convidados. Nos 5 anos os temas de projeto são:
1º ano: composição
2º ano: relações entre exterior e interior (trabalho na cidade consolidada, garantindo sua identidade).
3º ano: unidade residencial (projetos em áreas de transição)
4º ano: grande equipamento urbano (projetos em áreas de expansão)
5º ano: grandes projetos de urbanismo
A questão básica que fica subjacente aos temas é a identidade entre a obra e a cidade.
O curso exige o cumprimento de 300 créditos (cpf = 25/30 horas em atividades da escola), com 60 cpf por ano e 40 horas semanais de atividades.
Recebe 50 alunos por ano, com um total de 300 alunos em todo o curso.
Hoje, diante das condições de mudança que se apresentam para o ensino universitário e para a escola, a internacionalização é uma estratégia crucial.
A cidade de Guimarães apresenta áreas históricas em recuperação, de interesse para o curso. Em 2010 haverá um congresso em história na arquitetura e em 2013 será considerada capital da cultura pela Unesco.
A Universidade do Minho tem uma estrutura matricial, com departamentos funcionando de forma integrada. Se os departamentos passarem a fundações como parece ser a tendência dominante para satisfazer às necessidades de complementação de verbas, a Universidade pode morrer, pois a integração matricial não poderá mais continuar como forma de montagem dos diversos cursos em departamentos.
Atualmente os cursos se reportam diretamente ao reitor. Está em andamento uma nova organização em que os órgãos diretivos atuais serão substituídos por outro com 12 elementos, metade dos quais externos à universidade e onde o reitor não terá direito a voto.
Os professores da FA UM indicaram como temas preferenciais de interesse para investigações conjuntas os seguintes:
- arquitetura e urbanismo na África
- temas de urbanismo ligados aos trabalhos de Nuno Portas e Marta Labastida
- questões de energia e construções em terra
- tecnologia das construções
- Patrimônio Cultural, em especial o Patrimônio Industrial
2.3. Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa
Presidente do Conselho Directivo: Arquiteto Francisco Gentil Berger
Presidente do Conselho Científico: Arquiteto João Cabral
Presidente do Departamento de Arquitectura; Arquiteto Jorge Cruz Pinto
Departamento de História e Teoria: Arquiteta Marieta Dá Mesquita
Responsável pelo Convênio com a FAU: Arquiteta Clara Mendes
Laboratório de Valorização do Patrimônio: Arquiteta Maria Calado
Reitor: Eng. Fernando Ramoa Ribeiro
A Faculdade está situada em sede própria, no campus da Ajuda, dentro do parque de mesmo nome, com acessos ao sistema viário principal de Lisboa e com bela vista para o Tejo. O campus está organizado ao longo de um amplo eixo viário com uma derivação perpendicular na direção do Tejo, ficando a Faculdade de Arquitectura no cruzamento desses dois eixos. A concepção espacial da escola é de edifícios isolados, no primeiro do qual ficam a administração e equipamentos de uso coletivo como anfiteatro e restaurante e nos demais, os ateliês, um para cada ano. É curioso que os ateliês são ambientes fechados, sem vista para a bela paisagem que se descortina na direção do Tejo.
Essa Faculdade é a mais importante de Lisboa, funcionando a partir de um Conselho Directivo que trata essencialmente dos assuntos burocráticos e de um Conselho Científico que trata dos assuntos voltados para as questões do ensino e pesquisa. Os departamentos atendem aos vários cursos que estão vinculados à UTL, não apenas à Faculdade de Arquitectura. Assim, o Departamento de História e Teoria atende também os cursos (ou licenciaturas, como são chamados) de Arquitetura de Interiores, Arquitetura a Planejamento Urbano, Gestão Urbanística, Design (autônoma) e Modas (também autônoma).
A Faculdade possui também um Centro de Investigação de Arquitectura, Urbanismo e Desenho (CIAUD) que trata das pesquisas e dos convênios com outras entidades. Esse Centro providenciou um protocolo de intenções entre as entidades presentes no 5º seminário, com o objetivo de desenvolver projetos de pesquisas, parcerias de ensino e atividades de extensão. Têm financiamentos dos programas Sócrates e Erasmus, da União Européia e da Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT).
A Faculdade mantém um extenso contato com outras escolas da Europa e da América Latina, entre elas: Faculdade de Arquitectura de Madrid, de Barcelona (Universidade Técnica da Catalunha), Escola Técnica Superior de Arquitectura de Sevilha, Faculdade de Arquitetura de La Villete, La Sapienza (Roma), Faculdade de Arquitetura de Catania, Faculdade de Arquitetura de Reggio Calábria.
A Faculdade conta com 2000 alunos em licenciatura e 200 na pós, 170 professores, dos quais 60 doutores.
O mestrado apresenta como temas básicos (linhas de pesquisa), entre outros:
Arquitetura Moderna e Contemporânea
História da arquitetura e urbanismo portugueses em relação às colônias (linha que não se consolidou e está sendo cogitada a formação de Instituto de Estudos Avançados)
Estudos do espaço e do habitar
No doutoramento:
Arquitetura (em estudo)
Design do objeto e comunicação (tendo grande sucesso)
As turmas do Pós têm de 15 a 20 alunos (vários estrangeiros) e a seleção considera dos candidatos: carta de motivação, currículum vitae acadêmico e entrevista individual.
A Faculdade também se prepara para o enquadramento às diretrizes do Protocolo de Bolonha e às restrições orçamentárias que vêm ocorrendo sistematicamente. Quanto a essa última questão, já ocorrem iniciativas de trabalhos para o setor privado e para outros órgãos públicos, com remuneração.
2.4. Facoltá di Architettura di Catania (Siracusa)
Diretor: Arquiteto Carlo Truppi
O contato com o diretor dessa escola foi sumário, tendo sugerido que o interesse de atividades entre as 2 escolas poderia ocorrer através de publicações conjuntas. De qualquer forma, os objetivos e interesses do que a escola apresentou durante o Seminário mostraram-se distantes das prioridades da FAU USP.
2.5. LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil
Departamento de Edifícios – Núcleo de Arquitectura e Urbanismo
Coordenador: Arquiteto António Baptista Coelho
Este Laboratório é, não só tradicional, como também muito conceituado internacionalmente, principalmente quanto a seus estudos e projetos ligados à hidráulica, com vários trabalhos feitos para o Brasil.
Dentro de sua estrutura, apresenta o Grupo Habitar, dividido em 4 núcleos:
Arquitetura e Urbanismo
Conforto Ambiental e Edificação
Ecologia Social e
Economia e Produtividade
O primeiro coordenador do grupo de arquitetura e urbanismo foi o arquiteto Nuno Portas, que iniciou a pesquisa e montagem de exigências e normas para habitação, através da análise de conjuntos habitacionais implantados pelo estado. Em seguida, Reis Cabrita ampliou a área com elementos de sociologia, António Baptista Coelho (atual coordenador) voltou à área de arquitetura, com projetos específicos, contando com a colaboração do arquiteto João Branco Pedro que desenvolveu estudos sobre o espaço habitacional, inclusive para deficientes físicos, produzindo uma série de manuais exemplares com exemplos e medidas correspondentes dos espaços e equipamentos daquele espaço.
O trabalho do grupo está intimamente ligado ao Estado, que financia atividades na área de habitação e análises sistemáticas de conjuntos habitacionais financiados pelo Estado.
Tem desenvolvido trabalhos em equipamentos sociais, avaliação de residências alugadas e casos de reabilitação habitacional. Apresenta, arquivados, os 600 melhores casos de habitação popular de interesse social, produzidos nos últimos 20 anos em Portugal. Em Portugal foram produzidos, através de Instituto específico do Estado, cerca de 140.000 unidades habitacionais nos seus 24 anos de existência. Atualmente a produção está entre 6 mil a 8 mil unidades por ano.
Apresenta também uma extensa atividade editorial com revista, cadernos, livros, manuais, etc. Essa atividade, diga-se, é bastante desenvolvida em todas entidades visitadas, das quais o LNEC destaca-se por sua qualidade e diversidade.
Possui já vários trabalhos com professores da FAU, inclusive os professores Khaled Ghoubar (custos da construção civil), Sheila Ornstein (pós ocupação) e Boueri (cursos de extensão).
2.6. Instituto Superior de Ciência do Trabalho e da Empresa
Contato com o Professor Arquiteto Manoel C. Teixeira
O ISCTE, criado em 1972, é uma instituição de ensino universitário público voltado fundamentalmente para três grandes domínios: Ciências Empresariais, Ciências Sociais e Ciências Tecnológicas. Está instalado no campus da Cidade Universitária de Lisboa, e oferece 14 licenciaturas, entre as quais a de Arquitetura. A Secção Autónoma de Arquitectura e Urbanismo é responsável pela coordenação do curso de licenciatura em arquitetura, que era de cinco anos de duração mais um ano de estágio, com 40 alunos por turma anual. O ISCTE apresenta cursos de Mestrado nas áreas de Arquitetura, Desenho Urbano, Arquitetura do Território e Arte Pública. Em razão da necessidade de adequação aos termos do Protocolo de Bolonha, os cursos estão sendo reformulados, o que resultou no afastamento do Professor Manuel C. Teixeira, nosso principal contato.
O Professor Arquiteto Manuel C. Teixeira constituía o principal atrativo para o estabelecimento de convênio com o ISCTE, dado o seu inestimável valor como pesquisador e autor de bibliografia fundamental para estudos de urbanismo de origem lusitana. Com o seu afastamento do ISCTE, sugeriu-nos o estabelecimento de convênio com o CEURBAN, instituição fundada por ele mesmo, que trataremos a seguir.
2.7. CEURBAN – Centro de Estudos Urbanos
O CEURBAN – Centro de Estudos Urbanos foi criado e é coordenado pelo arquiteto Manuel C. Teixeira com o objetivo de articular as atividades de Universidades de Portugal, do Brasil e de outras partes do mundo em que houve presença portuguesa, com a finalidade de pesquisar as raízes da arquitetura e do urbanismo portugueses. O Programa proposto teria como tema geral o Patrimônio Urbano de Origem Portuguesa.
Estas atividades estariam voltadas especialmente para o estabelecimento de projetos individuais de doutoramento, em que haveria uma parte escolar desenvolvida junto ao CEURBAN e uma parte de pesquisas desenvolvidas junto às universidades que viessem a aderir aos termos propostos pelo CEURBAN.
O CEURBAN apresentou como Universidades interessadas em aderir à sua proposta a Universidade da Madeira e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas. O Professor Manuela Teixeira nos indagou a respeito do interesse de adesão da USP.
Em princípio, dada a diferença essencial existente entre a USP e as demais escolas a respeito de taxas escolares, que iriam prover a sustentação financeira das atividades propostas, nos pareceu difícil a conciliação de atividades. Além disso, como o CEURBAN não é uma instituição universitária formal, haveria uma disparidade inicial para a concretização de convênios entre entidades muito diferentes nas suas características. No entanto, como a questão deve merecer uma análise jurídica, não foi encerrada a sua evolução, que poderia passar por uma centralização das atividades do CEURBAN na FAU, inclusive com o possível estabelecimento de um organismo similar na própria FAU.
2.8. IGESPAR / IPPAR – Instituto Português do Patrimônio Arquitectônico – DGEMN )
Fomos recebidos pela
Vice Presidente: Drª Andréia Galvão
O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico - IGESPAR resultou da fusão do Instituto Português do Património Arquitectónico – IPPAR, do Instituto Português de Arqueologia - IPA e da incorporação de parte das atribuições da extinta Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais - DGEMN.
Foi criado pelo Decreto-Lei n.º 96/2007, de 29 de Março.
Director: Dr. Elísio Summavielle
As principais áreas de atuação do IGESPAR são:
- Recuperação e Valorização do Patrimônio
- Salvaguarda do Patrimônio edificado e dos seus contextos
A primeira área compreende uma atuação direta sobre os monumentos e bens culturais, através de intervenções de levantamento, recuperação, reparação, conservação, restauro e execução de projetos diversos quer no patrimônio edificado e respectivas envolventes, quer ainda no patrimônio móvel e integrado como a pintura, mobiliário etc., e o chamado patrimônio imobilizado "por destino", tal como a talha, a pintura mural ou a azulejaria . No âmbito da valorização o IGESPAR procede à gestão dos mais importantes monumentos portugueses: palácios, mosteiros, castelos e sítios arqueológicos
A segunda área de atuação, de Salvaguarda, compreende uma ação de caráter técnico administrativo, através da intervenção indireta em imóveis de propriedade diversa (do Estado, da Igreja e de particulares), mediante a promoção e instrução de processos de classificação do património, do estabelecimento de zonas especiais de proteção ou zonas non aedificandi, que visam a proteção legal dos bens culturais e dos seus contextos. Decorrente desta proteção, o IGESPAR é chamado a emitir pareceres vinculativos sobre projetos ou ações de entidades terceiras em imóveis classificados ou situados nas respectivas zonas de proteção, bem como a acompanhar tecnicamente a elaboração de instrumentos diversos de planejamento urbao, de ordenamento do território e de Estudos de Impacto Ambiental.
No que respeita ao incremento da salvaguarda e a sua articulação ativa com a área de Recuperação e Valorização de Patrimônio Edificado, cabe assinalar diversas medidas que se inserem numa política integrada de patrimônio, com resultados visíveis a médio prazo e que espelham as novas preocupações de gestão de área:
- Determinação mais precisa das zonas de proteção, de modo a que estas prevejam, desde já, a possibilidade de elaboração de instrumentos de gestão mais apurados;
- Instituição de zonas de proteção alargadas, em áreas urbanas ou rurais, obedecendo a princípios em que se identifica um conjunto em vez do monumento isolado;
- Exercício sistemático do direito de preferência ou do impulso de aquisição sempre que se apresentem situações de alienação de bens imóveis que façam perigar a integridade de um monumento ou da sua envoltória (o que é particularmente sensível para os sítios arqueológicos);
- Abertura de processos de classificação de "pequeno patrimônio" ou de "patrimônio menor" ou difuso;
- Reforço dos processos de classificação e de levantamento prévio da arquitetura do século XX e de patrimônio industrial;
- Integração em todos os projetos de intervenção em grandes monumentos (como, por exemplo, os conjuntos monásticos) de "planos de salvaguarda" ou de "gestão de área" através da sua contratualização com as autarquias;
Pela especificidade de atuação do IGESPAR verifica-se a possibilidade de estabelecimento de diversas linhas de intercâmbio com as atividades de formação dos alunos da FAU, tanto na esfera da Graduação como da Pós Graduação, envolvendo grupos de pesquisa, publicações, etc.
3. Estrutura e Condições de Ensino
3.1. O Protocolo de Bolonha
Esse protocolo é resultado de uma ação conjunta estabelecida entre membros da Comunidade Européia, reunidos naquela cidade, no que se refere a estabelecer uma política no setor da educação, inclusive fixando prazos para sua implantação.
Quanto ao ensino universitário de arquitetura, o Protocolo apresentou como:
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Objetivos: |
- harmonizar e reduzir tempo presencial em escolas do aluno |
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- maior tempo para atividades de projeto |
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- maior autonomia das escolas |
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- interessam os resultados (a taxa de satisfação como índice de sucesso) |
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Conseqüências: |
- redução para 3 anos dos cursos de licenciatura/graduação em arquitetura |
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- integração com o protocolo: até 2009/2010. |
As escolas públicas de arquitetura (ao menos as visitadas) têm sentido o Protocolo como uma camisa de força para a formação dos alunos. As escolas têm procurado enfatizar que a formação profissional só poderia estar completa com o aluno realizando não só o nível da licenciatura (3 anos), como também o nível do mestrado (mais 2 anos). Nota-se um certo pessimismo quanto à qualidade do ensino sob essas novas regras.
3.2. A Política do Governo em relação às Universidades Públicas
A política do governo português, em relação às universidades públicas vem se orientando para uma crescente abertura das mesmas para o setor privado, através de mecanismos que venham a complementar as verbas para manutenção das mesmas. Isso parece estar vinculado não só a uma retirada gradativa da responsabilidade do governo na manutenção daquelas escolas, como também vinculado a problemas de um crescente déficit observado nas contas do Estado.
Assim, as verbas de manutenção garantidas pelo Estado sofreram uma diminuição gradativa para 60% do total e essas verbas ainda estão vinculadas a uma chamada taxa de satisfação, a ser estabelecida para todas escolas e cursos.
Esse processo resultou em uma ação por parte das escolas, departamentos, etc, para conseguir contratos com a iniciativa privada, entrando no mercado de planos, projetos e demais consultorias, para poder complementar os gastos com salários de seus professores e financiar suas necessidades. É um cenário que já vem ocorrendo também no Brasil, inclusive com pressões efetivas na USP.
3.3. Características comuns do ensino de arquitetura
Pode-se verificar que, da experiência que nos foi passada pelas escolas visitadas, verificam-se características comuns em determinados pontos, no ensino de arquitetura:
Ênfase no projeto de arquitetura – os cursos são voltados quase que integralmente para o ensino de arquitetura, se bem que sempre se procura a relação entre o edifício e o entorno urbano.
Urbanismo tratado como desenho urbano – as questões urbanísticas convergem para propostas espaciais, volumétricas, sem ênfase acentuada nas questões da política urbana no seu sentido mais abrangente.
Não existe o Planejamento Urbano e Regional. A ênfase está no urbano ou melhor, no intra-urbano. A expansão urbana no território português nessa nova fase européia que o país atravessa, tem levado a uma intensa ocupação do espaço rural, através de loteamentos e ocupações esparsas, resultando um novo quadro de ocupação do território. Isso tem levado a uma preocupação, inclusive nos temas didáticos, com os problemas levantados pela dispersão. Outro tema que apareceu, inclusive no trabalho de alunos durante o seminário foi o corte radical que a implantação das rodovias expressas, recém implantadas, vieram a provocar na estrutura de inúmeras cidades. A essa questão se acrescentam também as novas relações de proximidade que essas rodovias provocam, pela acessibilidade maior entre as regiões do país.
3.4. Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
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Considerada a mais tradicional |
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120 vagas/ano. |
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Relações consolidadadas: Católica (Valparaiso e SantIago) |
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Ênfase no projeto. Urbanismo só no 5º ano |
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Especialização só na pós. |
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Incentivo do vice-reitor para promoção junto à USP |
3.5. Departamento Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho
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Sob a influência da Faculdade de Arquitectura do Porto |
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50 alunos/ano, com total de 300 alunos |
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Relação professor /aluno : 1/12 |
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Sistema matricial entre os departamentos da Universidade do Minho. |
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3 anos para licenciatura e mais 2 para o mestrado. |
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Prioridade para a USP e a FAUFRJ. |
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Em 2010: congresso em história na arquitetura |
3.6. Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa
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A mais importante de Lisboa, com 2.000 alunos, 200 na pós e 170 professores (60 doutores) |
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Relações com: Escola Técnica superior de Arquitetura de Sevilha, Fac. Arq. De La Vilette, FA de Madri, FA de Barcelona (Univ. Técnica da Catalunha), FA Siracusa, FA de Roma (Sapientia). |
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Prioridade com a USP (e FAUFRJ, Católica do RJ, Federal de Pernambuco) |
4. Prioridades em Atividades Inter-Faculdades
4.1. Sugestões e propostas das escolas e outras entidades
Por solicitação nossa, nas entrevistas realizadas com dirigentes das entidades visitadas, os mesmos expressaram os temas e atividades onde teriam interesse em ações conjuntas com a FAU. Nota-se que os mesmos, expostos a seguir, são bastante variados, não havendo uma estratégia mais nítida nessa questão.
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FAUP: |
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História, projeto, patrimônio e urbanística |
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Temas: história da cidade e arquitetura brasileira |
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Seminário e curso de pós para identidade luso-brasieira-chilena |
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(vice-reitor incentivou a promoção junto à USP) |
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Cursos com 1 mês de duração |
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Intensificação do intercâmbio de estudantes |
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Intensificação do intercâmbio de professores |
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Retomada de professores (área de proteção de edifícios) |
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Publicações |
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DAAUM: |
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História e origens da arquitetura |
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Pesquisa em patrimônio industrial e sua reciclagem (galpões) |
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Sustentabilidade das construções |
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Tecnologia da construção: aço, madeira, etc. |
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Projetos editoriais |
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FAUTL: |
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Propostas conjuntas junto ao CNPQ |
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Arquitetura e sustentabilidade |
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Arquitetura e paisagem |
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via CIAUD (Centro de Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design): canal Sócrates e Erasmus para intercâmbio de professores para troca de experiências. |
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Publicações conjuntas. |
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Reserva para a FAUUSP de local para exposição na bienal. |
5. Prioridades para as demais Entidades
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LNEC |
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Intercâmbio em publicações / Publicações conjuntas |
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Bolsas FAPESP, coo ABC/Khaled |
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Projetos comuns de pesquisa e bolsas para estagiários |
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IGESPAR: |
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Estagiários (via UTL – bolsas do Instituto Camões) |
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Documentação e digitalização |
6. Conclusões
6.1. Prioridades mais comuns dentre as propostas
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Intercâmbio alunos
Intercâmbio de professores
Co-orientação
Publicações: projetos editoriais, artigos em revistas, com reciprocidade
Concentração nos temas de pesquisa, atendendo às prioridades da FAUUSP
Temas mais propostos pelas escolas portuguesas:
Reabilitação de areas degradadas,
Programação de objetivos e programas com cada Faculdade – propostas comuns junto ao CNPq e FAPESP.
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6.2. Bolsas e Recursos disponíveis para as entidades
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Sabáticas para pós-doutoramento
Programa Santander
Fundação para Ciência e Tecnologia: financia projetos concretos (revistas), mestrados, doutoramentos, pós-doutorado.
Sócrates, Erasmus: troca de experiências entre professores.
Albion (Comissão Européia): bolsas de 2 anos para doutorado.
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7. Estratégia
Parece-nos evidente que, nesse panorama de atividades e interesses, sem minimizar o interesse e importância das iniciativas dos professores da FAU que estabeleceram importantes iniciativas junto às escolas e entidades de pesquisa portuguesas, seja necessário que nossa escola estabeleça uma estratégia que oriente e fortaleça atividades com Portugal, inclusive, favorecendo o preenchimento de eventuais claros na relação. Essa estratégia deve considerar prioridades mais gerais, de interesse mais amplo e de médio prazo e prioridades mais imediatas que exigiriam uma ação rápida e concentrada.
7.1. Prioridades Gerais
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Ensino de Projeto de Arquitetura (ênfase)
Pesquisa sobre a urbanização no mundo português
Publicações
Intercâmbio de alunos
Intercâmbio de professores
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7.2. Prioridades Específicas
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Participação na VI Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo
(Lisboa, 11 a 15/02/08)
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7.3. Providências imediatas
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Centralização de informações
Sistemática de coordenação da FAU com escolas e entidades portuguesas e de fala portuguesa
Montagem de referência para priorização de ações
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