
prof. dr. paulo martins
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"Neste livro incisivo, Paulo Martins desnaturaliza os critérios expressivistas de interpretação da elegia erótica do poeta latino Propércio correntes na Universidade, onde ainda é lido. Eles são indiferentes à historicidade dos preceitos técnicos de sua invenção como ficção poética. Paulo afirma que, ingênua ou não, a indiferença é uma prática etnocêntrica. Universaliza o modo moderno de definir e consumir poesia como literatura e imagina que as paixões romanas dos poemas são sustos contemporâneos que, ao serem impressos, expressam a subjetividade do autor. A especificação retórica do gênero "elegia erótica" faz os poemas aparecer como formalidade prática irredutível às intenções psicológicas dos intérpretes atribuídas anacronicamente ao homem Propércio. Como gênero poético, a elegia erótica romana é inventada retoricamente como enunciação fictícia de um pronome pessoal, ego. É o "eu" não-substancial de um tipo poético que imita discursos gregos e alexandrinos enquanto recompõe, em cada poema, a dicção que especifica a adequação de seu estilo aos lugares-comuns que o gênero prescreve para inventar e ornar a voz de seu éthos, caráter, movido por páthe, afetos."
João Adolfo Hansen Da Universidade de São Paulo Divulgação Agência USP |
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Paulo Martins Literatura Latina |
Trata o texto de questões gerais e genéricas das Letras Latinas. Um manual de Literatura Latina cuja preocupação cronológica é deixada, parcialmente, de lado, para observar essencialmente gêneros letrados transhistoricamente, sem abrir mão, entretanto, do contexto e, naturalmente, da recepção coetânea aos textos, elementos importantes para o autor na compreensão dessas práticas letradas antigas, devido à distância que existe entre elas e nós, leitores modernos.
O compêndio obverva 11 gêneros literários, sigificativos em Roma, entre o século III a.C. e o século IV d.C., matiza diferenças e assinala semelhanças entre autores, apresentando mais do que informações acerca de autores, os seus próprios textos, comentados e anotados. Iniciando pelo capítulo que apresenta o contexto dessas práticas letradas, o livro contém informações acerca da: Lírica (Horácio e Catulo), Elegia (Propércio, Ovídio e Tibulo)), Bucólica (Virgílio), Épica (Virgílio), Comédia (Plauto e Terêncio), Tragédia (Sêneca), Historiografia (Salústio, Tito Lívio e Tácito), Retórica (Cícero, A Herênio e Quintiliano), Oratória (Cícero), Poesia didática (Horácio e Ovídio) e Sátira (Horácio, Sêneca, Juvenal e Petrônio. Acompanha ao livro, 2 DVDs, contendo 12 aulas de Literatura Latina, proferidas pelo Prof. Dr. Paulo Martins, da Universidade de São Paulo. MARTINS, P. . Literatura Latina. 1. ed. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2009. v. 1. 268 p. www.iesde.com.br |
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Este livro consiste numa instigante investigação dos discursos imagéticos e textuais, construídos em torno de uma ideia de poder, e cujo intuito é justamente trazer alguma luz que propicie o aclaramento de tais códigos, em especial daqueles destinados a compor, propagar e sustentar a aura de potência, justiça, mérito, e logo, a fides política do princeps Otaviano, ou seja, sua capacidade de persuasão coletiva, que levará seus correligionários e concidadãos a considerá-lo único em seu tempo, a ponto de que ele, com isso, obtivesse uma atmosfera favorável à concentração do poder que caracterizará o projeto do primeiro Principado efetivo, bem como ao ato que levou o Senado a proclamá-lo, estando ele ainda vivo, o primeiro Augustus – o provedor (da pátria) – em 27 a.C. João Batista Toledo Prado da Universidade Estadual Paulista - Unesp-FLCAr
Este livro trata de um aspecto decisivo na política: investiga as relações entre o que as coisas são e o que as pessoas entendem que as coisas são. Estuda algo fundamental, portanto: a aparência das coisas. Criar uma aparência para uma mensagem política e difundi-la para que possa ser reconhecida é um grande desafio. Seu contrário também é decisivo: se algum fato se reveste de aparência que não se mostra adequada, deve ser rejeitado. Este é o caso proverbial da “mulher de César”. Compreender a política, assim, se liga a estudar as imagens, em decifrar uerba e facta e as distâncias que se colocam entre eles e as aproximações que se podem promover entre esses dois universos. Este livro se dedica a estudar uma particular e marcante articulação de imagens visuais e literárias em torno de um projeto de poder. O autor, Paulo Martins, coletou textos e imagens (preservados em artefatos que estão dispersos pelo mundo afora) e propôs, a partir deles, uma leitura complexa e original deste fenômeno.
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O que viam e como viam os gregos e os romanos, ou, ainda, como diziam o que
viam, o que julgavam ver e o que imaginavam ver ou poder ver, mesmo que não
vissem: eis o nosso tema neste livro que apresentamos à sua apreciação.
A visão era o sentido nuclear em nossa Cultura Clássica grega e romana. Por
isso, frequentemente os antigos chamavam de “visíveis” todas as coisas que eram
apreendidas por quaisquer sentidos.
Paulo Martins e Henrique Cairus Do PPGLC/USP |
material didático-instrucional
segundo semestre de 2008
primeiro semestre de 2009
segundo semestre de 2009
primeiro semestre de 2010
segundo semestre de 2010 - Pós-Graduação: FLC6093
primeiro semestre de 2011 - Introdução aos Estudos Clássicos
Bacharel em Letras Clássicas (Grego e Latim) pela Universidade de São Paulo em 1991, mestre e doutor em Letras Clássicas pela mesma Universidade em 1996 e 2003 respectivamente, Paulo Martins foi professor de Língua e Literatura Latina em diversas universidades particulares de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Assis, além de ter sido professor de Literatura e língua Portuguesa no Ensino Médio em colégios de São Paulo.
Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na graduação e pós-graduação, sendo também coordenador do programa de pós-graduação em Letras Clássicas/USP.
É pesquisador (Membro Associado) junto ao Programa de Altos Estudos em Representações da Antiguidade (PROAREA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordena o projeto de pesquisa "Imagens da Antiguidade Clássica - IAC/USP". Tem experiência nas áreas das Letras Clássicas, com ênfase nos seguintes temas: Elegia Clássica (greco-latina) e Retórica e Poética da Imagem verbal e não-verbal na Antiguidade Clássica. Essa última área constitui Grupo de Pesquisa junto ao CNPq, do qual é líder. É pesquisador do grupo VerVe/USP. Possui 1 livro em preparação na editora: Imagem e Poder. Edusp/São Paulo.





