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Blog da USP - 12/07/2011 - Imprimir Imprimir

Museu de Arte Contemporânea da USP expõe trabalhos em dois recortes de seu acervo

Obra do uruguaio Clemente Padín, na exposição Redes Alternativas

Fundado em 1963, o MAC USP posicionou-se sempre como um museu de arte contemporânea, além de possuir rico acervo nacional e internacional de arte moderna, que originou sua criação. Foi no MAC USP que nasceu a primeira experiência museológica brasileira voltada para a arte contemporânea. A incorporação de obras fundamentadas na experimentação de novas linguagens e no uso de novos meios foi a base do crescimento do acervo, sendo a contemporaneidade a marca principal das décadas de 70 a 90, quando as doações de obras realizadas pelos próprios artistas colocaram-se como fator principal para a atualização e ampliação qualitativa do seu acervo.

Dois recortes surgem nas mostras em cartaz no MAC. “Redes Alternativas”, mostra de arte conceitual – já que o museu guarda em seu acervo a mais importante coleção de arte conceitual internacional do País, formada a partir de exposições nacionais e internacionais organizadas nos anos 1970 – que traça as relações entre a produção de artistas latino-americanos e do leste europeu, que enfrentavam a censura dos regimes ditatoriais nos anos 1960 e 1970. E “Arte Contemporânea Brasileira”, resultado da seleção feita pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP para participar do Edital Procultura de Estímulo às Artes Visuais do Ministério da Cultura (edição 2010), com o objetivo de atualizar seu acervo com a produção recente de dez artistas brasileiros.

Em “Redes Alternativas” estão trabalhos que desafiavam as noções convencionais da arte e que chegavam ao museu pelo correio, forma que artistas e instituições utilizam para fugir do mercado de arte e centros artísticos. No total são 40 obras de artistas que valeram-se, direta ou indiretamente, da fotografia como registro de performances e do cotidiano. “Isso porque manter um laboratório fotográfico clandestino em casa era possível apesar da censura e repressão. As experiências artísticas, não raro, envolvendo o próprio corpo poderiam ser reveladas e facilmente distribuídas pelo correio”, informa a curadora Cristina Freire. Vivendo sob a repressão e com orientações políticas bem diferentes, a mostra apresenta a visão de artistas de países como Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia, Alemanha Oriental e Hungria, além dos autores latino-americanos.

Painel de Ana Teixeira, na exposição Arte Contemporânea Brasileira

Para a segunda, a escolha recaiu sobre artistas de gerações diferentes e com marcada atuação em várias regiões do País. “Agindo dessa maneira, o MAC USP busca sinalizar para uma política de aquisições que transcenda o paroquial e, ao mesmo tempo, chame a atenção para a potência criativa de outros centros artísticos brasileiros”, afirma Tadeu Chiarelli, diretor do museu. Também foi realizada com a ideia de que o eixo para a ampliação do acervo é a própria coleção do museu. Foram selecionados artistas que exploram o diálogo entre a imagem e a palavra. No total são 21 obras, de autoria de Elida Tessler, Hudinilson Junior, Emmanuel Nassar, Ana Teixeira e Rosângela Rennó, entre outros nomes, que o público vai conhecer enquanto o museu aguarda o resultado do edital.

Redes Alternativas e Arte Contemporânea Brasileira ficam em cartaz até 18 de dezembro e 11 de setembro, respectivamente, no MAC USP (r. da Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, tel. 3091-3039). O horário de funcionamento é de terças e quintas, das 10h às 20h, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, com entrada franca. Mais informações no site do MAC.

(Matéria de Claudia Costa, publicada no Jornal da USP, edição de 27 de junho a 3 de julho de 2011)

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