No programa que foi ao ar hoje, dia 28 de junho, o reitor abordou alguns dos temas que foram assunto na Universidade durante esta semana, como a reunião temática do Conselho Universitário desta terça-feira, que retomou a discussão sobre a estrutura de poder na USP e a adoção de um sistema de cotas raciais; e o processo de transferência, que já está aberto e tem o objetivo de preencher cerca de 1200 vagas na Universidade.
O dirigente também comentou que, na tarde de hoje, uma solenidade receberá os oito atletas e os 12 estagiários selecionados para participar do programa “A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016”. Lançado em 2010, o programa tem o objetivo de fortalecer a prática esportiva na Universidade e fazer com que o esporte tenha, na USP, a mesma importância que desfruta em universidades estrangeiras. São ações integradas em cinco áreas: a pesquisa; a avaliação de equipes e atletas nacionais; a educação continuada de atletas e treinadores; o suporte de treinamento de equipes olímpicas e paraolímpicas; e o apoio a atletas olímpicos integrantes da comunidade uspiana.
Respondendo a uma pergunta de ouvinte, o reitor esclareceu que a Resolução nº 5483, de 06/11/2008, determina que, caso sejam atendidos todos os pressupostos, o pagamento do Prêmio de Excelência Acadêmica é feito no segundo semestre do ano e, portanto, boatos sobre a antecipação desse prêmio não têm fundamentação legal.
No tempo dedicado à história da Universidade, o programa resgatou uma entrevista concedida, em 2004, pelo já falecido professor Marcello Damy, formado pela primeira turma de física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL). Na gravação, o professou lembrou as dificuldades que os alunos enfrentavam na época, sem material didático, sem benefícios e tendo de acompanhar aulas ministradas em francês e italiano. “Isso mostra a dificuldade do passado, de um lado, e de outro mostra que, felizmente, hoje é diferente. Portanto, o rendimento dos nossos alunos pode ser muito mais do que era naquela época”, afirma o reitor, que, por coincidência, foi formando pela última turma da FFCL, antes de seu desmembramento em diversas unidades, em 1969.
Logo após a criação da Universidade, muitos dos professores convidados para iniciar as atividades eram estrangeiros que constituíram a chamada “missão estrangeira”, que tinha o propósito de trazer para a instituição, o conhecimento produzido nos grandes centros da época. Atualmente, o processo de internacionalização volta a estar no centro das prioridades da USP, seja pela assinatura de convênios e acordos de ações práticas com outras universidades, seja com a proposta de aumentar o percentual de professores estrangeiros e convidados, como acontece no Instituto de Relações Internacionais (IRI), o que, de certa maneira, recriaria a ideia da “missão estrangeira”, quase 80 anos depois.
A seguir, ouça a íntegra do programa produzido no estúdio avançado da Rádio USP.
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