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Press release - 19/08/2010 - Imprimir Imprimir

Programa leva professores da Universidade às escolas públicas

Uma das principais novidades do Programa de Inclusão Social da Universidade de São Paulo (INCLUSP), em 2010, é o programa Docentes Embaixadores, que propõe aos professores da USP, inclusive os aposentados, comparecerem a pelo menos uma escola estadual pública para falar aos jovens terceiranistas do ensino médio. Na pauta dos docentes, as propostas de inclusão dos alunos da rede pública à Universidade, informando-os de que é possível cursar o ensino superior em um centro de excelência, público e gratuito, como é a USP.

Criado em 2006, o INCLUSP dedica-se à ampliação do ingresso de alunos de escolas públicas na Universidade, além de apoiá-los em sua permanência com ações de largo alcance antes, durante e após o vestibular.

A ideia de promover o contato de docentes da Universidade com jovens do ensino médio das escolas estaduais partiu do coordenador do Programa de Avaliação Seriada (PASUSP), que também faz parte do rol de ações do INCLUSP, Mauro Bertotti. Para ele, o programa Docentes Embaixadores é muito propício porque também dá ao professor condições de acompanhar, com propriedade, a complexidade das ações do INCLUSP.

“Os docentes passam a entender melhor os problemas do ensino fundamental e médio, e a relação deles com a USP, podendo analisar com precisão as soluções de inclusão da Universidade”, afirma Bertotti. “O inequívoco valor da experiência amplia o repertório da abordagem que os docentes fazem junto aos alunos do ensino público, transmitindo a eles muitas informações essenciais sobre a USP. Com isso, fazem toda a diferença”.

Aposentada na Faculdade de Economia e Administração (FEA), a professora Nena Jeruza Cei definiu que comparecerá, dentro do programa Docentes Embaixadores, à Escola Estadual Architiclinio Santos, em São Paulo. “Gostei muito da proposta deste programa, achei o máximo”, comemorou Nena. A professora aposentada acredita que os professores podem e devem participar sempre de atividades que sejam úteis à sociedade. Segundo ela, conhecida carinhosamente pelos alunos de graduação como “Mãe da Creche”, o ensino de qualidade no ensino médio e nos primeiros anos de faculdade é essencial para que se tenha, posteriormente, uma pós-graduação de bom nível.

A Escola Estadual Fernão Dias, também localizada na cidade de São Paulo, foi a escolhida pela pesquisadora e professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP), Frida Marina Fischer. Nela, Frida já realizou pesquisas importantes com adolescentes que estudam e trabalham, quando pôde observar cientificamente as consequências, para a saúde deles, de aspectos como sono e fadiga. “Creio que o INCLUSP permite aos jovens, na maioria, originários de famílias de baixa renda, entrar numa universidade pública de qualidade”, afirma a professora. “Foi possível observar, ao realizar essas pesquisas, os grandes esforços que, principalmente, alunos que estudam e trabalham têm de fazer para poder frequentar a escola no período noturno e ter um bom aproveitamento escolar”.

Presidente da Editora da USP (EDUSP) e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA), Plinio Martins Filho, credita ao foco no mérito a maior das virtudes do Programa de Inclusão da Universidade. “Os bons alunos de escola pública têm mais chances hoje do que na minha época em chegar à USP”, avalia Martins Filho. Na condição de um dos principais editores de livros do país, Plinio pretende recomendar muita leitura aos jovens alunos do ensino médio. “Em geral, quem entra na Universidade tem na família um histórico de grande contato com a leitura. O livro é muito importante para a formação das pessoas. Quem lê bastante terá mais chances de se sair bem no ensino superior”, diz o editor e professor.

Outro professor aposentado que vai participar do programa Docentes Embaixadores é Valdemar Setzer, vinculado ao Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Aos alunos, Setzer deve explicar o que significa cursar um bacharelado em ciência da computação, empenhando-se para que eles tenham a percepção de que tiveram contato, de fato, com informações que lhes podem ser úteis para chegar à USP.

(Jorge Vasconcellos, especial para a Sala de Imprensa)

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2 Comentários para Programa leva professores da Universidade às escolas públicas

  1. Ana Paula Alves Rodrigeus's Gravatar Ana Paula Alves Rodrigeus
    25 de agosto de 2010 às 19:11 | Permalink

    Boa Noite!

    Achei o programa fantástico, visto que sou professora de uma escola pública do Estado de São Paulo e conheço de perto a dificuldade dos alunos em frequentar uma instituição de ensino superior pública. Penso que a motivação e a informação propiciadas pelos próprios professores da USP contribuírão imensamente com o aumento do números de alunos que prestarão o vestibular e conseguirão frequentar os bancos das mais conceituadas instituições. Trabalho na Escola Estadual José Siqueira Bueno, localizada na Cidade de Piracaia, interior do Estado de São Paulo e espero receber a visita de um dos professores envolvidos no programa.
    Abraços.
    Ana Paula

  2. 1 de setembro de 2010 às 10:31 | Permalink

    Recebemos a visita ontem de um professor da USP, Professor Eliseu, docente do curso de Física. Os alunos gostaram da visita e interagiram com o mestre.. A ideia é justamente fazer com que se sintam capazes de cursarem uma universidade pública. Precisamos divulgar esse programa oferecido pela USP e sempre buscarmos essas informações para passarmos adiante. São ideias e propósitos como esses que nos tiram da ignorância. Grande abraço a todos.

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