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Blog da USP - 02/12/2014 - Imprimir Imprimir

Artigo: A USP sob ataque

 

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40 Comentários para Artigo: A USP sob ataque

  1. Angelina Martha Chopard Gerhard's Gravatar Angelina Martha Chopard Gerhard
    3 de dezembro de 2014 às 15:14 | Permalink

    Meus sinceros parabéns ao Professor José de Souza Martins, pelo artigo publicado no caderno Aliás do jornal “O Estado de São Paulo” de domingo último, dia 30.
    O artigo é muito claro e verdadeiro. Sinto-me feliz em lê-lo. Funcionária da USP há 30 anos, trabalhando muito, e sempre “vestindo a camisa” de nossa Universidade, cansei-me de ler na mídia muitas inverdades sobre a USP, principalmente nas paralisações. Algum (jornalista) nos perguntou aonde trabalhávamos quando os muitos piquetes nos impediram de exercer os nossos trabalhos diários? éramos acolhidos em outros locais da USP e muitas vezes precariamente, mas conscientes de exercer o nosso direito de cumprir as funções que nos foram delegadas. Afinal, como servidores não docentes e celetistas, ao ingressar na Universidade assinamos um contrato, e contratos devem ser honrados.

  2. Carlos Godoy's Gravatar Carlos Godoy
    3 de dezembro de 2014 às 16:03 | Permalink

    Professor Martins,

    parabéns pela coragem e perfeita colocação das palavras na situação. Acredite, tenho tentado diariamente defender e compartilhar tudo isso em minha unidade, seja com alunos, professores e funcionários.

    Obrigado

  3. Fernando lefevre's Gravatar Fernando lefevre
    3 de dezembro de 2014 às 17:24 | Permalink

    Parabéns professor pelas colocações justas e pertinentes. Nossa melhor Universidade não pode ser ameaçada sobretudo de dentro, pelos diversos fascismos que se escondem sob frágil máscara do “manifestismo”

  4. Isabela Pires Ferreira's Gravatar Isabela Pires Ferreira
    3 de dezembro de 2014 às 17:25 | Permalink

    Excelente artigo, parabéns.
    Somos saturados, diariamente, por informações especulativas e que buscam rebaixar a Universidade e sobretudo seus docentes ante a sociedade, depreciando o trabalho sério e profícuo que ali ocorre e que passa distante do olhar do leitor/espectador, sobretudo os que não frequentam esse ambiente. É importante que nós, alunos e ex-alunos, nos preocupemos em divulgar matérias desse teor e seriedade, a fim de contrapor perspectivas midiáticas.

  5. Gustavo Carneiro's Gravatar Gustavo Carneiro
    3 de dezembro de 2014 às 17:51 | Permalink

    Ataca os que fizeram a greve e a chama de “irrealista”, mas não cita em momento algum as motivações de quem aderiu ao movimento grevista e suas pautas. Dedicar duas páginas para construir uma argumentação falaciosa que tenta enquadrar os grevistas como inimigos da universidade, e se calar para a atual política da reitoria que está prejudicando enormemente o atendimento nos Hospitais Universitários e nos Centros Saúde-Escola com o congelamento de contratações é uma opção curiosa do autor. Já são 1000 mulheres esperando para serem atendidas na fila do exame de prevenção de colo de útero do Centro Saúde-Escola Butantã por falta de enfermeiras; cada dia aumenta mais o número de pessoas sem atendimento nos Hospitais Universitários por falta de profissionais, e por consequência a qualidade do ensino nesses hospitais-escola também só piora, já que os estudantes que deveriam estar estagiando acabam cumprindo o papel de mão de obra barata para suprir a falta de funcionários. Isso para citar apenas alguns exemplos. Por que o autor se cala diante disso? Falta de “discernimento político”, ou “crítica” seletiva para defender interesses próprios que prefere não deixar claros?

  6. 3 de dezembro de 2014 às 18:30 | Permalink

    Parabéns pelo texto! Um pouco exagerado na argumentação, mas certamente muito menos exagerado do que os argumentos de quem defende o contrário. Sinto-me muito representado por essas palavras e também desejo que a situação possa se reverter, pois uma minoria não poderia conseguir fazer esse tipo de estrago.

  7. Maria Inês R.M.Santoro's Gravatar Maria Inês R.M.Santoro
    3 de dezembro de 2014 às 18:41 | Permalink

    Sou Professora da “gloriosa” USP há 50 anos e muito me orgulho da escolha que fiz, desde muito cedo em minha vida. É “gloriosa” sim, e sempre será, desde que existam professores, como o autor deste artigo, como eu própria e como outros inúmeros colegas, que há décadas, se dedicam, em tempo integral, ao ensino e à pesquisa. A USP é uma grande Universidade: sua produção científica é de alto nível de qualidade, em todas as áreas de conhecimento. É formadora de RH altamente competentes e é reconhecida e respeitada internacionalmente. De fato, a USP está sob ataque, cabendo a nós, professores que dedicaram a vida ao ensino e à pesquisa, defendê-la, não só dando continuidade aos nossos sagrados deveres, como nos manifestando, como, corajosamente, o fez meu colega, o Professor José de Souza Martins.
    Profa.Dra.Maria Inês Rocha Miritello Santoro
    Profa.Titular-FCF-USP

  8. 3 de dezembro de 2014 às 19:37 | Permalink

    Permita-me de chamá-lo de colega.
    Prezado colega,

    Parabens pelas suas sábias palavras.
    Minha aposentadoria compulsória foi publicada ontem no D.O. do estado. Incluindo o período em que fui aluno da USP, são 51 anos de convivência e dedicação ao meu segundo lar. Vou continuar ensinando, formando pessoas e pesquisando na condição de professor senior até onde for possível.

  9. Mariana Lira's Gravatar Mariana Lira
    3 de dezembro de 2014 às 19:59 | Permalink

    Concordo com a crítica aos ataques feitos na mídia por jornalistas irresponsáveis ou de má-fé que não conseguem ver a contribuição da universidade pública para a sociedade.
    Em relação aos grevistas acho sem cabimento a crítica. Os que fazem greve não fazem por um deleite, mas sim por melhores condições na universidade e cumprimento aos seus direitos que estão sendo violados. Nesse ponto a crítica deveria ser ao governo do Estado de São Paulo que tem levado a precarização de nossa querida Universidade de São Paulo.

  10. José Lavres Junior's Gravatar José Lavres Junior
    3 de dezembro de 2014 às 21:38 | Permalink

    Prezado Prof. Dr. José de Souza Martins,
    Parabéns pelo excelente artigo publicado e pelo pragmatismo do conteúdo. Sinto-me extremamente honrado por ser Professor da USP e por ser filho dela. Registro aqui também um testemunho de agradecimento, de um sergipano que deixou a casa dos pais com 17 anos para estudar na ESALQ-USP, e que hoje me honra muito pertencer ao quadro de servidores docentes do CENA-USP.
    Obrigado.

  11. Ricardo Augusto Felicio's Gravatar Ricardo Augusto Felicio
    3 de dezembro de 2014 às 21:47 | Permalink

    Caro Prof. Martins

    Sinto isto na pele todo dia que entro na Geografia. Sou satanizado, ridicularizado e humilhado TODOS OS DIAS. O assédio moral parte de dirigentes, com poder, e de certos alunos, que acham que podem de tudo (poder atribuído) e não necessitam de regras. Pichações são frequentes, bem como ataques pessoais, todos eles com a conivência da instituição, pois continuo com as reclamações e nenhuma providência é tomada. Tenho que entrar no meu local de trabalho e ler, desde março, chacotas feitas com meu nome pichado na entrada do prédio. Neste calendário louco de ajuste de aulas, que não se consegue agradar a gregos e troianos, porque uns querem curtir as férias, que não existem, em janeiro e outros, em fevereiro. Levei dedo na cara e discussão de aluna mal-criada que quer passear em fevereiro. Deveria se preocupar em respeitar o ano letivo que já foi determinado e que, com muito custo, estamos tentando encaixar o que dá. O que fazer com tamanha patifaria?

  12. Vanessa's Gravatar Vanessa
    3 de dezembro de 2014 às 23:00 | Permalink

    Depreciação do ensino é um portal de comunicação de uma Universidade pública ser tão chapa branca. O Professor foge completamente à questão que levou os estudantes a se colocarem a favor dessa greve, e faz uso ele próprio de uma falsa dialética e de um pensamento binário que opõe as demandas mais amplas da comunidade da universidade ao desenvolvimento real dela própria. Tudo para fugir da questão central do problema da Universidade: quem vai pagar pelo verdadeiro descaso com o ensino, as improbidades administrativas das últimas gestões?

    Se o portal se negar a publicar meu comentário, que não fere a lei, nem a ética e nem a “boa convivência” estará se declarando chapa branca.

  13. Matheus Kortz's Gravatar Matheus Kortz
    3 de dezembro de 2014 às 23:05 | Permalink

    Sempre os textos servem a alguém ou a algum interesse, nessa mesma medida é um desserviço aos demais interesses. Se pensarmos no curto prazo, no “ano escolar”, podemos até sugerir que houve perdas, mas se pensarmos no longo prazo, nas finalidaded últimas da universidade, percebemos que aulas aqui e ali não significam nada diante da (baixissima) qualidade das aulas. Espero que esse professor e os leitores possam perceber a que (des)serve esse texto.

  14. Edivaldo's Gravatar Edivaldo
    3 de dezembro de 2014 às 23:08 | Permalink

    Gostaria de frisar que a USP não é feita apenas de professores e alunos, funcionários sem sombra de dúvidas também são “pessoas” que fazem parte dessa comunidade colaborando para que ela continue exercendo seu bom desempenho. Como mencionado no referido artigo ” …e violação dos direitos das pessoas, deve ser investigado, apurado e punido severamente….” , de que direitos está sendo falado? Se a USP deixar de existir, essas pesquisas tão faladas não cairão por terra? Fundações contratando funcionários com baixos salários sem se importar em oferecer uma formação continuada. Por fim, são inúmeras questões por detrás de cada piquete, inclusive o não olhar para o próprio umbigo e se preocupando com o emprego de TODA A COMUNIDADE da USP.

  15. Natalino's Gravatar Natalino
    4 de dezembro de 2014 às 8:14 | Permalink

    Parabéns ao professor José de Souza Martins, trata-se de artigo corajoso que desvela a face daqueles que não têm nenhum compromisso com a universidade e sim com os seus próprios interesses.
    A universidade está saturada destes sujeitos!

  16. Viviane Peron's Gravatar Viviane Peron
    4 de dezembro de 2014 às 8:23 | Permalink

    Parábens Professor José de Souza Martins pela bela exposição! Não serve apenas aos problemas encontrados dentro da USP, mas infelizmente, presente em nossa sociedade, onde os direitos são amplamente requisitados e os deveres simplesmente ignorados, gerando este caminho violento e caótico em que estamos vivemos sem justiças, sem respeito e sem ordem.

  17. Joel's Gravatar Joel
    4 de dezembro de 2014 às 8:56 | Permalink

    O artigo também é tendencioso. Não sou a favor de agressões e não participei da greve, por que se o fizesse atrapalharia quem tinha decidido trabalhar, outros de minha área pararam.

    Mas, a greve de forma nenhuma foi infundada. Foi justa, pois afinal ficar sem reajuste é na verdade ter o salário diminuído e isso é um erro. O sindicato fez seu trabalho em invocar essa greve.

    Não podemos deixar que os salário sejam afetados. O custo de vida aumenta muito e sem reposição estaremos sendo aviltados, agora já é previsto aumento do IPTU, gasolina, condução, luz, escola, convênio médico, alimentos, entre outras coisas.

    O descaso com o ensino, o desrespeito com os professores e funcionários acontecem e devem ser combatidos. Todos devemos nos respeitar.

    O desrespeito a ordem, as leis e autoridades estão aumentando dentro e fora da instituição. Deviam ter prendido o aluno (falado no artigo) e feito ser cumprida a lei, não avisado o aluno e deixado ele se evadir.

    Quem não é a favor da greve deposite na conta da Universidade os ganhos do reajuste concedido. Ser contra a greve é fácil, mas devolver os frutos conseguidos pela greve ninguém quer. Pegue seu salário atual e veja como ele ficaria, sem todos os reajustes conseguidos pelas greves anteriores. Pense isso em termos anuais, coloque férias, 13º, FGTS.

    A culpa da crise da USP não tem nada a ver com os salários. Tem a ver com crescer sem planejar. De criar uma USP Zona Leste, sem planejar. De criar cursos em Ribeirão Preto em Santos, de incorporar Lorena, de aumentar o número de alunos, de museus, etc. Sem fazer o planejamento orçamentário para esse crescimento. Ou não sabiam que essas escolhas acarretariam em maior número de professores e funcionários na folha de pagamento?

    Agora com o PIDV, muitas áreas perderão funcionários essenciais, sem reposição. Outras áreas que estão sobrando funcionários continuarão do mesmo jeito.

    O PDIV foi uma excelente medida, será bom para os funcionários que querem sair e vai ajudar na questão de diminuir os encargos. Só se deve tomar cuidado para que ao fazer um regime, não cortemos uma perna para a balança apresentar números mais favoráveis.

  18. Leonardo Prenholato's Gravatar Leonardo Prenholato
    4 de dezembro de 2014 às 9:19 | Permalink

    Muito valiosa a reflexão proposta no texto. Infelizmente, problemas antes vistos no ensino básico e médio, estão agora crescendo nas universidades. A USP, não distante destes problemas, mas com estes amplificados diante de suas dimensões, valores e prestígio mundial, precisa fortalecer-se como instituição que tem como pilares Ensino, Pesquisa e Extensão e suas atividades meio que servem de apoio para que a Universidade funcione.

    Um outro problema interno e externo à USP, muito forte no Brasil e comentado no texto, é a busca excessiva por direitos, mesmo que os deveres não estejam plenamente cumpridos. Como efeito deste, têm inicio a disputa de “classes”, onde um ganha mais do que deveria, outro tem benefícios demasiados, o terceiro acomoda-se em um cargo irrevogável.

    Por fim, até os que acreditam no esforço e cooperação entre todos, quando envoltos por tamanha especulação e artimanhas, já não sabem como e por onde agir para que, não só a USP, mas a sociedade brasileira, consiga sair desse ciclo de deterioração da educação e da cultura.

  19. maria de fatima martins's Gravatar maria de fatima martins
    4 de dezembro de 2014 às 9:21 | Permalink

    Professor parabéns,o senhor expressou meus sentimentos …aceite minha solidariedade e faço das suas palavras as minhas.Um grande abraço…

  20. José Arthur Fernandes Barros's Gravatar José Arthur Fernandes Barros
    4 de dezembro de 2014 às 9:22 | Permalink

    Professor José de Souza Martins, Parabéns! O Senhor conseguiu exprimir em palavras o pensamento de alunos que estão preocupados com a sua missão fundamental que é de obter mais conhecimentos. Como aluno de Pós graduação e uma vida atribulada cheia de horários para isso ou aquilo, me esforço para ter o maior tempo possível para estar na USP e ter o “prazer”, e o “direito” de estudar. Neste período, em alguns momentos fui impedido de exercer meu direito básico de ir e vir por ação de pessoas que se sentem acima do direito dos outros e em nome de um ideal do qual fazem parte. A história, em diversos momentos, já mostrou a todos aonde terminam esses idealistas. O maior ensinamento é o poder do diálogo e a paciência em esperar os resultados, a perseverança de se posicionar com idéias, mas que sejam disseminadas em clima de paz, envolvendo a todos que saibam “ouvir” e também dar sua colaboração.

  21. 4 de dezembro de 2014 às 10:13 | Permalink

    Até que enfim ouço a palavra de bom senso. Fico estarrecida toda vez que dentro de nossa Universidade ocorrem atos de violência, incivilidade, agressão e falsidade ideológica, quando todos acham que têm direito de clamar por supostos direitos (ou regalias), sendo que muito poucos mostram consciência de seus deveres e obrigações. Enxergo a total inversão de valores e vejo que mesmo alguns professores contribuem para a agitação dos alunos e para a baderna, sem o menor respeito pelo valor maior que é o ensino e o aprendizado. E não recuam nem diante da demolição da infraestrutura da Universidade nem diante de seus mestres aos quais tanto devem.
    Será que tais vândalos e baderneiros merecem mesmo ser ouvidos?
    Em parte a culpa é também do corpo docente por sua leniência e por sua sujeição aos desmandos de uma minoria que incita sempre à violência . E a maioria silenciosa se cala como sempre…

  22. Julio Tirapegui's Gravatar Julio Tirapegui
    4 de dezembro de 2014 às 10:35 | Permalink

    Parabéns ao prof. Martins pela coragem de falar quando é mais fácil ficar calado…..e observar como fazem muitos membros da Comunidade universitária…
    E o pessoal da ADUSP e o SINTUSP não falarão nada, e os estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) não sabem de nada…..

    Obrigado,

  23. Patricia Berbel's Gravatar Patricia Berbel
    4 de dezembro de 2014 às 10:39 | Permalink

    Gostaria de parabenizar o prof. José de Souza Martins pelo artigo. Vejo que a intenção dele foi a melhor possível diante das atuais circunstâncias da Universidade de São Paulo, mas existe um outro lado bem diferente do exposto. Concordo com o que foi dito em relação aos alunos, que decidiram aderir à greve e não mediram as consequências dessa decisão. Eles não pensam que os professores também têm mais o que fazer e, mesmo assim, concordaram em repor as aulas perdidas com a greve, sendo que muitos docentes não estavam em greve. Esses docentes vão deixar suas famílias e trabalhar aos sábados para contribuir com a formação acadêmica desses alunos inconsequentes. O que eu penso ser o outro lado, é o dos funcionários. Nós trabalhamos 40 horas por semana para atender as necessidades dos docentes e dos alunos, sem funcionários a Universidade não teria condições de exercer sua função principal. Nós temos famílias e necessidades básicas como todo ser humano. Não digo que o nosso salário é baixo, mas adequamos o nosso orçamento e temos que nos adaptar às mudanças no mercado financeiro como inflação e ajustes diversos (escola, combustível, alimentação, serviços em geral). Eu fiquei indignada com o pronunciamento do novo reitor em relação ao reajuste 0%. A escola dos meus filhos aumentou 8%, a consulta da fono 10%, entre muitos outros exemplos que eu poderia citar. Eu acho uma falta de respeito com os funcionários e docentes o não reajuste dos salários. A greve é um direito de todos e serve justamente para mostrar a indignação dos trabalhadores em relação às decisões superiores. Penso que os dirigentes da Universidade poderiam conversar mais, negociar mais e não deixar a situação chegar no ponto em que chegou nessa última greve. Somos seres humanos, não somos máquinas que podem ser ajustadas ao “modo econômico” quando necessário.
    Muito obrigada,
    Patricia Berbel

  24. Marco Antonio Teixeira's Gravatar Marco Antonio Teixeira
    4 de dezembro de 2014 às 11:12 | Permalink

    Parabéns professor, pois, tudo o que o senhor mencionou estava entalado até agora na minha garganta. É realmente a inversão de valores que impera na atual sociedade do espetáculo em que vivemos, ou, o que não presta é que tem valor. Quando ia nas “assembleias” da FFLCH para decidir sobre a continuação da greve ou não, podia sentir, caso votasse contra, a hostilidade no ar. Por fim mais uma vez parabéns pela sua coragem e inteligência .

  25. JORGE RAMON PENARANDA SALGADO's Gravatar JORGE RAMON PENARANDA SALGADO
    4 de dezembro de 2014 às 12:53 | Permalink

    Prezado professor,

    Que maravilha ler o seu texto. Que bom tê-lo claramente posicionado, quando tantos colegas seus não sabem, ou simplesmente não querem (por ignorância uns, por propósito contrário e dissimulado outros) entender o propósito maior da universidade como “Alma Mater” de todos nós como sociedade e como indivíduos. Que elegância ao denunciar o mecanismo que nos leva (alunos) à mediocridade de pensamento…vejo tanto isso no meu cotidiano da USP… Saiba que mesmo assim sou esperançoso, e contribuirei sempre, pelo menos, com o mínimo que sou capaz: pensamento crítico. Um grande abraço.

  26. Raphael Funchal's Gravatar Raphael Funchal
    4 de dezembro de 2014 às 15:34 | Permalink

    A verdade é: os salários dentro da USP são muito desiguais. Enquanto certos inativos ganham entre 26 mil até 60 mil ao mês, pessoas que trabalham e fazem o serviço de 3 ou 4 funcionários, ganham o piso, de 1,9 mil. USP, reflexo do Brasil atual.

  27. junia Borges Botelho's Gravatar junia Borges Botelho
    4 de dezembro de 2014 às 15:40 | Permalink

    Parabéns pelo excelente artigo em defesa da nossa USP

  28. Fábio Braga's Gravatar Fábio Braga
    4 de dezembro de 2014 às 15:49 | Permalink

    Boa tarde,
    Bonito texto, porém é muito fácil enxergar nossa Universidade com a ótica simplista e elitizada. Também com o vencimento líquido do mês de novembro no valor de R$ 26.487,47 pagos a um servidor inativo/aposentado * nossos 5,27% de reajuste não fariam grande diferença e acredito, professor, que o melhor jeito de ser contrário aos movimentos sindicais “legais” é devolver o seu reajuste integral à universidade, o que acha?
    O problema da nossa universidade consiste na má administração feita por acadêmicos e não por administradores profissionais. pense nisso…
    *Fonte (portal da transparência da universidade de são paulo)

  29. Suzie lacerda's Gravatar Suzie lacerda
    4 de dezembro de 2014 às 18:42 | Permalink

    Acredito, professor, que não se chega a lugar nenhum quando se pretende defender ( no caso a Universidade) com ataques a qualquer um que seja. Sim, verdade, existem casos de abuso, violência contra docentes e funcionários, exercidos por alunos, outros docentes e quiçá funcionarios, e existem também abusos contra alunos e funcionários, oriundos também de todas estas esferas. A greve, como bem disse um dos comentaristas anteriores, favoreceu seu salário também, será que o senhor está devolvendo o que obteve de lucro em razão da greve? Nela também foram cometidos casos de abusos, interferência externa a USP. Alguns alunos foram sim manipulados em suas opiniões, outros sabiam o que faziam, não são todos peças de manipulação sem condição de raciocinar como defendeu aqui. Cada qual tem sua culpa neste cartorio, cada qual sabe exatamente onde e quem as carregam. Mas faltou falar do outro lado, daquele onde uma estrutura de poder arcaica e contaminada faz o que quer na universidade, atendendo à sei lá quem (melhor evitar clarificar em razão da boa convivência) levando-a a uma ampliação descabida, sem aumento de recurso e sem planejamento para atender a pressões externas que todos sofremos, por aumento de vagas, vagas para ensino público, etc ( não que não sejam necessárias, mas as custas da própria universidade e seus escassos docentes e funcionários?). Existem muito mais fatos e anseios externos do que internos nestes desmandos que levaram a universidade à dificuldade financeira ( porque não está como dizem na banca rota). E não vejo os docentes, funcionários e alunos desta universidade, com clareza de pensamento, defenderem os efeitos políticos na universidade. Portanto, quando desejamos escrever algo, precisamos fazer uma análise critica do todo, sem ataques, professor, estes de nada servem.

  30. Helena Oliveira's Gravatar Helena Oliveira
    4 de dezembro de 2014 às 19:53 | Permalink

    Professor Martins obrigada por produzir este artigo, pensei que fosse a única a questionar esse processo dito “democrático” que ocorreu esse ano na universidade.
    Estou chegando agora na “família” USP, não conheço muito seu passado, mais de uma coisa tenho certeza, muitos doaram suas vidas pra ela ser a universidade que é, e respeito muito isso.
    Então se existem falhas na administração , que seja denunciado, investigado e os responsáveis devidamente punidos. Ao meu ver é assim que as coisas funcionam no século XXI.
    Mais uma vez obrigada por manifestar de forma tão competente sua vivência professor.

  31. Luis Roberto Pereira de Carvalho's Gravatar Luis Roberto Pereira de Carvalho
    4 de dezembro de 2014 às 20:24 | Permalink

    Professor Martins
    Li seus comentários e faço dos seus desabafos minhas palavras. Talvez eu não conseguisse expressar com palavras tamanho raciocínio lógico, pois minha cultura é mediana. Apesar de mediana não sou indiferente a tudo que ocorre a nossa volta. Infelizmente o senhor está coberto de razão quando se refere a inversão de valores que estamos atravessando. Não só na universidade como no mundo inteiro. Mas posso te dizer com certeza que sinto na própria pele essa discriminação com relação a troca de valores. Sou funcionário da USP a 26 anos e sempre procurei dar o meu melhor. Não tanto porque eu morresse de amores pela universidade. Mas sim como em qualquer outra atividade da vida aprendi com meus familiares que a gente deve dar sempre o melhor da gente para que o nosso emprego não seja só uma fonte de renda. Mas de prazer também.
    Dizer que sou um funcionário acima da média seria no mínimo demagogia. Mas perceber que depois que os salários dos funcionários foram expostos na Internet para todo mundo ver e eu perceber que funcionários mil vezes piores que eu na minha sessão estão muito mais bem ranqueados e ganhando quase que o dobro do meu salário, é de se desanimar. Felizmente não desanimo porque gosto do que faço e faço muito bem e com carinho. Independente das distorções que se seguiram anos a fio, me considero satisfeito com o resultado. Sempre pude chegar em casa e falar para os meus filhos que o meu dia foi produtivo. Como chegamos a esse fundo de posso não sei. Só sei que pessoas com menos estrutura psicológica travam e ficam rebeldes. A impressão que se tem é que parece que existe uma força estranha que não quer que as coisas boas aconteçam, ou talvez quem sabe, precisamos que fique bem ruim para que um dia melhore. Vai saber. Por mais que você tente encontrar um culpado, não o encontrará. Pois trata se de uma cultura arraigada do povo brasileiro que se arrasta por anos a fio. Muita coisa ainda tem que ser feita. E o exemplo tem que vir de cima. Mesmo eu tendo uma cultura mediana e ganhando salário de funcionário médio, coloquei três filhos na faculdade dos quais dois ja estão sobrevivendo por conta própria. Um é professor universitário em uma faculdade federal, o outro é programador em uma grande empresa e o mais novo está sendo bem encaminhado. Quando converso com meus filhos, percebo que o meu melhor legado foi o exemplo de pessoa que eu e minha esposa deixamos para eles. Felizmente apesar de tudo o que enfrentei nesses 26 anos de USP consegui dar o melhor para minha família. Agora o que ganho como recompensa é um bela demissão voluntaria. Com receio de amanha ser mandado embora como algumas pessoas ja foram e que eu presenciei. É isto professor. Só me resta deixar aqui um grande abraço a todos aqueles funcionários que assim como eu, nunca desanimaram e ser solidário com àqueles que não conseguiram suportar a barra.

  32. Maria Amélia Mendonça's Gravatar Maria Amélia Mendonça
    4 de dezembro de 2014 às 23:03 | Permalink

    Professor:
    Concordo que professores e alunos não podem ser agredidos. É a lei, além de ferir a ética. Todavia, havendo algo de grave a dizer contra alguém ligado à universidade, há várias formas de fazê-lo. Se uma conversa não resolver, resta algum recurso, processo, ou outro procedimento para corrigir o problema.

    Entendo sua indignação mas, no que diz respeito à USP, prefiro que ela não seja criticada por ninguém na imprensa, a qual se encarrega de fazê-lo sem a nossa ajuda.

    Quanto a saber se somos representados pelos que têm a obrigação de nos representar, essa é uma pressão a ser exercida pelos representados na USP, no Brasil e no mundo.

    No contexto atual, não recomendo a ninguém que critique essa universidade que pode estar com seus dias contados se não nos unirmos com cordialidade, paciência, esforço e diálogo, para convencer a sociedade incrédula e horrorizada pelos crimes e denúncias diversas contra a USP, que é preciso mudar o orçamento para manter as universidades paulistas, como admitiu o próprio reitor.

    Boa sorte para todos nós.

  33. Alexsandro's Gravatar Alexsandro
    5 de dezembro de 2014 às 9:10 | Permalink

    Tudo lindo e maravilhoso, só esqueceram que a universidade precisa de funcionários para caminhar, sem eles não existe aula pois salas ficam sujas e alunos não comem, trabalhos de pós não caminham, a universidade não é composta apenas professores e alunos mas por todo um conjunto, se uma parte não funciona o resto padece.

  34. Sandro Morilla Cordeiro's Gravatar Sandro Morilla Cordeiro
    6 de dezembro de 2014 às 10:30 | Permalink

    Digníssimo Professor José de Souza Martins, é realmente muito importante que os professores da USP escrevem artigos como esse na grande mídia impressa. Gostaria de exemplificar que não concordo com suas palavras, acredito que o senhor foi mais corporativista que sociólogo.
    Colei grau em licenciatura no IFUSP em 2011 e estou no bacharelado atualmente. Nas várias passagens que tive na FEUSP, ficou claro que a reprovação causa prejuízo financeiro na educação básica pública, e também, alunos da graduação que eram professores em escolas privadas eram hostilizados pelos alunos com baixas notas e seus pais patrocinadores.
    Concordo com a reprovação, sim; mas reprovar 98% de uma turma de graduação num curso de cálculo ministrado por um professor do IMEUSP, só no Brasil e na USP. Tem idéia de quando dinheiro público foi jogado no lixo? Aliás, a USP não pode mais esconder o desperdício financeiro, seja ele com: cursos, obras e salários (transparência).
    Desde 2005 conheci muitos professores, uns com alma de ouro e profissionais do mais alto quilate, infelizmente, me deparei com outros que não poderiam ser considerados seres humanos porque não se pode usar o conhecimento científico pra ser uma pessoa amarga, rancorosa e mesquinha.
    Quisera a USP tivesse 98% dos seus professores sábios como um Marcelo Gleiser (não USP), Vito Roberto Vanin, Ocimar Munhoz Alavarse, Paolo Piccione, Marcelo Gameira Munhoz, entre outros. Não irei mencionar os “de-mal-com-a-vida” porque o senhor acharia que eu estou sendo mimado ou hostil.
    Nos estamos vivendo num pais onde as pessoas estão cobrando cada vez mais qualidade no serviço público, a USP tem a obrigação de ser eficiente, reprovar 98% não está de acordo com o princípio da moralidade. Cobrar qualidade não é desacato (Art. 331 do CP) é direito do cidadão.
    Por fim, eu sonho com uma USP melhor mais humana e menos elitista. Parabéns pelo artigo.

  35. Nila's Gravatar Nila
    7 de dezembro de 2014 às 9:46 | Permalink

    Parabéns, Joel, pelo comentário em 4 de dezembro de 2014, às 8:56. Me senti representada por você. Um abraço!

  36. Estudante da FMUSP's Gravatar Estudante da FMUSP
    7 de dezembro de 2014 às 12:10 | Permalink

    Universidade é lugar de ensino e pesquisa, não de baderna. Tem que banir festa, álcool e trazer a PM para a cidade universitária.

  37. Shirlei Horta's Gravatar Shirlei Horta
    8 de dezembro de 2014 às 11:16 | Permalink

    Concordo totalmente com as palavras do professor. Espero que, no ano de 2015, mais pessoas tenham a coragem de reagir à implosão que está sendo plantada por aqueles que tudo querem, menos usar a qualidade do ensino como arma para as mudanças acadêmicas, sociais, econômicas, que todos sabemos necessárias no Brasil e no mundo.

  38. Ernandes Fernandes's Gravatar Ernandes Fernandes
    12 de dezembro de 2014 às 6:18 | Permalink

    Primeiramente reforço o que disse a comentarista “Nila”:
    Parabéns, Joel, pelo comentário em 4 de dezembro de 2014, às 8:56. Me senti representado por você.

    Em segundo lugar, acrescentando ao que ele disse, comento:

    Com todo o respeito ao vetusto professor, mas em um cenário onde foi anunciado reajuste zero e planos de redução nas verbas das unidades de ensino, por um reitor que atribui aos “altos salários da USP” a crise financeira da Universidade (ignorando a expansão muito mal planejada da mesma, e sequer aderindo à reivindicação – já antiga – de aumento do orçamento da USP para a mesma porcentagem do ICMS destinada a ela no final dos anos 80) dizer que a greve ocorrida em seguida a esses anúncios é “descabida porque irrealista” é ser mais “irrealista” do que os radicais que dominam o SINTUSP. O que se esperava em uma circunstância assim? Que os funcionários festejassem o não-reajuste? Que apoiassem o reitor em sua atribuição de culpa?
    Além disso, por mais que o reajuste salarial dos funcionários não seja uma pauta que diga respeito aos alunos, diminuição de verbas nas unidades onde eles estudam e desvinculação dos hospitais, que muitas vezes, os atendem são pautas que os afetam diretamente, não se pode dizer que eles simplesmente “entraram na onda em nome alheio”. O que lhes faltou foi mobilização para que as reivindicações da greve não se focassem apenas em salário, e dessem mais atenção ao financiamento das unidades.
    Se temos gente destemperada e desrespeitosa entre os grevistas ou entre os alunos. Isso não significa que as reivindicações são injustas. Simplesmente significa que estas pessoas são mal-educadas, e continuarão sendo independente do lado que assumam em uma discussão!
    Quanto a perseguição de professores “pelo simples fato de serem competentes na pesquisa e no ensino e exigentes no aprendizado de seus alunos” é necessário prestar muita atenção no que se considera como “exigente no aprendizado”. Casos, como o citado acima (reprovação de 98% de uma turma de Cálculo) certamente não ocorrem devido à “minoria hostil de alunos relapsos” (afinal, não existe minoria de 98%), mas sim à uma cobrança “descabida porque irrealista”. Como aluno do IQUSP, já testemunhei vários casos deste tipo, como: professor de Química Orgânica descontando pontos em uma prova por “falta de clareza no estilo de argumentação”, ou por “desenhos desalinhados de cadeias carbônicas” , ou pois “esta sua resposta está correta, mas é diferente do que eu disse em sala”. Isso para ficar exemplos que testemunhei e que me lembro agora.

    Por fim, como disse o nosso colega do IFUSP, acima (Sandro Morilla Cordeiro): eu sonho com uma USP melhor mais humana e menos elitista. Parabéns pelo artigo (por mais que discorde dele).

  39. Rosemari Lopes de Moura .'s Gravatar Rosemari Lopes de Moura .
    13 de dezembro de 2014 às 23:40 | Permalink

    Olá professor Martins,
    Parabéns pelas belas palavras em defesa desta instituição respeitada além das fronteiras do nosso país.
    Manter a qualidade do ensino e o reconhecimento dos serviços prestados pela USP merece mais espaço na mídia que os casos policiais isolados ocorridos nas áreas internas da cidade universitária.
    A USP é muito mais do que um centro de formação, é um laboratório de pesquisas e de realizações muito importante para todos.
    Portanto, faço minhas as suas belas palavras,

  40. Gustavo's Gravatar Gustavo
    29 de dezembro de 2014 às 19:22 | Permalink

    Parabéns ao professor!
    Pena que seja uma minoria quase inexistente na FFCLH que ainda sirva para fazer alguma reflexão séria, como esta.

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