Sala de Imprensa - USP – Universidade de São Paulo
E-mail: 
Fone:   +55 11 3091-3220 / 3300
Press release - 06/01/2016 - Imprimir Imprimir

Sistemas de gerenciamento eletrônico facilitam a gestão da ciência

Desenvolvidos pela Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), dois sistemas de gerenciamento eletrônico vão modernizar a administração e a divulgação da pesquisa científica

A tecnologia é capaz de apresentar soluções para minimizar trâmites burocráticos que envolvem as atividades científicas, permitindo ao pesquisador destinar seu tempo para o que é mais importante: produzir ciência. Pesquisadores assumem uma carga extra de trabalho ao terem de gerenciar aportes vultosos de recursos financeiros vindos de agências de fomento que exigem, no decorrer da pesquisa, a elaboração de relatórios, prestação de contas, assinatura de cheques e realização de compras, além de registros de entrada e saída de dinheiro.

Jornal da USP Pri(2).indd

Usuário do Sistema de Gestão de Informações e Projetos (GIP): sete unidades da USP já usam a plataforma

Para facilitar e modernizar algumas dessas etapas, a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), a pedido da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), desenvolveu dois sistemas de gerenciamento de pesquisas: o Gestão da Informação de Projetos (GIP) e o WeR_USP.

Os dois sistemas serão utilizados prioritariamente pela PRP, mas podem ser compartilhados pelas outras Pró-Reitorias da USP, pelas unidades de ensino e pesquisa da Universidade e, em breve, passarão a ter vínculos também com as agências de fomento – a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O GIP tem o objetivo de reduzir o tempo gasto pelo pesquisador na prestação de contas das atividades financeiras dos projetos de pesquisa e, ao mesmo tempo, informar à PRP o status financeiro dos projetos em andamento. O sistema está sendo utilizado em fase piloto por sete unidades da USP. O WeR_USP, que já está disponível a todos os pesquisadores da Universidade, funciona como um visualizador dos indicadores de produção bibliográfica (com base nas informações da Plataforma Lattes), citações (com base nas informações de Google Scholar, Scopus e Web of Science) e número de teses e dissertações na USP.

Suporte

Segundo o pró-reitor de pesquisa da USP, professor José Eduardo Krieger, desenvolver os sistemas web foi um passo importante porque o processo de controle e administração de projetos é complicado, em razão do “alto volume de verba destinado às pesquisas que, a cada ano que passa, têm se tornado cada vez mais complexas”. Além disso, a prestação de contas dos recursos financeiros impunha ao docente uma carga a mais de responsabilidade, completa o professor.

Na avaliação de Fernando Queiroz Cunha, professor de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e coordenador do Center for Research on Inflammatory Diseases, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) sediados na USP, o GIP atendeu às necessidades gerenciais do pesquisador, oferecendo suporte completo para obter os melhores resultados de gestão. “Todo ano, tínhamos que ir pessoalmente à Fapesp ou ao CNPq para levar ‘toneladas’ de documentos impressos,  com relatórios e notas fiscais. Hoje, tudo é feito de forma rápida e on-line.” Ferramentas como essas são bastante comuns em universidades do exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem escritórios especializados de apoio, relata Krieger.

Quanto ao WeR_USP, o sistema permitirá a mensuração da relevância da produção científica da Universidade. O pró-reitor de pesquisa explica que, por meio dessa ferramenta, em pouco tempo será possível acessar, através de banco de dados, todas as informações necessárias para justificar a obtenção de recursos financeiros. Antes, os docentes tinham que fornecer periodicamente relatórios de seus projetos e de sua vida acadêmica para suas unidades administrativas de origem e/ou para a própria Pró-Reitoria de Pesquisa. “Com o WeR_USP, em minutos a própria Pró-Reitoria terá acesso às informações de forma confiável e estruturada para qualquer tomada de decisão”, completa Krieger.

Sistema GIP está em fase piloto

As unidades da USP que estão utilizando o sistema Gestão da Informação de Projetos (GIP), em fase piloto, são o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), o Instituto de Química (IQ), o Instituto de Física de São Carlos (IFSC), a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), a Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) e o Instituto de Matemática e Estatística (IME).

Segundo o superintendente de Tecnologia da Informação, João Eduardo Ferreira, essas unidades foram escolhidas para participar do plano piloto porque algumas delas, como o ICMC, o IQ e a FMRP, já possuíam experiência na área e utilizavam ferramentas tecnológicas de gerenciamento de controle de prestação de contas, que serviram de base para o desenvolvimento dos sistemas da USP.

Sobre o WeR_USP, Ferreira diz que se trata de uma ferramenta analítica que apresenta indicadores de produção bibliográfica para gestão da Pró-Reitoria de Pesquisa. Através desse sistema, será possível ter acesso às informações a partir de uma visão global da USP, passando pelas unidades de ensino e pesquisa e pelos departamentos, até chegar aos detalhes da vida acadêmica de cada docente.

Na visão de Ferreira, não é condizente com uma instituição como a USP, de nível internacional, ser incapaz de mostrar em segundos a produção bibliográfica de um docente ou de um departamento, ou o número de teses e publicações. O WeR_USP irá disponibilizar esses dados de forma rápida e sistematizada. “Qualquer decisão ou avaliação tem de ser feita a partir de dados concretos”, completa.

(USP Online / Foto: Cecília Bastos)

 

•  •  •  •