
Esalq realiza campanha de esclarecimentos sobre o carrapato-estrela
Publicado por Eliete Viana em 8 de agosto de 2016 - 8:05 - Categoria: Blog da USP
A próxima ação será realizada no dia 16 de agosto, terça-feira
[1]A campanha de férias já realizou cerca de 500 atendimentos aos visitantes do campus “Luiz de Queiroz”
A incidência do carrapato-estrela, transmissor da bactéria que causa a febre maculosa brasileira, mobiliza, há mais de uma década, a comunidade da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) no desenvolvimento de um programa permanente de monitoramento e combate desse vetor, além de conscientização de estudantes, professores e funcionários.
Foi criada, em 2013, a Comissão Técnica Permanente de Prevenção e Controle da febre maculosa do campus USP – “Luiz de Queiroz”, atualmente presidida pelo professor do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola, Gilberto José de Moraes. A Comissão é composta por professores, funcionários e alunos da Esalq e de outras Unidades da USP, assim como por profissionais da Vigilância Epidemiológica e Centro de Zoonose de Piracicaba, da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) e do Instituto Butantan.
Essa Comissão assessora a administração da Esalq na tarefa de diminuir a intensidade de ocorrência da doença. Uma das principais ações que encabeça é um trabalho contínuo de conscientização pública por meio de treinamentos e outras atividades de alerta, tendo como alvo pessoas que trabalham ou estudam na Escola e visitantes. Durante as férias de julho deste ano, o trabalho de prevenção deu mais um passo no sentido de alertar para os riscos da circulação de pessoas em áreas abertas próximas de matas ciliares, como é o caso do campus da USP em Piracicaba, que, nessa época, principalmente nos finais de semana, recebe muitos visitantes.
Esse fato foi o ponto de partida para a campanha de férias, que tem apoio da Prefeitura do Campus USP “Luiz de Queiroz” (PUSP-LQ), na qual estagiários e pós-graduandos do setor de Acarologia da Unidade, orientados pelo presidente da Comissão e pelo agrônomo Carlos Perez – que atua como consultor, desde 2006, em projetos que procuram minimizar a infestação do carrapato e, por consequência, evitar casos da doença no campus –, dialogam com os visitantes do campus alertando para os riscos da presença dos carrapatos inclusive em áreas de grande circulação.
Outras medidas
Além da campanha de férias, que já realizou cerca de 500 atendimentos nos primeiros finais de semana de julho, no dia 16 de agosto, terça-feira, haverá na Esalq mais um treinamento com profissionais da saúde para ampliar a rede que tem acesso aos conhecimentos sobre a febre maculosa brasileira.
O presidente da Comissão lembra que, internamente, a equipe atua em outras frentes de combate e controle ao carrapato. “A prefeitura do campus trabalha, entre outros aspectos, para a manutenção constante da grama cortada rente ao solo, já que o carrapato não tolera a luz solar. Também foi intensificado o uso de EPI [equipamento de proteção individual] com o pessoal que trabalha no campo, em experimentos agrícolas e em áreas próximas ao ribeirão Piracicamirim e rio Piracicaba, que cortam o campus e são áreas de incidência das capivaras, aqui o principal hospedeiro do carrapato-estrela”, explica.
A orientação para quem encontrar algum carrapato no campus é imprimir e preencher a ficha de notificação [3] disponível no site da PUSP-LQ, juntar o carrapato por meio de uma fita transparente e entregá-lo na Prefeitura do campus, localizada no Edifício Central da Esalq, na Avenida Pádua Dias, 11 – Piracicaba.
Pois, segundo a Comissão Técnica Permanente de Prevenção e Controle da febre maculosa, “isso é de importância fundamental, por ser esta uma ferramenta extremamente útil para se definir a necessidade de aplicações pontuais de produtos para o controle do carrapato, em áreas e épocas de maior risco. Esta é outra medida adotada para a prevenção da ocorrência da febre maculosa na Escola”.
Mais informações pelo telefone: (19) 3429-4390.
Fotos: Carlos Alberto Perez / Com informações da Divisão de Comunicação da Esalq)
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