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Blog da USP - 20/02/2011 - Imprimir Imprimir

Para reitor da USP, pena terá “efeito pedagógico”

“A USP ganha, por mostrar seriedade, não hesitando em “cortar a própria carne”, quando imprescindível”

O reitor da USP, João Grandino Rodas, afirmou que as punições terão “efeito pedagógico” na universidade. Após a conclusão das sindicâncias, ele diz que ocorrerão, nos fóruns da USP, discussões sobre ética e propriedade intelectual. Abaixo, as respostas enviadas por e-mail na noite de anteontem.

Folha – Por que a punição?

João Grandino Rodas – A comissão processante concluiu que as imagens do artigo publicado em 2008, em que o professor é o último autor e autor correspondente, já faziam parte de artigos publicados em 2003 e 2006, sendo que não houve referência.
No caso da aluna, a comissão concluiu pela evidência clara de plágio e possível fraude na tese, que justificam a cassação do título de doutor. Acolhi as conclusões.

A USP perde com o caso?

A punição de docente, discente ou funcionário técnico-administrativo é sempre dolorosa. Contudo, em casos gravíssimos como os presentes, a ausência do devido castigo compromete a universidade, cujo maior tesouro é a credibilidade, e os milhares de uspianos que primam pela honestidade intelectual. A pena serve como punição ao infrator, com efeito pedagógico aos demais. A USP ganha, por mostrar seriedade, não hesitando em “cortar a própria carne”, quando imprescindível.

Deverá haver críticas em relação à punição…

Não se pode confundir repressão com poder disciplinar. Este faz parte do Poder Público, em todos os sistemas jurídicos do mundo. O regimento da USP, da mesma forma que entidades similares, está investido do poder disciplinar, que se enquadra no Estado de Direito.

(Folha de S. Paulo, 20/02/11)

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