Projetos

No LEOV, temos atualmente cinco projetos em andamento. São eles:

  • Avaliação funcional de habilidades para inclusão  de pessoas com necessidades especiais

Descrição: O projeto relaciona-se ao consórcio de ensino superior CAPES/FIPSE que visa a formação de lideranças voltadas para o trabalho de inclusão social de pessoas com necessidades especiais. Estão envolvidas as Universidades de Milwaukee, de Maryland (EUA) Universidade Federal Fluminense. No tocante ao programa de Psicologia Experimental da USP o projeto busca aplicar instrumentos comportamentais de avaliação funcional de autistas e pessoas com atraso severo de desenvolvimento no sentido de identificar repertórios comportamentais como base para elaboração de programas de ensino individualizado. Tais programas desenvolverão capacidades para o trabalho, individualmente selecionado conforme as caracteristicas individuais dos participantes do projeto.

 

  • Comportamento verbal sob seleção pelas conseqüências

Descrição: Identificação de relações funcionais entre o comportamento verbal e diferentes conseqüências a ele aplicado, bem como análise das relações empiricas entre comportamento verbal e não verbal, dentro do modelo conceitual proposto por B.F.Skinner. São também investigadas as possíveis relações teóricas e metodológicas entre o modelo experimental de Murray Sidman na investigação de processos simbólicos

  • Equivalência de estímulos e comportamento verbal

Descrição: Apesar da proposta de uma análise funcional do comportamento verbal estar pronta desde 1957, com a publicação do livro "Verbal Behavior" de Skinner, os processos básicos deste comportamento e suas relações com o comportamento não verbal ainda estão sendo compreendidos. (Lloyd, 2002). O livro "O Comportamento Verbal" foi apenas o início, um "exercício de interpretação", como disse seu próprio autor. Alertava Skinner, entretanto, que características especiais do comportamento verbal não requerem a busca de novos princípios comportamentais e que apesar dos estudos experimentais da Análise do Comportamento terem sido conduzidos até aquela época com outras espécies que não a humana, os resultados não impunham nenhuma restrição de espécie. Além disso, concluía Skinner, a formulação em termos de Análise do Comportamento em geral poderia ser extrapolada para o comportamento verbal, tornando-nos capazes de lidar mais efetivamente com essa subdivisão do comportamento chamada verbal. Importante destacar que o fato do presente projeto e da pesquisa de Hübner & Dias (2000) darem ênfase à manipulação do comportamento verbal e à verificação de seu efeito sobre o não verbal, não significa a subestimação do papel das contingências na mudança de comportamentos não verbais. A interação de ambos os controles é um dado inquestionável nas pesquisas da área (Assis, 1995, por exemplo). Investigar tais relações tem o principal objetivo tecnológico de encontrar um procedimento de controle de comportamento não verbal que seja de fácil aplicação nas situações naturais. Motiva-se também pela necessidade de que, em determinados contextos, como o da saúde, comportamento verbais pró-saúde sejam correspondentes aos não verbais relevantes, tornando ambas as classes de respostas funcionalmente relacionadas.

 

  • Leitura recombinativa: efeitos da ampliação de repertório e da nomeação oral de palavras sobre resultados de generalização

Descrição: O presente projeto dá continuidade aos anteriores, na busca de variáveis de procedimentos que gerem uma leitura recombinativa, que revela controle de unidades menores do que a palavra, o que levaria a uma generalização da leitura. Nos estudos realizados até então, verificou-se que procedimentos de ampliação de repertório recombinativo (sistemática alteração na posição de sílabas e letras) foi eficaz para reduzir o número de erros nos testes de generalização com o quarto conjunto de palavras (os três anteriores foram ensinados diretamente, através do paradigma de equivalência de Sidman & Taiby, 1982). Alguma variabilidade foi ainda observada, revelando que outros procedimentos precisariam ser acrescidos para se obter uma generalização de 100% no quarto conjunto. Neste sentido, temos resultados de estudos anteriores em que com apenas um conjunto (Matos, Hübner, Avanzi, e Serra, 2003) a introdução da oralização escandida do primeiro conjunto produziu uma melhora de resultado na generalização, para um dos participantes, (o percentual foi de 90% de acertos). Verificou-se também que, além do ensino das relações condicionais AB (palavra oral e figura) e AC (palavra oral e escrita), para que o controle por unidades mínimas ocorresse, fora necessário o ensino por anagrama, em que os participantes manipulavam diretamente as unidades menores (sílaba) e verbalizavam de modo escandido e em voz alta a palavra construída. Interpretações para tais resultados são a de que tal procedimento de anagramação e de oralização escandida ensinavam a independência funcional da unidade menor (a sílaba) e, ainda, ensinava ao aprendiz emitir respostas de falante e não só de ouvinte (como nas relações condicionais AB e AC, em que a única resposta exigida era apontar e não falar).

 

  • Técnicas de mudança gradual e manutenção do comportamento

Descrição: Efeitos de procedimentos de fading out na manutenção do comportamento de adesão e persistência de certas formas de desempenho, sobretudo aqueles relacionados a distúrbios de aprendizagem e agressividade infantil.