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Pesquisas

A equipe do NHII-USP está envolvida, no momento, com desenvolvimento da Pesquisa Temática  “Redes Amerindias: geração e transformação de relações nas terras baixas da América do Sul” (Fapesp 05/57134-2)

Esta pesquisa coletiva, em fase inicial, abrange uma equipe de mais de 30 pesquisadores, entre docentes, pós-graduandos da USP e pesquisadores associados de outras instituições.

Inclui investigações referentes a diversos momentos históricos, umas baseadas em pesquisa de campo, outras em arquivos e outras ainda valendo-se de dados de ambos os tipos para a análise. Partindo do pressuposto de que as formações ameríndias (como todas as demais) estão na história, no sentido de que não são imutáveis, a pesquisa gerará dados para que se possa reescrever capítulos da história dos índios no Brasil, dando continuidade a um projeto que animou a criação do NHII, pioneiro nessa abordagem.

A proposta de comparação aposta no rendimento analítico da noção de rede. Assumimos como pressuposto de que não são as unidades, mas as redes, que interessam – inclusive porque não são as sociedades como unidades delimitadas que interessam aos índios, mas a forma (ou o modo) de concebê-las, gerá-las.

 

  • Projetos concluidos nos últimos anos:

Redes de Sociabilidade na Guiana Oriental: História e Etnologia Indígena

(Projeto CAPES-COFECUB 430-03) 

Por redes de sociabilidade compreende-se a atualização de diversas modalidades de intercâmbio – comercial, matrimonial, ritual e discursivo, dentre outros. Trata-se de um novo campo de observação proposto a partir de uma perspectiva crítica em relação à visão, comum até o início dos anos 80, de que a região da Guiana Oriental seria caracterizada pelo isolamento e atomismo dos grupos indígenas que a habitam. Fruto de abordagens demasiado localistas, esta linha de estudos deu pouca atenção, tanto à profundidade histórica, quanto à amplitude e dinamismo das redes de relações diversas que continuamente se constróem na região, seja em ambientes multicomunitários e multiétnicos, seja em ambientes que envolvem as sociedades nacionais. Nesta pesquisa, ao contrário, o foco na convivência com as diferenças é tomado de maneira positiva e considerado central para a compreensão da configuração histórica, etnológica e lingüística da região.

Este projeto, formulado através de um Convênio Capes-Cofecub, firmado entre o NHII, o EREA (Equipe de Recherche em Ethnologie Amérindienne –CNRS) e pesquisadores da Universidade Paris VII, viabiliza uma troca mais intensa entre pesquisadores que trabalham em ambos lados das fronteiras Brasil/Guianas. A colaboração deverá contribuir significativamente à troca de materiais e reflexões etnográficas, bibliográficas e teóricas sobre a configuração de redes de sociabilidade na região. No decurso deste intercâmbio vem sendo possível aprimorar a formação dos pesquisadores que integram o projeto e realizar missões de trabalho ou estudo para reunir novos conhecimentos sobre suas temáticas de pesquisa. Tais conhecimentos vêm sendo compartilhados nos seminários e eventos promovidos pelas instituições que fazem parte do convênio.

 

Documentação Wajãpi: memória para o futuro
(Projeto de Pesquisa – Fapesp 02/10259-7)

Este programa de trabalho, desenvolvido entre 2003 e 2005, permitiu catalogar, descrever, complementar, reproduzir e editar o vasto material etnográfico e documental reunido ao longo de vinte anos de pesquisa e acompanhamento antropológico entre os Wajãpi do Amapá. Foi possível, assim, tornar este material disponível para pesquisadores e outros interessados, assim como para os próprios Wajãpi, cada vez mais interessados em ter acesso a essa documentação. Jovens professores e pesquisadores Wajãpi, assim como líderes de diversas aldeias participam ativamente da organização dos registros e sua indexação. Cópias da integra da documentação organizada no NHII foram disponibilizadas à comunidade indígena, e estão sob a guarda do Centro de Documentação e Formação Wajãpi, na terra indígena.

O projeto permitiu, por outro lado, lançar as bases de estudos situados na fronteira da etnologia, da história indígena e da lingüistica, voltados particularmente à descrição e análise dos gêneros narrativos e discursivos – verbais e não verbais. Pesquisas com este foco são atualmente desenvolvidas por jovens wajãpi, alunos do Programa de Formação de Pesquisadores Wajãpi, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Formação Indígena – Iepé, com a colaboração ativa de membros do NHII-USP e com apoio do IPHAN-MINC.
Sociedades indígenas e suas fronteiras na região sudeste das Guianas
(Pesquisa Temática – Fapesp  95/00602-0)

Por redes de sociabilidade compreende-se a atualização de diversas modalidades de intercâmbio – comercial, matrimonial, ritual e discursivo, dentre outros.

Trata-se de um novo campo de observação proposto a partir de uma perspectiva crítica em relação à visão, comum até o início dos anos 80, de que a região da Guiana Oriental seria caracterizada pelo isolamento e atomismo dos grupos indígenas que a habitam.

Fruto de abordagens demasiado localistas, esta linha de estudos deu pouca atenção, tanto à profundidade histórica, quanto à amplitude e dinamismo das redes de relações diversas que continuamente se constróem na região, seja em ambientes multicomunitários e multiétnicos, seja em ambientes que envolvem as sociedades nacionais.

Nesta pesquisa, ao contrário, o foco na convivência com as diferenças é tomado de maneira positiva e considerado central para a compreensão da configuração histórica, etnológica e lingüística da região.

Este projeto, formulado através de um Convênio Capes-Cofecub, firmado entre o NHII, o EREA (Equipe de Recherche em Ethnologie Amérindienne –CNRS) e pesquisadores da Universidade Paris VII, viabiliza uma troca mais intensa entre pesquisadores que trabalham em ambos lados das fronteiras Brasil/Guianas. A colaboração deverá contribuir significativamente à troca de materiais e reflexões etnográficas, bibliográficas e teóricas sobre a configuração de redes de sociabilidade na região.

Estudos de caso visaram analisar as situações históricas e contemporâneas de encontro e de diálogo intercultural, a partir das quais os diferentes grupos vem reelaborando tanto suas formas de organização social e política, quanto suas formas de produção econômica e suas cosmologias. Várias teses e dissertações foram produzidos pelos membros da equipe, disponíveis na Biblioteca deste site.

Os resultados da reflexão coletiva também estão disponíveis na coleteânea “Redes de relações nas Guianas” (D.T. Gallois, org.) Ed. Humanitas & FAPESP, 2005.


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