Diretor Artístico e Regente Titular da OCAM

Mto. GIL JARDIM Diretor Artístico e Regente Titular da OCAM

Realizou sua graduação no Departamento de Música da ECA-USP, tendo aulas com Olivier Toni, Gilberto Mendes, Willy Correa de Oliveira e Jean Noel Shagard, entre outros. Tornou-se docente dessa mesma universidade no final de 1984. Atualmente, é Professor Livre Docente e, entre 2006 e 2009, foi o Chefe do Departamento de Música.

Desenvolve uma carreira profissional versátil e arrojada, unindo a performance como maestro, a docência, a pesquisa e ainda escrevendo música para seus projetos especiais. Tem se destacado por marcantes atuações em concertos com diversas orquestras sinfônicas nacionais e internacionais.

É autor do livro O Estilo Antropofágico de Heitor Villa-Lobos (1985), editado pela Philarmonia Brasileira/VIVO. Seu CD Villa-Lobos em Paris foi contemplado com o Diapason d'Or e o Prime de Cultura da Revista Bravo em 2006.

Desde 2001 é o Diretor Artístico da OCAM-ECA/USP. A evolução técnica e artística do grupo pode ser sentida ao longo desse período, ampliando as possibilidades pedagógicas do Departamento de Música. As Temporadas da OCAM estão em evidência no cenário musical brasileiro, contemplando alunos compositores, regentes, instrumentistas, professores do CMU, assim como solistas consagrados, nacionais e internacionais.

Entre os grupos brasileiros que já dirigiu estão a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra de Câmara da OSESP, OER, Orquestra Sinfônica Petrobrás, Orquestra Sinfônica do Teatro Cláudio Santoro (Brasília), entre outras. No exterior, podemos citar a Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra, de Nova Yorque; a Royal Phillarmonic Concert Orchestra, de Londres; a Camerata Mexicana; a Orquestra Regionalle del Lazio i Roma e a Orquestra de Camara Mayo, de Buenos Aires, entre outras.

Na chefia do Departamento de Música da ECA-USP, criou e foi o Diretor Geral de festivais internacionais de grande repercussão: Festival Ex Toto Corde (cordas), Percussivo USP 2008 - Festival Internacional de Percussão Contemporânea e também o Festival Leo Brower I, II e III (com a presença do compositor cubano).

Em 2008, realizou 27 concertos nos EUA à frente da Orquestra Philarmonia Brasileira, tendo como solista o consagrado saxofonista Branford Marsalis. Esse ciclo de concertos - - contemplou de maneira especial a obra de Heitor Villa-Lobos e percorreu o país do Pacífico ao Atlântico em 40 dias.

Em dezembro de 2009, voltou a realizar palestras em Roma, nas Universidades Sapienza e Roma TRE, retomando as palestras realizadas em 2006 na Universidade de Roma "Tor Vergata" e no Instituto Ítalo-Latino Americano de Roma, sempre sobre a música de Heitor Villa-Lobos.


Em abril de 2010, dirigiu o Concerto de comemoração aos 50 anos de Brasília, no Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília), em espetáculo com o percussionista Naná Vasconcelos, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro e o coro formado por 120 crianças de Angola, Brasil e Portugal do projeto Língua Mãe, com patrocínio da Petrobras. Em 2011, voltou a dirigir a Orquestra Jazz Sinfônica, depois de um hiato de mais de 10 anos, tendo como solista o bandolinista Hamilton de Holanda para a realização do Concerto The Mediterranean, de John McLaughlin. Nesse mesmo ano, fez a direção geral do III Festival Internacional de Violão Leo Brouwer.