Utilizando o AAQ-II e o IRAP para prever a ocorrência de esquiva experiencial

William F. Perez, Roberta Kovac, Ila M. P. Linares, Sarah F. U. Barbosa, Cainã T. Gomes, Gabriela A. R. dos Santos, João Henrique de Almeida

Resumo


O presente estudo teve por objetivo investigar se duas medidas relacionadas à esquiva experiencial (EE), o AAQ-II e um IRAP, seriam preditoras do desempenho dos participantes em uma tarefa de esquiva. O procedimento foi realizado em três fases realizadas individualmente: (1) aplicação de questionários (dentre eles o AAQ-II); (2) aplicação de um IRAP para medir EE; (3) realização de um teste de esquiva. Participantes adultos foram divididos em dois grupos, a depender do seu desempenho na última tarefa: Esquiva=0 (participantes que não esquivaram; n = 17) e Esquiva>2 (participantes que emitiram pelo menos 3 respostas de esquiva; n = 18). Não foram observadas diferenças entre os grupos com relação aos escores do AAQ-II. Por outro lado, os participantes do grupo Esquiva>2 responderam mais rapidamente para “verdadeiro” nas tentativas do IRAP que apresentavam frases e complementos relacionados à evitação de eventos privados negativos se comparado ao grupo Esquiva=0. Discute-se o efeito do responder relacional na ocorrência da EE.

Palavras-chave


esquiva experiencial; AAQ-II; IRAP; teste de esquiva; adultos

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Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva ISSN 1517 - 5545
Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental