Utilizando o Implicit Relational Assessment Procedure (IRAP) para avaliar relações verbais implicadas na esquiva experiencial: Um estudo piloto

William F. Perez, Roberta Kovac, Yara Nico, Adriana P. Fidalgo, Daniel Caro, Ila M. P. Linares, Rodrigo R. C. Boavista, Sarah F. U. Barbosa, Cainã T. Gomes, Gabriela A. R. dos Santos, João Henrique de Almeida

Resumo


A esquiva experiencial (EE) se caracteriza pela tentativa de evitar do contato com eventos privados aversivos ou com eventos que os evocam ou eliciam. A presente pesquisa teve por objetivo investigar a correlação entre uma medida explícita de EE, o AAQ-II, e uma medida implícita, desenvolvida a partir do IRAP (Implicit Relational Assessment Procedure). Depois de responder ao AAQ-II, participantes foram submetidos a um IRAP que avaliou a latência de resposta (verdadeiro ou falso) a frases indicando aceitação ou evitação de eventos privados positivos ou negativos. Havia quatro tipos de tentativas: aceito +, aceito -, evito + e evito -. Foram observadas respostas mais rápidas para as relações “aceito +, verdadeiro” e “evito -, verdadeiro”. A comparação entre grupos com diferentes exigências de latência (2.500 ms vs. 2.000 ms) sugere que o grupo com maior exigência de latência (2.000 ms) apresentou melhor diferenciação dos escores no IRAP e correlação entre as tentativas evito - e o AAQ-II.

Palavras-chave


esquiva experiencial; AAQ-II; IRAP; medidas implícitas; adultos

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Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva ISSN 1517 - 5545
Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental