A quarta geração de terapias comportamentais

Paulo Roberto Abreu, Juliana Helena dos Santos Silvério Abreu

Resumo


Os manuais de terceira geração de terapias comportamentais trouxeram avanço na avaliação e aplicação de intervenções baseadas na análise do comportamento. Dentre as terapias que alcançaram renome, podem ser citadas a Terapia de Aceitação e Compromisso, a Psicoterapia Analítica Funcional, a Terapia Comportamental Dialética e a Ativação Comportamental. Desde o seu lançamento, observa-se um grande esforço dos pesquisadores em validar socialmente essas novas terapias por meio de pesquisas de resultado, como os ensaios clínicos randomizados aplicados aos mais diversos transtornos e problemas de comportamento. O presente artigo pretendeu evidenciar algumas limitações das aplicações unidisciplinares baseadas na análise das consequências da expansão irrestrita dos manuais a novas classes-problema. Para isso, refez o percurso histórico de aprimoramento dessas terapias com o objetivo de identificar algumas variáveis determinantes no trabalho de expansão unidisciplinar. Concluiu-se que, nesse esforço de expansão, poucos trabalhos foram dedicados à integração entre terapias de terceira geração. Contrariamente a uma
proposta funcionalmente-orientada, as terapias foram sendo estudadas em desordens e problemas para os quais não haviam sido originalmente projetadas. Por fim, como diretrizes norteadoras de uma quarta geração, foram oferecidas regras para a realização de uma adequada concepção funcional inicial, além de serem apresentados modelos de integração consistentes com uma abordagem idiográfica.

Palavras-chave


terapia de aceitação e compromisso; a psicoterapia analítica funcional; terapia comportamental dialética; ativação comportamental; integração; quarta geração de terapias comportamentais.

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Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva ISSN 1517 - 5545
Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental