A tolerância ao atraso do reforçador como cunha comportamental precursora do autocontrole

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Tatiana Correia Haendel
Patrícia Alvarenga

Resumo

Os pressupostos teóricos da Análise do Comportamento e a literatura empírica têm relacionado a tolerância à espera por reforçadores atrasados ao autocontrole. Contudo ainda não foi explorada uma perspectiva desenvolvimental acerca da sua relevância. O objetivo deste estudo foi analisar a tolerância ao atraso do reforçador como uma possível cunha comportamental precursora do autocontrole. Para essa análise foram utilizados textos de Skinner e de outros analistas do comportamento que discutem os construtos de autocontrole, desenvolvimento humano e cunha comportamental, além de artigos empíricos que examinam as relações entre a tolerância ao atraso do reforçador e o autocontrole. Adicionalmente, foram discutidas contingências desenvolvimentais que podem favorecer a tolerância ao atraso do reforçador. Conclui-se que a tolerância ao atraso do reforçador atende a todos os critérios estabelecidos para ser considerada uma cunha comportamental e que, nesse sentido, deve constituir um importante alvo de intervenção na infância, visando ao desenvolvimento futuro do autocontrole.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Palavras-chave:
autocontrole, tolerância ao atraso do reforçador, cunha comportamental
Como Citar
Haendel, T., & Alvarenga, P. (2018). A tolerância ao atraso do reforçador como cunha comportamental precursora do autocontrole. Revista Brasileira De Terapia Comportamental E Cognitiva, 20(2), 73-87. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v20i2.1182
Seção
Artigos Conceituais