Quando o amor não é suficiente O caso de amor terapêutico como um termo de nível intermediário na Psicoterapia Analítica Funcional

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Amanda M. Muñoz-Martínez
William C. Follette

Resumo

A Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) é uma abordagem terapêutica que promove as mudanças comportamentais dos clientes por meio da modificação das contingências de reforçamento, com a função de aumentar a probabilidade de acesso a metas valorosas dos clientes. Isso é feito por reforçamento diferencial de comportamentos dos clientes e treino de discriminação, no qual as melhorias comportamentais são modeladas e naturalmente reforçadas pelo terapeuta. À medida que as terapias evoluem e começam a ser disseminadas, geralmente seus princípios podem ser simplificados e a linguagem tornada mais atraente para aqueles que adotam as novas técnicas. Este artigo levanta duas questões de interesse que ocorreram quando a disseminação da FAP ganhou mais impulso. Embora noções de ciência básica por trás da FAP incluam conceitos como discriminação de estímulo, responder e reforçamento diferencial, estes termos elementares foram reformulados como consciência, coragem e amor. Este artigo foca em dois problemas que podem resultar do uso do termo “amor” como representante para o reforçamento diferencial e positivo. Primeiro, o “amor” é problemático porque o uso do termo traz consigo uma história cultural que pode ser confusa para terapeutas e clientes, criando riscos éticos. Segundo, “amor” como um termo representante para o reforço é inadequado porque não implica as complexidades de reforço diferencial, da modelagem, e da punição com reforçamento diferencial de outras respostas no contexto do ambiente clínico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
Muñoz-Martínez, A. M., & Follette, W. C. (2019). Quando o amor não é suficiente: O caso de amor terapêutico como um termo de nível intermediário na Psicoterapia Analítica Funcional. Revista Brasileira De Terapia Comportamental E Cognitiva, 21(4), 451-466. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v21i3.1417
Seção
Tradução autorizada de artigo já publicado