| Boletim Informativo
das Bibliotecas da USP |

V.7 - n.2 - abr./jun. 1999 - ISSN 1516-8905
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Editorial
Novos Tempos...Novos
Rumos
Difícil acompanhar
a velocidade das transformações. Novos tempos, novo milênio,
nova era, novos rumos.
Novos profissionais?...Também!
Os ofícios
não são imunes, nem podem ser indiferentes a tanta mudança.
Alteram-se os perfis, as atribuições e talvez nossa área,
Biblioteconomia e Ciência da Informação, cada
dia mais a segunda do que a primeira denominação
seja uma das mais atingidas. Exatamente porque lida com o elemento responsável
pelo transformar: a informação.
Estamos receptivos?
Estamos refratários? Apáticos? Preocupados?
Urge se repensar o
cotidiano mais básico: classificar e catalogar o quê, como?
E o "preparo físico para circulação"? Que
página carimbaremos? Conceito de livro e folheto? Balcão
de empréstimo com os seus dias contados? Auto-empréstimo
como caixa automático de banco? É certo que restará
o cliente.
E que não podemos
perder de vista a filosofia da ciência e do conhecimento. O raciocínio
crítico e lógico. A visão ampla, a inteligência
emocional cada dia mais aprimorada para atuar em conformidade com os "novos
tempos"...
A Comissão
Nesta edição:
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Editorial |
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Notícias |
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Resenha |
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Espaço
Aberto |
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Cursos Técnicos: Para que e para quem?
Adylles
Castello Branco Pedagoga coordenadora do Curso Técnico em Biblioteca
do Centro de Tecnologia e Gestão Educacional, do SENAC-SP
Nesses últimos
anos, a característica mais constante do mundo atual tem sido
as mudanças e a velocidade em que elas ocorrem seja em
questões econômicas, políticas, sociais e, sobretudo,
nos aspectos que dizem respeito à informação.
Com o advento das
redes de comunicação, principalmente a Internet, a informação
deixou de ser um privilégio de poucos para ser um bem de consumo
coletivo. Se tal fato tem uma influência marcante em todos os
setores da sociedade, maior significado tem para aqueles espaços
e pessoas que trabalham diretamente com a guarda e a disseminação
da informação.
É o que vem
acontecendo no espaço das bibliotecas, independentemente do nome
que tenham: centros de informação, núcleos de comunicação,
centros de documentação, salas de leitura, etc. Todas
elas se configuram como um espaço mágico, onde o saber
pode ser consumido e a pesquisa realizada em tempo recorde e com uma
enorme gama de informações disponíveis.
Porém, um
dado importante a ser analisado é que nunca as mudanças
ocorrem de uma hora para outra, nem de maneira linear. Elas acontecem
em tempos e espaços diferentes e através de uma força
de influências tanto externas, como internas.
A biblioteca não
é uma exceção: ela está se modificando porque
seus usuários se modificaram e, também, estão sendo
modificados quando de sua relação com a biblioteca.
Com toda essa efervescência
existente na sociedade e no mundo do trabalho, é mais do que
premente que as pessoas que atuam nas bibliotecas se adeqüem a
essa nova realidade. Não existe mais o trabalhador especialista:
dele se espera muito mais espírito de equipe, intuição,
capacidade de criar e de estar constantemente se atualizando do que
ser capaz de apertar, mesmo que com maestria, um determinado parafuso.
Por isso, cada vez
mais, o bibliotecário vai precisar se adequar a um novo perfil
profissional: o bibliotecário sendo um gestor da informação,
um educador, com capacidade de auxiliar a todos em como acessar a informação
e, principalmente, a saber o que fazer com esta informação.
Para um novo bibliotecário
é necessário um novo auxiliar de biblioteca: com mais
conhecimento, mais capacidade de entender o seu fazer, transformando-se,
cada vez mais, em um interlocutor inteligente que possa, de verdade,
auxiliar os bibliotecários a realizar sua nova função
de bibliotecário-educador, diferente do bibliotecário-burocrata
que, por muito tempo, foi a conotação mais forte dada
à profissão. Para que o bibliotecário e seus auxiliares
possam acompanhar as mudanças que vêm acontecendo na sociedade
e com seus usuários, seu espaço de trabalho também
necessita ser estruturalmente mudado.
Numa demonstração
clara e concreta deste momento de enriquecimento nas relações
internas da biblioteca, foi regulamentada, pelo Conselho Federal de
Biblioteconomia, a função do Técnico em Biblioteconomia,
que nada mais é do que o reconhecimento da necessidade que os
atuais auxiliares de biblioteca têm de se reciclar, atualizar
e adaptar-se ao novo clima criado internamente no seu campo de trabalho.
Logicamente que, com a melhoria do nível de seus auxiliares,
os bibliotecários poderão otimizar seu trabalho e dedicarem-se
a funções mais gerenciais e administrativas nos centros
de informação e documentação.
Essa habilitação,
a ser trabalhada para a formação dos Técnicos em
Biblioteconomia, já existe legalmente junto ao Conselho Estadual
de Educação - CEE, desde 1974. Independemente de uma ser
realidade no mundo do trabalho, o curso Técnico em Biblioteca
nome sob o qual está registrado no CEE , desde esta
época, já tinha vida legal enquanto habilitação
profissional que forma o Técnico em Biblioteconomia, aberta à
qualquer instituição educacional que quisesse levá-la
a cabo.
Nesse novo panorama
cabe uma pergunta: mas quem é esse técnico e como deve
ser feita sua formação?
A questão
da educação técnica é um ponto extremamente
interessante dentro da história da educação do
Brasil. Ela está intimamente ligada à idéia de
formação profissional, ou seja, da formação
para o trabalho e, portanto, sempre passível de ser influenciada
por toda uma gama de ideologias vigentes.
De início,
por volta de 1900 e nos Liceus de Artes e Ofícios, ela se configurou
como uma maneira de educar, pelo trabalho, os órfãos e
menos favorecidos pela sorte (os meninos de rua daquela época?...)
que precisavam ser enquadrados dentro da moral e bons costumes vigentes.
Para os outros, filhos de boas famílias, o caminho era o ensino
propedêutico, preparador para o curso superior, e que os tornariam
capazes de gerenciar seus próprios negócios e, potencialmente,
transformarem-se nas elites políticas aptas a administrarem as
forças produtivas do país.
É esta a
eterna dicotomia existente entre curso técnico e curso superior
e, logicamente, entre egressos de um e outro sistema de ensino: uns
são preparados para o fazer e outros para o mandar.
Algumas atitudes
políticas foram tomadas no sentido de, de cima para baixo, acabar
com esta forma de divisão do saber. É sempre um avanço,
mas nenhuma delas surtiu o efeito esperado. Talvez por terem sempre
vindo na forma de nova definição legal, sem um envolvimento
maior da sociedade e, principalmente, daqueles que passam pelo processo
e vivenciam a situação.
Há, porém,
agora, um novo dado a ser analisado: a globalização da
economia e a rapidez e o grande número de informações
que o trabalhador necessita para desenvolver sua função,
estão interferindo diretamente na necessidade de formação
destes profissionais: a ciência e a tecnologia passam a ser necessariamente
domínio do trabalhador; antigos processos de qualidade dão
lugar ao controle internalizado no próprio posto de trabalho;
sistemas de comunicação interligam todo o mundo e necessitam
ser acessados pela maioria; e, tudo isso passa a ser, também,
competência técnica.
Conforme Gilberto
Dimenstein, "até o ano 2015, haverá 40.000 profissões
e, não apenas são criadas profissões, como redefinem-se
suas demandas (...) Neste fim de século, conceitos como empregabilidade
anunciam que formar para o trabalho se confunde com formar para a vida".
Acredito ser este
o ponto-chave para que se possa quebrar a dicotomia entre o fazer-técnico
e o saber-acadêmico. A alteração da relação
não será mais extra-classe, legal e de cima para baixo,
mas intra-classe, vivenciada, de baixo para cima.
É neste contexto
que vejo a possibilidade de se fazer um bom curso Técnico em
Biblioteca: um curso que vai dar ao auxiliar de biblioteca, além
de uma existência legal, a capacidade de pensar o seu fazer e
de cooperar nas alterações que, inexoravelmente, vêm
acontecendo na sociedade e no seu campo de trabalho. Ele será
um parceiro do bibliotecário na nova definição
da função da biblioteca, liberando-o para atividades mais
específicas no estabelecimento de macro-políticas internas.
Desta parceria teremos
atitudes onde a tônica serão as idéias de partilhamento,
trabalho em equipe, cooperativismo, complementariedade, saber partilhado.
A biblioteca se transformando em uma instância cultural viva e
autônoma.
É o que espero
e acredito que, em pequeno espaço de tempo, acontecerá.
Notícias
ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
Projeto Paisagístico
para a Biblioteca da ESALQ
Um acordo
firmado entre a Profa. Dra. Ana Maria L.P. Lima, do Departamento de
Produção Vegetal, e a diretoria da biblioteca, com o apoio
da Prefeitura do Campus Luiz de Queiroz, possibilitou o desenvolvimento
de um projeto paisagístico para a biblioteca, na disciplina de
Horticultura, dos alunos de graduação.
Os alunos
estiveram na biblioteca, pesquisando alternativas de plantas e conversando
com os bibliotecários. O objetivo é conciliar a disciplina
com o interesse da biblioteca em ter, além de uma bonita paisagem,
arbustos que contribuam para diminuir a insolação recebida
no período da tarde, que além de desconfortável,
aumenta o consumo de energia através do ar condicionado.
Pesquisadores do
IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
Recebemos
em nossa biblioteca os alunos de Pós-Graduação em
Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico de Campinas,
atendendo ao pedido da Dra. Sonia C.F. Dechen do Centro de Solos e Recursos
Agroambientais deste Instituto, para conhecer os nossos serviços
e acesso as bases de dados nacionais e internacionais, bem como demonstração
de nossa home page para auxiliar os pesquisadores nas pesquisas bibliográficas
em Ciências Agrárias através da Internet.

IP - Instituto de Psicologia
Seminário
de Produção Científica
Promovido pelo Centro de Pesquisa da Universidade São Judas Tadeu
Local: Universidade São Judas Tadeu
Data: 14 de maio de 1999
Participantes: Maria Imaculada Cardoso Sampaio
Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini
Célia Regina de Oliveira Rosa
Workshop - "Instrução
dirigida para execução de buscas na Base de Dados PsycLIT"
Promovido pela Universidade Mackenzie, como parte das atividades do
II Encontro sobre Psicologia Clínica - Mackenzie
Período: 13 e 14 de maio de 1999
Ministrado por: Maria Imaculada Cardoso Sampaio
Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini
Célia Regina de Oliveira Rosa
Palestra - "Captação
de Recursos"
Promovido pela Fundação Getúlio Vargas
Data: 9 de junho de 1999
Participante: Maria Imaculada Cardoso Sampaio

DT/SIBi - Sistema Integrado de Bibliotecas da USP / Departamento Técnico
NACO – Name Authority
Cooperative Program
Em decorrência das atividades em desenvolvimento referentes ao
processo de modernização do SIBi/USP, o DT/SIBi
recebeu convite da Library of Congress, de Washington, D.C., para participar
do NACO Name Authority Cooperative Program, que reúne
bibliotecas cooperantes em vários países, para um trabalho
comum de normalização de entradas de autoridades em catalogação
de materiais de biblioteca, com o objetivo de uniformização
de procedimentos e aperfeiçoamento dos serviços.
A iniciativa do
convite, acima referido, teve como base o trabalho de catalogação
cooperativa do SIBi/USP com o Online Computer Library Center,
de Ohio, E.U.A., iniciado em 1996, e cujo catálogo coletivo em
linha (WorldCat) reúne atualmente mais de 40 milhões de
registros, formado a partir de atividade cooperativa com instituições
de vários países que adotam regras de padronização
internacional e formato de dados legíveis por máquina.
Após o treinamento
dos bibliotecários, realizado sob responsabilidade da Library
of Congress, o DT/SIBi recebeu o Certificado reproduzido a seguir.

II Seminario Latino
Americano de Associações de Bibliotecários e Profissionais
Afins
De 14 a
20 de março de 1999 a bibliotecária Marcia Rosetto participou
do II Seminario Latino Americano de Associações de Bibliotecários
e Profissionais Afins, promovido pela Seção da América
Latina e do Caribe da International Federation of Library Associations
- IFLA e Universidad Nacional Autonoma do Mexico - UNAM, Cidade do Mexico.
REGIONAL SEMINAR ON LIBRARY COOPERATION
A Diretora
Técnica do SIBi/USP, Rosaly Favero Krzyzanowski, participou
do "Regional Seminar on Library Cooperation", realizado em Buenos
Aires, Argentina, de 16 a 18.04.1999, a convite do USIS United
States Information Service, como representante do Brasil. Durante o Seminário,
apresentou o trabalho "Cooperação Técnica: experiência
do SIBi/USP".
TREINAMENTO ISI
Em 19 de
abril p.p. o Institute of Scientific Information, em colaboração com o
DT/SIBI, promoveu treinamento para possibilitar melhorias no domínio
de acesso às bases Current Contents e Web of Science, sendo que para a
última foi realizada revisão, em vista de mudança de versão. Participaram
dessa sessão de treinamento os bibliotecários do SIBi, assim como
foram convidados representantes da UNICAMP, BIREME e IPEN, numa ampliação
dos objetivos de compartilhamento e consórcios de bibliotecas. O treinamento
foi ministrado pela Sra. Mirta Guglielmoni, do ISI, e atingiu plenamente
os objetivos. A Sra. Mirta responde a quaisquer dúvidas de pesquisa às
bases pelo e-mail: "Guglielmoni, Mirta" (mirta.guglielmoni@isinet.com)

DIVULGAÇÃO DA SIBiNet/Bibliteca Virtual
Em 26 de abril p.p.,
foi demonstrada a SIBiNet/Biblioteca Virtual do SIBi/USP,
na reunião do Conselho da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.
Essa apresentação
encerrou a série iniciada em fevereiro de 1999, com o objetivo
de divulgar os serviços prestados pela SIBiNet aos Conselhos
das Pró-Reitorias da Universidade.

ProBE PROGRAMA BIBLIOTECA ELETRÔNICA
Foi lançado
em maio p.p., o Programa Biblioteca Eletrônica - ProBE, que consolida
a ação cooperativa das Universidades Estaduais Paulistas:
USP, UNESP, UNICAMP; das Universidades Federais
do Estado de São Paulo: UNIFESP, UFSCAR; e do Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde - BIREME/OPS/OMS, instituições reunidas
em consórcio com a Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, para acesso on-line
aos artigos com textos completos de 606 periódicos científicos
internacionais, editados pela Elsevier, desde 1997.
O Programa está
disponível para consulta pelas redes locais das instituições
consorciadas, acrescentando, assim, mais um instrumento de acesso à
informação para a comunidade acadêmica.

Treinamento
"Introdução à Catalogação de Material
Bibliográfico no WorldCat do OCLC para o Instituto de Matemática
Pura e Aplicada - IMPA".
Durante o período
de 07 a 09 de junho de 1999, foi promovido o treinamento "Introdução
à Catalogação de Material Bibliografico no WorldCat
do OCLC para o Instituto de Matemática Pura e Aplicada - IMPA"
- Rio de Janeiro. A pedido do OCLC, o DT/SIBi coordenou a execução
do referido treinamento, com dinamização das Bibliotecárias
Marcia Rosetto e Maria Inês Conte.

DESAFIOS DA BIBLIOTECA ELETRÔNICA
O SIBi/USP
e o Departamento de Pós-Graduação em Biblioteconomia
e Ciência da Informação da Faculdade de Biblioteconomia
da PUC-Campinas promoveram o Seminário de Estudos: "Desafios
da Biblioteca Eletrônica", em 16 de junho de 1999, no Auditório
"Abrahão de Moraes", do Instituto de Física
da USP, como parte das atividades previstas para o Curso de Especialização
em andamento.
O evento contou
com a participação de renomados especialistas na área
de Ciência da Informação e proporcionou aos profissionais
bibliotecários da USP e de outras instituições,
presentes ao evento, a oportunidade de acesso a trabalhos recentes nessa
área.

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO PUCCAMP/SIBi/USP
Encerrou-se, em
junho p.p., o curso de Especialização em Sistemas Automatizados
em Informação Científica e Tecnológica para
o SIBi/USP. Este curso foi o resultado de interação
entre o Departamento de Pós-Graduação em Biblioteconomia
e Ciência da Informação, da Faculdade de Biblioteconomia
da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP.
Foram apresentadas
pelos alunos as seguintes monografias, que serão publicadas e
divulgadas em futuro próximo, pelo DT/SIBi:
- Avaliação
de um Periódico na Área de Medicna Tropical
- Canais de Divulgação
das Dissertações e Teses do Departamento de Radiologia
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
- Capacitação
de Recursos Humanos nas Bibliotecas do SIBi/USP
- Diagnóstico
da Acessibilidade à Bibliografia Recomendada nos Cursos de
Graduação das Áreas de Saúde e Biológicas
na Universidade de São Paulo Campus de São Paulo
- Estudo de Serviços
e Produtos de Informação Disponíveis em Bibliotecas
Acadêmicas para Apoio aos Programas de Educação
à Distância
- Identificação
de Demanda de Informação de Usuários, via Correio
Eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP
- Indicadores de
Qualidade do Serviço de Referência: Proposta para as
Bibliotecas do SIBi/USP
- Projetos FAPESP:
Avaliação de Impacto nas Bibliotecas do SIBi/USP

INSCRIÇÃO
DO SIBi/USP NO ICAU INTERNATIONAL CONSORTIUM OF ALEPH USERS
O SIBi/USP
tornou-se membro do ICAU International Consortium of ALEPH Users,
a partir de junho/99, o que possibilitará participar das reuniões
periódicas, de abrangência internacional, com o envio de
sugestões/solicitações para ajustes e aperfeiçoamento
do software ALEPH.

META 1 - Aprimorar o DEDALUS
A Meta 1
está finalizando a revisão das Listas Hierárquicas
dos Assuntos, por área do conhecimento, encaminhadas pelas bibliotecas
participantes do "Projeto para Aprimoramento da Lista de Assuntos
USP", que vão integrar o novo Vocabulário USP.
No final de maio foi encaminhada ao DT/SIBi uma Hieraquia Modelo
deste Vocabulário para ser testada no software ALEPH. Até
o final do mês de agosto esperamos encaminhar ao DT/SIBi
o restante das Hierarquias, acompanhadas da Lista Alfabética e
do Relatório Final da Meta 1. Aproveitamos a oportunidade para
mais uma vez agradecer a todos os colegas bibliotecários, aos professores,
técnicos de biblioteca e alunos que tem participado deste projeto.

META 7 - Gerenciamento de Acervos
A Meta 7 organizou
o curso "Acervo e uso: racionalização de coleções",
proferido pelo Prof. Dr. Antonio Miranda, nos dias 7 e 8 de julho de
1999. O curso foi considerado de grande sucesso, conforme a avaliação
formal realizada, havendo pedidos de outras atividades similares.
O material utilizado
pelo Prof. Miranda foi digitalizado e será enviado, por e-mail,
aos participantes que responderam à referida avaliação.

META 8 - Captação de Recursos para as Bibliotecas
do SIBi/USP
No dia 9 de junho
pp., a Meta 8 promoveu a participação de bibliotecários
do Sistema, na palestra ministrada pela Sra. Célia Meirelles
Cruz, assessora de desenvolvimento da Fundação Getúlio
Vargas.
O tema tratado foi
o estabelecimento de parcerias com a iniciativa privada, como forma
de captação de recursos.
Resenhas
Resenha do filme
"A Múmia" (The Mummy, EUA, 1999)
Diretor:
Stephan Sommers
Elenco principal:
Rachel Weisz, Brendan Fraser, Arnold Vosloo Priest, Patricia Velasquez,
Kevin J. O´Connor, John Hannah.
Apesar de a crítica
não ter sido favorável à refilmagem do filme "The
Mummy, EUA, 1932", vale ressaltar pontos que permeiam todo o enredo
o conhecimento e a cultura de uma bibliotecária.
Há 3.000
anos na cidade de Hamunaptra no Egito, o sumo sacerdote Imhotep é
mumificado vivo por amar Anck-su-Namun , a qual entre as mulheres é
a favorita do Faraó.
A lenda diz que
no local há a maldição da múmia e, também,
se encontram enterrados todos os tesouros dos Faraós do Egito.
É conhecido como a "cidade dos mortos". Nos anos vinte
exploradores começam uma frenética busca a esses tesouros.
Em meio à
expedição há uma única mulher, bibliotecária,
que tem como objetivo principal encontrar um livro raro. Seus conhecimentos
e grande cultura sobre egiptologia, levam-na naturalmente a guiar e
liderar a expedição, apesar de ser mulher em plena década
de vinte.
Ao ser encontrado
no local da expedição o "livro dos mortos",
a bibliotecária vivida por Rachel Weisz, o lê e com isso
desperta Imhotep de seu sono milenar. A partir de então a maldição
da múmia passa a aterrorizar a expedição e o povo
da região. Com todo seu conhecimento sobre a história
do Egito antigo, a bibliotecária e seu grupo passam a procurar
o raro "livro de ouro" o qual poderá salvá-los
do perigo iminente. Ao abrir e lê-lo ela consegue quebrar o encanto
e o poder da múmia, que finalmente pode ser exterminada.
Seu objeto de busca,
o "livro de ouro", não foi salvo, porém seu
conhecimento e cultura colocam fim à uma lenda milenar
a maldição da múmia.
Sonia
Marisa Luchetti
Bibliotecária da Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da USP
Espaço Aberto
Resgatando o
imaginário de cada um de nós
Há
muito tempo atrás, existiu um contador de estórias. Um
não, muitos. Uma vez, uma contadora de estórias salvou
a sua vida e a de todas as mulheres de seu país, contando estórias.
Seu nome: Sherazade. Com o avanço da ciência e tecnologia,
uma maldição foi lançada e o espírito de
Sherazade ficou adormecido por muitos séculos. Mas parece que
essa maldição está com os seus dias contados e
o feitiço começa a ser quebrado! Apesar dos videogames,
internet e parafernália de equipamentos e acessos à informação,
as estórias sobrevivem e o seu encanto também. Ainda é
possível perceber o brilho dos olhos das crianças diante
dos contos de fadas e muitas vezes ainda escutamos o "conta outra
vez". O homem procurou na ciência e na tecnologia respostas
às suas dúvidas, anseios mais profundos e conseguiu encontrar
justificativas que acalmaram a sua mente, mas não o seu coração.
Em tempos de juízo final, com tantas previsões de mau
agouro, vemos aquela sociedade construída como ideal desmoronar,
causando distorção de valores e crenças. O homem
percebe que dirigiu seus interesses para determinados objetivos e que
os mesmos não foram suficientes para garantir-lhe felicidade.
Então, agora, volta-se para si mesmo, em busca de sua essência,
tentando acalmar os seus sentimentos, a sua emoção, o
seu coração, os seus anseios. E com isso, percebe a sua
fragilidade diante do universo e começa a resgatar em suas lembranças,
momentos em que se sentia confortado, seguro, protegido. Invariavelmente
suas lembranças remetem à mães, avós, irmãos
mais velhos e até mesmo bibliotecárias infantis. Surgem
contos de fadas, personagens do folclore nacional, "causos",
canções de roda e de ninar, brincadeiras infantis, livros
e estórias lidas na infância, associadas a vozes doces
e ternas, afagos e momentos de prazer, onde a imaginação,
o sonho, a emoção eram os únicos valores e referenciais
de vida. Com os relatos das estórias infantis, aprendíamos
a lidar com as situações nem sempre agradáveis
da vida, com os conflitos do chamado "inconsciente coletivo",
presente em todas as culturas e civilizações, de maneira
atemporal. Estórias que tinham como único compromisso
o prazer de lê-las e ouví-las. Sem a pretensão de
transformar o homem e o mundo que o rodeia, transmitiam de forma lúdica,
paz! Por que então, retiramos esse precioso momento de nossas
vidas? Quando isso aconteceu? Por que? Por que em algum momento isso
foi tido como banal, não educativo, superficial. O homem iludido
com as tecnologias, imaginou que novas formas de contar estórias
e preservar a memória pudessem substituir o aconchego, a voz,
a presença, a imagem criada na mente de cada pessoa... Foi aí
que a maldição surgiu! Algumas pessoas no entanto, resistiram
e resistem! Nas grandes concentrações de pessoas, onde
o caos faz-se sentir de forma mais forte, onde a solidão está
mais presente, faz-se ainda mais necessário brotar o espírito
de Sherazade, adormecido dentro de cada um de nós. Com isso,
resgataremos o nosso "contador de estórias" adormecido
lá no fundo dos nossos corações, transmitiremos
e perpetuaremos mil e uma noites, estórias e emoções
e quem sabe até como nos contos de fadas, seremos felizes para
sempre!
Marta
Nosé Ferreira
(Bibliotecária da Faculdade de Medicina Veterinária
e Zootecnia da USP)
Interação
Boletim Informativo das Bibliotecas da USP
Comissão Editorial
Letícia de Almeida Sampaio - Bibliotecária da FFLCH (coord.)
Adriana Hypólito - Bibliotecária do DT/SIBi
Lina Flexa - Bibliotecária da FE Marfísia P. S. Lancellotti
- Bibliotecária da FMVZ
Sonia Marisa Luchetti - Bibliotecária da FFLCH
© 2001-2009 - SIBi/USP
- Departamento Técnico - SIBi/DT
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