{"id":3208,"date":"2021-03-26T16:02:05","date_gmt":"2021-03-26T19:02:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/cje\/?p=3208"},"modified":"2021-07-11T09:20:20","modified_gmt":"2021-07-11T12:20:20","slug":"livro-destaca-obras-que-narram-as-facanhas-de-portugal-e-do-brasil-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/?p=3208","title":{"rendered":"Livro destaca obras que narram as fa\u00e7anhas de Portugal e do Brasil colonial"},"content":{"rendered":"\n<p>Professores lan\u00e7am&nbsp;<em>Estudos sobre a \u00c9pica Luso-Brasileira<\/em>, que traz an\u00e1lises de cl\u00e1ssicos como&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, e&nbsp;<em>O Uraguai<\/em>, de Bas\u00edlio da Gama<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/cultura\/livro-destaca-obras-que-narram-as-facanhas-de-portugal-e-do-brasil-colonial\/\" target=\"_blank\">Jornal da USP, em 23\/02\/2021<\/a><br>Por Claudia Costa<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores Jean Pierre Chauvin, da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA) da USP, e Cleber Vinicius do Amaral Felipe, do Instituto de Hist\u00f3ria da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), acabam de lan\u00e7ar o livro&nbsp;<em>Estudos sobre a \u00c9pica Luso-Brasileira \u2013 S\u00e9culos XVI-XVIII<\/em>. O livro analisa seis epopeias portuguesas:&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;(1572), de Lu\u00eds de Cam\u00f5es,&nbsp;<em>O Naufr\u00e1gio do Sep\u00falveda<\/em>&nbsp;(1594), de Jer\u00f4nimo Corte-Real,&nbsp;<em>Ulisseia ou Lisboa Edificada<\/em>&nbsp;(1636), de Gabriel Ferreira de Castro,&nbsp;<em>A Conquista de Goa<\/em>&nbsp;(1759), de Francisco de Pina e Melo,&nbsp;<em>O Uraguai<\/em>&nbsp;(1769), de Bas\u00edlio da Gama, e&nbsp;<em>Caramuru&nbsp;<\/em>(1781), de Santa Rita Dur\u00e3o, estudados a partir de prescri\u00e7\u00f5es estabelecidas por uma tradi\u00e7\u00e3o que liga essas obras a seus modelos greco-latinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da USP Jo\u00e3o Adolfo Hansen, que assina o pref\u00e1cio do livro, \u201cos autores escrevem com conhecimento, precis\u00e3o e vivacidade sobre poemas portugueses dos s\u00e9culos 16 e 17 e luso-brasileiros do 18, todos de um g\u00eanero hoje morto, o \u00e9pico. As leituras de Cleber e Jean Pierre s\u00e3o arqueol\u00f3gicas. T\u00eam pertin\u00eancia antropol\u00f3gica e interesse hist\u00f3rico as interpreta\u00e7\u00f5es que fazem da unidade do estilo dos poemas que estudam por meio da reconstitui\u00e7\u00e3o minuciosa de seus preceitos po\u00e9ticos e procedimentos t\u00e9cnicos antigos, greco-latinos, quinhentistas, seiscentistas, setecentistas, al\u00e9m da refer\u00eancia a leituras feitas por cr\u00edticos e historiadores liter\u00e1rios que se ocuparam deles desde o s\u00e9culo 19\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como analisa Chauvin, \u201cdesde que foi decretado o fim da hist\u00f3ria, no final dos anos 1980, em conson\u00e2ncia com o Consenso de Washington (que definiu os pilares do neoliberalismo), temos assistido a uma desvaloriza\u00e7\u00e3o program\u00e1tica e sistem\u00e1tica do passado e do pensamento, em detrimento do imediato consum\u00edvel, do lugar-comum e da fal\u00e1cia modernizante, como se as mat\u00e9rias que nos precederam n\u00e3o fossem dignas de interesse (e menos ainda de estudo)\u201d. O professor se refere \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de Hansen que salienta que o g\u00eanero \u201c\u00e9pico\u201d (que vigorou pelo menos entre a Antiguidade grega, oito ou nove s\u00e9culos antes de Cristo, e o final do s\u00e9culo 18 est\u00e1 \u201cmorto\u201d. Segundo Chauvin, \u201cn\u00e3o se trata apenas de uma constata\u00e7\u00e3o, mas de um modo de estimular a que o leitor reflita sobre tempos e concep\u00e7\u00f5es sobremodo diferentes: este em que tentamos sobreviver e aqueles em que produzir poesia pressupunha manipular vasto repert\u00f3rio, imitar modelos e considerar a adequa\u00e7\u00e3o entre tema, g\u00eanero e estilo, segundo as regras do decoro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, destaca Chauvin, \u00e9 justamente por se tratar de um g\u00eanero considerado \u201cmorto\u201d que vale a pena discuti-lo. \u201cAlgumas obras discutidas no livro s\u00e3o praticamente desconhecidas do grande p\u00fablico hoje\u201d, garante. \u201cNesse sentido, esses&nbsp;<em>Estudos sobre a \u00c9pica Luso-Brasileira<\/em>&nbsp;tentam resgatar poemas not\u00e1veis, escritos em acordo com as preceptivas ret\u00f3rico-po\u00e9ticas, decorosos em rela\u00e7\u00e3o ao que pedia o g\u00eanero \u00e9pico, a fa\u00e7anha heroica, a linguagem grandiloquente e o estilo gravis (alto, elevado, sublime), como recomendado por Arist\u00f3teles, Hor\u00e1cio, Longino etc\u201d, diz, e continua: \u201cObservando os temas, pressupostos e m\u00e9todos com que a pesquisa sobre poesia \u00e9 realizada em nossos dias, n\u00e3o admira que em breve os versos produzidos durante o s\u00e9culo 19 sejam considerados datados e sem interesse, que n\u00e3o o de \u2018documento\u2019 hist\u00f3rico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210223_Camoes_Lusiadas.jpg\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"320\"\/><figcaption>Cam\u00f5es lendo &#8220;Os Lus\u00edadas&#8221;, de Ant\u00f4nio Carneiro &#8211; Foto: Dom\u00ednio P\u00fablico, via Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Poemas \u00e9picos<\/h2>\n\n\n\n<p>O livro est\u00e1 dividido em&nbsp; duas partes, com os tr\u00eas primeiros poemas analisados por Cleber Felipe e os outros tr\u00eas por Jean Pierre Chauvin. \u201cOs seis ocupam-se de autores hoje lembrados e pouco lidos, como Luiz Vaz de Cam\u00f5es; de outros quase esquecidos e j\u00e1 praticamente n\u00e3o lidos, como Bas\u00edlio da Gama e Santa Rita Dur\u00e3o; e de alguns nunca lidos e esquecidos, Jer\u00f4nimo Corte-Real, Gabriel Ferreira de Castro, Francisco de Pina e Melo\u201d, aponta Hansen no pref\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, intitulado<em>&nbsp;Cam\u00f5es e a Epopeia Lus\u00edada: Notas Introdut\u00f3rias<\/em>, Felipe l\u00ea Cam\u00f5es historicamente, como apresenta Hansen. \u201cLembra ao leitor caracter\u00edsticas nucleares do g\u00eanero \u00e9pico e de&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;(1572); mapeia lugares-comuns da proposi\u00e7\u00e3o, da invoca\u00e7\u00e3o, da dedicat\u00f3ria, do ep\u00edlogo e de alguns fragmentos da narra\u00e7\u00e3o do poema. Descrevendo-os e analisando-os com economia e precis\u00e3o, elenca os elementos formais do g\u00eanero \u00e9pico, acompanhando-os de elementos biogr\u00e1ficos. Em seguida, trata analiticamente das partes convencionais do poema \u00e9pico.\u201d No segundo,&nbsp;<em>A Poesia \u00c9pica e a Experi\u00eancia Tr\u00e1gica: o Naufr\u00e1gio de Sep\u00falveda<\/em>, o autor discorre sobre o poema atribu\u00eddo a Jer\u00f4nimo Corte-Real, que possui cerca de 10.457 versos; e no \u00faltimo,&nbsp;<em>A Funda\u00e7\u00e3o \u00c9pica de Lisboa na Ulisseia (1636)<\/em>, analisa a disposi\u00e7\u00e3o do poema de Gabriel Ferreira de Castro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na segunda parte, Chauvin informa que, entre os poemas analisados por ele,&nbsp;<em>A Conquista de Goa<\/em>, de Franciso de Pina e Melo, \u00e9 bem menos conhecido, hoje, que&nbsp;<em>O Uraguai<\/em>, de Bas\u00edlio da Gama, e o&nbsp;<em>Caramuru<\/em>, de Santa Rita Dur\u00e3o. \u201cPenso que eles (me) interessam por diferentes motivos. Pina e Melo introduz o seu poema com uma esp\u00e9cie de minitratado sobre o g\u00eanero \u00e9pico, o que refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que esses homens tivessem consci\u00eancia dos artif\u00edcios ret\u00f3rico-po\u00e9ticos e como empreg\u00e1-los no que escreviam. A import\u00e2ncia de&nbsp;<em>O Uraguai<\/em>&nbsp;reside nas guerras resultantes de rara alian\u00e7a entre portugueses e espanh\u00f3is, logo ap\u00f3s o Tratado de Madri, firmado em 1750 \u2013 ap\u00f3s dez anos de negocia\u00e7\u00e3o entre as Coroas daqueles pa\u00edses. A figura de Bas\u00edlio da Gama \u00e9 curiosa: sabe-se que ele recebeu educa\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica no Rio de Janeiro, mas que, quando foi preso, incumbiu-se de promover uma \u2018diatribe\u2019 justamente contra a Ordem da Companhia de Jesus, com vistas a angariar os favores do Marqu\u00eas de Pombal \u2013 de quem foi secret\u00e1rio durante muito tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210223_Caramuru.jpg\" alt=\"\" width=\"-295\" height=\"-165\"\/><figcaption>Diogo \u00c1lvares Correia, o Caramuru &#8211; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Bahia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>Caramuru<\/em>, por sua vez, reconta a hist\u00f3ria do \u201cdescobrimento\u201d da Bahia, no in\u00edcio do s\u00e9culo 16. \u201cComo o poema foi publicado no final do s\u00e9culo 18, a&nbsp;<em>persona<\/em>&nbsp;po\u00e9tica prop\u00f5e uma genealogia da \u2018conquista\u2019 da Bahia, de modo que as vis\u00f5es da \u00edndia Paragua\u00e7u, unida matrimonialmente com Diogo \u00c1lvares Correia, fingem ser premoni\u00e7\u00e3o de um reino mais forte e poderoso, ap\u00f3s Caramuru e sua esposa retornarem da Fran\u00e7a\u201d, comenta. Segundo Chauvin, nos tr\u00eas casos, os poetas dispuseram as mat\u00e9rias, di\u00e1logos e epis\u00f3dios de maneira a ressaltar as virtudes heroicas, o discurso engenhoso, o&nbsp;<em>\u00e9thos<\/em>&nbsp;industrioso e as fa\u00e7anhas dos guerreiros lusitanos. \u201cPara isso, Diogo \u00c1lvares Correia, Afonso Albuquerque e o general Andrade foram pintados segundo recomendavam os tratados antigos, que discorriam sobre os feitos extraordin\u00e1rios dos homens considerados superiores nas virtudes e excelentes no car\u00e1ter.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Processo de pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Chauvin, a ideia original partiu de Felipe e tinha como objetivo reunir e apresentar a estudantes e pesquisadores poemas do g\u00eanero \u00e9pico que circularam no mundo portugu\u00eas ou luso-brasileiro entre os s\u00e9culos 16 e 18. \u201cNosso pressuposto \u00e9 de que estamos diante de pr\u00e1ticas letradas produzidas num tempo que os conceitos de \u2018autor\u2019, \u2018obra liter\u00e1ria\u2019 e \u2018p\u00fablico\u2019 n\u00e3o tinham a conforma\u00e7\u00e3o adquirida entre o final do s\u00e9culo 18 e o in\u00edcio do s\u00e9culo 19, que envolveu a mudan\u00e7a radical das sociedades de Antigo Estado para o mundo burgu\u00eas, momento em que a \u2018obra de arte\u2019 perdeu parte substancial de seu estatuto, codificado pelo edif\u00edcio ret\u00f3rico-politico-teol\u00f3gico, e passou a ser configurada e percebida como uma mercadoria, ou \u2018bem cultural\u2019 disputada segundo crit\u00e9rios que negavam a filia\u00e7\u00e3o a modelos e pretendiam ser \u2018originais\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O livro re\u00fane artigos produzidos nos \u00faltimos&nbsp; quatro anos, como informa Chauvin. \u201cMas cumpre assinalar que eles se relacionam a pesquisas muito anteriores, que envolveram estudos sobre ret\u00f3rica, po\u00e9tica, hist\u00f3ria, pr\u00e1ticas letradas, sociologia da corte etc., considerando o mundo cortes\u00e3o, com suas regras e modelos, e a produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de poesia como arte de emula\u00e7\u00e3o de modelos e aplica\u00e7\u00e3o de preceitos ret\u00f3rico-po\u00e9ticos, sem que o poeta perdesse de vista o lugar que ocupava na sociedade de corte, entre os dogmas veiculados pela Igreja Cat\u00f3lica e poder temporal dos reis e o mundo de homens subordinados a seus des\u00edgnios.\u201d No caso dos cap\u00edtulos de Cleber Felipe, as pesquisas tamb\u00e9m se relacionam com sua inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, realizada quando ainda cursava a gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria; e no caso de Chauvin, os estudos sobre essas mat\u00e9rias tiveram in\u00edcio entre 2012 e 2013, quando se preparava para um projeto de pesquisa sobre Machado de Assis. \u201cNaquela altura, os estudos sobre aspectos da ret\u00f3rica e da an\u00e1lise do discurso na obra do escritor despertaram meu interesse para me voltar mais detidamente para as pr\u00e1ticas letradas produzidas no s\u00e9culo 18 e as conven\u00e7\u00f5es que elas obedeciam\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor ainda lembra que, como os estudos priorizam eventos, ideias e poemas produzidos entre os s\u00e9culos 16 e 18, ficou claro que seria importante apresentar um pequeno panorama que percorresse aquele tempo. \u201cPosso afirmar que Cleber Felipe e eu percorremos esses poemas com interesse nos pressupostos embutidos neles, no modo como recorriam \u00e0s preceptivas, imitavam modelos e ilustravam uma&nbsp;<em>forma mentis<\/em>&nbsp;totalmente diversa da nossa. Definitivamente, eles est\u00e3o para al\u00e9m da suposi\u00e7\u00e3o de que sejam \u2018datados\u2019 e s\u00f3 possuam interesse como \u2018documento\u2019 hist\u00f3rico\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Estudos sobre a \u00c9pica Luso-Brasileira \u2013 S\u00e9culos XVI-XVIII<\/em>, de Jean Pierre Chauvin e Cleber Vinicius do Amaral Felipe, Fonte Editorial, R$ 46,90&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professores lan\u00e7am&nbsp;Estudos sobre a \u00c9pica Luso-Brasileira, que traz an\u00e1lises de cl\u00e1ssicos como&nbsp;Os Lus\u00edadas, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, e&nbsp;O Uraguai, de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3209,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[248,247,37,113,249],"class_list":["post-3208","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros","tag-basilio-da-gama","tag-camoes","tag-literatura","tag-pesquisa","tag-poemas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3208"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3210,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3208\/revisions\/3210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/cje\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}