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Blog da USP - 05/09/2011 - Imprimir Imprimir

Projeto Equoterapia da Esalq completa 10 anos

Por acontecer ao ar livre, a equoterapia mostra-se lúdica, prazerosa e pode acelerar a evolução do tratamento

Toda quinta feira, Maria José Stolf Herling passa manhã e tarde na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da USP. Com 82 anos, Dona Zezé, como é conhecida, realiza trabalho de voluntariado ensinando artesanato às mães de praticantes do Projeto Equoterapia.

Desde 2001, a ESALQ desenvolve esse projeto, uma iniciativa pioneira dentro das Universidades Públicas, que oferece tratamento terapêutico e educacional complementar que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação de pessoas com deficiência física e/ou mental para melhorar o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social. Por acontecer ao ar livre, a equoterapia mostra-se lúdica, prazerosa e pode acelerar a evolução do tratamento. As oscilações e o movimento do cavalo estimulam reações de equilíbrio e fornecem às crianças condições básicas para facilitar e desenvolver sua capacidade motora, intelectualidade, cognição e socialização.

Para comemorar os 10 anos do Projeto Equoterapia, a Dona Zezé, bem como os profissionais das áreas de saúde e educação que auxiliam os cerca de 65 praticantes semanalmente, foram homenageados no dia 23 de agosto, no Setor de Equinocultura do Departamento de Zootecnia (LZT) da ESALQ. Em ato simbólico, foi feito um balanço das ações do projeto e ocorreu o descerramento de placa comemorativa.

O projeto

Desenvolvido no LZT, sob coordenação do professor Claudio Maluf Haddad, conta com profissionais nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, equitação e voluntários da graduação e pós-graduação, com atendimento às 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feiras. Atende cerca de 65 praticantes, com diagnóstico de paralisia cerebral, síndromes genéticas (ex: síndrome de Down), microcefalia, autismo, traumatismo craneoencefálico, traumatismo raquimedular, acidente vascular encefálico, parkinson, deficiência visual, esquizofrenia, hiperatividade e outras.

Cerimônia de comemoração dos 10 anos do Projeto Equoterapia. O coordenador Claudio Haddad, o quinto da esq. p/ dir., e a equipe de profissionais

Este projeto é filiado e reconhecido pela Associação Nacional de Equoterapia (ANDE Brasil) e, em 2005, foi reconhecido pela USP, entre as 60 ações da Universidade, o 2º melhor projeto envolvendo atendimento à população carente em conjunto com atividades de Ensino e Pesquisa.

“Desde 2001, foram realizados cerca de 80 mil atendimentos, uma média de 8 mil por ano. Além disso, entre 25 e 30 trabalhos científicos foram publicados a partir de estudos desenvolvidos por profissionais das áreas mais diversas. E aproximadamente 500 pessoas formaram-se em cursos de equoterapia, ou seja, completamos o ciclo de ensino, pesquisa e extensão”, relata o coordenador do projeto.

Além do atendimento aos portadores de necessidades especiais, o projeto forma interessados em desenvolver núcleos de equoterapia em outras regiões, por meio de cursos de difusão cultural realizados anualmente pela equipe interdisciplinar. Conta também com a prestação de serviço voluntariado, aberto a todas as pessoas, de qualquer profissão e também com o trabalho de estudantes das áreas afins, que aprimoram seus conhecimentos a partir de estágios.

As oscilações e o movimento do cavalo estimulam reações de equilíbrio

Segundo Claudio Haddad, 10 anos são significativos e fazem refletir sobre desafios e perspectivas. “É importante salientar que o Projeto possibilita que a Universidade preste contas para sociedade. Temos a consciência de que fizemos algo importante e temos o reconhecimento dos praticantes e seus familiares. O desafio é ampliar o serviço prestado e darmos um salto de qualidade, mas posso afirmar que, passados dez anos, a vontade continua a mesma, o carinho dos profissionais para com os praticantes e a certeza de que estamos no caminho certo”, conclui.

Outras informações sobre o Projeto no telefone (19) 3429-4102 ou pelo site do Projeto.

 

(Texto: Caio Albuquerque/Fotos: Roberto Amaral – Assessoria de Comunicação da ESALQ )

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