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Blog da USP - 04/10/2011 - Imprimir Imprimir

Escola de Engenharia de Lorena faz parceria com o MIT

Em julho deste ano, o professor da Escola de Engenharia de Lorena (EEL), Messias Borges Silva, esteve no Massachussets Institute of Technology (MIT) em Cambridge, nos Estados Unidos. O pesquisador, que participa da Rede LAI (Lean Advancement Iniciactive), teve a oportunidade de inserir a Escola na EdNet (Educational Network), uma Rede Internacional de Educação do MIT que reune 36 universidades.

Foto aérea da EEL em 2007, com o rio Paraíba ao fundo, no campus 1 de Lorena, interior de São Paulo

A USP é a segunda Universidade brasileira a se incorporar a esse grupo. A primeira foi a Universidade Federal Tecnológica do Paraná. Esse grupo trabalha para aprimorar o pensamento “enxuto” (Lean Thinking) em programas educacionais que preparam profissionais para conduzir as mudanças em busca da empresa “enxuta” (Lean Enterprise), que é aquela que elimina toda e qualquer forma de desperdício e aperfeiçoa o valor entregue a todos os seus stakeholders (partes interessadas).

Isso se encaixa em um contexto internacional chamado Lean Six Sigma, que é a busca permanente da excelência e do padrão Classe Mundial, com maiores níveis de competitividade por meio da melhoria da qualidade e no aumento da produtividade na produção de bens materiais e serviços.

A inserção da EEL na EdNet se deve principalmente à recente criação do curso de graduação em Engenharia de Produção que terá início em 2012 e que foi pautado por critérios de excelência. De acordo com Silva, o curso de Lorena foi inspirado nos cursos de Engenharia de Produção de outras Unidades da USP, Escola Politécnica (Poli) e Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e de outros cursos considerados como de primeira linha no Brasil e em outros países.

Na EEL, o projeto que foi conduzido pelos professores Messias Borges Silva, Marco Antonio Carvalho Pereira e Fabrício Maciel Gomes foi formatado para atender a demanda brasileira em profissionais com alto nível de capacitação e conhecimento e com isso liderarem as grandes transformações necessárias nos setores industrial e de serviços.

Oportunidades da parceria

Com a participação da EEL nessa Rede Educacional do MIT tanto o curso de Engenharia de Produção como todos os demais cursos da EEL e da USP no seu todo poderão ser beneficiados, pois, por exemplo, membros da EdNet MIT podem ter acesso a: oportunidades para os docentes atuarem em projetos de colaboração que visem o desenvolvimento de materiais didáticos para aprendizagem dos princípios do Lean e pesquisa, materiais de aula, exercícios, estudos de caso para a difusão de tópicos do Lean no currículo escolar; reunião anual dos membros EdNet, que geralmente são professores de todas as partes do mundo interessados na melhoria da qualidade do ensino​​/aprendizagem, as agências governamentais e indústrias.

A EdNet foi criada pelo grupo Lean Advancement Iniative (LAI) do MIT, consórcio formado por membros do governo, indústria, e academia que oferece uma série de cursos, seminários, colaboração em pesquisa. A missão do LAI é acelerar a transformação da empresa enxuta (Lean Enterprise) por meio da pesquisa, a partilha e criação de ferramentas que possibilitem fazer as mudanças necessárias. Esse consórcio foi criado em 1993 quando o MIT abordou o conceito do pensamento enxuto e sua prática para a indústria aeroespacial norte-americana, inspirado na publicação “A Máquina que Mudou o Mundo” que apresenta os princípios do Lean usados ​​no sistema de produção da empresa Toyota.

A assinatura desta parceria com o maior centro de produção de conhecimento do mundo vai ao encontro da intenção da Administração da USP e do diretor da EEL, Nei F. Oliveira Jr., em transformar esta Escola em um Centro de Engenharia de referência para todo país.

A EEL é a mais recente unidade da USP, que nasceu da transferência dos alunos e cursos da extinta Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil) para a USP, em 29 de maio de 2006. Possui atualmente 209 funcionários e 102 docentes.  A Faculdade, que já atuava no ensino superior há 37 anos, graduou mais de 2300 profissionais. Possui dois campi na cidade de Lorena que atendem, em média, 1600 alunos por ano. Atua em áreas de pesquisas estratégicas para o desenvolvimento nacional buscando novos produtos e processos que impulsionem o progresso científico e tecnológico do país nos campos da: Biotecnologia Industrial, Ciência e Engenharia de Materiais e Engenharia Química.

(Foto: André Arras /Com informações da Assessoria de Documentação e Informação da EEL)

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