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Podcast - 14/11/2013 - Imprimir Imprimir

Segundo reitor, prejuízo causado pela ocupação ultrapassará R$ 1 milhão

No “Palavra do Reitor” desta semana, que foi ao ar na manhã de hoje, dia 14 de novembro, o reitor João Grandino Rodas falou sobre o prejuízo causado pelos estudantes que ocuparam, por 42 dias, o prédio da Administração Central da Universidade.

Embora a contabilização do que foi destruído só deva ser concluída na próxima semana, a Administração já pôde constatar que o volume dos danos e dos furtos é muito grande, envolvendo móveis, persianas, equipamentos de informática e de telefonia, materiais de escritório, portas arrombadas e paredes pichadas à exaustão. Isso sem mencionar o desaparecimento de processos e documentos.

“O acontecido é um escárnio aos milhões de alunos universitários brasileiros que não têm acesso às universidades públicas, bem como aos 42 milhões de paulistas que mantém a USP, no último ano a um custo de R$ 4 bilhões de reais. Na manhã da terça-feira a Polícia Científica fez a perícia para registrar os danos causados e, em seguida, o Chefe de Gabinete convocou alguns funcionários para começarem a fazer o levantamento exato do que foi danificado ou subtraído. Precisamos verificar também o que pode ser consertado e o que terá de ser substituído. Quem viu as fotos nas principais páginas eletrônicas de notícias e nos telejornais, pôde constatar que houve danos expressivos, desde pichações em paredes, tetos e chãos até destruição de móveis, fiação elétrica e de dados, além de aparelhos eletrônicos. Houve depredação, inclusive, de bustos de importantes figuras como Dante Alighieri e Nicolau Copérnico. Face a tudo isso pergunto: tratou-se de manifestação pacífica ou um desrespeito com a educação, a ciência e o povo que mantém a USP, por meio de seus impostos? Não temos ainda o valor exato, mas todos são unânimes ao afirmar que será muito mais do que R$ 1 milhão”, afirmou o dirigente.

A Universidade deverá arcar com os prejuízos, em um primeiro momento, mas o reitor enfatizou que, por força da lei, a Universidade deverá envidar esforços para ressarcir os cofres públicos, cobrando, judicialmente, dos responsáveis pelos estragos. “Nesse caso, a destruição se iniciou com a marretada dada por um funcionário de um dos sindicatos da Universidade. Ela se estendeu por 42 dias, com a destruição que todos viram e, durante as negociações e as falas com o juiz, apareceram não só o Diretório Central dos Estudantes (DCE) como também os dois sindicatos, intitulando-se observadores. É interessante notar que, face à destruição fenomenal, todos fugiram. Eu não sabia que uma das virtudes dessa militância era a covardia”.

Outro problema é o tempo. Por ser uma autarquia estadual, a USP tem o dever de apresentar a prestação de contas do ano vigente aos órgãos controladores, por isso, o orçamento da Universidade fecha no dia 25 desse mês. Não há tempo hábil para concluir o levantamento dos danos causados, realizar os procedimentos legais para a compra de novos itens, aguardar entrega, efetuar pagamentos e preparar a prestação de contas, portanto, a conclusão de todo o procedimento ficará para o próximo ano.

Sobre a dificuldade encontrada pela maioria dos alunos, que não aderiu à greve, de frequentar as aulas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e a Escola de Comunicações e Artes (ECA), o dirigente explicou que a garantia ao acesso às aulas e aos espaços internos da Unidade é responsabilidade de cada diretor, uma vez que a USP tem uma estrutura federativa e as Unidades e os Institutos têm competência originária para fazer com que a livre circulação em seus prédios seja mantida. Quanto às áreas comuns e portarias, ficou a cargo da Superintendência de Segurança o controle e a garantia dos acessos, por meio da participação de agentes de vigilância nas áreas necessárias, coadjuvados, quando preciso pela Polícia Militar e pela CET.

Outro assunto em destaque no “Palavra do Reitor” foi o acordo de cooperação, assinado no dia 5 de novembro, entre a USP e a Universidade de Rikkyo, do Japão. O documento prevê a intensificação de intercâmbio de docentes, pesquisadores, estudantes e membros da equipe técnico-administrativa, o desenvolvimento de pesquisas e outras atividades acadêmicas e culturais. Coincidentemente, nessa semana também aconteceu, na USP, o Fórum UTokyo, promovido pela University of Tokyo. É a primeira vez que uma universidade sul-americana é escolhida para sediar o evento.

O “Túnel do Tempo” relembrou o período em que João Fernandes Campos Café Filho assumiu a Presidência da República, após o afastamento e posterior suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, fato que causou imensa turbulência política e comoção popular.

A seguir, ouça a íntegra do programa. Os ouvintes podem enviar suas dúvidas e comentários para o e-mail: radiousp.reitoria@usp.br .

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