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Podcast - 05/12/2013 - Imprimir Imprimir

Reitor fala sobre Prêmio de Excelência Acadêmica e sobre o desempenho da USP

O reitor João Grandino Rodas abriu o programa de hoje, dia 5 de dezembro, anunciando a concessão do Prêmio de Excelência Acadêmica Institucional. “Neste ano, embora a performance da USP nas classificações internacionais de universidades não tenha sido semelhante a edições anteriores e paralisações causarem significativos prejuízos materiais e repercutirem negativamente no desempenho administrativo, didático e de pesquisa da Universidade, consideramos o esforço e dedicação de todos os servidores docentes e técnico-administrativos, mesmo diante de cenário adverso. Dessa forma, caracteriza-se como justo o pagamento do prêmio, com valor adequado a essa realidade”, declarou.

Com base na decisão da Comissão e ouvidos os órgãos competentes, o valor arbitrado para o prêmio desse ano foi de R$ 2.000,00, a serem pagos em duas parcelas de R$ 1.000,00, nos dias 20 de dezembro de 2013 e em 15 de janeiro de 2014.

Sobre o processo eleitoral, o reitor esclareceu questões levantadas durante os debates realizados nas últimas semanas e falou sobre a importância da consulta à comunidade sobre a escolha de reitor. A consulta tem caráter indicativo à Assembleia Universitária, a quem cabe de fato a eleição dos dirigentes. Poderão participar docentes e funcionários da ativa e todos os estudantes de Graduação e de Pós-Graduação regularmente matriculados na Universidade. O procedimento será realizado das 9h às 18h, estendendo-se até as 21h nas Unidades em que haja curso noturno. Haverá mesas receptoras de votos em todas as Unidades de Ensino e Pesquisa, Museus, Institutos Especializados e Órgãos da Administração Central. A consulta será estratificada segundo as categorias funcionais da Universidade, apurando-se em separado os votos de docentes, funcionários e alunos. Cada eleitor terá direito a um voto, podendo indicar até três chapas. Os resultados obtidos em cada uma das categorias consultadas serão divulgados no dia 12 de dezembro.

“Estando 2013 prestes a se findar, a atenção dos vários segmentos da USP deve voltar-se ao futuro da Universidade e à manutenção das vitórias obtidas, inclusive no relativo à manutenção e melhora das carreiras técnico-administrativas e docentes, tanto em termos salariais e de benefícios, quanto das condições de trabalho. Para tal, deve-se aplicar a mesma receita que vem sendo utilizada, ou seja, que os administradores não sejam oportunistas, pessimistas ou inertes”, declarou.

O reitor também comentou sobre o novo ranking elaborado pela The Times Higher Education (THE), divulgado ontem, que classifica as melhores universidades dos BRICs. Nesse ranking, a USP ficou na 11ª posição. “No âmbito geral, a posição das universidades brasileiras e latino-americanas no ranking — com destaque para as três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp) — em comparação com as classificações alcançadas pelas instituições chinesas, em especial, por serem em maior número, demonstra que a crescente eficiência daquele país nesse setor está alicerçada com vultosos investimentos governamentais na qualidade da educação em todos os níveis. No ensino básico, por exemplo, a China liderou os três quesitos do Programa Internacional de Alunos, o Pisa. O Brasil, por outro lado, obteve a 58ª classificação entre os 65 países avaliados. Em uma análise mais específica, ao se analisar as universidades mais bem classificadas, a USP tem sido uma exceção no que tange a seu tempo de existência, tamanho e número de alunos de Graduação e de Pós-Graduação, o que significa que estamos superdimensionados para ser uma universidade de ponta. Além disso, falamos um idioma que não é internacional. Tais características, menos positivas, serão decisivas, em médio prazo, para a classificação da Universidade nos rankings internacionais e, dessa forma, suscitarão esforços cada vez mais pesados para que a USP se mantenha em boas posições”, disse.

O programa também falou sobre o período de duração do mandato reitoral; sobre um convênio acadêmico firmado com a Microsoft com o objetivo de criar um Centro de Estudos na Universidade, com foco na área de tecnologia da informação; e sobre o processo de revalidação de diplomas.

O “Túnel do Tempo” resgatou um trecho de um pronunciamento do jornalista e então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, na antevéspera do Golpe Militar, em 1964, acusando o presidente João Goulart de relações ideológicas com grupos comunistas.

A seguir, ouça a íntegra do programa. Os ouvintes podem enviar suas dúvidas e comentários para o e-mail: radiousp.reitoria@usp.br .

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