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Blog da USP - 07/10/2015 - Imprimir Imprimir

Aparelho ortodôntico desenvolvido no Centrinho reduz tempo de tratamento

Invenção resultou em depósito de patente e está sendo produzida, em caráter experimental, por indústria de materiais dentários

A atresia do arco dentário superior (estreitamento do palato, ou céu da boca) atinge 90% dos pacientes com fissura labiopalatina e cerca de 20% da população em geral. O problema pode afetar a função mastigatória e a estética facial e sorriso do indivíduo. O tratamento com aparelhos convencionais faz a expansão da maxila de forma homogênea (na frente e atrás, ou só na frente do arco dentário), necessitando de cerca de um ano de intervenção.

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Aparelho expansor maxilar diferencial, desenvolvido pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais

No intuito de aprimorar este tipo de tratamento, pesquisadores e profissionais do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) desenvolveram um aparelho ortodôntico com design inédito, que traz benefícios clínicos e reduz em 50% (de um ano para seis meses) o tempo da intervenção.

A nova tecnologia – chamada aparelho expansor maxilar diferencial – se distingue dos aparelhos convencionais porque permite produzir expansões distintas na região anterior e posterior do arco dentário. “O expansor diferencial possibilita controlar a quantidade de expansão tanto na parte posterior como na anterior, eliminando a necessidade do uso de dois aparelhos. Reduz ainda o aparecimento de efeitos colaterais, como sobre-expansão dos dentes molares e problemas gengivais”, explica a professora Daniela Garib, uma das inventoras do aparelho.

A inovação resultou em depósito de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) em 2011 e, desde 2014, está sendo produzida, em caráter experimental, por indústria de materiais dentários.

Resultados positivos

Para investigar os resultados com o novo aparelho, a ortodontista Rita de Cássia Moura Carvalho Lauris, chefe técnica da Divisão de Odontologia do Centrinho, em sua tese de doutorado, testou e avaliou os efeitos da expansão rápida diferencial da maxila em pacientes com fissuras labiopalatinas e estreitamento do palato.

A pesquisa apontou que o expansor com abertura diferencial produziu efeitos ortopédicos e dentários semelhantes aos expansores convencionais, mas evitando a expansão posterior excessiva e reduzindo o tempo de tratamento ortodôntico antes do procedimento de enxerto ósseo alveolar.

“Os pacientes com fissuras passam por uma reabilitação complexa. Além dos benefícios clínicos, reduzir o tempo de uma etapa do tratamento traz impactos sociais muito positivos. São menos retornos, redução de despesas com viagem e hospedagem, além de menos faltas às aulas das crianças e ao trabalho dos pais”, salienta a pesquisadora Rita Lauris. O trabalho foi orientado pela professora Daniela Garib, que também é coordenadora do Programa de Pós-Graduação do Hospital e docente da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB).

Além da participação das pesquisadoras Daniela Garib e Rita Lauris, o desenvolvimento desse novo aparelho contou com o trabalho dos técnicos de laboratório do Centrinho Lourival Garcia e Vagner Pereira.

(Assessoria de Comunicação do HRAC)

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