Centro Cultural de Bauru exibe exposição de cerâmica

Publicado por Erika Yamamoto em 17 de março de 2017 - 15:28 - Categoria: Blog da USP

A exposição “Terra com Fogo”, da artista plástica Silvia Gottardo, integra o Projeto Atelier & Arte da Seção de Eventos Culturais da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B) e está aberta à visitação pública no Centro Cultural do campus até o dia 31 de março.

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A ceramista Silvia Gottardo e suas obras

A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O Centro Cultural localiza-se no Campus da USP, na Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, na Vila Universitária, em Bauru.

A exposição exibe 100 peças de objetos de arte e utensílios domésticos em cerâmica, como mandalas, travessas, pratos, vasos, entre outros.

Silvia nasceu em Igaraçu do Tietê (SP) e cresceu em Barra Bonita, cidade que tem muitas cerâmicas. Quando criança, ela brincava com seu avô manuseando argila, atividade que repetiu mais tarde com sua filha, então com 3 anos de idade.

Em 1991, na cidade de Ribeirão Preto (SP), aprendeu as primeiras técnicas de modelagem e também teve seu primeiro contato com queimas de baixa temperatura e Raku.

Em 2000, morando em São Paulo, conheceu a queima de alta temperatura e se apaixonou pela técnica que usa até hoje. Desde então nunca mais parou com a cerâmica e, em 2016, decidiu fazer da arte a sua profissão oficial.

A artista já participou de diversas exposições coletivas e individuais em São Paulo e em Bauru – inclusive, já expôs no Centro Cultural da USP em maio de 2012.

Técnica de alta temperatura

Na técnica de alta temperatura, a peça de argila é modelada, deixada para secar e levada ao forno, pela primeira vez, a 800 graus centígrados no período de sete horas. Depois é feita a esmaltação e a peça volta para o forno, a uma temperatura de 1.200 graus centígrados, sendo que o tempo varia de nove a doze horas de queima. O resfriamento da peça é natural, pelo período de 12 horas dentro do forno já desligado.

A peça se torna um refratário e essa queima tem uma singularidade, com nuances diferentes, sendo que a cada queima o resultado pode ser diferente, inclusive com um aspecto fossilizado.

(Assessoria de Comunicação da PUSP-B / Foto: Giane Quintela)

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