“Jardim da Percepção”: uma viagem para se encantar com a Ciência

Publicado por Erika Yamamoto em 27 de abril de 2017 - 8:00 - Categoria: Blog da USP

Se você tem interesse em vivenciar e compreender cientificamente temas do nosso cotidiano, como a gravidade, o som, o peso, a temperatura, além de saber mais sobre o bioma cerrado, visite o Jardim da Percepção do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, em São Carlos.

O Jardim foi aberto ao público em meados de 2006 e recebe visitas escolares e de demais interessados que podem aprender e se encantar com diferentes percepções. O tubo sonoro, o espelho acústico e o tubo de eco permitem a percepção do som de diferentes maneiras. Já os sistemas de peso nos ensinam sobre esse conceito por meio da interação de todos os visitantes no experimento. Essa é uma das principais atrações do espaço expositivo e evidencia a dificuldade dos visitantes (geralmente, alunos do ensino fundamental e médio) na compreensão dos conceitos envolvidos.

2017.04.27 - CDCC [1]

Crânios confeccionados em bronze ilustram a evolução da espécie humana

Além disso, diferentes tipos de crânios confeccionados em bronze ajudam a entender a evolução do homem, tanto pela visão quanto pelo tato, instigando o visitante no desafio de identificar por meio de diferenças, como arcada dentária, crânio, têmporas e olhos, quem vem antes e quem vem depois.

As sensações proporcionados pela Casa Maluca ajudam a compreender a gravidade, pois a visão e o equilíbrio permitem perceber a existência de algo diferente influenciando nosso corpo e que a imagem exterior da casa difere do ambiente real. Essa percepção já foi utilizada inclusive em trabalhos de dissertação sobre o tema. O toque em um corrimão surpreende e assusta a grande maioria dos visitantes. A diversão faz com que todos queiram sentir para perceber o que ocorre e como foi feito esse experimento relacionado à temperatura.

Trilha da Percepção do Cerrado

Além dessas sensações, os visitantes podem ativar seu olfato, tato e visão em ambientes “de imersão”, nos quais a natureza exerce o ápice na Trilha de Percepção do Cerrado e de mata ciliar. Trata-se de uma simulação desses biomas na qual os visitantes têm a oportunidade de se imaginar nesse espaço, além de conhecer diversos aspectos como a diferença e importância do ambiente de cerrado e de mata ciliar, suas geografias, degradações e tipo de solos.

O ponto alto desse espaço expositivo é salientar como é importante ativar os órgãos sensoriais para identificar a variedade de vegetação, a diversidade dos troncos, folhagens e frutos, muitos dos quais são utilizados para a confecção de instrumentos musicais, enfeites de ruas e produção de alimentos, como doces e geleias. A coleta de frutos para a produção de tintas, bem como a exploração do pau-brasil e da palmeira, em épocas mais antigas, produziu reflexos negativos nos dias atuais.

Os monitores também falam sobre alguns animais que vivem nesse ambiente como a jaguatirica, o tamanduá, o lobo-guará e o veado catingueiro.

Dessa forma, a interatividade e a manipulação pelos visitantes são essenciais para compreender os conceitos intrínsecos em cada experimento. A falta de interação do público pode comprometer a aprendizagem do conteúdo de cada objeto, além de ressaltar o aspecto lúdico que pode surgir nesses espaços não formais de educação. Por esse motivo, os monitores recebem treinamento específico utilizando estratégias de comunicação e diálogo com a finalidade de despertar o interesse pela ciência, além de incluírem nas conversas aspectos que envolvem a história da ciência e o contexto em que se deu a descoberta de alguns princípios que são apresentados à comunidade.

Visitas
A visitação ao Jardim da Percepção é gratuita e acontece de terça a sexta-feira, das 8h às 18h (geralmente para grupos escolares com agendamento prévio), e aos sábados, das 9h às 12h (são atendidos somente grupos de familiares, amigos e demais visitantes, que não contem com mais de 10 pessoas no grupo). É importante preencher os objetivos da visita no momento do agendamento, para que o monitor possa verificar a disponibilidade dos experimentos.

Mais informações pelo telefone (16) 3373-8695 ou na página [2] do CDCC.

(Com informações do Centro de Divulgação Científica e Cultural)

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