{"id":2990,"date":"2024-01-05T11:08:01","date_gmt":"2024-01-05T14:08:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/?p=2990"},"modified":"2024-01-12T13:35:21","modified_gmt":"2024-01-12T16:35:21","slug":"livro-revela-um-genio-musical-convivendo-com-mestres-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/?p=2990","title":{"rendered":"Livro revela um g\u00eanio musical convivendo com mestres da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Autor da biografia de Waltel Branco \u00e9 o pirajuense Felippe An\u00edbal e o lan\u00e7amento em Piraju ser\u00e1 quarta, no Bistr\u00f4 Seu Did\u00ed<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2992\" aria-describedby=\"caption-attachment-2992\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2992 size-medium\" src=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-05-at-11.01.21-300x201.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-05-at-11.01.21-300x201.jpeg 300w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-05-at-11.01.21-768x514.jpeg 768w, https:\/\/www.usp.br\/piraju\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-05-at-11.01.21.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2992\" class=\"wp-caption-text\"><strong>O maestro Waltel, falecido em 2018, e o jornalista Felippe, em foto de arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>O paranaense Waltel Branco (1929-2018) era m\u00faltiplo como m\u00fasico. Al\u00e9m de instrumentista, compositor, maestro e arranjador, Waltel transitava por in\u00fameros g\u00eaneros, foi diretor musical da rede Globo e trabalhou, durante sua vida, com os mais ic\u00f4nicos artistas como Jo\u00e3o Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Roberto Menescal, Marcos Valle, Nara Le\u00e3o, Elizete Cardoso, Pixinguinha, Tim Maia, Hyldon, Toni Tornado, Odair Jos\u00e9, Evaldo Braga, Cauby Peixoto, Alceu Valen\u00e7a, Z\u00e9 Ramalho, Reinaldo Azevedo, Cazuza, Chico Anysio, Alcione, Elza Soares, Elis Regina, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, entre tantos outros.<\/p>\n<p>Essa breve refer\u00eancia j\u00e1 indica a import\u00e2ncia de um livro sobre a vida de um dos pioneiros da cria\u00e7\u00e3o de uma linguagem musical aplicada \u00e0 televis\u00e3o e que at\u00e9 ent\u00e3o permanecia desconhecido.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, em 29\/11\/2023, o jornalista Felippe An\u00edbal lan\u00e7ou o livro \u201cWaltel Branco \u2013 O maestro oculto\u201d. Agora, no estado paulista, fez quest\u00e3o de prestigiar sua cidade natal com esta biografia de mais de 500 p\u00e1ginas, resultado de longos oito anos de pesquisa e dezenas de entrevistas, al\u00e9m da conviv\u00eancia com o pr\u00f3prio maestro Waltel.<\/p>\n<p>Felippe \u00e9 jornalista h\u00e1 17 anos, com textos publicados em ve\u00edculos como revista Piau\u00ed, Folha de S. Paulo, UOL, The Intercept, Valor, Plural e Gazeta do Povo.<\/p>\n<p>O projeto do livro foi viabilizado gra\u00e7as \u00e0 <em>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, da\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba<\/a><em>, com apoio do\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/cedav.com.br\/\">Centro de Diagn\u00f3stico \u00c1gua Verde<\/a><em>,\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/centrodeoncologia.com\/\">Instituto de Oncologia do Paran\u00e1<\/a><em>\u00a0e\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.hospitalipo.com\/\">Hospital IPO<\/a><em>, Viva a Cultura e as leis de incentivo<\/em>. Quem puder comparecer no Seu Did\u00ed Bistr\u00f4, na pr\u00f3xima quarta, 10\/01\/2024, poder\u00e1 adquirir o livro autografado pelo pr\u00f3prio autor. Se preferir, poder\u00e1 compr\u00e1-lo pelo site www.waltel.com.br<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Ficha t\u00e9cnica: Waltel Branco \u2013 O maestro oculto.<\/em><\/p>\n<p><em>P\u00e1ginas: 504. Formato: 16\u00d723 cm, brochura. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Ano: 2023.<\/em><\/p>\n<p><em>Lan\u00e7amento no Estado de S\u00e3o Paulo em 10\/01\/2024, quarta, \u00e0s 19 horas.<\/em><\/p>\n<p><em>Local: Seu Did\u00ed Bistro &amp; Arte, na pra\u00e7a Ataliba Leonel, 219, em Piraju\/SP.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u><\/u><strong><u>Trecho do livro<\/u>:<\/strong><\/p>\n<p>Naquela noite quente de fim do ver\u00e3o de 1988, Waltel escutou uma buzina soar com insist\u00eancia em frente a sua casa. Pelo avan\u00e7ar do hor\u00e1rio, pensou que se tratava de algo grave, uma emerg\u00eancia, talvez. Com cautela, saiu ao port\u00e3o e, dali, viu Jo\u00e3o Gilberto, a bordo de seu Monza chumbo, ano 1987 \u2013 o xod\u00f3 do cantor. Contrariando a tradi\u00e7\u00e3o \u2013 em que costumava convencer previamente o maestro a sair em peculiares passeios noturnos \u2013, Jo\u00e3o apareceu sem avisar: \u201cVamos, Waltel! Vamos dar uma volta. O viol\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 aqui.\u201d De onde estava, o arranjador viu o Di Giorgio do amigo repousando no banco de tr\u00e1s. Sem outro rem\u00e9dio, trocou de roupa e se sentou no banco do passageiro.<\/p>\n<p>Desde que Jo\u00e3o comprara o Monza no ano anterior, a din\u00e2mica das incurs\u00f5es noturnas dos dois tinha mudado um pouco: agora, cada qual ia ao volante de seu respectivo carro. Por isso Waltel se surpreendeu quando o velho astro pediu para que ele embarcasse, indicando que iriam ambos no mesmo autom\u00f3vel. O maestro era um ex\u00edmio motorista. Jo\u00e3o Gilberto, nem tanto. Mas isso n\u00e3o preocupava Waltel. Enquanto trafegavam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Pedra de Guaratiba \u2013 de quem o cantor queria sentir as vibra\u00e7\u00f5es \u2013, engataram em uma conversa entre filos\u00f3fica e esot\u00e9rica. Jo\u00e3o Gilberto garantiu que poderia dirigir \u201cguiado pelas estrelas\u201d. Fechou os olhos e, mantendo as m\u00e3os presas ao volante, seguiu conduzindo o Monza pela estrada, ora comendo faixa \u00e0 esquerda, ora metendo as rodas na terra \u00e0 direita. No princ\u00edpio, Branco arregalou os olhos, mas n\u00e3o disse nada. Um bom trecho adiante, Jo\u00e3o abriu os olhos e voltou a dirigir normalmente. \u201cEst\u00e1 vendo, Waltel? \u00c9 s\u00f3 sentir a energia e ir\u201d, explicou. Conforme soube depois, o cantor viria a exibir sua t\u00e9cnica de se deixar guiar pelas estrelas a outros amigos. Estes, no entanto, n\u00e3o reagiriam t\u00e3o bem. \u201cEu falava que n\u00e3o tinha problema. O Jo\u00e3o dirigia t\u00e3o mal, que tanto fazia se estava de olhos abertos ou fechados\u2026\u201d, zombou Waltel, na entrevista para mim.<\/p>\n<p>Naquela noite, os dois foram a uma das praias mais isoladas da Pedra de Guaratiba, onde permaneceram at\u00e9 o meio da madrugada. Caminharam descal\u00e7os, conversaram e tocaram viol\u00e3o. L\u00e1 pelas tantas, como de costume, Jo\u00e3o se afastou para meditar. De cal\u00e7a social e palet\u00f3, sentou-se em um ponto afastado, cruzando as pernas em posi\u00e7\u00e3o de l\u00f3tus, feito um iogue. Enquanto isso, Waltel ficou contemplando o mar. Quando deu por si, cad\u00ea Jo\u00e3o Gilberto? O maestro andou, andou e nem sinal do amigo. Cerca de meia hora depois, Branco come\u00e7ou a ficar preocupado, perguntando-se como faria para voltar. Um pouco adiante, Jo\u00e3o Gilberto reapareceu. Quando terminou a medita\u00e7\u00e3o, tinha tomado o carro e come\u00e7ado a fazer o caminho de volta. S\u00f3 quando havia andado uns bons quil\u00f4metros \u00e9 que se deu conta de que tinha esquecido Waltel.<\/p>\n<p>\u201cO Jo\u00e3o tinha isso. Era esquecido demais. Por isso, a gente costumava ir em dois carros. Mas como [naquele dia] a gente tinha ido s\u00f3 em um, aconteceu isso\u201d, contou Waltel. \u201cMas quem sou eu pra falar de esquecido, n\u00e9?\u201d, completou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Gerv\u00e1sio Pozza Filho \u00e9 jornalista.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor da biografia de Waltel Branco \u00e9 o pirajuense Felippe An\u00edbal e o lan\u00e7amento em Piraju ser\u00e1 quarta, no Bistr\u00f4<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2991,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[277],"tags":[],"class_list":["post-2990","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2990"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3005,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2990\/revisions\/3005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usp.br\/piraju\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}